No seu quarto ano de reinado, Salomão inicia a construção do Templo de
Jerusalém, no Monte Moriah, no lugar que ocupava a eira de Ornã e Jebuseu,
ponto que separava a tribo de Judá e de Benjamim.
Meus Carrinhos de Ferro
Tenho uma coleção de carrinhos de Ferro, desses do tipo Hot Wheels. Entre todos tem um que é muito especial: um Plymouth GTX 1971. Ele é parecido com o nosso Maverick, porém, muito melhor vejam a foto da minha miniatura e outra de um carro original.
Nossa, vocês precisam ver, esse carro tem muita potência.
É pura adrenalina.
Para todas as pessoas que eu conheço eu faço questão de anunciar a minha coleção e faço questão de mostra-lá, e é claro, dando um destaque para o meu Plymouth GTX.
As palavras que mais ouço é “UUUAAUUUU”, “Que lindo” e por ai vai. Só elogios.
Mas quando eles falam:
- Posso Pegá-los???
- UHMMMM!!! Não tem jeito!
A minha resposta era sempre NÃO, nem oferecendo dinheiro!!! É incrível a mudança de comportamento: de entusiasmados para desmotivados.
Então eu não entendia por que eu ficava extremamente empolgado para mostrar a minha coleção e ao mesmo tempo não deixa ninguém tocá-los.
Mas você deve estar se perguntando, mas o que tudo isso tem a ver com a Maçonaria?
Antes mesmo que os nossos honrados profanos pensem nos mistérios da Ordem eu quero dizer que não há palavras secretas ou mensagens subliminares neste texto ou algo parecido. E irei explicar o motivo desse texto.
Alguns dias atrás estava conversando com um Irmão já com quase 40 anos de Ordem e estávamos comentando sobre o comportamento de alguns Irmãos iniciados e lembrei-me dos meus carrinhos durante esse bate papo, pois há alguns Irmãos que se preocupam demasiadamente com a sua situação de Iniciado e logo querem que todos saibam. Usam broches, pins, adesivos no carro, anunciam abertamente e outras coisas do gênero, mas quando alguém lhe solicita uma ajuda, mesmo que mínima, ele rapidamente se esconde atrás do seu avental ao avesso, como se quisesse assustar a quem lhe solicitou a ajuda.
Por que será que esse Irmão, então, é tão vaidoso ao falar sobre sua situação de Iniciado?
Bem não irei julgar, pois isso não me cabe.
Mas com alegria quero dizer à todos, a minha coleção de carrinhos agora é tocável e sofri um pouco por tal mudança, mas posso garantir que a minha satisfação pessoal é maior quando eu vejo os meus amigos olharem e tocarem nos carrinhos e tem até alguns que ajoelham-se no chão e brincam com eles como se fossem crianças. Esta é a minha realização e vi que posso ajudar ao próximo apenas mudando os meus hábitos.
Como profano e moderador, eu espero um dia ser iniciado na Pura Maçonaria, onde o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade possam ser lidas, faladas e principalmente Praticadas.
Que você possa tem uma excelente leitura desse periódico e vamos juntos transformar o mundo, começando pelo quarto de nossa casa.
Um grande abraço fraterno,
Wenderson Silva
Moderador Lista Maçonaria Brasil
A QUINTESSÊNCIA
ÉTER
AR ÁGUA
TERRA FOGO
Quinta-essência - nascida da união do Princípio Masculino ou Ativo (o enxofre=Sol) com o Princípio Feminino e Passivo (o sal=Lua), que correspondem, respectivamente, à linha vertical e horizontal da Cruz.
A maior parte do Cosmo está cheia por um só elemento: o Éter, que é um elemento celeste, a quinta essência, puro, eterno, inalterável e incorruptível.
Os quatro elementos: Fogo, Água, Terra e Ar, são fios condutores de energia cósmica.
Os Elementos representados no Zodíaco :
Água: Signos: Câncer, Escorpião e Peixes
Cor: Azul - Localização: Oeste
Fogo: Signos: Áries, Leão e Sagitário
Cor: Vermelho - Localização Sul
Terra: Signos: Touro, Virgem e Capricórnio
Cor: Marrom ou Verde - Localização Norte
Ar: Signos: Gêmeos, Libra, e Aquário
Cor: Amarelo - Localização Leste
Éter : Vértice do pentagrama, é a consciência cósmica e a harmonia entre
os ciclos de energia.
O pentagrama é um símbolo muito mais antigo do que se pode pensar. No ocidente alguns afirmam que este símbolo nasceu com Salomão, porém, ele já era usado no Antigo Egito onde há registros em tumbas e sarcófagos.
A quinta-essência está representada no Pentagrama e ele, já foi usado não só pelos pitagóricos como pelos cristãos. Um dos seus significados importantes é a proteção segurança e iluminação! Ele representa os cinco elementos: Éter, Água, Fogo, Terra e Ar e Usado nesta posição significa a dominação do espírito ( Éter ) sobre a matéria(água, ar, terra e fogo) ou seja a mente dominando os membros), é um símbolo de retidão.
O quinto elemento, superior aos quatro primeiros (a Quinta essência ou mercúrio filosófico dos alquimistas) nos faz passar do quaternário ao quinário, e do domínio da matéria ao da Vida e da Inteligência. Foi, pois, no quinto dia, ou seja, pela obra deste quinto elemento quando, segundo o Gênesis, apareceram os animais sobre a terra.
O mercúrio ,quinto elemento,que corresponde ao centro da Cruz, que é o ponto de intercessão dos dois Princípios ou elementos primordiais, que levam na simbologia hermética o nome do Sol e da Lua, além disso de ser o ponto de origem dos quatro elementos ordinários. Além de ser o princípio neutro dos quatro elementos formativos da matéria e, por conseqüência, de toda manifestação material, o mercúrio filosófico, também representa a vida que se funde em tal elemento, alem da energia que os anima, o princípio inteligente que se expressa em dita vida e realiza no homem suas possibilidades superiores.
Há pois que considerar cinco fases distintas na manifestação da mesma Quintessência:
- primeiro, a de sua origem;
- segundo, como origem dos quatro elementos;
- terceiro, a energia que os compenetra, permanecendo o centro estático, equilíbrio dos mesmos;
- quarto, a vida que os anima;
- e quinto, a inteligência que governa a vida orgânica e se serve da mesma para suas possibilidades superiores.
Pois o SER se manifesta unicamente pela ação. Não agir é o mesmo que não existir. Aquele que existe, está em perpétuo trabalho. Um dos pilares que sustenta a filosofia do Segundo Grau é: Se duvido, penso, se penso, existo.
* Segundo um importante Xamã Norte Americano, Sun Bear (Urso Solar) chefe e grande pajé da tribo Cree, “a quinta-essência é o sopro de consciência cósmica e a animação do Ser que é gerada pelo Grande Espírito que Anda”. Os seres vivos manifestam-se unicamente pela ação, um corpo sem atividade consciente não consegue existir nem mesmo, viver. Nada pode sobreviver sem ação, e tudo possui energia vital, os minerais, os corpos celestes e os animais e vegetais.
Em tudo há energia, porém elas se diferem no reino da natureza. Há uma hierarquia de valores entre as espécies.
Entre os homens, essa diferença de valores , mais ou menos elevada, é proporcional ao seu desenvolvimento do caráter, da personalidade e da espiritualidade. Sua vida evolui ou não, conforme a luta dos Elementos que se opõem dois a dois (polaridade). O ser inferior é um autômato, que reage mecanicamente sob a ação das forças que o dominam e o tornam verdadeiro joquete.
* Um velho índio descreveu certa vez, seus conflitos internos:
"Dentro de mim existem, dois cachorros, um deles é cruel e mau, ou outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando".
Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga.
O sábio índio parou, refletiu e respondeu:
"Aquele que eu alimento mais".
São Paulo, 13 de Novembro de 2003 (E.´.V.´.)
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Reinaldo Vitelli Macedo C.´.M.´.
Biografia :
Artigos Publicados por Jellis Carvalho
Manual do Companheiro Maçom
Considerações Pessoais
A SEGUNDA VIAGEM: AS CINCO ORDENS DA ARQUITETURA
A segunda viagem é dedicada à arte da ARQUITETURA, base simbólica da Maçonaria pois, além de considerar a arte de construir, como princípio operativo, considera um conjunto arquitetônico a formação da personalidade humana, incluindo o seu caráter, aspecto moral, intelectual e, essencialmente, o espiritual.
Qualquer “obra” ou “construção” maçônica deve orientar-se pelas regras Arquitetônicas e, sobretudo, suas obras devem ser bem projetadas, fortes, perfeitas no terreno das Colunas, três ordens, originais ou primitivas e que foram batizadas com o nome dos locais gregos de origem:Dóricas, Jônicas e coríntias.
Posteriormente, na Itália, os Pedreiros Livres da Idade Media inventaram duas ordens secundárias: Toscana e compósita.
A Arquitetura moderna aumentou em mais sete ordens, as terciárias: Ática, ou quadrada: Salomônica; Gótica; Rostrada; Abalaustrada; Embebida; e Solta ou Isolada.
A decoração dos Templos Maçônicos emprega quase que exclusivamente as cinco primeiras ordens de Colunas.
Cada degrau que sobe o Companheiro encontra-se adornado com uma das cinco Colunas, nos degraus estão escritas as iniciais e denominações, a saber:
D: Dórica, “Debex”, Que significa União.
J: Jônica, “Jophi”, Que significa Beleza.
C: Coríntia, “Cheved”, Que significa Grandeza.
T: Toscana, “Thokath”, Que significa Força.
C: Compósita, “Chilliah”, Que significa Perfeição.
As Colunas também representam os cinco ramos ou temas de estudo a que se dedica o Companheiro: Inteligência, Retidão, Valor, Prudência e Filantropia.
Inteligência, faculdade inata do homem, que o faz discernir, entender, aprender, perceber, compreender, descobrir, etc....
Retidão, aplica-se ao homem reto e justo, aquele que conhece os seus deveres e obrigações, que trabalha com conhecimento exato e justificando seus atos através dos seus mais puros raciocínios.
Valor, é qualidade moral, que eleva o homem e o impele às obras arriscadas sem temer os perigos, usando porém de prudência para não cair em sacrifício extremo.
Prudência, uma das quatro virtudes cardeais e que consiste na arte de saber distinguir as boas das más ações, aplicando conscientemente a temperança, a cordialidade e critério; a sensatez, o juízo moderado e a tolerância.
Filantropia, acentuado amor à humanidade, o desejo de executar boas obras sem esperar qualquer recompensa; Socorrendo o necessitado com verdadeira Caridade, sem humilhação e sobretudo em vanglória.
Portanto, como vimos, a Maçonaria tem as suas bases para os seus ensinamentos simbólicos, na Arquitetura material, moral, física, social, intelectual e espiritual.
Como Material, usa a gama infinita dos símbolos fornecidos pela Geometria, Aritmética e Trigonometria.
Como Moral, uma técnica de Vida, para uma formação perfeita da personalidade como indivíduo e como chefe de família.
Como Física, a estrutura do corpo humano, na aparência de um indivíduo equilibrado em temperança e educador, “mens sana in corpore sano”.
Como intelectual, a investigação sobra tudo, mormente a Natureza e o próprio Universo.
Como Social, o interesse na construção da Sociedade, da qual é membro.
Como Espiritual, a aproximação ao seu Criador, o seu Grande Arquiteto, a sua espiritualização.
A arquitetura fornece a linguagem maçônica e a instrução simbólica, pois dentro dos seus emblemas, símbolos e alegorias, o Companheiro encontrará os “meios” para a sua evolução, ou seja, a possibilidade de transpor, em sua jornada, o caminho que o conduzirá ao mestrado.
1a. VIAGEM
2a. VIAGEM
3a. VIAGEM
4a. VIAGEM
5a. VIAGEM
BIBLIOGRAFIA:
CAMINO, Rizzardo – Simbolismo do Segundo Grau
BOTELHO, Heitor – O companheiro Maçom – O Vigilante e seu Pupilo.
FONSECA, Gilson – Trabalho de Exaltação.
AFONSO, B. Germano – Arqueoastronomia Brasileira.
Ir Jerônimo F. de Lucena
A TERCEIRA VIAGEM: ARTES LIBERAIS
A terceira viagem é dedicada às Artes Liberais, concebidas, na época do surgimento do Rito Escocês Antigo e Aceito, a saber: A Gramática, a Retórica, a Lógica, a Música e Astronomia.
Evidentemente, hoje teríamos uma gama bem diferente a considerar, pois a evolução da tecnologia ensejou o surgimento de novas profissões, jamais imaginadas na época em que surgiu o rito.
