5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ 4


TEMA: TEMPLO MAÇÔNICO 


                Desde que o ser humano aprendeu a reconhecer a existência de um ser supremo no Universo, que lhe deu origem e vida e que condiciona, orienta e comanda os seres que criou, ele também aprendeu a respeitar esta divindade, a tentar interpretar as suas manifestações e a exteriorizar os seus sentimentos sobre a forma de credos mais ou menos complexos. Para isso, locais especiais preparados de forma adequada e adornados de acordo com o grau de desenvolvimento dos povos, foram e são utilizados para as práticas religiosas e sagradas. Estes lugares sempre foram cercados de cuidados e segurança contra indivíduos estranhos e ameaçadores e intempéries. Com o passar dos tempos foram adquirindo características místicas, de acordo com o grau evolutivo da cultura que os construía e, para seu serviço, foram sendo treinados homens e mulheres, que transmitiam os ofícios litúrgicos de geração em geração, por processo permanente a seu serviço.
               
Um templo apresenta, em geral, uma distribuição interna do espaço, de acordo com a seita, ordem ou religião a que serve. Sendo esses espaços comuns à maioria dos templos, podendo-se citar:
                
1 – Local onde a divindade se manifesta. Normalmente é um altar de pedra ou de madeira, colocado em um ponto proeminente e bem visível, destacando-se no conjunto arquitetônico da construção.
                
2 – Concentração dos fiéis. Este espaço de razoável amplitude, devendo comportar a totalidade dos fiéis. Possui abertura para o exterior, não raro guardadas por animais selvagens ou seres mitológicos.
                
3 – Praça ou altar de sacrifícios. É aquele que o rito pratica seu ofertório sacrificial, seja ele realmente um sacrifício ou por meio de atos teatral. Estes atos costumam ser interpretados, também no espaço sacrificial do templo.
                
4 – Locais de iniciação de sacerdotes ou adeptos. Costumam ser reservados espaços específicos, dentro ou fora do templo, para a realização dos atos litúrgicos referentes as iniciações ou aceitação do pessoal que se dedicará ao serviço do rito ou do templo . Ai estão depositados os materiais iniciáticos, os altares ou tronos específicos, as câmaras de expiação, etc..
                
Além dessas características, os templos costumam ostentar ornamentos diversos, de acordo com a filosofia que orienta a seita, ordem ou religião. Normalmente encerram significados simbólicos, que servem para preservar os ensinamentos contra as mutações semânticas da língua predominante entre os adeptos, garantindo a sua perpetuidade.
                
O templo Maçônico é, em si mesmo, um símbolo múltiplo, dentro do qual devem ser desenvolvidas e aprimoradas as qualidades consideradas pela filosofia Maçônica como indispensáveis para atingir a perfeição. Se o homem é um templo, e se os templos são os locais de manifestações e adoração do G .’. A .’. D .’. U .’., constitui-se dever do homem buscar, em si mesmo, as manifestações divinas que tornam um ser impar na natureza, ele que tem consciência do que deve ser e o que deve fazer para o ser.
                
A Maçonaria utiliza templos para a prática de sua liturgia, inspira-se nos relatos bíblicos sobre a construção do templo de Salomão, associados à práticas e lendas cristãs da Idade Média e conhecimentos ocultistas.
               
O Templo Maçônico tem forma retangular ou de um quadrilongo, seu comprimento é do oriente ao ocidente, sua largura de Norte a Sul, sua altura da Terra ao Zênite e sua profundidade da superfície ao centro da terra. Divide-se internamente em dois espaços, separado por uma balaustrada: O Oriente, de onde nasce a luz para os MM.’.; e o Ocidente de onde chegam os MM.’. em busca da luz. No Oriente tem acento o Vem.’. M.’. e os MM.’. que, por dever de ofício, direito honorífico ou convite específico, ali se colocam durante os trabalhos. No Ocidente tem assento os demais IIr.'..
                
Dá-se também a orientação do templo no sentido Oriente – Ocidente, seja porque essa era a orientação do templo de Salomão, seja porque, a sabedoria e a cultura veio do Oriente para o Ocidente, ou porque o Sol, símbolo da Sabedoria, ergue-se no Oriente, dirigindo-se para o ocidente.
                
O Templo Maçônico é decorado com Ornamentos e revestido de Paramentos e Jóias.
                  
Os Ornamentos são: Pavimento mosaico, Orla dentada e a Corda de oitenta e um nós.
                
Os Paramentos são: O L.’. da L.’., Esquadro e o Compasso.
                
As Jóias são: Fixas (Prancha da Loja, P.’. B.’. e P.’. P.’.), e as Jóias móveis (Esquadro, Prumo e Nível).
                
Doze colunas zodiacais são colocadas nos lados do templo, simbolizando a luz que todos os MM.’. recebem no interior do templo.
                
No Oriente, há três altares, a saber: do Ven.’. M.’. (retangular), do Or.’., do Secr.’. (triangulares).
                
No Ocidente existem quatro altares: 1o Vig.’., 2o Vig.’., Tes.’., Chanc.’..
                
O hábito de Estrelar o teto dos Templos tem sua origem no Egito antigo, notado no magnifico Templo de Carnac (hoje, Luxar). Porém para a simbologia Maçônica é correto que ele tenha apenas a presença do Sol e da Lua, e as nuvens de cor, mostrando a transição do dia (Oriente), para a noite (Ocidente).
                
Duas colunas denominadas de J.’. e B.’. ficam de cada lado externo da porta.
                
Podemos interpretar que o Templo Maçônico é o Símbolo do Universo, pois Deus ocupa todo o espaço e todo o tempo universal. Ele reproduz o macrocosmo em um microcosmo; segundo a máxima hermética: “Assim como é em cima é em baixo”. 

                                        A .’. M .’.  CARLOS ROBERTO SIMÕES

                                       A .’. M .’.  WALTER PEREIRA DE CARVALHO 


BIBLIOGRAFIA: 
·        SEMINÁRIO GERAL DE MESTRES MAÇONS

         Instituto de Estudos Maçônicos Específicos

·        LITURGIA E RITUALÍSTICA DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM    (Castellani, José)

5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ 3


TEMA: SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE NA MAÇONARIA

À
GLORIA DO G\A\D\U\

                    
Ao sermos iniciados na Maçonaria, aprendemos que ela é uma associação de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o  G..A..D..U..,e  que tem como principio a LIBERDADE, IGUALDADE E  FRATERNIDADE.                
                      
Neste nosso trabalho, tentaremos falar alguma coisa sobre um dos princípios da Maçonaria que é aFRATERNIDADE e a SOLIDARIEDADE
                      
A palavra FRATERNIDADE pressupõe amor, abnegação, desvelo, compreensão e tolerância, enquanto a SOLIDARIEDADE seria um sentido moral que vincula o individuo a vida, aos interesses e às responsabilidades de um grupo social, nação ou da própria humanidade. 
                      
Nós, Maçons, temos conhecimento de que nosso dever é fazer o bem, sem olhar a quem. Devemos verificar as necessidades alheias e mesmo de nossos Irmãos para que cumpramos com eficiência nossa obrigação do dever assumido. 
                      
A atitude solidária é à saída de si para se dar ao outro, quem quer que ele seja . Ela não acontece  apenas entre amigos , mas se estende a todos . Ela é o olhar atento que capta a  necessidade do outro. A solidariedade revela o quanto uma  pessoa é verdadeiramente humana.  Em outras palavras, a pessoa “verdadeira” é aquela que é solidária ao outro nos momentos de  felicidade e nas situações de dor e de sofrimento.  Em determinadas ocasiões será aquele que estará  ao lado do outro, silenciosamente , “colocando-se na sua pele”.  A solidariedade será, num mundo  marcado pelas desigualdades e injustiças, o gesto de abraçar a causa  de todos os que vivem  “à margem da vida”. 
                     
Vivemos hoje, num “sistema” que estimula as pessoas a lutarem, freneticamente , por tudo aquilo que as desfigura em sua própria essência: a ambição e a ganância sem limites , a fome pelo poder  que oprime os outros,o consumo desenfreado, o narcisismo, a  ostentação , o   individualismo , a inveja e a competição a qualquer preço. Só tem valor quem possui, quem domina e manipula o outro. Para “subir na vida, vencem aqueles que são” espertos e aqueles que, “bajulam” e que fazem “alianças estratégicas”. 
                      
Não podemos esquecer que a Maçonaria também tem suas regras, e cada Maçom tem suas obrigações individuais, como por exemplo, o dever de freqüência, o de ser pontual com seus compromissos, e principalmente reconhecer como Irmão todo Maçom regular, ajudando-o, protegendo-o e defendendo-o, sempre de forma justa, contra as injustiças do mundo profano, se necessário for com riscos da própria vida .

                      
Bem caríssimos IIrm\ , levando-se em consideração que todo Maçom deve ter uma conduta digna e reta  pode-se concluir como é difícil “ser Maçom de verdade”, não que se possa dizer que a Maçonaria exija demais de nós, mas sim pela conduta individual de muitos Maçons imperfeitos. Estes Maçons imperfeitos são aqueles Irmãos que mesmo tendo sido agraciados com a oportunidade de ingressar nesta tão sublime ordem, o que lhes proporciona conviver  com  princípios tão nobres, por vezes são conduzidos pela própria vaidade, deixando escapar por entre os dedos à oportunidade de tentarem se igualar a tantos verdadeiros Maçons. 
                      
Por isso, nós através da Fraternidade, devemos sempre  aprimorar nossas relações sociais  com os irmãos, com nossos familiares e com os profanos e ser também  mais  Tolerantes, ou seja, mais calmos, ponderados  e  justos em nossas decisões e  menos agressivos, para  podermos desenvolver em nossos corações a CARIDADE e com ela  aliviar o sofrimento alheio, em vencer  nossas próprias paixões e más tendências e a amar ao próximo como nos amou o G..A..D..U...  
                      
Para encerrar, gostaria de citar São Francisco de Assis , em sua Oração, onde ele faz um relato da mais bela filosofia do Amor ao Próximo:

                      “Senhor! Fazei de mim um instrumento da tua Paz”,
                        Onde houver trevas, que eu leve a luz,
                        Onde houver ódio que eu leve o perdão,
                        Onde houver dúvida que eu leve a fé,
                        Onde houver desespero que eu leve esperança,
                        Onde houver discórdia que eu leve união,
                        Fazei-me antes, Senhor,
                        Amar que ser amado,
                         Perdoar que ser perdoado,
                         Pois é dando que se recebe,
                         Perdoando que se  é perdoado,
                         E é morrendo que se vive, para a vida eterna ““.

BIBLIOGRAFIA: 
-         RITUAL DE APRENDIZ MAÇOM - RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO (Grande Oriente Paulista)
-         BOLETIM INFORMATIVO - O APRENDIZ
-         EDITORA A TROLHA
-         OPINIÕES PESSOAIS DOS INTEGRANTES DESTE TRABALHO. 

Trabalho efetuado pelos IIr:.
Jairo Bonifácio
Marcelo da Silva Marques
Ronaldo Nunes
Marcio Felipe Dutra


5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ 2


“tema: FRATERNIDADE, FANATISMO E IGNORÂNCIA”
                                                                                                              
                                                
Abraão Lincoln, Presidente dos Estados Unidos da América do Norte no século passado, maçom e um dos mais proeminentes defensores da verdadeira fraternidade maçônica, numa ocasião em Loja, quando seus irmãos lhe pediram uma explicação do sentido da palavra fraternidade, Lincoln citou o seguinte exemplo :- Ele mesmo, num inverno gélido da América do Norte, encontrava-se nas proximidades de um outeiro, coberto de neve, observando com curiosidade dois rapazotes que alegremente desceram o morro sobre um trenó. Após a chegada do veículo ao pé da colina, o rapaz maior pôs o pequeno nas costas e o carregou na garupa até o cume da elevação, puxando, ao mesmo tempo, ofegante, o seu pesado trenó em uma corda morro acima. Várias vezes já tinham descido e subido, quando, após outra descida Lincoln se aproximou do rapaz mais velho e lhe dirigiu a palavra: “Mas é uma pesada carga que tu sempre levas morro acima”. O interpelado, entretanto, respondeu sorridente: “Não senhor, esta carga não me pesa, pois este é meu irmão”. Para Lincoln fora sempre esta resposta a mais acertada definição da palavra fraternidade, a frase tão simples e ingênua: Esta carga não me pesa, pois este é meu irmão”. Amor fraternal requer um  espírito elevado.

Feliz toda Loja Maçônica onde reina este verdadeiro espírito de fraternidade. Este amor fraternal é o cimento místico que une os verdadeiros maçons dentro de uma loja. Combatemos em nossas Lojas o vício, a vaidade e o nosso egoísmo, que é o maior inimigo da fraternidade. O Lídimo Maçom, porém , age sempre dentro dos princípios da fraternidade. Condição primordial para tanto é que os irmãos de uma loja se conheçam bem e não só superficialmente, assim que cada um pode ter plena confiança no outro, pois pode chegar o momento em que o nosso espírito de fraternidade é posto a prova contra eventuais difamadores profanos e até mesmo, contra  “Irmãos” que ao terem seus próprios interesses  pessoais contrariados se esquecem dos princípios maçônicos chegando a se negar receber o cumprimento fraternal de outro Irmão. O estreitamento dos laços de amizade e fraternidade devia ser a maior preocupação dos dirigentes de uma oficina. Para tanto não é preciso qualquer sacrifício. Quando por exemplo no dia do aniversário  ou numa outra ocasião festiva familiar de um Irmão, um telegrama, um cartão ou um simples telefonema para este Irmão, aprofundamos em nós mesmos o sentimento humanitário e no coração de nosso Irmão, produz um efeito salutar, pois este Irmão Maçom percebe, satisfeito que não é um mero número dentro de sua Loja, mas sim uma personalidade estimada por seus Irmãos.