Seguindo, porém, a tradição, e para enfatizar o instrumento que o candidato recebe ao encetar a sua terceira Viagem, a Alavanca, nos restringiremos às Artes Liberais antigas.
A Alavanca que materialmente é utilizada para erguer pesos, simboliza a força da Inteligência, subjugada pela Vontade do Homem; o símbolo do imenso poder adquirido pela aplicação das fórmulas e princípios das Ciências; o poder e a força física individual que o homem, sozinho, não poderia conseguir.
GRAMÁTICA
A arte de falar e escrever corretamente; no mundo moderno, quando há necessidade, para a sobrevivência, de emprestar vital importância à comunicação, o homem necessita saber esgrimir com facilidade a palavra e a pena.
Se o Aprendiz passa seu período em silêncio, ouvindo a palavra dos Mestres, estes, evidentemente, devem existir em número suficiente para a formação dos Companheiros; por sua vez, o Companheiro, “ensaia” os primeiros passos nesta Terceira Viagem, para iniciar o seu “vôo” em direção à Comunicação; estará experimentando, no uso e na prática, as regras que lhe foram ensinadas.
RETÓRICA
É arte paralela à Gramática, pois é um conjunto de regras da Oratória, para conseguir que o discurso seja persuasivo, eloqüente, elegante e comunicativo.
A Maçonaria tem peculiar interesse, não no gênio, mas naquele que necessita de cuidados e auxílios para o seu desenvolvimento e evolução. Dentro das lojas, que são “oficinas” de retórica, todos, indistintamente, sendo humildes, aprendem a falar em publico e expressar-se com acerto.
Hoje, são tantos os bons oradores, que não se destacam, apenas alguns, pois o saber falar convincentemente tornou se uma arte mais do que necessária neste mundo onde a comunicação é fator vital.
LÓGICA
O raciocínio tem ligações íntimas com a meditação; no entanto, a solução ou o resultado deverá ter base na Lógica, que os antigos maçons consideravam Arte e hoje é exclusivamente ciência. A lógica sustenta as leis da filosofia e ensina o Companheiro a ser reto, justo, leal, compreensivo e tolerante.
É a lógica, que juntamente com a gramática e a retórica, dão uma formação e um sentido natural à personalidade do Companheiro. Essa vivência ou ensaio da vida encontra algo maior que a própria lógica, que o próprio raciocínio: O Grande Arquiteto do Universo.
Na terceira viagem, o Companheiro tem nas mãos a régua de 24 polegadas e a Alavanca; já sabemos o significado destes dois instrumentos simbólicos; a Régua é o traçado para um caminho reto e sem empecilhos, porque a alavanca os remove, afastando-os e não destruindo, porém não mais constitui empecilho para a jornada.
MÚSICA
A música tem a sua definição convencional, por exemplo: “A Arte de produzir e de combinar os sons de um modo tão agradável ao ouvido, que as suas modulações comovam a alma”.
O valor do som não está na melodia nem no ritmo. O valor do som é o reflexo que ele produz. Nas lojas maçônicas atuais, a Música é apresentada por meio de CDs ou fitas, sendo selecionada com total preferência para as peças tradicionais clássicas. Não há uma prévia programação; não faz parte da “plataforma” de um Venerável Mestre, quando inicia seu mandato.
Fica à mercê, quase sempre de modo improvisado, de dois fatores: os CDs ou fitas existentes e o gosto do Mestre de Harmonia.
Raríssimas lojas conservam o órgão e se, algumas, ainda, o possuem, lhes falta o organista.
O som dentro de uma loja, entregue sob a responsabilidade do “Mestre de Harmonia”, não significa parcela muito importante, mas o “som”, enquanto se forma a “Cadeia de União”, adquire importância relevante, total e indispensável.
O venerável Mestre deve conscientizar os Membros do Quadro sobre o efeito do “som” na meditação.
É a música de Rick Wakeman, um jovem inglês, filho do conhecido pianista inglês Cyril Wakeman, e que tomou em suas mãos temas como Viagem ao Centro da Terra, o Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda, as Esposas do Henrique VII, e muitas outras e lhes deu um movimento musical de tal monta, que revolucionou tudo e encantou a todos. Há muito de maçônico na obra de Rick Wakeman, não por ele, jovem demais, mas quiçá por seu pai.
É esta a arte que se espera refloresça para o deleite da humanidade e que se espera que a Maçonaria, mormente os Companheiros, lhe dêem maior atenção.
ASTRONOMIA
As lojas possuem entre os seus símbolos muitos astros: O sol, várias estrelas, enfim, a própria Abóbada Celeste, sem contudo deter-se no estudo desta ciência. O Rito Escocês Antigo e Aceito não se preocupa com dois aspectos: os Mares e Oceanos, e o Espaço.
Entre os antigos sábios e astrônomos, encontramos excelsos maçons; as suas descobertas foram fruto de observação, usando instrumentos primários.
Hoje, evidentemente, na era espacial, a Astronomia assume foros de ciência especializada.
Não confundamos Astronomia com Astrologia; a primeira, uma ciência; a segunda, quiçá, apenas uma arte.
Estudar os astros para observar o destino de uma pessoa, organizando um “horóscopo”, tem sido prática antiqüíssima, onde não se consegue vislumbrar a fronteira entre a realidade e a mistificação. Esta “arte” astrológica tem penetrado nos Templos maçônicos causando certas confusões, por isto a advertência para que não haja confusão alguma entre Astrologia e Astronomia.
A evolução tecnológica da era espacial, porém, não conseguiu penetrar nas lojas Maçônicas; estas “estacionaram” nos conceitos da Astronomia dos séculos passados, usando-os simplesmente como referências para explicar o significado de certos símbolos.
Há, portanto, muito, ainda, para estudar, analisar, e pôr em prática; o trabalho do Companheiro apresenta-se árduo, sempre mais, a cada ano que passa; se isto assim permanecer, o futuro Companheiro do terceiro milênio ainda “balbuciará” definições primárias.
“Constelação de Ofiúco” = 13° signo do horóscopo, sendo que o horóscopo tradicional idealizado a 134 aC pelo astrônomo Grego Hiparcos, está totalmente fora do calendário real....e a maioria estão com defasagens em função de que o eixo de rotação terrestre fechar o ciclo a cada 26.000anos. Ofiúco é para os nascidos (29/11 à 16/12) entre escorpião e o sagitário.
1a. VIAGEM
2a. VIAGEM
3a. VIAGEM
4a. VIAGEM
5a. VIAGEM
BIBLIOGRAFIA:
CAMINO, Rizzardo – Simbolismo do Segundo Grau
BOTELHO, Heitor – O companheiro Maçom – O Vigilante e seu Pupilo.
FONSECA, Gilson – Trabalho de Exaltação.
AFONSO, B. Germano – Arqueoastronomia Brasileira.
Ir Jerônimo F. de Lucena
A MAÇONARIA COMO ESCOLA DE MORAL
Todos sabemos que antes de um profano ser admitido na Fraternidade Maçônica, é objeto de rigorosas indagações pela comissão de sindicância que a Loja escolhida nomeia e, se tudo correr bem, ainda sua Iniciação depende da votação dos Maçons reunidos na respectiva Oficina para aprovação ou não em Escrutínio Secreto. Bastará um voto contrário para impedir sua aprovação mandando o presidente da Sessão que se repita a solenidade; se persistir aquele voto contrário, verdadeiro veto, o candidato estará recusado.
É louvável o sistema de seleção adotado na Maçonaria, guardando-se a inviolabilidade da origem dos votos impeditivos numa consagrada homenagem à dignidade de caráter dos seus fautores. Há aí verdadeiro segredo funcional. A nenhum Irmão é dado o direito de tentar descobrir de onde partiu o embargo. A moral do votante é a garantia de que agiu com honradez e espírito de justiça. Na Loja todos são iguais e, na votação, o que prevalece é a confiança ilimitada no procedimento liberto de reservas mentais de cada um. Um Maçom não pode nem concorrer com seu voto condenatório a quem se propôs a fazer parte da Fraternidade, sem estar perfeitamente em harmonia com sua consciência. Exercer, em tais casos, um ato de mesquinha vingança é conduta degradante, indigna de um Maçom. Mas poderá verificar-se um caso desses na Maçonaria? Poderia um Maçom, por espírito de ódio, de inimizade, de rivalidade de qualquer natureza vetar a entrada de um desafeto na vida profana, simplesmente pelo fato de não desejar vê-lo como Irmão numa Oficina onde todos são nivelados pelos sentimentos de Fraternidade?
Há uma passagem nos Evangelhos em que Jesus, ao ser censurado por haver aceitado que a mulher transviada lhe untasse os pés com óleo perfumado, respondeu com aquela mansuetude que foi a característica de toda a sua vida: "O médico deve estar entre os enfermos".
É possível que um enfermo, no caso, um profano que se candidata a renascer à Luz da Estrela Flamejante conte entre os que vão aprovar, um ou mais desafetos no mundo profano, e que, em tais circunstâncias, se veja barrado na tentativa de transpor as Colunas do Templo e ser recebido como Irmão. Aplicando a imagem de Jesus, teríamos: o enfermo deve estar entre os médicos. Mas, em tal caso, o enfermo não seria, na realidade, o profano proposto, e sim o Maçom que lhe impediu o ingresso na Loja.
Vamos relatar aqui, sem citar nomes, nem datas, nem lugar, nem a Loja, um dos mais edificantes fatos de que temos notícia em torno de profanos que se interessam pela honra de pertencer à Sublime Ordem.
Certo cidadão dirigiu a uma Loja o seu pedido de ingresso, documento inicial abonado por um Irmão do respectivo Quadro. Procedendo-se aos trâmites do "curriculum vitae", com todos os requisitos do Regulamento, aguardava o profano a notícia definitiva e a data de sua Iniciação, quando correu ao apoiador, visivelmente preocupado, quase aflito:
– Diga-me... É possível desistir de tudo?
– É possível. Mas qual o motivo de tal arrependimento?
– Você não diga nada, mas acabo de saber que Fulano, com quem rompi relações há uns dois anos, é também de sua Loja, e, o que é pior, ocupa cargo de relevo.
– E que tem isso com sua entrada? De inimigos está cheio o mundo profano aqui fora.
– Ele não me topa. E é vingativo, podendo contar lá dentro histórias contra mim, enlameando meu nome. Você compreende. Se houver tempo de evitar isso, eu agradeço muito. Não quero servir de pasto ao ódio daquele cretino.
– Se não é indiscrição, qual o motivo desta inimizade?
– Um caso de atropelamento. Um filho dele quase que matou um homem em frente a nossa casa. Fui arrolado como testemunha e contei a verdade. O rapaz foi condenado e, daí por diante toda a família passou a odiar-me.
– Queriam que você depusesse a favor do atropelador?
– Justamente. Achavam que, se eu desse meu testemunho a favor, ele não teria sido condenado.
– E Fulano chegou a manifestar-se sobre isso?
– A mim, pessoalmente, não, mas pessoas de nossa mútua intimidade me disseram que ele concordava com os da família. Tanto é verdade que houve completo resfriamento em nossas relações de amizade.
– Eram íntimas e cordiais antes do acidente?
– Se não íntimas, cordiais eram.
O Irmão o tranqüilizou:
– No seu caso, eu não recuaria. Aguardaria o "veredictum" definitivo da Loja. Não que Fulano, homem criterioso e excelente companheiro lá na Maçonaria, vá prevalecer-se de um episódio como o de que me fala você para impedir sua recepção entre nós. Entretanto, uma particularidade você deve ficar sabendo desde já: se for Iniciado, meu caro, não poderá nenhum de vocês manter a inimizade na Oficina, como se estivessem no mundo profano. Ali, todos somos Irmãos, todos esquecemos agravos, vemo-nos fraternalmente.
– Por mim... Estou de acordo, mas não sei se ele pensa assim.
– Fulano não pensa assim: age assim. É grande Maçom. Sabe ser Maçom.
Passaram-se os dias, até que foi marcada a data solene da Iniciação. Com o temeroso entraram mais dois neófitos, tendo sido a Sessão um dos mais belos exemplos de festa a recipiendários da Ordem, fraternizando delegações de várias outras Lojas, repetindo-se saudações e discursos, inclusive bela oração do tal "inimigo" do temeroso candidato, visivelmente sensibilizado pelo que via e sentia, num ambiente de plena e irrestrita cordialidade. Daquele memorável dia em diante, o que passara, passara. A reconciliação foi completa e exemplar na vida profana, tudo harmonizado pela Fraternidade Maçônica.