Há muitas idéias poderosamente benéficas que não se realizaram por causa das condições egoístas em que vivemos.

Devemos difundir a idéia de que a verdadeira guerra santa é a que fazemos na vida conosco mesmos, quando lutamos pelo nosso melhoramento moral. Se alguém sentir-se incapaz para empreender a luta, ilumine seus pensamentos com uma só filosofia e penetre o verdadeiro conhecimento da lei da vida e tenha o máximo cuidado de interrogar a si mesmo com o rigor e a imparcialidade que convém. Ora, se há ponto em que mais imparciais precisamos ser, é precisamente no que aos nossos pensamentos diz respeito e o que ao nosso modo de julgar e de apreciar se refere.

Por mais bela e fecunda que seja uma semente, jamais nada  ela produzirá, se não conseguir irromper a luz. O embrião das boas ações, dos gestos generosos, das atitudes corretas, todos os têm, mas sucede que muitos o deixam morrer, outros os encaram com indiferença, como se a vida fosse um mero jogo de crianças, uma simples competição de interesses, ou uma cruel rivalidade de egoísmo e ambições.

Assim sendo, é bom lembrarmos o que é fraternidade: união ou convivência como irmão, amor ao próximo, fraternização, harmonia, paz, concórdia; bem como o que é Maçonaria: uma associação de homens sábios e virtuosos, que se consideram irmãos entre si, cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente ligados por laços de reciproca Estima, Confiança e Amizade, estimulando-se uns aos outros, na prática das virtudes.

Considerando as definições acima, a Fraternidade Maçônica tem que ser pura, devendo se apresentar onde couber uma causa justa. O verdadeiro Maçom pratica o bem e leva sua solicitude aos infelizes, quaisquer que sejam eles, devendo desprezar o egoísmo e a imoralidade, dedicando-se aos seus semelhantes, pois o sentimento de Fraternidade para o Maçom deve ser um sentimento nato, e assim sendo, a Fraternidade Maçônica deve ser o ideal de todo e qualquer Maçom, tendo em vista que é o laço sagrado que une a todos os Maçons, independentemente de Lojas e Potências a que pertençam. Fizemos um juramento, e por ele somos unidos; somos uma família, e a família é a matriz do homem e o berço da sociedade. “Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros”. (Epístola aos Romanos, l2-10).

E quando falarmos de Fraternidade, recordemos sempre o caso que contou o Presidente Lincoln aos seus Irmãos Maçons e gravemos em nossa memória aquela frase que ficou célebre nas Lojas Americanas: ”Esta carga não me pesa, pois este é meu Irmão”.   

                                 FANATISMO

Fanatismo: advém do latim “fanum”, templo, lugar sagrado. Em latim, “Fanaticus”, era o inspirado, o entusiasmado, o agitado por furor divino. Posteriormente tomou o sentido de exaltado, de delirante, de frenético, e, finalmente, o de supersticioso.

Os fanáticos eram os sacerdotes antigos do culto de Ísis, Cibele e Belona, etc., que eram tomados de delírio sagrado, e que laceravam-se até fazer correr sangue. A palavra tomou, assim, um sentido de misticismo vulgar, que admitia poderes ocultos, que podem intervir graças ao uso de certos rituais.

O mesmo termo é usado para indicar a intolerância obstinada daquele que luta por uma posição, considerada por ele, evidentemente e verdadeira, estando disposto a empregar até a violência para a validade de suas opiniões e na tentativa de converter a outros que não aceitam suas idéias. Torna-se o termo, por extensão, o apontador de toda e qualquer crença, religiosa ou não, onde há demonstração obstinada por parte de quem a segue.

O fanático, em vez de fazer de sua fé um caminho de libertação, faz dela uma prisão para si mesmo e para os outros. Em vez de aprofundar as verdades da fé para iluminar com elas a vida, aceita a letra dessas verdades sem saborear o conteúdo das mesmas. O fanático não dialoga. Fala sozinho. Para ele, quem tem a mesma fé não precisa dizer nada. E quem não tem a mesma fé, não tem nada a dizer e merece o desprezo e a condenação, aqui e na eternidade.

O fanatismo é uma fé cega, inconsciente, irrefletida, em muitos casos independente da própria vontade que o ser humano sente por uma doutrina ou um partido. A religião do fanático não se fundamenta no amor, mas no medo. Medo de errar, de pecar, de desviar-se do caminho. Ele fala demais para não escutar. Acredita que a melhor defesa da própria fé é o ataque a fé dos outros. 

Como podemos ver meus Irmãos o fanatismo é a veneração exagerada de uma idéia, uma religião, etc. Devemos pois, então ter muito cuidado com o nosso modo de agir não deixando-nos levar por um entusiasmo exagerado, para que, por conta de um exibicionismo ridículo ou por conta de uma conduta exacerbada sejamos levado a um comportamento incompatível, para com os princípios maçônicos.

A Maçonaria condena o Fanatismo com todas as suas forças. Em vários graus, as instruções giram em torno desta execrável paixão, considerada como um dos inimigos da Ordem Maçônica.  “Um passo mais além do entusiasmo, e se cai no fanatismo; outro passo mais e se chega a loucura”. Jean  B.F. Descuret) 


                                                  A IGNORÂNCIA 

1 - A Ignorância no mundo profano. 

Pejorativamente, chamam-se pessoas de IGNORANTES no afã de lhes desafiar os brios, tentando mostrar uma faceta grossa, obscura e de atraso evolutivo onde a IGNORÂNCIA  é encarada como a mãe de todos os vícios e seu principio o de nada saber ou  saber mal. Eis porque afirmarem o muito das vezes ser o IGNORANTE  um ser grosseiro, irascível e perigoso, perturbando e desarmonizando a sociedade, não permitindo que os homens conheçam seus direitos. Mesmo vivendo em um Estado LIBERAL eles tornam-se escravos por conta de sua ignorância. Ë comum em muitas regiões, as vezes nem tão longínquas deste nosso Brasil, ouvirmos falar de escravidão.

  Como um “Coronel” nordestino, numa entrevista, a anos atrás, ao Fantástico, na qual  gabava-se que todos os trabalhadores de sua fazenda tinham boa moradia, mas admitia que escola e igreja ele não permitia, assim como nenhum tipo de cultivo junto a moradia dos colonos, e que tudo que estes necessitassem deveria ser adquirido no armazém da fazenda, o que resultava invariavelmente ao final do mês este colono ficar devendo ao Coronel. Isto na realidade representa dois tipos de escravidão:- Uma física e outra intelectual, e vejam bem, sem ter o ônus de adquirir o escravo como antigamente.

Isso não é um caso isolado. Na verdade o próprio Estado, que deveria zelar pelo desenvolvimento cultural do povo,  age em sentido contrário. A maioria das medidas sérias visando aprimorar a qualidade da educação são abandonadas, enquanto isso medidas populistas, eleitoreiras e inócuas são adotadas.

Nessa situação, com a maioria da população mantida no estado de semi analfabetismo, aqueles que detém o poder podem usar o povo como “massa de manobra”, destarte imperando a impunidade.

Além do problema educacional, temos um outro muito mais grave. O problema da corrupção. Pegue-se o exemplo da cidade de São Paulo, dilapidada a céu aberto. Porque  isso aconteceu? Aconteceu porque a população, mesmo a mais informada, virou as costas para a cidade; a maioria sequer sabe em quem votou para vereador. E os que sabem raramente acompanham sua atuação. Como conseqüência temos uma impunidade crônica, campo fértil para a atuação das máfias. A impunidade prospera de fato, quando a ignorância dos direitos sobressai e impera. E qual seria a solução? A solução não esta na policia, mas nas salas de aula. Assim como ensinam matemática e português, as escolas devem levar a sério, e não apenas em momentos especiais, mas diariamente, a disseminação das noções de direitos e deveres.

Isto só serve para demonstrar que apesar de Constituições Liberais, um povo ignorante acaba se tornando escravo. São inimigos do progresso, que, para dominarem, afugentam as luzes, intensificam as trevas e permanecem em constante combate contra a Verdade, o bem e a Perfeição.


2 - A ignorância no mundo maçônico.

Na evolução da humanidade, as verdades da vida vão se aclarando de acordo com o ritmo que as inteligências captam o descortinar do conhecimento. Grandes filósofos, profetas e mesmo o Mestre que foi Cristo, não puderam trazer toda a luz dos seus conhecimentos porque havia de ser respeitada a IGNORÂNCIA da época e o nível intelectual que as sociedades se apresentavam.

Na filosofia maçônica também acontece esse respeito. O Apr\ conhece tudo aquilo que uma ponta de véu levantado lhe permite entender, o mesmo acontecendo com o Mestre e os diferentes graus.

A IGNORÂNCIA não é de toda inoportuna. Às vezes ela tem utilidade. “QUEM MAIS SABE, MAIS SOFRE”, isso explica quando tal conhecimento está ligado às aflições, porém no patamar do equilíbrio, o saber é sempre bem visto, pois poderá despertar no homem o ensejo de servir como “professor” daqueles que estão ainda no estágio de IGNORÂNCIA. 

A vida plena do homem nos leva a entender que somos IGNORANTES nos mais diversos graus. Quando o homem evolui e procura alcançar um estágio na vida, galgando assim um cume, logo poderá observar que de cima desse cume haverá uma nova planície a percorrer, que lhe proporcionará nova jornada de conhecimentos. A IGNORÂNCIA poderá ser reduzida, porém sempre existirá, pois ela faz parte das metas e objetivos do homem. O conhecimento total ao G\A\D\U\pertence.

A IGNORÂNCIA é a grande alavanca que dá ao homem o estímulo para a luta do saber. Os graus da maçonaria são os maiores exemplos da disciplina, onde a verdade será descoberta de acordo com a condição interna de cada aprendiz.

Ser IGNORANTE não é pejorativo, é, antes de mais nada, um estado evolutivo.

Perto de coisas maiores, todos somos IGNORANTES. Os discípulos ignoravam a grandeza de propósito que estava guardada na mente e no peito de JESUS. Com o aprendizado, eles lutaram e cresceram, dando um passo a mais no saber, deixando sua IGNORÂNCIA um pouco mais curta.                                                                      
                      

5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ


INSTRUÇÕES DO GRAU DE APRENDIZ  TRABALHO DE QUINTA INSTRUÇÃO

Tema: “A Estrutura do Templo e a Representação Simbólica da Loja” 


A  G\ D\ G\ A\  D\ U\


“O templo representa o Universo que é o Templo de Deus, cuja contrapartida é o corpo do homem. No interior do Sagrado Templo há uma câmara destinada à reunião geral para estudar as obras de Deus. É  a câmara interna, é o sol do Templo, o lugar santo onde mora a Presença de Deus: a Loja.
  (...)
Tudo isso quer dizer que, como o Universo não tem limites e é um atributo de Deus que abarca tudo, assim também a Loja, o “Logos”, o Cristo dentro do homem, por definição não tem limites, está dentro e fora e tudo o que é feito por Ele foi feito.” (Adoum, Jorge; GRAU DE APRENDIZ E SEUS MISTÉRIOS, ed. Pensamento - 1993.)

Já  esmiuçamos em trabalhos anteriores a forma da Loja, citando o Templo de Jerusalém como imagem e representação do Universo e todas as  maravilhas da criação. A Loja representa a superfície da terra com os quatro pontos cardeais:  Oriente, Ocidente (“caminho da luz”), Norte e Sul, sua largura; com terra, fogo e água sob nossos pés, e ar sobre as nossas cabeças, acima das quais representa o teto da Loja um céu estrelado, símbolo de um mundo imaterial. 

Sustentada por três CCol\, a Loja de Aprendiz é governada pelo Ven\, fonte e fundamento da SABEDORIA em sua Loja, e pelos IIr\ Primeiro e Segundo Vigilantes, que representam as CCol\ da FORÇA e da BELEZA, respectivamente.

No significado histórico e filosófico das três CCol\, a sabedoria jônica venceu a força espartana (dórica) e, quando ato e potência se equilibraram, surgiu a beleza, que se completou mais tarde, já na época helenística, ensejando a perfeição da colunacoríntia e completando o ternário, o qual, por sua vez, viria a repercurtir em toda a história da humanidade.

É regra colocar as CCol\ sobre o Altar das três luzes (Ven\ e VVig\), cada qual com sua coluna correspondente,  figuradas nos Altares por Pilares: o Pilar da SABEDORIA no Oriente; no Setentrião, o Pilar da FORÇA e no Sul, o da BELEZA. Representam o complemento de tudo, uma vez que SABEDORIA, FORÇA e BELEZA retratam os três aspectos da Criação: o Idealizador, o G\ A\, Aquele que imagina a perfeição e assim torna perfeita essa imagem; a Potência, que constrói a perfeição de Si, ou a que nos sustém em nossas dificuldades; e a Qualidade de quem Se reconhece na própria obra e ali contempla a própria perfeição.