Conta-se também outro episódio interessante, passado em certa capital de Estado nordestino.
Havia num dos municípios do interior um chefe político de tradições terríveis, apontado como personagem perigosa e homem capaz de todas as violências. Poderoso pela influência partidária e pelos recursos econômico-financeiros de que dispunha, aquele potentado, segundo diziam, conduzindo no lombo a acusação de várias mortes, não se levando em conta as surras que costumava mandar aplicar pelos seus cabras em seus desafetos.
Um belo dia desejou entrar para a Ordem Maçônica. E foi aceito sem restrições, embora o fato provocasse certas censuras de Irmãos de outros Orientes, pois que, para muitos, o tal coronel não podia, sequer, imaginar dirigir pedido de candidato à Maçonaria, quanto mais ser aceito e Iniciar-se nos Sagrados Mistérios da Ordem. A verdade é que o tal foi recebido. Houve, porém, a oportunidade de se lhe aplicar proveitosa e providencial lição. No curso das provas do Ritual, teve ele que mostrar-se humilde e prometer emendar a mão quanto aos seus desatinos passados e comportar-se, dali em diante, como um verdadeiro Maçom. Ouviu preleções edificantes das Luzes da Loja em que se Iniciava. Cabisbaixo, aceitou os Landmarks, as regras severas da Moral Maçônica, o dever de passar a ser um homem criterioso, sensato, refletido; emendar-se no que respeitava aos seus estouvamentos, sua natureza violenta, seus velhos hábitos de agressão aos mais fracos; um Maçom não deve agir como qualquer estabanado, qualquer mal educado. Deve ser pessoa com espírito de justiça e de retidão, impecável na sociedade, de bons costumes dentro e fora de casa. E o nosso herói, fascinado pelo ambiente, aceitando todos aqueles conselhos, ao ser lhe dada a palavra, agradeceu a Deus ter podido ingressar no seio da Maçonaria e ser um Maçom digno desse nome. Muita coisa, porém, que diziam dele, esclareceu, não passava de invenção do povo e de seus inimigos. Ao ágape, quando foi servida pólvora de vários tons, o coronel confessou que tinha a impressão de estar nascendo para uma nova encarnação. E fora verdade. O homem tornou-se outro e nunca mais houve possibilidade de inventar nada contra ele e seu procedimento social.
Como os dois casos acima, há muito na história e nos anais de nossa Lojas espalhadas por todos os recantos do País. Embora achemos que os nossos processos de seleção e julgamento estejam certos e lógicos, é dever de cada Oficina proporcionar chances a candidatos que são julgados a priori, muitas vezes por informações apressadas e levianas, as quais, observadas com certa dose de tolerância, não seriam empeços para a aceitação do profano.
Achamos mesmo que é no trabalho das Oficinas, nos encontros da Fraternidade, no balanço operativo dos Irmãos, na aplicação doutrinária, no ensinamento geral a que todos abrange, que a Maçonaria cumpre integralmente sua finalidade na sociedade humana. Desbastar a Pedra Bruta só encontra analogia e significado real com o trabalho primitivo dos Pedreiros Livres, quando, na própria Oficina, procura a Maçonaria anular as arestas de seus próprios membros, quaisquer que sejam as suas posições em Loja, sejam quais forem seus títulos iniciáticos.
Se o médico deve estar entre os enfermos, para que os cure ou aconselhe o melhor meio de lutar contra os males físicos, a Maçonaria poderá tornar-se grande nutriz da alma, do aperfeiçoamento moral do homem, a universidade de doutrinas filosóficas capazes de iluminar os espíritos ainda cheios de impurezas dentro das próprias Oficinas. Se um profano é impedido de entrar e aperfeiçoar-se não está bem compreendida a doutrina maçônica. É preciso ver a Maçonaria também um obra de assistência moral aos que conduzem n’alma as manchas de defeitos adquiridos na vida profana, sem que ali tenha possibilidade de regenerar-se. Não e a Maçonaria um clube de perfeição, apenas é, sim, um clube de aperfeiçoamentos. Aperfeiçoar os que estão do lado de fora e os que estão do lado de dentro. Todos nós somos portadores de defeitos; ninguém é perfeito em nada. A doutrina maçônica procura aperfeiçoar o homem no sentido moral, mas se para ali entrar, já foi considerado um candidato de moral perfeita, que poderá a Maçonaria fazer em benefício desse milagre humano? Nada. Mas, se para suas Lojas entrar um enfermo que precise de assistência e cura, aí sim está a Maçonaria cumprindo providencialmente sua sagrada missão entre os homens, reduzindo os maus e recuperando-os para a seara do Bem.
Não é raro ouvirmos certas censuras saídas da boca de Maçons e de profanos que estranham e até reprovam com azedume a presença de certas pessoas na Maçonaria.
Fulano é um cretino; não se compreende como pode entrar para a Maçonaria.
O fato de um cretino entrar para a Maçonaria não é estranhável. O que se pode estranhar é a Maçonaria não ter podido transformar o cretino em homem de bem, em cidadão digno de louvores. É incontestável que o principal trabalho de uma comunidade maçônica é o aperfeiçoamento moral dos seus elementos. Em Loja, todos somos iguais e ali não se permitem reservas mentais, descrições e recuos no cumprimento do dever saneador de cada um, quando se faz necessário aplicar os nossos Regulamentos e Código Maçônico.
É falsa, falha e indesculpável a alegação de que a Maçonaria nata tem com a vida particular ou privada de seus filiados. Tem sim. Um Maçom que atenta contra a moral, que é dado a extravagâncias, a atos que lhe comprometem o nome e deslustra a família, que não cumpre seus deveres e obrigações na vida profana, que é leviano e perdulário, que não é bom pai, que não é bom esposo, que leva uma vida desregrada, embora seja assíduo às reuniões de sua Loja e contribua com seus auxílios financeiros aos a quem a Maçonaria procura amparar, não é digno do nome de Maçom, nem de pertencer aos seus Quadros. É um enfermo que deve ser curado de sua moléstia moral é incurável, que seja desligado da Ordem, para que a Instituição não venha a pagar pelos pecados de um de seus componentes. A Maçonaria pode não chegar a conseguir triunfar sobre um elemento transviado da trilha do Bem; mas esforçou-se e lutou como recomendam suas tradições de Mestra e Orientadora para o bom caminho.
Transcrevemos para estas páginas o que nos ensinam os exegetas de nossa Ordem, os que têm estudos maçônicos aprofundados e não se cansam de doutrinar em benefício da cultura humana.
Ir.'. José Fernandes de Oliveira
Or.'. de Itaúna – MG
A QUARTA VIAGEM
É essencialmente filosófica e em homenagem a todos os filósofos, destaca a figura de quatro filósofos antigos: Sólon, Sócrates, Licurgo e Pitágoras.
Por fim, encerra o pensamento com momentos de meditação em torno da sigla INRI.
SÓLON
Um dos primeiros legislador de Atenas considerado um dos sete sábios da Grécia.
Nasceu em Salamina em 640 e morreu em 558 a.C. Elevou o espírito nacional dos atenienses; diminuiu os impostos dos cidadãos pobres e restabeleceu a harmonia da cidade, dando-lhe uma constituição mais democrática. Dividiu os cidadãos em classes, fundadas não no nascimento, mas na fortuna e concedeu a todos uma parte no governo da cidade.
Poeta emérito, cuja obra perdeu-se, conservando-se apenas fragmentos de sua poesia, duma grande beleza. O seu nome passou a ser sinônimo de sábio e legislador.
SÓCRATES
Nasceu Sócrates em 470 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, um escultor, e de Fenáreta.
Ingressou na política, tornando-se funcionário público e magistrado, mantendo-se porém rígido em seu modo de pensar;
O seu modo rígido de vida criou-lhe inimizades e descontentamento geral, hostilidade popular. Foi condenado à pena capital; deram-lhe de beber cicuta, uma infusão de ervas venenosas. A característica de sua filosofia é a introspecção e exprime-se no célebre lema:”conhece-te a ti mesmo”, isto é , “torna-te consciente de tua ignorância”.,como sendo o ápice da sabedoria, que é o desejo da ciência mediante a virtude. Toda filosofia de Sócrates volta-se para o mundo humano, espiritual, com finalidades práticas e morais.
Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento, rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum.
Nas lições maçônicas, os conceitos socráticos são repetidos ainda hoje, pois o itinerário traçado por Sócrates, é diuturnamente percorrido pelos maçons que não esgotaram a ciência da moral.
A filosofia socrática constitui uma das pedras angulares do grande Edifício da filosofia maçônica.
LICURGO
Filho de Eunomo, rei de Esparta, nasceu no ano de 898 a.C. e foi legislador da Lacedemônia. Morto seu irmão Polidecto, no ano 868 a.C. foi proclamado rei por faltar descendência a Polidecto, eis que se ignorava se a rainha viúva estaria ou não grávida.
A primeira proclamação de Licurgo foi que se a rainha desse luz a um sucessor da coroa de seu irmão, ele seria o primeiro a reconhecê-lo, jurando que então reinaria apenas como tutor do futuro príncipe. A rainha, contudo, propôs a Licurgo que se casaria com ele e evitaria o nascimento do filho, proposta que Licurgo repeliu e, quando nasceu o herdeiro, o tomou nos braços e apresentou ao povo e aos magistrados dizendo: “Este é o rei que nos nasceu.”
Licurgo não só foi o excelso legislador, como também filósofo profundo e ilustrado reformador, pois sua legislação era um sistema perfeito de moral e política.
Este sábio legislador foi o primeiro que conheceu a força e a fraqueza do homem e soube conciliar a lei com os deveres e necessidades do cidadão.
Licurgo é evocado nesta quarta viagem, justamente, como grande legislador, numa demonstração que a Maçonaria encontra um dos seus motivos de existir, no aperfeiçoamento das leis, sejam as de sua própria Instituição, sejam de todos os países onde exerce a sua benéfica influência.
Licurgo preconizou e pôs em prática a sua moral filosófica de que os interesses dos cidadãos se encontram, sempre confundidos com o interesse do Estado, pois este não é apenas uma administração, mas sim, a chefia da grande família.
O Companheiro, desde cedo, deve preocupar-se com o aperfeiçoamento das leis e fazê-las respeitada.
Licurgo conseguiu o respeito à sua legislação através de juramentos solenes; os iniciados dentro da Maçonaria juram solenemente respeitar as leis do país onde vivem.
PITÁGORAS
Pitágoras, fundador da Escola Pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571 a.C.
Pitágoras aspirava fazer com que a educação ética da escola se ampliasse e se tornasse reforma política.
Os ensinamentos de Pitágoras abrangiam a filosofia das escolas por onde passara: a elevação, o espírito místico e simbólico dos orientais, o caráter, ao mesmo tempo belo e positivo que distinguia os gregos. Apesar da escassez dos meios de observação, os pitagóricos fizeram notáveis descobrimentos no terreno da Astronomia; para exemplificar, bastaria citar a descoberta que Pitágoras fez a respeito do duplo movimento da Terra, doutrina a que deu publicidade e entregou ao seu discípulo Filolau.
Os discípulos de Pitágoras não se dedicavam somente à Astronomia e Matemática; aplicavam-se ao estudo da organização social e política. Deve-se a Pitágoras a origem do vocábulo “Filosofia”.
Os gregos chamavam à sabedoria de “Sofia” e aos seu sábios de “sofos”. Pitágoras achou muito elevado denominar-se de “Sofos”, e preferiu ser chamado de “amante da sabedoria”;
Pitágoras foi o Mestre-Maçom por excelência, a base filosófica do Rito Escocês Antigo e aceito, o fundamento inalterável de todo conhecimento atual, por maior que tenha sido, neste campo, a evolução.
Na matemática e Geometria, ciências e artes existentes em todos os símbolos maçônicos, a presença de Pitágoras é a Constante daqueles que se dedicam à meditação e que colocam a razão na posição elevada, dentro do complexo que se chama mente do homem.
I.N.R.I.
São as iniciais misteriosas que encerram o “segredo” da palavra sagrada dos Cavaleiros Rosa Cruzes, palavra que não se pronuncia; serve para inquirir, através de um questionário, o verdadeiro Rosa Cruz que, assim, sabe encontrar por duas vezes a palavra sagrada que solicita. Estas quatro letras, em língua hebraica, são as iniciais do nome dos quatro elementos primitivos conhecidos na antiga física. Há confusões em torno da inscrição I.N.R.I., atribuída exclusivamente à frase resumida colocada no cimo da Cruz onde Jesus foi sacrificado.
Estas quatro letras eram conhecidas pelos antigos filósofos que tinham arrancado da Natureza os seus segredos, dizendo que a Natureza se renova em seu próprio seio.
Esta doutrina de renovação tem sido, sempre, a doutrina maçônica. Os antigos Rosa Cruzes formavam os seguintes aforismos:
Igne natura regenerando integrat
Igne natura renovatur integra
Igne nitrum rorsis invenitur.
Outros as interpretam considerando-se com iniciais da palavra hebraica dos quatro elementos da antiga física:
Iammin (água) - Nour (fogo) – Roauhh (ar) – Iabeschech (terra).
Os modernos Rosa Cruzes as dão como iniciais das palavras: Índia, Natureza, Regeneração, Ignorância. E também: “”indefeso nuso repellamus ignorantiam”.
A definição mais vulgarizada a respeito das iniciais I.N.R.I. é a de que são as iniciais da sentença escrita em latim, colocada sobre a Cruz onde morreu Jesus:”Jesus Nazarenus Rex Judeorum”. A seita ou escola do “Rosicrucianos” fazia uso das iniciais para expressar um dos segredos da alquimia:”O fogo renova completamente a Natureza”. Também adotaram as iniciais para expressar seus três elementos principais, que eram o sal, o enxofre e o mercúrio.
1a. VIAGEM
2a. VIAGEM
3a. VIAGEM
4a. VIAGEM
5a. VIAGEM
BIBLIOGRAFIA:
CAMINO, Rizzardo – Simbolismo do Segundo Grau
BOTELHO, Heitor – O companheiro Maçom – O Vigilante e seu Pupilo.
FONSECA, Gilson – Trabalho de Exaltação.
AFONSO, B. Germano – Arqueoastronomia Brasileira.
Ir.´. Jerônimo F. de Lucena
A QUINTA VIAGEM
De tudo o que foi dito sobre a quinta e última viagem, pinça-se um aspecto relevante, o que diz respeito à liberdade. A Liberdade tanto pode ser um elemento da própria natureza, como condição intrínseca do homem, ou um estado emocional.
Ele tem tido os seus momentos de evolução e os seus conceitos ampliam-se alteram se ou modificam-se.
O conceito de Liberdade de mil anos atrás, evidentemente, não era o mesmo de hoje.
Liberdade, conceituada quanto à livre locomoção, pertence ao campo político e social.
As Constituições dos países destacam a importância desta Liberdade. A Maçonaria tem lutado para manter esta Liberdade no Mundo, e isto vem comprovado na fase histórica da Maçonaria.
A luta pela Liberdade é um sentimento inato no homem e não dependerá da Maçonaria mantê-la, inspirá-la ou cultivá-la. Liberdade para todas as raças é um ideal maçônico vivo nos países onde surge a necessidade de luta, para banir a errada concepção de que um homem difere dos demais, por ter cor em sua pele. Liberdade como estado emocional é a que apresenta maior interesse de estudo e que a na Quinta Viagem sobressai.
A partir de Sócrates com a sua máxima:”Conhece-te a ti mesmo”, a liberdade necessitou de novo conceito. Diz Sócrates que o homem deve conhecer, ou melhor, reconhecer a própria ignorância. É neste sentido o pensamento Socrático, porém, isto também não é tudo, pois o homem sensato de hoje tem consciência de sua ignorância, mormente face à evolução tecnológica e do pensamento humano. Disse um grande escritor moderno que “A liberdade é a faculdade humana para conduzir o pensamento e a ação para um determinado sentido, com o menor número de obstáculos”.
Liberdade, na quinta viagem, tem o significado de Libertação.
Há leis estabelecidas, nos três Universos: no Universo Cosmológico; no Universo de dentro do homem; No Universo espiritual de Deus.
Estas leis foram estabelecidas pelo construtor dos Universos, o Grande Arquiteto, Deus para a Maçonaria. O que o Grande Arquiteto estabeleceu foi definitivo, permanente e perfeito, pois Ele é Justiça e Perfeição, o dualismo, sempre repetido e aceito, em todas as reuniões maçônicas.
A Liberdade filosófica deve ser conduzida neste sentido, isto é, libertar o homem de sua ignorância, a respeito da real concepção do termo Liberdade. Este vôo de liberdade em direção à Liberdade no “seio” de Deus é a verdade maçônica.
O mestre Nazareno já dizia: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.”
O “Conhece-te a ti mesmo”, de Sócrates, nada mais é do que a descoberta, dentro da mente do homem, de que ainda é escravo de suas paixões, emoções, e ignorância e que precisa ser libertado e que esta libertação não depende de mais ninguém, a não ser de si próprio.
Porém, como o estudante necessita de um Mestre, de uma escola e de meios outros para aprender, o homem em busca de libertação necessita, também, destas condições.
Como isto constitui um trabalho, somente em uma Oficina ele encontrará as condições de que precisa; esta Oficina será uma Oficina Maçônica. O trabalho dentro de uma Oficina é de investigação; inicialmente, o pensamento é conduzido pela mão de um Mestre; parecerá que cada um absorve a concepção filosófica do Mestre; isto, apenas no início, pois o alimento recebido fará o organismo crescer até o momento propício à autocrítica e auto-análise.
Entra sempre, obviamente, a presença de Deus, que inspira, dá abertura, alimenta a tolerância e penetra na razão do Companheiro que, aparentemente por si mesmo, evolui, mas que na realidade, cresce mercê o auxilio amoroso de seu “Pai”, o Grande Arquiteto do Universo.
O Grau 2, o Companheiro, pertence ao grupo “iniciático” do Rito. No 1º Grau, o Aprendiz tem diante de si um panorama geral sobre a Maçonaria e se detém no estudo exterior dos símbolos. Será como Companheiro que o maçom, buscará, na filosofia, afirmar-se no propósito de atingir o mestrado.
Muitos maçons inexperientes criticam do porque a Maçonaria, ainda e sempre, estuda os conceitos dos sábios antigos e pouco significado dá aos filósofos modernos e atuais.
A explicação é primária; as linhas mestras na Filosofia Maçônica são imutáveis, porque esteadas nas leis da Natureza; e foram os sábios antigos que nos revelaram o significado destas leis e sobretudo sobre os conceitos filosóficos de Justiça, Liberdade e Fraternidade.
Nada há a acrescentar aos conceitos antigos, pois o pensamento atual nada mais é que adaptação, ao mundo de hoje, dos conceitos de ontem. Em verdade, temos certas facetas curiosas, como o que nos traz a Parapsicologia.
Mas isto constitui uma especialização sobre o conceito da mente humana; é uma ampliação ousada, ainda no campo experimental; uma espécie de “parapsicologia operativa”, em termos maçônicos.
Isto não impede e não tem impedido que nas Lojas maçônicas também haja excursão no campo da Filosofia, da Psicologia, da Lógica, da Parapsicologia e demais ciências correlatas.
Porém, devemos nos render a uma realidade, para sermos honestos e justos; a tendência ao estudo da parte do maçom latino-americano é modesta.
No Brasil, a luta para que cada Loja possua a sua biblioteca para propiciar aos seus membros facilidades de estudo, tem sido inglória; os próprios autores de literatura maçônica são escassos; estamos na dependência dos autores estrangeiros, e com poucas possibilidades de termos obras traduzidas.
O objetivo primordial do Companheiro é o estudo da Ciência; Ciência diz respeito ao estudo de todos os ramos do conhecimento humano, sem segredos, com abertura e disposição humilde de aprender. Seria ridículo pretendermos que a Maçonaria atual distribuísse conhecimentos científicos aos seus Membros, face à existência de Escolas e Universidades e, número suficiente para que todos encontrem o que aspiram ou necessitam. Também as livrarias estão superlotadas com livros de todos os gostos e matizes, técnicos e práticos.
Por isto, a Maçonaria, hoje, dedica-se ao estudo de apenas “alguns aspectos” científicos, sobre assuntos que interessam à formação social, moral e espiritual do homem.
O coroamento deste estudo, portanto, é a libertação da mente humana, em busca do seu “eterno Refúgio”, o Grande Arquiteto do Universo.
1a. VIAGEM
2a. VIAGEM
3a. VIAGEM
4a. VIAGEM
5a. VIAGEM
BIBLIOGRAFIA:
CAMINO, Rizzardo – Simbolismo do Segundo Grau
BOTELHO, Heitor – O companheiro Maçom – O Vigilante e seu Pupilo.
FONSECA, Gilson – Trabalho de Exaltação.
AFONSO, B. Germano – Arqueoastronomia Brasileira.
Ir Jerônimo F. de Lucena
A Letra “ G “ 3
No centro da estrela flamejante está colocada a letra “ G “. Essa letra é incontestavelmente um enigma maçônico, e sobre ela paira um mistério que provocou um numero infinito de interpretações e comentários, às vezes judiciosos, mas muitas vezes também muitos fantasiosos.
A letra “ G “ , em sua grafia atual. É de origem recente. Primitivamente, o G tinha o mesmo valor fonético do C; é assim que, no latim, encontramos indiferentemente as formas Caius ou Gaius, Cnoeus ou Gnoeus, etc. Quando o C se tornou quase que absolutamente um homófono do K, fez-se sentir a necessidade de representar o som G por uma outra letra. Foi na segunda metade do século V de Roma que se inventou essa letra que, visivelmente, é uma simples modificação do C.
Para J. M. Ragon, a letra G, quinta consoante do alfabeto, é a inicial da quinta ciência: a Geometria. É nela e nas matemáticas que vamos buscar o brilho dessa verdade luminosa que deve espalhar-se sobre todas as operações do espírito. Entre diversos povos do Norte, é a inicial do G.´.A.´.D.´.U.´.. Essa letra tomou o lugar do Iod Hebraico, inicial de Ihoah (Jehovah), de que se serviam, por abreviação, os Hebreus.
Reconhecemos ainda o trigrama Iod entre os povos do Norte, nos nomes que eles dão a Deus: o sírio diz Gad; o sueco, Gud; o alemão, Gott; o inglês, God; o persa, Goda, derivado do prenome absoluto que significa Ele-mesmo. De Gott, os alemães fizeram o adjetivo gut, bom ou bem e gotz, ídolo. Os gnósticos (conhecedores ou clarividentes) possuidores da Gnose, ou verdadeira ciência, têm a mesma inicial.
Oswald Wirth observa: Não se fala da Estrela Flamejante ou da letra G em nenhum ritual anterior a 1737, época aproximada na qual esse emblema foi adotado pelas Lojas Francesas, apaixonadíssimas pela filosofia hermética. Além do mais, os Maçons do século XVIII professaram imediatamente uma espécie de culto pela letra G, e ainda, segundo os termos dos mais antigos catecismos franceses, eles declaravam se terem feito receber como Companheiros pela letra G. Quanto ao significado dessa letra, seria preciso buscá-lo nas palavras: Glória, Grandeza, Geometria (Glória para Deus, Grandeza para o Mestre da Loja, Geometria para os IIr.´.).
Wirth diz ainda, que a lera G é a terceira dos alfabetos mais antigos; primitivamente, ela teve a forma de um esquadro. Em sua forma latina, ela acrescenta ao esquadro uma circunferência aberta. O ideograma alquímico do Sal transforma-se em G, quando desenhado por um único traço, sem que suas extremidades se toquem; mas, unindo o circulo ao esquadro, a forma usual da letra G conseguiu acabar de seduzir os criadores do simbolismo moderno. Lembremo-nos de que, para Wirth o Sal significa a “Sabedoria que concebe” e notemos que essa interpretação ideográfica é destituída de qualquer fundamento
Existem ainda outros estudiosos maçons como por exemplo Ribaucourt que acham que a letra G da Estrela Flamejante nada mais é do que o Gamma maiúsculo que tem a forma de um esquadro. Ele escreve: “Essa letra perpetuou-se nos primeiros séculos da era vulgar entre as sociedades simbólicas, que seria inútil enumerar; enfim, foram nossos ancestrais, os franco-maçons de profissão, construtores de igrejas, mais preocupados com a forma do que com o fundo, que adaptaram o seu símbolo, o esquadro, a seus mistérios, e substituíram o símbolo geométrico do esquadro pelo símbolo antigo da letra Gamma. A forma era a mesma, mas o símbolo mudava de significado. Por isso, os franco-maçons que os substituíram sentiram a necessidade de restabelecer a letra Gamma, tomando porém como símbolo a letra G, a quinta consoante do nosso alfabeto. Esse “ G ” foi, portanto, o equivalente do Gamma grego. As duas letras G e Gamma, tinham aliás a mesma consonância.
Para os anglo-saxões, muito deístas, a letra G não pode ser outra senão a inicial de God, Deus.