A Beleza, enfim, é o que nos agrada os sentidos com seus padrões estéticos: “Deus contemplou sua obra, e viu que tudo era muito bom” (Gen., 1:31).
     
A SABEDORIA, um dos Pilares mestres da nossa Ordem, nos obriga a relembrar certos ensinamentos , os quais fomos imbuídos a praticar. A busca incessante do Saber, a Tolerância, o Amor Fraternal, o Respeito para com os nossos semelhantes - bem como o respeito próprio, a busca da Verdade, da prática do Bem e da Perfeição.
      
Segundo o Ritual de A\ M\ , o Ir\ Primeiro Vig\nos diz que nos reunimos em Loja para “ Combater o despotismo, a ignorância,  os preconceitos e os erros. Para glorificar a Verdade e a Justiça. Para promover o Bem Estar da Pátria e da Humanidade, levantando TTempl\ à Virtude e cavando masmorras ao vício.“.  Ou seja: combater, com toda certeza, a ignorância, que é a argamassa do vício, do egoísmo, da desonestidade, do fanatismo e da superstição. em outras oportunidades, já tratamos dos primeiros - falemos agora desses dois últimos: o fanatismo e a superstição.

A superstição e o fanatismo são duas graves moléstias que afligem os espíritos místicos ignorantes. Este é a religião radical, despida da razão e do saber e afastada do conhecimento verdadeiro. Leva ao Mal pelo abandono do bom senso e pela escravidão do intelecto - é a regra que o fanático deixe de pensar por si próprio e entregue-se a idéias preconcebidas (preconceitos) e rejeite sua liberdade pela escravidão a um “líder” ou falso Messias.

A superstição, por sua vez, é um arremedo de religião, é a religião deturpada, onde a ignorância ocupa o lugar que seria o da Fé. É o culto da imperfeição e da mendacidade, em que se desiste de compreender a natureza do Bem, transformando em bem o que seja do interesse próprio e da conveniência.
     
Contra todos esses males a prática da Solidariedade haverá, por certo, de fortalecer nossa Fraternidade. Não pelas vantagens morais ou materiais que se cogita tenha advindo do fato de nos termos tornado MM\. A simples vantagem material, no interesse egoístico do indivíduo, é estranha às práticas e à ética dos MM\.Vantagens morais de fato há: residirão dentro de cada um de nós, resultados da firmeza de nosso caráter.

Esta firmeza virá como fruto do nosso ofício (desbastar a P\ B\) e da nítida compreensão dos Deveres e dos Ideais estabelecidos por nossa Ordem - A Moral e a Honra.

A Solidariedade Maçônica não consiste, como crêem o vulgo e o profano, no amparo incondicional de um Ir\ ao outro e os laços da Fraternidade, quanto ao amparo moral ou material (individual ou coletivo), são oferecidos àqueles que apesar de praticarem o Bem sofrem os revezes das vida; para os que, trabalhando lícita e honradamente, correm o risco de soçobrar; ou mesmo para os que, tendo fortunas, sentem infelicidade em seu interior e amargas suas almas. Para estes IIr\ a Solidariedade Maçônica deverá  e será colocada em prática, pois aí haverá uma causa justa e nobre.

Em nossa iniciação, juramos amar o Próximo como a nós mesmos,  cuja máxima representava o compasso sobre o nosso peito, na justa medida para a construção do mundo de Fraternidade Universal. Juramos ainda defender e socorrer nossos IIr\ ; todavia, quando um Ir\ se desvia da Moral que nos fortifica, ele simplesmente rompe a Solidariedade que nos une. Estará então em condições notórias de deixar de ser um Ir\, perdendo todos os direitos ao nosso auxílio material e, principalmente, ao nosso amparo moral.

Essa Solidariedade não dá guarida à ignorância e ao preconceito: em igualdade de circunstâncias, podemos preferir um Ir\ a um profano; mas nunca devemos fazê-lo se assim cometermos uma injustiça - a cada um, o que é de seu mérito. Ela não existe para ferir nossa consciência. Seus ensinamentos nos conduzem a proteger um Ir\ no que for justo e honesto, mas sem boas e justas razões não devemos favorecê-lo pelo simples fato de ser Ir\.

Ademais, tal Princípio nos ensina tanto a dar quanto a não pedir sem a justa necessidade.

A Ordem, idealmente, só admite entre os seus membros aqueles que são probos, de caráter ilibado, que tenham a faculdade chamada inteligência e que sejam livres e de bons costumes. Assim é natural que MM. cheguem a posições sociais elevadas, visto se destacarem por suas qualidades pessoais. Se alguém pretende obter o mesmo utilizando-se unicamente de um sistema de favorecimento, proteção e acobertamento, faz mal em entrar para o seu seio. Sua admissão padece de vício insanável, de erro essencial quanto à pessoa. Para estes casos, nossa Ação Moral, nossos Princípios e Leis haverão de ser instrumentos seguros para separarmos o joio do trigo - e ficarmos com o trigo.

A Solidariedade, aliás, não está adstrita aos Ir\: estende-se a todos os Homens e se materializa não apenas no amparo imediato, mas na educação. O exercício da Solidariedade, assim, deve pautar-se em duas palavras - tolerância e humildade. A predominância da Humildade se faz necessária em todos as ações que empreendermos e desenvolvermos, para que o auxílio não se transforme em esmola e enodoe a alma do necessitado. A Tolerância para com os nossos semelhantes, quer em suas opiniões, quer em suas crenças, impõe-se para garantir a Liberdade e a Justiça. É pensamento muito bem traduzido por Voltaire: “Discordo de tudo quanto dizes, mas defendo até a morte o direito de dizê-lo.”

Ambas serão, portanto, utilizadas para Educar os que necessitam e, pelo processo dual, nos educarmos. Ensinar aquilo que realmente sabemos e com isto nos instruir também. Corrigir e alertar para os erros que atentem quanto à ética e compromissos inerentes à sociedade.

Cabe aqui encerrar com La Fontaine, em trecho do prefácio de “FÁBULAS DE ESOPO”: “Antes de sermos obrigados a corrigir nossos maus hábitos, é necessário que nos esforcemos para torná-los bons”.

BIBLIOGRAFIA: 
1.    Varoli Filho, Theobaldo; CURSO DE MAÇONARIA SIMBÓLICA - Aprendiz (1º Tomo), ed. A Gazeta Maçônica.
2.    Figueiredo, Joaquim Gervásio de; DICIONÁRIO DE MAÇONARIA, ed. Pensamento - 1994.
3.    Castellani, José; DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO MAÇÔNICO, ed. Maçônica “A Trolha”, 1ª ed.-1993.
4.    Adoum, Jorge; GRAU DE APRENDIZ E SEUS MISTÉRIOS, ed. Pensamento - 1993.
5.    Leadbeater, C. W.; A VIDA OCULTA NA MAÇONARIA, ed. Biblioteca Maçônica - 1994; trad. de Joaquim Gervásio de Figueiredo.
6.    A BÍBLIA SAGRADA, ed. Ave-Maria. 