A letra G, diz René Guénon, que concorda com Ragon, deveria ser, na realidade, um Iod hebraido, pelo qual ela foi trocada, na Inglaterra, como conseqüência de uma assimilação fonética de Iod com God, o que, aliás, não lhe muda o sentido.
Temos ainda outras relações ou coincidências a respeito da letra G; no terreno eclesiástico, é a sétima das letras denominadas de “dominicais”, e marca o domingo no calendário nos anos em que este dia da semana cai no dia 7 de janeiro. Nos idiomas hebraico e grego representa o número três.
Sabemos também que historicamente por ocasião da Grande Convenção realizada na Inglaterra em 1721, pelos Altos Corpos da Franca, Suíça e Alemanha, concordou-se, pela primeira vez, em colocar a letra “G” dentro do Compasso e Esquadro entrelaçados, para estabelecer o emblema universal da Maçonaria e que hoje denominamos de “ Escudo Maçônico ”.
Nos rituais modernos temos cinco significações para a letra G: Gravitação – Geometria – Geração – Gênio – Gnose, mas, mesmo assim, ainda temos muitos estudiosos maçônicos e profanos tanto da antiguidade como da atualidade que associam algumas palavras iniciadas com G à nossa letra G e esta é uma novela que provavelmente perdurará por muitos anos e uma coisa é certa; se os antigos iniciados pretendiam transmitir-nos um segredo, temos de convir que se trata de um segredo muito bem escondido.
Para um Comp.´. M.´. a letra G constitui, simbolicamente, o principio de seus estudos, que devem se iniciar, sob os auspícios do G.´.A.´.D.´.U.´. ou Grande Geômetra.
Bibliografia:
- Simbolismo do Segundo Grau de Rizzardo da Camino
- A simbólica Maçônica de Jules Boucher
- Breviário Maçônico de Rizzardo da Camino
- Grau do Companheiro e seus Mistérios de Jorge Adoum
Luiz Alberto Beraldi - C.´.M.´.
Or.´.de São Paulo 22 de dezembro de 2005 . E.´.V.´.
A LETRA “G” 2
Entre as explicações, que têm deleitado grande parcela do povo maçônico, pelo seu teor exótico e, até mesmo, extravagante, temos:
1) A letra “G”, que corresponde a GIMEL (camelo), terceira letra do alfabeto hebraico, que representa um “princípio de coagulação e condensação”, simbolizando, então, o Criador incriado. Esse “princípio de condensação e coagulação” não é explicado. Deve ser mais hermético, oculto, do que o próprio símbolo, porque não tem explicação.
2) A letra “G” teria derivado, por algumas modificações, da serpente que morde a própria cauda, e que é símbolo da eternidade, pela impossibilidade de se autodevorar totalmente.
3) As escolas pitagóricas teriam, provavelmente, colocado, no centro do Pentagrama, estrela de cinco pontas, que o símbolo, distintivo dessas escolas, um esquadro de ramos desiguais, já que eram dedicadas à Matemática; os visitantes dessas escolas teriam, provavelmente, já que Pitágoras era grego, confundido esse esquadro com a letra gama, do alfabeto grego; como gama corresponde ao “G”, essa seria a explicação para a letra “G”, no centro do Pentagrama. A teoria é fraca, e até pueril, por dois motivos: primeiro porque tem muitos “teriam”, “seria” e “provavelmente”, demonstrando fragilidade; e segundo porque a letra “G”, na Maçonaria, é um símbolo mais antigo do que a Estrela Pentagonal, pois, essa foi introduzida, entre os símbolos maçônicos, na segunda metade do século XVIII, enquanto a letra “G” já era citada em publicações do começo daquele século.
Na realidade, primordialmente, a letra “G” significa, simplesmente, GEOMETRIA, também, chamada a quinta ciência. Posteriormente, a Maçonaria Britânica, por influência da Igreja Anglicana, introduziu um segundo significado para a letra: “GOD” (“DEUS”), o que acontece em apenas alguns idiomas, como o alemão (GOTT) e línguas nórdicas (GUD, GUTT).
Apesar de tantos outros significados, como por exemplo, os da página 89 do nosso ritual, GEOMETRIA, GERAÇÃO, GRAVIDADE, GÊNIO e GNOSE, encontramos alguns outros, como, GRÁMATICA, GLÓRIA, GIMEL e GRANDEZA.
Alguns autores não considerarem a letra “G”, um símbolo UNIVERSAL MAÇÔNICO, ou melhor, consideram-na apenas um sinônimo de Geometria. O MAÇOM CONSTRUTOR adota no caso da Estrela Pentagonal / Flamejante, ou da Hexagonal (Blasing Star) do rito York, o significado primordial da letra “G”, como sendo GEOMETRIA, conforme os antigos Rituais da Ordem:
- “Por que vos fizeste receber como Companheiro Maçom?
- Pela letra “G”.
- “O que significa essa letra?
- Geometria, ou quinta ciência”.
O fato é que na Geometria, parte Matemática que estuda as propriedades relativas a pontos, retas, planos e superfícies, arte atribuída aos egípcios e aos caldeus, encontramos os fundamentos básicos da Maçonaria e da VIDA, tais como, o trabalho de estudos do gênio matemático grego, Euclides, que escreveu “ELEMENTOS DE GEOMETRIA”, em 13 livros, considerado como o mias notável evento sobe organização e exposição metódica da Matemática, desenvolvido e apoiado em grupo de definições, quase todas resultantes de observações experimentais, e em dez proposições primárias, chamadas de noções comuns (ou AXIOMAS) e postulados, a saber:
AXIOMAS:
A1 - Duas coisas iguais a uma terceira são iguais entre si - Como a fraternidade Maçônica;
A2 - Somando-se a mesma quantidade a valores iguais obtêm-se resultados iguais - Como a Igualdade Maçônica;
A3 - Subtraindo-se a mesma quantidade de valores iguais obtêm-se resultados iguais - Como a Liberdade na Maçonaria.
A4 - Coisas que coincidem uma com a outra são iguais - Como o objetivo comum na Maçonaria.
A5 - O todo é maior que a parte - Como a Maçonaria.
POSTULADOS:
P1 - É possível traçar uma reta ligando dois pontos - Como a retidão da Régua de 24 Polegadas.
P2 - É sempre possível prolongar um segmento finito de reta indefinidamente - Como a proposição do P1 e do Esquadro.
P3 - É sempre possível descrever um círculo, dado um ponto qualquer para centro e um segmento finito como raio - Como as dimensões do Compasso.
P4 - Todos os ângulos retos são iguais - Como nas utilizações do Esquadro, Nível e do Prumo.
P5 - Se uma reta intercepta duas outras retas de tal modo que a soma dos dois ângulos internos do mesmo lado seja menor que dois ângulos retos, então essas duas retas, se prolongadas indefinidamente, interceptar-se-ão do lado da primeira reta em que se acham os ângulos mencionados - O TRIÂNGULO.
Com um conceito de axiomas e os conceitos primitivos ou fundamentais, estrutura-se uma geometria seguindo-se o raciocínio lógico, reunindo-se dois ou mais juízos para se obter um novo juízo. Os princípios fundamentais a que deve sujeitar-se o raciocínio lógico são os seguintes:
I) Princípio de identidade, pelo qual todo conceito é igual a si mesmo.
II) Princípio de contradição, pelo qual é impossível que algo seja e não seja verdadeiro ao mesmo tempo e sob a mesma condição.
III) Princípio de exclusão de terceiro, segundo o qual se dois juízos estão em oposição contraditória, um deles e verdadeiro.
IV) Princípio da razão suficiente, todo juízo deve ter uma causa, uma razão suficiente.
Na Geometria empregam-se dois tipos de raciocínio: o dedutivo e o indutivo. O raciocínio é dedutivo quando as premissas são universais ou gerais e as conclusões, particulares. O raciocínio é indutivo quando as conclusões são descobertas para figuras particulares e depois estendidas às demais; passa-se do particular para o geral.
As proposições secundárias ou TEOREMAS da Geometria constam de duas partes fundamentais: a HIPÓTESE e a TESE. A primeira é o que se supõe verdadeiro na proposição e a segunda é o que se deseja concluir ou provar através da demonstração.
Há certas proposições da Geometria chamadas PROBLEMAS, que apresentam características especiais. PROBLEMA é uma proposição na qual é solicitada a determinação ou a construção de elementos de uma figura, conhecidas certas relações entre seus elementos. UM PROBLEMA GEOMÉTRICO PODE SER DETERMINADO, INDETERMINADO OU IMPOSSÍVEL, conforme seja finito, infinito ou nulo o número de suas soluções, respectivamente.
Caros IIr.˙., é impressionante a semelhança construtiva entre a QUINTA CIÊNCIA / GEOMETRIA, a MAÇONARIA e a VIDA, motivo pelo qual, o trabalho se alongou um pouco mais, dada a importância que vislumbrei entre elas.
T.˙. F.˙. A.˙.
Ir.˙. C.˙. M.˙. Hugo Tadeu Ghiraldini - CIM 212.551
Bibliografia:
1) Liturgia e Ritualística do Grau de Companheiro Maçom - José Castellani;
2) Caderno de Estudos Maçônicos - Companheiro Maçom - Assis Carvalho;
3) Mitos*Deuses*Mistérios - Maçonaria - W. Kirk Macnulty;
4) BARSA - Encyclopaedia Britannica do Brasil.
A LETRA “G”
A LETRA "G" está escrita dentro da Estrela Flamejante. Mas, aqui cabe uma pergunta: Deve ser a letra "G" do alfabeto latino que ocupa este posto? A mente humana é muito fértil. Todos os dicionários e manuais dão interpretações muito formosas sobre esta letra "G" ou este sinal hieroglífico dentro da Estrela Flamejante.
Da letra "G" tiraram: GERAÇÃO, GEOMETRIA, GÊNIO, GNOSE, GRAVITAÇÃO, GRAÇA, GOZO e, não sabemos porque, se esqueceram de citar centenas de outros nomes e adjetivos grandiosos, que começam com a letra "G".
Na obra "A MAGIA DO VERBO OU O PODER DAS LETRAS", consta que a terceira letra do alfabeto primitivo é o "G", que expressa, hieroglificamente, a garganta, a mão semifechada, como prestes a colher algo.
A Garganta é o lugar onde se forma e se corporifica o VERBO ou a PALAVRA, nela concebida por meio da MENTE.
É o verbo que se faz CARNE, é o mistério da Geração, em virtude da qual o Espírito se une à carne, e mediante a qual o Divino se transforma em Humano.
É, enfim, o filho, a humanidade, o Cosmos.
"G" significa o organismo em função. Representa o dinamismo vivente.
Vocalizar a letra "G", promete a criação de idéias, produção de riquezas, abundância, e triunfos sobre os obstáculos.
A letra "A" é o princípio Ativo (Pai); "B" é o Passivo (mãe);
"G" é o princípio chamado Neutro (filho), o Princípio falado.
O "G" é a letra sagrada da Maçonaria Iniciática, aquela que até o momento não pôde ter seus simbolismos e significados emblemáticos descobertos.
Em resumo: "G", na Estrela Flamejante, significa o VERBO CRIADOR e o FOGO CRIADOR.
É o símbolo do envolvimento material das formas espirituais.
Repetimos, que as letras representam, cada uma delas, um número, embora o alfabeto latino se tenha afastado dessa regra ao ordenar suas letras de uma diferente da primitiva.
A letra “G”, quinta consoante do alfabeto, é a inicial da quinta coência: a Geometria. È nela e nas matemáticas que vamos buscar o brilho dessa verdade luminosa que deve espalhar-se sobre todas as operações do espírito.
Entre os diversos povos do norte é a inicial do nome do Grande Arquiteto do Universo. Para muitos, é a Grandeza do Mestre; para outros, a Glória de Deus, a Geometria Universal, a Geração, a Gravitação e para os Maçons, a Gnose.
E o que é, afinal, a Gnose?
A Gnose é uma ciência acima das crenças vulgares, uma filosofia suprema, abrangendo todos os conhecimentos sagrados - que só podem ser conhecidos pela Iniciação - transmitindo-se na tradição oral. O fundo de gnosticismo era a explicação do mal pela coexistência de dois princípios opostos.
Representa o dinamismo vivo interpretado pelo "G".
Representa, em nossos sentidos, o tato, a ciência da Psicometria, a conjunção das forças que tendem para um mesmo fim.
É a matriz universal no ato de dar à luz.
No Plano Espiritual, é o conhecimento do Oculto e do Manifesto, o que está Presente e vinculado ao Passado ou ao Porvir, é o poder de Expressão.
Em Deus é o equilíbrio do Pai, o filho: com Deus o Espírito Santo ou Pai e Mãe com filho.