O ARQUITETO


O Arquiteto é o encarregado de tudo quanto se refere a decoração e ornamentação do Templo.

Para o bom exercício de sua pasta deverá:


Conservar o Templo ornado e preparado, segundo as sessões que a Loja tiver que celebrar, podendo ser ajudado por um Maçom ou empregado remunerado;

Apresentar com oportunidade, uma relação dos Obreiros necessários às sessões da Loja e ao expediente, a fim de que o Venerável Mestre possa desenvolver excelentes trabalhos;

Ter inventário completo de todos os utensílios, alfáias e móveis da Loja, conservando-os em boa ordem, entendendo-se com o Tesoureiro, de quem requisitará os metais necessários para o bom desempenho do seu encargo;

Fornecer ao Secretario material necessário ao expediente;

Ter um Livro para registro das atividades de sua pasta.

(N.B. - ESTE NÃO DEVE SER CONFUNDIDO COM O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO)

O COBRIDOR

Além dos encargos previstos nos Rituais, compete ainda aos Cobridores:

AO COBRIDOR INTERNO OU GUARDA DO TEMPLO COMPETE:

a) – a guarda do Templo;
b) – zelar assiduamente pela segurança dos trabalhos;
c) – verificar se os irmãos que desejam acesso ao Templo têm qualidade para tal e se estão convenientemente vestidos, encaminhado-os segundo o Ritual;
d) – não consentir que algum Obreiro se retire dos trabalhos sem a devida permissão e que coloque seu óbulo no Tronco de Beneficência ou Solidariedade;
e) – manter em dia o registro dos trabalhos e festas da Loja, competindo-lhe informar aos irmãos sobre o grau e trabalho em realização ou a realizar-se;
f) – receber e distribuir a correspondência, mediante livro de protocolo.

AO COBRIDOR EXTERNO COMPETE:

a) – fazer observar o mais rigoroso silencio no átrio ou sala dos Passos Perdidos;
b) – receber e encaminhar, a quem de direito, toda e qualquer pessoa que compareça no Templo;
c) – registrar em livro próprio, as ocorrências verificadas no Templo ou nas proximidades deste.

Hospitaleiro

“Nome dado a um dos Oficiais de uma Loja Maçônica, porque esse oficial é o encarregado não só da arrecadação dos óbulos por meio de seu ”giro” litúrgico com formalidade, como também de atender aos necessitados”.

“É o irmão oficial que têm o cargo e a responsabilidade da distribuição dos fundos de caridade para o uso com os necessitados”.

(OBS: - INFELIZMENTE NA MAIORIA DAS LOJAS MAÇÔNICAS ESTE GIRO É FEITO SEM FORMALIDADE, OU PORQUE A MAIORIA NÃO É CAPAZ PARA FAZER OU PORQUE É ORDENADO PELO VENERAVEL MESTRE QUE PRECISA GANHAR TEMPO EM VIRTUDE DA LEITURA DEMASIADA DE ATOS E DESATOS DAS AUTORIDADES SUPERIORES OU AINDA A LEITURA DEMASIADA DE EXPEDIENTE – O CORRETO É FAZER O GIRO COM FORMALIDADE)

Através da Bolsa de Beneficência, os óbulos arrecadados são aplicados pelo Hospitaleiro, de forma autônoma e independente sem que lhe seja exigida qualquer prestação de contas, o montante da coleta permanece em sigilo e somente o Hospitaleiro o conhecerá, ele tem a obrigação de prestar contas, não dos valores, mas das ações que pratica em nome da Loja.

Hospitaleiro é o irmão encarregado de visitar, cuidar e socorrer aos irmãos enfermos que sejam membros da própria Loja, ou profanos por ela recomendados.

Título que em princípio foram conhecidos os membros ou cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém, chamados também Templários.

Ele deve distribuir e prestar todos os socorros concedidos aos necessitados.

É o irmão Hospitaleiro que tem a seu cargo, o tesouro de beneficência. Ele deve distribuir e prestar todos os socorros concedidos aos necessitados.

Agrega, portanto, a mais delicada função maçônica, pois o eleito, deve ter tato, perspicácia e muitas virtudes, pois, de sua vontade depende toda a filantropia realizada.

É um irmão especial, ativo, vigilante, bom observador e pela firmeza de seu caráter é inacessível a uma piedade cega que é ordinariamente o disfarce dos homens sem pudor que fazem um objeto de comércio, ou que convertem em uma indústria, dedicando-se a explorar a bondade e inesgotável beneficência fraternal dos irmãos; tampouco deve ser duro nem inabordável, nem deve nunca faltar aos deveres da humanidade.

A humildade é o primeiro dever

A humildade é o primeiro dever, o primeiro cuidado de todo irmão maçom...porém muito especialmente do irmão Hospitaleiro.

Sua reputação de caritativo, mas também de severo e justo, deve ser conhecida, a fim de que a mendicidade maçônica incessante e atrevida, como todas as outras mendicidades ( pois os mendicantes maçons não tem menos importância que os outros mendicantes), não se atrevam a lhe assaltar, e que o verdadeiro desgraçado pela sorte, a viúva e o órfão de um irmão falecido inesperadamente possam ser socorridos e contar com seu justo e saudável apoio.

Ele deve rechaçar com energia a todos os pedidos que vierem duvidosos.

É preciso que o Hospitaleiro seja um homem sagaz para julgar a linguagem e a posição dos indivíduos que solicitam a assistência da Loja, que examine bem o mérito das solicitações, rechaçando com energia a tudo que vier duvidoso.

‘QUANTAS VEZES O PRODUTO RECOLHIDO DO TRONCO PARA AJUDAR AS VIUVAS E ÓRFAOS FOI USADO PARA PAGAR OBSCURAS CONTAS DE ORGIA NAS TABERNAS’

Não há religião sem sacerdócio e o sacerdócio existe entre nós e está muito bem explicito na figura do irmão Hospitaleiro, ele é o chefe da tribo para todos os atos humanitários e beneficentes, é o Levita moral, que leva o consolo e o socorro a seus irmãos em suas desgraças e em suas aflições.
O irmão Hospitaleiro deve trabalhar e reconhecer que o socorro que lhe imploram pode dar um dia a mais de vida a um ser humano, este é o primeiro beneficio, esta é a ordem da Loja e dos seus irmãos.

O Hospitaleiro faz-se o expoente da solidariedade da Loja, cuidando para que nunca se enfraqueça o laço de união que sempre deve existir entre todos os membros da Ordem.

O irmão Hospitaleiro deve ter em sua mente que não é com o seu próprio vil metal que pratica as boas ações, mas sim, que o vil metal vem de todos os irmãos e que a lealdade é fundamental quando se administra valores alheios...


A ORIGEM 

“É sempre muito difícil, especular sobre as origens de coisas que se perdem no tempo. É também questionável se realmente isto é importante para coisas que são importantes por si mesmas independentemente de suas origens”.

É FUNÇÃO DO HOSPITALEIRO OU  COMPETE AO HOSPITALEIRO

1-) Fazer girar ou circular o Tronco de Beneficência ou Solidariedade nas sessões, arrecadando a contribuição dos irmãos presentes e ausentes.

2-).Exercer pleno controle sobre o produto arrecadado pelo Tronco de Beneficência, o qual se destina exclusivamente, às obras beneficentes da Loja.

3-) Presidir a Comissão de Beneficência.

4-) Ter pleno conhecimento da situação do cofre da hospitalaria, o qual constitui patrimônio especial e maçônico da Loja, e que não pode ser utilizado, em nenhuma hipótese, para fins estranhos à hospitalaria.

5-) Visitar os Obreiros enfermos, dando conhecimento à Loja do seu estado de saúde, propondo, se for o caso, auxílios, ouvida a comissão competente.

6-) Fazer parte de todas as comissões enviadas pela Loja aos membros do Quadro, quando doentes, ou das que tiverem de assistir a funerais.

7-) Comunicar à Loja, em qualquer época, a ausência, mudança de estado, morte ou qualquer ocorrência que tornem desnecessários os socorros prestados, a fim de serem tomadas as devidas providencias.

8-).Ter um livro para registro das ações de benemerência prestadas em nome da Loja, apresentando em sessões dos meses de fevereiro, maio, agosto ou novembro a prestação de contas alusivas aos trimestres civis imediatamente anteriores, conforme normas próprias o qual deverá ser entregue ao seu sucessor.

9-) Deve ter um adjunto, que o substitui, possuindo direitos e deveres.

A Hospitalidade é uma virtude que é sumamente importante na Ordem Maçônica, sendo que a ela se estende a todos os irmãos maçons onde quer que o irmão se encontre pelo mundo.

Fontes: 

Dicionário Maçônico Rizzardo da Camino/90
Regimento Normativo do Grande Oriente Paulista/85
Constituição e Regulamentos da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo/84
Regulamento Geral da Federação do Grande Oriente do Brasil/96
Revista Arca da Aliança/31
Revista a Verdade/394
Dicionário Enciclopédico de La Masoneria/213
Biblioteca Maçônica de Instrução Completa do Franc-Maçon/1836
Revista Massoneria Oggi/2 do Grande Oriente D`Itália
A Missa e Seus Mistérios Comparados com o Mito Solar/J.M. Ragón/1781-1866
Organização Jellis Fernando de Carvalho/2003.

MESTRE DE BANQUETE

COMPETE AO MESTRE DE BANQUETE

a) – promover, sempre que possível, a realização de banquetes fraternais, por ocasião dos solícitos, em junho (24) e em dezembro (27), comemorativos aos Grandes Patronos da Ordem – São João Batista e São João Evangelista;

b) – providenciar todo o necessário à execução dos banquetes, ritualísticos ou não, de confraternização ou de comemoração de datas magnas da Instituição ou da Loja.

MESTRE DE HARMONIA

É a arte dos sons e de suas alterações; em Maçonaria, os sons são considerados de importância relevan­te, a partir das "Baterias", de Aclamação, dos Tímpanos, dos fundos musicais, dos rumores iniciáticos.

Os sons sensibilizam todo ser humano e conseqüentemente  a Natureza; o som é produzido pela vibração das moléculas do ar e podem ser definidos em agudos e graves.

A percepção das nuanças sonoras apura o ouvido e sensibiliza a Audição.

Toda cerimônia iniciática e mesmo todo trabalho em Loja, não dispensa o fundo musical, tanto que é mantido um oficial como Mestre de Harmonia.

A educação do "ouvido", ou seja, o despertar da sensibi­lidade da audição faz parte daquilo a que Platão se referia como "música das esferas celestiais", que eram os sons que podia absorver do Universo, através de um apurado ouvido espiritual.

Os sons propagam-se na atmosfera e são permanentes; os sons espirituais são como os de estratosfera: silenciosos, mas sempre, vibratórios.

A Música conduz o pensamento à meditação e das Artes Liberais, ela é a maior representação.



Essas vibrações, o Maçom as recebe através da Audição e do Tato; todo o organismo capta os sons, os detém, analisa e coloca no "depósito" que é a mente.

O cérebro absorve todos os sons, sem limites e os acumu­la qual poderoso computador.



E o Mestre de Harmonia é o responsável por estas vibrações harmônicas que ocorrem em loja durante a sessão econômica ou de iniciação, bem como as sessões festivas, pois é o encarregado de selecionar as músicas adequadas e propiciatórias, de acordo com o momento, ouvindo sempre o Venerável Mestre.

ORADOR


COMPETE AO ORADOR

(ESTE DEVE TER BOA DICÇÃO E SABER FALAR MUITO BEM)

O Orador, como Guarda da Lei, é, na ordem hierárquica, a Quarta Dignidade da Loja, órgão do Ministério Público Maçônico, só pode ser destituído por deliberação da maioria dos Obreiros presentes à sessão especialmente convocada para esse fim.

Pede a palavra diretamente ao Venerável Mestre e deve:

1) – Observar e fazer observar o estrito cumprimento dos deveres a que se obrigam todos os membros da Loja, à qual comunicará qualquer infração, promovendo a acusação do infrator, quando for o caso;
2) – ler as leis, atos e decretos do Grão-Mestre. Os decretos devem ser lidos estando todos de pé e a ordem;
3) – ler as colunas gravadas que o Venerável Mestre designar;
4) – exercer a fiscalização dos rituais e assinar com o Venerável Mestre e o Secretario as atas dos trabalhos após aprovadas na sessão sequente;
5) – Verificar a assinatura dos diplomas, que lhe forem apresentados;
6) – Verificar a regularidade dos irmãos visitantes, mediante o exame da respectiva documentação maçônica;
7) Propor verbalmente o adiamento de qualquer matéria, que entender não estar suficientemente esclarecida, ficando por esse motivo adiada para a sessão subseqüente. Essa atribuição deve ser exercida com todo o critério, sob pena de responsabilidade;

(8) - Apresentar, no encerramento da discussão de qualquer matéria, suas conclusões, exclusivamente do ponto de vista legal;
9) – Celebrar, com peças de arquitetura , as festas da Ordem ou da Loja, pompas fúnebres, imposição de graus e recepção de visitantes, bem como responder às comissões de outras Lojas;
10) – O Orador falará sempre de pé, quando da leitura de atos, decretos, leis ou outras peças designadas pela Venerável Mestre;
11) – Saudar em nome da Loja, aos Irmãos visitantes;
12) – Oficiar, na qualidade de Promotor de Justiça em primeira Instância.