No Plano Mental é a TRINDADE, que representa o Espiritual, o Mental e o Físico.
No Plano Material é a manifestação, a geração dos desejos, idéias e atos, que expressam o gozo do exercício de nossos atributos.
Promete ideação, produção, riquezas e abundância de bens materiais, assim como triunfo sobre os obstáculos.
Em Magia esta letra explica que "o Absoluto revela-se pelo Verbo e que esse Verbo tem um sentido idêntico a si mesmo na sua inteligência". O aspirante deve afirmar o que é verdade e querer o que é justo para ter o poder e o direito de criar por meio da palavra.
Evocar um espírito com o Verbo significa penetrar no pensamento dominante desse espírito, o que explica a razão de haver necessidade de elevação moral pela atividade e pela retidão, a fim de trazer esse espírito a nós para servir-nos.
Não se fala da Estrela Flamejante ou da letra “G” em nenhum ritual anterior a 1737, época aproximada na qual esse emblema foi adotado pelas Lojas Francesas, apaixonadíssimas pela Filosofia hermética. Alem do mais, os Maçons do século XVIII ( 18 ) professaram imediatamente uma espécie de culto pela letra “G”, segundo os termos dos mais antigos catecismos franceses, eles declaravam-se terem feito receber como Companheiro.
Quanto ao significado dessa letra, seria preciso buscá-lo nas palavras : Glória, Grandeza, Geometria ( Glória para Deus, Grandeza para o Mestre da Loja, Geometria para os Irmãos ).
Ao companheiro unicamente o compete saber que, segundo o seu uso reto ou distorcido, esta Força conduz ao homem a liberação do Espírito ou a Escravidão da Matéria, ao domínio nele da Realidade ou da Ilusão. Medite pois, sobre seu profundo sentido, reconhecendo no mesmo um Principio Divino que, ainda pervertido pela ignorância, tem o Poder de enobrecer ao homem e impulsioná-lo sempre mais acima, sobre a simbólica escada do sonho de Jacob, que une a Terra da materialidade e da ilusão com o Céu da realidade espiritual.
Agradeço ao G.´.A.´.D.´.U.´. por Ter me mostrado este brilhante caminho.
São Paulo 10 de Julho de 2003 E.´. V.´.
IR.´. COMP.´. MAÇOM: REINALDO VITELLI MACEDO
Biografia:
Livro A simbólica Maçônica – de Jules Boucher
Pesquisas na Internet;
Trabalhos por Jellis Fernando de Carvalho
Da letra "G" tiraram: GERAÇÃO, GEOMETRIA, GÊNIO, GNOSE, GRAVITAÇÃO, GRAÇA, GOZO e, não sabemos porque, se esqueceram de citar centenas de outros nomes e adjetivos grandiosos, que começam com a letra "G".
Na obra "A MAGIA DO VERBO OU O PODER DAS LETRAS", consta que a terceira letra do alfabeto primitivo é o "G", que expressa, hieroglificamente, a garganta, a mão semifechada, como prestes a colher algo.
A Garganta é o lugar onde se forma e se corporifica o VERBO ou a PALAVRA, nela concebida por meio da MENTE.
É o verbo que se faz CARNE, é o mistério da Geração, em virtude da qual o Espírito se une à carne, e mediante a qual o Divino se transforma em Humano.
É, enfim, o filho, a humanidade, o Cosmos.
"G" significa o organismo em função. Representa o dinamismo vivente.
Vocalizar a letra "G", promete a criação de idéias, produção de riquezas, abundância, e triunfos sobre os obstáculos.
A letra "A" é o princípio Ativo (Pai); "B" é o Passivo (mãe);
"G" é o princípio chamado Neutro (filho), o Princípio falado.
O "G" é a letra sagrada da Maçonaria Iniciática, aquela que até o momento não pôde ter seus simbolismos e significados emblemáticos descobertos.
Em resumo: "G", na Estrela Flamejante, significa o VERBO CRIADOR e o FOGO CRIADOR.
É o símbolo do envolvimento material das formas espirituais.
Repetimos, que as letras representam, cada uma delas, um número, embora o alfabeto latino se tenha afastado dessa regra ao ordenar suas letras de uma diferente da primitiva.
A letra “G”, quinta consoante do alfabeto, é a inicial da quinta coência: a Geometria. È nela e nas matemáticas que vamos buscar o brilho dessa verdade luminosa que deve espalhar-se sobre todas as operações do espírito.
Entre os diversos povos do norte é a inicial do nome do Grande Arquiteto do Universo. Para muitos, é a Grandeza do Mestre; para outros, a Glória de Deus, a Geometria Universal, a Geração, a Gravitação e para os Maçons, a Gnose.
E o que é, afinal, a Gnose?
A Gnose é uma ciência acima das crenças vulgares, uma filosofia suprema, abrangendo todos os conhecimentos sagrados - que só podem ser conhecidos pela Iniciação - transmitindo-se na tradição oral. O fundo de gnosticismo era a explicação do mal pela coexistência de dois princípios opostos.
Representa o dinamismo vivo interpretado pelo "G".
Representa, em nossos sentidos, o tato, a ciência da Psicometria, a conjunção das forças que tendem para um mesmo fim.
É a matriz universal no ato de dar à luz.
No Plano Espiritual, é o conhecimento do Oculto e do Manifesto, o que está Presente e vinculado ao Passado ou ao Porvir, é o poder de Expressão.
Em Deus é o equilíbrio do Pai, o filho: com Deus o Espírito Santo ou Pai e Mãe com filho.
No Plano Mental é a TRINDADE, que representa o Espiritual, o Mental e o Físico.
No Plano Material é a manifestação, a geração dos desejos, idéias e atos, que expressam o gozo do exercício de nossos atributos.
Promete ideação, produção, riquezas e abundância de bens materiais, assim como triunfo sobre os obstáculos.
Em Magia esta letra explica que "o Absoluto revela-se pelo Verbo e que esse Verbo tem um sentido idêntico a si mesmo na sua inteligência". O aspirante deve afirmar o que é verdade e querer o que é justo para ter o poder e o direito de criar por meio da palavra.
Evocar um espírito com o Verbo significa penetrar no pensamento dominante desse espírito, o que explica a razão de haver necessidade de elevação moral pela atividade e pela retidão, a fim de trazer esse espírito a nós para servir-nos.
Não se fala da Estrela Flamejante ou da letra “G” em nenhum ritual anterior a 1737, época aproximada na qual esse emblema foi adotado pelas Lojas Francesas, apaixonadíssimas pela Filosofia hermética. Alem do mais, os Maçons do século XVIII ( 18 ) professaram imediatamente uma espécie de culto pela letra “G”, segundo os termos dos mais antigos catecismos franceses, eles declaravam-se terem feito receber como Companheiro.
Quanto ao significado dessa letra, seria preciso buscá-lo nas palavras : Glória, Grandeza, Geometria ( Glória para Deus, Grandeza para o Mestre da Loja, Geometria para os Irmãos ).
Ao companheiro unicamente o compete saber que, segundo o seu uso reto ou distorcido, esta Força conduz ao homem a liberação do Espírito ou a Escravidão da Matéria, ao domínio nele da Realidade ou da Ilusão. Medite pois, sobre seu profundo sentido, reconhecendo no mesmo um Principio Divino que, ainda pervertido pela ignorância, tem o Poder de enobrecer ao homem e impulsioná-lo sempre mais acima, sobre a simbólica escada do sonho de Jacob, que une a Terra da materialidade e da ilusão com o Céu da realidade espiritual.
Agradeço ao G.´.A.´.D.´.U.´. por Ter me mostrado este brilhante caminho.
São Paulo 10 de Julho de 2003 E.´. V.´.
IR.´. COMP.´. MAÇOM: REINALDO VITELLI MACEDO
Biografia:
Livro A simbólica Maçônica – de Jules Boucher
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Trabalhos por Jellis Fernando de Carvalho
A ESTRELA FLAMEJANTE
O homem vivo é formado de CINCO elementos, AR, ÁGUA, TERRA, FOGO e pela QUINTA ESSÊNCIA, (ÉTER / ALMA / ESPÍRITO, “SOPRO DA VIDA”), e a sua representação simbólica, na Filosofia Maçônica, é o Pentagrama ou Estrela Flamejante, o símbolo do Companheiro Maçom.
Atribuíam os egípcios ao número cinco certos atributos misteriosos. Deodoro da Sicília afirmava que o número cinco devia representar o mundo porque cinco eram os elementos que encontravam na formação do universo: terra, água, ar, fogo e éter.
Ela indica que o Companheiro atingiu, em seus estudos, o conhecimento do Plano Astral ou Espiritual. Para alcançar este Plano teve ele de empreender CINCO viagens e agora consegue apreciar a “Verdadeira Luz”, a “Luz Espiritual” e com ela pode perceber novos horizontes de generosos sentimentos que devem ser exaltados e, por isto, despreza o egoísmo como um sentimento abominável A Estrela Flamejante, ainda que não seja tão brilhante quanto o Sol, é a principal Luz de uma Loja. Sua Luz é suave e sem irradiações resplandecentes. Por isto mesmo, não ofusca os olhos do Companheiro que pode trabalhar tranqüilo na conquista do novo Plano Espiritual. Ela representa a virtude da Caridade, pois, espalhando Luz (ensino) e calor (conforto) nos ensina a praticar o BEM em todos os lugares a que esta Caridade pode alcançar. O simbolismo da Estrela Flamejante, que é a representação do homem, tem importância capital na posição em que a Estrela está disposta. Assim, quando colocada com uma ponta para cima, representa o homem espiritualizado. Nesta posição, as duas pontas inferiores da Estrela representam as pernas afastadas do homem; as duas pontas laterais representam seus braços abertos e a ponta superior representa a cabeça.
Os quatro membros do homem estão assim simbolizados e, também, a cabeça que os governa como centro das faculdades intelectuais que é sede da inteligência, atributo espiritual, e que domina o quaternário de elementos materiais. Colocadas entre as figuras do Sol e da Lua, significa que a inteligência e a compreensão, por elas indicadas, procedem da Razão e da Imaginação. Representando o homem, considerado como uma miniatura do mundo, ela corresponde ao Microcosmo. Símbolo do Companheiro Maçom, ela, com sua ponta voltada para o alto, lembra-o ereto, de cabeça erguida para o céu de onde lhe vem a Verdadeira Luz que, encontrará nele vibrações adequadas, preparadas por estudos e meditações apropriadas, oferece-lhe faculdades especiais, armando-o de novos sentimentos que em contato com as vibrações sutis de um novo mundo espiritual, dantes inteiramente desconhecido para ele, o fazem sentir um novo ser perfeitamente integrado na harmonia do Macrocosmo.
A Estrela Flamejante “é o emblema do gênio que eleva as grandes causas. É a imagem do fogo sagrado que abrasa a alma de todo homem que, resolutamente, sem vaidade, sem baixa ambição, vota a sua vida à glória e à felicidade da Humanidade”! Seu simbolismo iniciático se refere ao homem evoluído, possuidor de poderes psíquicos, coroado de brilhante inteligência e cujos trabalhos estão voltados para a especulação de campos superiores. É por isto que ela se mostra como uma Estrela Flamejante. O pentagrama simples (não flamejante) é, também, uma representação do homem, mas de um homem não iniciado que não pode retirar do reservatório eterno aquelas forças novas que o auxiliem em sua elevação para as esferas mais altas da espiritualidade!
Colocada com a ponta voltada para baixo, a significação simbólica da estrela é completamente diferente. Começa por não ser flamejante, pois não distribui luz e nem dispensa dotes de inteligência. A sua ponta voltada para baixo representa os órgãos sexuais do homem, o que vale dizer que se trata de um homem inteiramente materializado, com predominância do sexo. Voltado para as preocupações do mundo da matéria esquece-se do mundo do Espírito. É um ente atrasado, facilmente corruptível, egoísta, incapaz de praticar ações nobres.
Vimos, então, que o homem é formado de CINCO componentes, sendo quatro elementos inertes e um Espírito que vivifica todo o conjunto. Este QUINTO elemento espiritual, que vivifica o homem é a representação do poder Criador nos mundos divino, intelectual e material.
O corpo físico do homem colhe informações do mundo exterior onde ele vive através de CINCO sentidos que exercem, cada um deles, influência sobre pontos essenciais para o conhecimento do Espírito. Assim, o tato influi nas relações do corpo físico; o paladar liga-se aos instintos; o olfato relaciona-se com o corpo dos desejos; a audição afeta o corpo mental e a visão estimula a vontade.
Estes CINCO SENTIDOS interligam-se às CINCO FUNÇÕES da vida vegetativa, ou sejam: respiração, digestão, circulação, excreção e reprodução.
O verdadeiro Elevado acha-se em íntima comunhão com as luzes superiores e eternas, pode penetrar, espiritualmente, em outros mundos e possuir, assim, os dons da clarividência.
Ao companheiro compete este serviço. Entregar-se ao estudo de todos os mistérios do grau.
Diligenciar, através da meditação, para que compreenda o simbolismo da Filosofia Maçônica a fim de que não seja um simples “freqüentador de Loja”.
Ir.˙. C.˙. M.˙. Hugo Tadeu Ghiraldini - CIM 212.551
Bibliografia: A VERDADE Ano XXXIV - nº 336,
1) Liturgia e Ritualística do Grau de Companheiro Maçom - José Castellani;
2) Caderno de Estudos Maçônicos - Companheiro Maçom - Assis Carvalho;
3) Mitos*Deuses*Mistérios - Maçonaria - W. Kirk Macnulty.
4) Ritual do Grau de Companheiro - J.-M. Ragon;
5) O Simbolismo dos Números na Maçonaria - Boanerges B. Castro;
6) Numerologia - Rosabis Camaysar.
A ESTRELA FLAMEJANTE 2
A Estrela Flamejante poderá ser de cinco pontas, pentagonal, ou de seis pontas, hexagonal.
A estrela-símbolo tem sua origem entre os sumerianos - na antiga Mesopotâmia - onde três estrelas, dispostas em triângulo, representavam a trindade divina: Shamash, Sin e Ichtar (Sol, Lua e Vênus). Entre os antigos hebreus, toda estrela pressupõe um anjo guardião; e segundo a concepção chinesa, cada ser humano possui uma estrela no céu.
a Estrela de Cinco Pontas, o tríplice triângulo cruzado é, originalmente, um símbolo da magia, o qual sempre aparece, em seus diversos ritos. Comum a todas as civilizações tradicionais, o desenho de uma estrela de cinco pontas - estrela dos magos - ou pentagrama, é a matriz do homem cósmico, o esquema simbólico do homem nas medidas do universo, braços e pernas esticados, do microcosmo humano. É a estrela flamejante dos herméticos, cujas cinco pontas correspondem à cabeça e aos quatro membros do Homem.
O nome Estrela Flamejante, foi dado, à Estrela de Cinco Pontas, pelo teólogo, médico e alquimista alemão Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein, nacido em Colônia, no final do século XV e que também se dedicava à magia, à alquimia e à cabala.
Em maçonaria, a Estrela Flamejante só foi introduzida na metade do século XVIII, na França - consta que a iniciativa do barão de Tshoudy - sendo um símbolo totalmente desconhecido das organizações medievais de ofício e dos primeiros maçons aceitos. Esclareça-se que, no Craft inglês, a Estrela Flamejante (Blazing Star) é a de seis pontas.
Em Loja, a Estrela Flamejante fica colocada ao Sul, pendente do teto, ou nele pintada - também pode ser colocada na parede Sul - ocupando posição intermediária entre o Sol no Oriente, e a Luz, no Ocidente, como representação do planeta Vênus. Há, também, uma explicação mística, para essa posição: O Segundo Vigilante da Loja, que fica na Coluna do Sul - a da Beleza - ou do Meio-Dia, é na, correspondência das Dignidades e Oficiais da Loja com os deuses do panteão greco-romano, assimilado a Afrodite (Vênus romana), deusa da beleza, do amor e do casamento. Para o Rito Moderno, a Estrela é a estrela Polar, guia dos navegantes, simbolizada como guia dos Companheiros maçons.
A Estrela de Seis Pontas, ou Hexagonal, ou Hexagrama, é a Estrela Flamejante (Blazing Star) do rito inglês, estando presente no Painel Alegórico do grau Companheiro Maçom, embora algumas instruções do rito façam diferença entre a estrela flamejante (pentagonal) e o hexagrama.
Composto por dois triângulos eqüiláteros superpostos, um de ápice superior e um de ápice inferior, o hexagrama é um símbolo universal. Algumas instruções do rito inglês, altamente místicas afirmam: Cinco nasceu de quatro; Seis é formado pelo ambiente sintético, emanado de Cinco. a Estrela Flamejante corresponde ao microcosmo humano, ou seja, o homem, considerado como um mundo em miniatura, enquanto os dois triângulos entrelaçados designam a estrela do macrocosmo, ou seja, do mundo, em toda a sua infinita extensão.
Ir.´. José Angelo Camargo Figueiredo
ARLS Confrades da Galiléia 3164
Or.'. São Paulo/SP
A Estrela Flamejante ou Pentagrama
Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações maléficas. Foi em busca de imagens, objetos, e criou símbolos para poder entrar em sintonia com energias superiores e ir ao encontro de alguma forma de proteção.
Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o principio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele simboliza, então, o andrógino.
O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de "Laço Infinito".
ORIGENS, RITOS E CRENÇAS:
Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o símbolo foi designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama.
Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco letras “As”. Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande místico e moralista, iniciado nos grandes mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, em decorrência, se encontram possíveis explicações para a presença do pentagrama, no Egito, na Caldéia e nas terras ao redor da Índia. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como "A Proporção Dourada", que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos.
Para os agnósticos, era o pentagrama a "Estrela Ardente" e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à magia e aos mistérios do céu noturno. Para os druidas, era um símbolo divino e, no Egito, era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide.
Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão. Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador.
O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifania, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neo-pagão do pentagrama.
Em tempos medievais, o "Laço Infinito" era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas.
Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da "Ordem dos Templários", ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Há grande evidência da criação de outros alinhamentos geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área.
Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os arquitetos e pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do pentagrama e a "Proporção Dourada", incorporando aquele misticismo aos seus projetos.
Entretanto, a "Ordem dos Templários" foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303. Se iniciaram os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa.
Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos "interesses" da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar.
Durante a purgação das bruxas, outro deus cornudo, Pan, chegou a ser comparado com o diabo (um conceito cristão) e o pentagrama - popular símbolo de segurança - pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado "Pé da Bruxa". As velhas religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram definhando gradualmente, durante séculos.
As proporções geométricas de um pentagrama simétrico são aquelas da "Proporção Dourada". A Proporção Dourada é amada pelos artistas desde os tempos da Renascença e também é encontrado na arte pós-Helênica e nos projetos de templos geomânticos, sendo aquelas proporções do retângulo consideradas as mais prazerosas aos olhos.
A divisão da distância entre duas pontas de um pentagrama pelo seu perímetro, a divisão da altura da linha horizontal até a base de um pentagrama pela linha horizontal e a divisão da parte central de uma linha de um pentagrama pela parte externa da linha também estão em proporção dourada.
Sobre a Estrela ainda se pode dizer que representa os 5 elementos, 4 materiais (terra, ar, fogo e água) e um elemento quintessencial o éter. Estes podem ser dispostos em volta dos pontos do pentagrama. A palavra quintessência deriva desse quinto elemento, o éter e é a essência de tudo, em se tratando do Homem é o Espírito, o sopro divino.
Traçando um caminho em volta do pentagrama, os elementos são colocados em ordem de densidade: espírito ou éter, fogo, ar, água e terra. Terra e fogo são basais, fixos; ar e água são livres, flutuando. Uma única ponta acima significa o espírito dominando a matéria (mente dominando os membros); é um símbolo de retidão. A atribuição desses pontos é usada em rituais, descritas com o movimento das mãos. São usadas diferentes formas de pentagrama para invocar ou banir cada elemental, de acordo com a natureza do ritual.
Outra maneira de ver esse caminho é a jornada espiritual do homem através da evolução, A Centelha de vida descida de Deus; A Divina fonte de vida até a simples forma embrionária (terra), elevando-se para flutuar no nosso plano de existência (água e ar), então novamente descendo ao fogo da purificação depois novamente subindo como uma centelha divina para encontrar novamente sua fonte espiritual.
Agora, maçonicamente o pentagrama é a Estrela flamejante, a qual tem um simbolismo rico e muito importante para o desenvolvimento do Maçom. Para os Maçons ela é o emblema do Gênio, que eleva a alma a grandes coisas; ela é iluminada, porque um ilustre iniciado, Pitágoras, recomendou que não se falasse de coisas divinas sem uma tocha acesa.
Como anteriormente dito, a Estrela com uma única ponta para cima, é considerada ativa e benéfica e o homem pode ser inscrito dentro dela com a cabeça e os quatro membros preenchendo cada uma de suas extremidades. A estrela invertida, com duas pontas para cima, é considerada passiva e maléfica e alguns ocultistas, que sofrem de demonismo, inscreveram dentro dela uma cabeça de bode, emblema dos instintos e da animalidade. Mas, na Maçonaria, o Pentagrama tem um significado completamente diferente: ele é o cânone do Numero de Ouro. O Numero de Ouro ou Proporção Dourada é uma relação particular tal que a parte menor esteja em relação à maior assim como a maior em relação ao todo.
Diz-se também que o “Brilho” da Estrela Flamejante não esta na representação das chamas que a rodeiam. Esse “Brilho” está nela própria, como conseqüência de sua universalidade. Por outro lado, ao representarem a Estrela sem os traços do Pentagrama, fizeram desaparecer ao mesmo tempo a continuidade de seu traçado recruzado e seu valor esotérico. Pode-se até dizer, sem exagero, que quanto mais ela brilhava, mais perdia seu brilho real, e quando atribuíram os cinco sentidos as suas cinco pontas, a infeliz estrela não teve mais sentido nenhum.
Existem ainda algumas outras definições maçônicas a respeito da Estrela Flamejante:
- “A Estrela Flamejante é o centro de onde parte a verdadeira Luz”
“A Estrela Flamejante representa a luz, iluminando o discípulo dos Mestres, o operário capaz de servi-los utilmente; ela é, portanto, o signo da Inteligência e da Ciência”
“A Estrela Flamejante é o emblema de um pensamento livre, do fogo sagrado do gênio, que eleva o homem às grandes coisas”
Existe ainda, no centro da Estrela Flamejante, inscrita a letra “G”. Essa letra é incontestavelmente um enigma maçônico, e sobre qual paira um grande mistério que provocou um número infinito de interpretações e comentários, às vezes judiciosos, mas muitas vezes também muitos fantasiosos.
A letra G, em sua grafia atual é de origem recente. Primitivamente, o G tinha o mesmo valor fonético do C; é assim que, no latim, encontramos indiferentemente as formas Caius ou Gaius, Cnoeus ou Gnoeus, etc. Quando o C se tornou quase que absolutamente um homófono do K, fez-se sentir a necessidade de representar o som G por uma nova letra. Foi na segunda metade do século V de Roma que se inventou essa letra que, visivelmente, é uma simples modificação do C. Entre diversos povos do Norte, G é a inicial do G.´.A.´.D.´.U.´. como o sírio Gad, o sueco Gud, o alemão Gott, o inglês God, o persa Goda, etc. É ainda a letra G, a quinta consoante do alfabeto e a inicial da quinta ciência: a Geometria. É nela e nas matemáticas que vamos buscar o brilho dessa verdade luminosa que deve espalhar-se sobre todas as operações do espírito.
Luiz Alberto Beraldi - C.´.M.´.
Or.´.de São Paulo 22 de dezembro de 2005 . E.´.V.´.
A ALAVANCA
É um dos instrumentos do Companheiro, alusiva à Perseverança e Força Moral. Segundo Mme. A. Gedalge, "Simboliza a força irresistível da vontade, secunda pela inteligência e pela bondade... Mas a régua deve sempre acompanhar a alavanca, pois toda ação, não submissa ao dever, à equidade, seria prejudicial".
a Alavanca é formada essencialmente pela linha reta, assim como a Régua, sendo que a Régua esta ligada ao Espírito e a Alavanca à Matéria.
Ela está ligada ao Conhecimento, que só se torna "iniciático" quando aquele que o possui é, ele próprio, iniciável, isto é capaz de "compreender".
a Alavanca tranforma-se então na Força fecunda ... Essa força só deve exteriorizar quando controlada pela Régua, o Nível e a Perpendicular.
Na mesma obra encontramos um quadro sinótico das viagens e ali se verifica que a Alavanca somente é levada na terceira viagem da Elevação nos ritos Escocês e Francês. No rito dos Direitos Humanos (Maçonaria Mista ou Feminina) a alavanca não aparece em nenhuma viagem.
Em outro sinótico à Alavanca é atribuido o significado de Poder da Vontade.
Lembramos que existem três modalidades de alavanca, de acordo com a posiçao do Ponto de Apoio, considerando-se: a Força, a Resistência e o Ponto de Apoio.
De forma figurativa, vamos representar a Força como sendo o Maçom, que possui o Poder da Vontade. O Ponto de Apoio como sendo a sua tese, o seu ponto de vista ou ainda o argumento que sustenta a sua posição em relação a determinado fato ou ato.
E a resist6encia seria então a vontade contrária, o obstáculo, a barreira, ou o adversário ou contrário.
Ir.´. Sidnei Rodrigues de Lima
ARLS Confrades da Galiléia 3164
Or.'. São Paulo/SP
A CERIMÔNIA, AS VIAGENS E OS TEMAS DE ESTUDO
A cerimônia de Elev.´. serve para marcar o inicio de uma nova fase no desenvolvimento do Apr.´. que através de um aumento simbólico de salário recebe agora a recompensa pela sua dedicação, pelo seu estudo, pela assiduidade e principalmente pelo cumprimento do juramento firmado no inicio de sua jornada, demonstrando pela retidão de suas atitudes e pelo espírito fraterno que teve em sua jornada, pela prática que, nos momentos precisos demonstrou ter absorvido todas as instruções recebidas, pela evolução, ainda que não plena e completa, que demonstrou nos seus três primeiros anos de aprendizado, demonstrando, ainda que sutil, uma evidência de seu progresso e seu esforço.
Ainda sem o devido prepara, segue auxiliado ainda pela mão segura do Mest. Ao caminho de nova jornada, preparando-se para receber maiores luzes. O inicio deste caminho é marcado pelas cinco viagens e seus respectivos segredos que agora tento descobrir e estender.
Cada viagem tem seus ensinamentos e também seus instrumentos simbólicos:
MALHO – Simboliza a força que age sobre a direção do espírito, de sabedoria e da ciência. E a vontade de trabalhar, de polir trabalhar, de polir o espírito, de aperfeiçoar a sabedoria e descobrir a ciência.
CINZEL – Simboliza a moral. Ninguém consegue polir uma pedra somente com o malho, quem direciona o trabalho à perfeição é o cinzel. É ele que embeleza, aperfeiçoa. É o nosso livre arbítrio moldado pelo nosso caracter.
RÉGUA – Simboliza a consciência, lembra a retidão de nossos atos,o caminho reto que deveremos seguir para conseguir um ideal, é a nossa consciência tranqüila do futuro.
COMPASSO – Simboliza o espírito, a razão, o circulo traçado limita o nosso raio de ação fazendo respeitar a individualidade, o direito, a vontade, enfim o nosso semelhante. De maneira antagônica poder também nos lembrar nos lembrar de que o raio é infinito e infinita deve ser a nossa solidariedade. Um compasso pode descrever uma infinidade de círculos em torno de um ponto. Por isso ele se assemelha ao espírito, ou a mente humana.
ALAVANCA – Simboliza nossa fé, o poder que sustenta o fraco e faz tremer o mau, também representa a força divina que fortalece o nosso espírito e combate a inércia de ociosidade. É o poder de força moral que combate os impuros, traidores e corruptos. É a própria pró-atividade que o Comp.´. deve sempre manter. A alavanca deve unir pensamento a ação.
ESQUADRO – Simboliza o equilíbrio, a ação do homem sobre a matéria, seu corpo; é domínio sobre as vontades. Representa a união da horizontal e vertical, o perfeito uso do Prumo na retidão do juramento e do Nível na defesa da igualdade.
Devemos notar que pela quantidade de instrumentos apresentados, grandes devem ser os trabalhos dos CComp.´. e muito devem eles trabalhar.
São cinco os principais temas de estudo do Comp.´.: Inteligência, Retitude, Valor, Prudência e Filantropia.
Uma ferramenta pôr si só não representa nada, é necessário que haja uma ferramenta, o trabalho e principalmente o trabalhador. De nada adianta ao Mac.´. o simples aperfeiçoamento, simplesmente fazer, sem objetivo concreto e aprendizado. O grande segredo está em se ter consciência daquilo que se faz faze-lo corretamente, com determinação, com critério, saber a hora e o momento certo. Nossos atos devem ser guiados pelo coração, pela intuição e principalmente pela razão. A razão pode ser fortalecida com o estudo e com a experiência.
A “grande arte” está em saber fazer, ter vontade e iniciativa, ter a certeza que nunca sabemos tudo e que sempre poderemos aprender mais. As ferramentas estão na nossa frente para continuarmos a desbastar a nossa P.´. B.´. e na medida do possível “poli-la”. Não basta polir a ped.´., saber onde utiliza-la, é que, deva ser o grande segredo.
Ir.´. Sidnei Rodrigues de Lima
A DISCRIÇÃO
A.´.G.´.D.´.G.´.A.´.D.´.U.´.
À.´.R.´.L.´.S Pedreiros de Machado nº 27
Or.´. de Machadinho do Oeste – RO.
Pr.´. de Arq.´. A DISCRIÇÃO
“Toda conduta deve Ter a retidão de um fio de prumo..” Palavras do escriba Egípcio Ptah-hotep.
Irmãos, a três mil e trezentos anos passados, Ani, escriba do templo de Karnak no Vale do Reis, escreveu a seu afilhado espiritual:
“Não entres em casa de outrem, antes que ele permita e te acolha.
Que teu olho aí não seja curioso,
E que saibas manter o silêncio.
E não tagareles, a este respeito, com alguém mais que aí não tenha estado presente.
Seria uma falta grave se o que contasse viesse a ser ouvido.”
A Maçonaria, por sua definição é uma associação de homens livres e de bons costumes, que em Loj.´. deveriam dedicar-se ao aperfeiçoamento moral e social através de estudos filosóficos. Assim, os que dela participam nunca deveriam esquecer os juramentos feitos durante a iniciação.
Irmãos, aqui entramos como P.´.B.´. na esperança que nossas arestas sejam aparadas para que um dia possamos chegar ao estado de P.´. C.´.aspiração maior de todo homem que deseja sair do estado de ignorância e ver a Luz, pois como disse o sábio Ankh-sheshonq “É preferível uma serpente em casa que vê-la freqüentada por um imbecil”.
Sim, como mariposas, buscamos continuamente a Luz; mas árdua é a tarefa pois que nossas humanas razões tendem sobrepor-se a vontade do espírito, por isto devemos lutar todos os dias contra as trevas do intelecto para que não estejamos sujeitos ao mesmo julgamento que Ptah-hotep fez do Ignorante: “Quanto ao ignorante, não lhe dês ouvidos, Ele não realizará coisa alguma... Ele é um morto vivendo dia a dia.”
Caros Irmãos, em nossa iniciação, após bebermos do conteúdo da Taça Sagrada, fizemos dois juramentos que deveriam ser lidos todos os dias para lembrar-nos dos sérios compromissos que assumimos ao adentramos ao recinto sagrado do Templo.
Juramentos que fizemos perante o G.´.A.´.D.´.U.´., da Ordem e dos Irmãos, pois se não o respeitarmos em todos os dias, estaremos em falta com o criador, com a ordem e com os irmãos que a compõe, portanto, a essência dos juramentos deveria estar impregnadas em nosso coração e estarmos atentos ao que disse o evangelista Mateus: “Não juraras em hipótese alguma, mas aos antigos foi dito, se jurares que o teu juramento seja cumprido, e não fiques em falta com o senhor teu Deus”
Após bebermos da taça que continha do doce e do amargo, nós de livre e espontânea vontade, perante todos os irmãos prometemos e juramos :
“Juro e prometo guardar o mais profundo silêncio sobre todas as provas a que for exposta a minha coragem. Se eu for perjuro e trair os meus deveres (...) consinto que a doçura desta bebida se transforme em amargor, e o seu efeito salutar seja para mim como um sutil veneno”.
“Tudo isso eu prometo cumprir(...), e se violar esta promessa (...)seja-me Arr .´. e L.´.e meu P.´. C.´. e meu C.´. Ent.´. em lugar Ignorado onde fique em perpétuo esquecimento.”
Caríssimos Irmãos, será que alguma vez nos demos conta da profundidade do juramento que fizemos no Altar deste Sagrado Templo? Não ! na grande parte das vezes este juramento passa totalmente despercebido, e isto pode nos causar grandes atribulações, pois como disse o sábio Ankh-sheshonq: “ Não manejes uma lança se não és capaz de ver o alvo a atingir.”
Certamente o juramento por todos foi lido, mas não assimilado ou compreendido na sua essência e profundidade pois que do Aug.´. e Resp.´. T.´. JAMAIS, em nenhuma hipótese poderia ser comentado a Prof.´. assuntos que aqui se tratam entre Col.´., pois que tal atitude além de denegrir a imagem da Maç.´.é motivo de vergonha e tristeza para os Irmãos que se vêem no centro de chacotas feitas por profanos que não conhecem a beleza de nossos mistérios e, alimentados por comentários desafortunados fazem um exercício especulativo que certamente nenhum beneficio trará a Instituição e muito menos aos Irmãos que aqui vieram em busca da evolução como seres humanos. Pois como disse o sábio Merikarê “ Não abras tua intimidade diante de qualquer um: É assim que desaparecerá todo o respeito de que gozas. Um tagarela é um perturbador para a cidade.”
Irmãos, a indiscrição com o que se passa no recinto sagrado do Templo deveria ser motivo de vergonha para quem à comete; como é triste, presenciar a conversa entre profanos a tagarelarem sobre o acontecimentos que se passaram entre CC.´., e que deveriam ser do conhecimento único e exclusivo dos irmãos que do fato discutido tiveram participação. Como é verdadeira a afirmação de Ani: “A língua de um homem pode destrui-lo”.
Como uma Loj.´.poderá formar lideres e homens de bens que estarão aptos a discutirem todos os assuntos da sociedade se não puderem Ter confiança absoluta em seus membros participantes? Como discutir os problemas da sociedade que envolvendo pessoas possam gerar atritos? Quem se levantará para defender e apontar os problemas sociais a que estamos expostos, se não tivermos a mais absoluta confiança que o assunto tratado permaneça entre CC.´. e que deles o mundo P.´.jamais venha a saber nem uma vírgula sequer?.
Não irmãos, não conseguiremos Ter esta confiança, enquanto não tivermos plena consciência de nossos atos, e da maneira que os mesmos podem afetar-nos e aos outros, portanto, se somos homens de bens e de bons costumes que aqui nos reunimos para buscar o aperfeiçoamento, devemos pensar sobre o assunto, para que conversas sobre o que foi tratado entre CC.´. jamais se ouça no mundo P.´., pois ai sim estaremos aptos exercer o nosso papel de construtores sociais com todo o nosso potencial mantendo-nos firmemente à regra, como disse o sábio Ptah-hotep conselheiro do faraó: “Atém-se firmemente à Regra, Não a transgridas nunca”.
Sim, porque a indiscrição é uma transgressão à regra, e não pode ser aceita e nem tolerada, sob risco de afetar toda a estrutura social da instituição.
Durante a iniciação é foi dito que somos P.´.B.´., portanto seres ainda imperfeitos que necessitávamos de instruções e ajuda para podermos evoluir e progredir na Arte Real e chegarmos ao estado de P.´.P.´., portanto sendo ainda uma P.´.B.´., mas com o firme propósito de chegar ao estado de P.´.C.´., julguei oportuno dizer algumas palavras com o propósito de dar uma pequena contribuição para melhorar o nosso caminho, visto que a Vida é um eterno aprendizado e não devemos desperdiçar uma única oportunidade que a divindade nos proporciona para evoluirmos em direção a verdadeira Luz.
Rogo as divindades, que não seja eu como o hipócrita a que se referiu Jesus: que vê um cisco no olho do Ir.´. e não consegue ver uma Trave em seu próprio. Porque se soubermos aproveitar as lições que a vida nos dá, certamente sairemos mais fortalecidos em nossas convicções filosóficas; vejo como um alerta das divindade para os nossos erros, que sendo apontados possibilita a cada II.´. em suas meditações tirar as lições que melhor lhe aprouver, e que o erro cometido por um Ir.´. não sirva de motivo para julga-lo e condena-lo a danação em praça pública, mas que sirva de exemplo a todos, para que não o cometamos, e se o cometermos, estarmos conscientes de nossos atos e em hipótese alguma alegar-mos inocência e desconhecimento como atenuantes no dia do nosso julgamento.
“Sabe ser crítico em relação a ti mesmo, evitando que algum outro tenha que te criticar”. Hor-dejedef.
Que o G.´.A.´.D.´.U.´. digne-se a olhar por nós e permitir que possamos seguir firmes em direção à V.´.Luz.
Ir.´. Amauri Valle
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