Porta-Estandarte


Compete ao Porta-Estandarte o alto encargo de guardar e transportar o Estandarte da Loja e as condecorações que lhe forem atribuídas, conservando-os em lugar apropriado.

(ESTE É UM ÓTIMO CARGO)

O SECRETÁRIO


O Secretario é, na ordem hierárquica, a Quinta Dignidade da Loja.

Pede a palavra diretamente ao Venerável Mestre e tem as seguintes atribuições:

(ACIMA DE TUDO DEVE SER MUITO PERSPICAZ)

1) – Assinar a ata dos trabalhos e todos os documentos legalizados com selo e timbre do chanceler;
2) - Receber toda a correspondência, comunicar ao interessado o que for resolvido pela Loja e manter em dia os serviços a seu cargo;
3) – Expedir convites para sessões da Loja, quando isso lhe for determinado pelo Venerável Mestre;
4) – Enviar, quando esteja impedido, ao seu Adjunto ou ao Venerável Mestre, o livro de atas e todos os papeis que devem ser lidos e discutidos na sessão;
5) Proceder à chamada dos Obreiros para as eleições e votações nominais e assistir à verificação das cédulas nas votações, se o ritual assim o dispuser;
6) – Passar os certificados e certidões de serviços e de atas na parte em que se referir a Obreiros que os requererem, a bem do seu direito, uma vez autorizado pelo Venerável Mestre, tendo o cuidado de nada entregar, se sujeito a pagamento, sem que o tesouro da Loja esteja satisfeito;
7) – Comunicar ao Tesoureiro as elevações de graus e requisitar dele, por escrito, com visto do Venerável Mestre, tudo o que for necessario para o expediente da Secretaria, dando-lhe recibo para seu controle;
8) Inventariar tudo o que pertencer à Secretaria e que lhe tiver sido entregue, sendo responsável por qualquer extravio, não permitindo a saída de objeto algum do arquivo, senão mediante ordem expressa do Venerável Mestre;
9) – Fazer as comunicações sobre eleições gerais ou parciais, para serem enviadas à Grande Secretaria de Administração da Obediência;
10) - Lançar em livro de matricula os nomes de todos os Obreiros, com indicação de naturalidade, data do nascimento, estado civil, profissão, data da iniciação, filiação, ou regularização, quais os serviços prestados à Ordem, cargos para os quais forem eleitos ou nomeados, faltas ou infrações porventura cometidas;
11) - Encaminhar imediatamente à Grande Secretaria de Administração a expedição de Quite Placet, Placets ex-ofício, Certificados de Grau, para os devidos registros e publicações;
12) – Comunicar ao Tesoureiro os nomes dos irmãos admitidos e excluídos do Quadro de Obreiros, assim como o aumento de salário concedido pela Loja;
13) – Traçar os diplomas de Mestre, certificados de graus Quite Placet, Placet ex-ofício, Certificado de Grau e envia-los `Grande Secretaria de Administração para serem registrados;
14) – Comunicar imediatamente aos órgãos competentes as propostas de iniciação;
15) – Zelar, como bibliotecário, pela guarda e segurança da biblioteca da Loja:
16) - Organizar o arquivo da Loja, dele zelando com especial cuidado;
17) - Distribuir tarefas ao seu Adjunto;
18) - O Secretario têm a seu cargo os seguintes livros, entre outros:
a)   LIVRO DE ARQUITETURA DE APRENDIZ
b)   LIVRO DE ARQUITETURA DE COMPANHEIRO
c)    LIVRO DE ARQUITETURA DA CÂMARA DO MEIO
d)   LIVRO DE OBREIROS ELIMINADOS PELA PROPRIA LOJA
e)   LIVROS DE PRESENÇAS DOS OBREIROS AS SESSÕES, SENDO UM DESTINADO A IRMÃOS DO QUADRO E OUTRO DESTINADO A VISITANTES
f)     LIVRO ESPECIAL PARA ATAS ESPECIAIS
g)   LIVRO DE REGISTRO DOS BENS MOBILIARIOS E IMOBILIARIOS DA LOJA.

19) – Além do Secretario e seu Adjunto, as Lojas poderão manter para a execução dos serviços da Secretaria, funcionários remunerados, Mestres, os quais, entretanto, não farão parte da administração da Loja.

O TESOUREIRO


O Tesoureiro é, nas Lojas, o responsável pelos metais. Tem a seu cargo a guarda do Tesouro sendo depositário fiel.

Além dessas funções, compete ao Tesoureiro:

Arrecadar a receita da Loja;
Pagar a despesa legal da Loja, à vista de documentos visados pelo Venerável Mestre;
Manter a escrituração da tesouraria sempre em dia e na melhor ordem;
Prestar, ao Venerável Mestre e à Comissão de Finanças, os esclarecimentos pertinentes a esta pasta;
Apresentar à Loja no inicio de cada período, balancete contábil de receita e despesa, bem como previsão orçamentária para o semestre seguinte;
Assinar recibos de pagamentos feitos por Obreiros ou de quaisquer outras quantias entradas na Tesouraria;
Propor à Loja as medidas que julgar convenientes para facilitar e melhorar o controle das receitas e despesas;
Guardar os metais da Hospitalaria, entregando-os somente ao Hospitaleiro, mediante ordem expressa do Venerável Mestre;
Depositar sempre que for possível, em estabelecimento bancário idôneo, os metais disponíveis, deixando para as despesas eventuais pequenas quantias; Assinar os cheques para saque ou pagamento, sempre em conjunto com o Venerável Mestre, ou  determinado pela Comissão deMem sua ausência com um Obreiro M Finanças;
Apresentar, nas sessões preparatórias às eleições ou nas de finanças, a relação dos Obreiros inadimplentes;
Expedir as pranchas de cobrança aos Obreiros inadimplentes, conforme a Constituição da Obediência, ou normas Estatutárias da Loja, fazendo as comunicações de que estão contidas em seus artigos ou parágrafos, sob pena de responsabilidade;
A investidura, no cargo de Tesoureiro, torna o Obreiro depositário dos haveres que receber e pertencentes à Loja, obrigando-o a responder civil e criminalmente pelos mesmos, de acordo com as leis profanas ou maçônicas;
Tesoureiro será auxiliado em seu trabalho por um Adjunto, ao qual caberá, idênticas responsabilidades.

O VENERÁVEL MESTRE


Promover a Loja, realizando palestras públicas com conteúdo didático nos mais variados seguimentos da sociedade e acima de tudo, permitir a aproximação do mundo profano à maçonaria e seus membros.

Presidir os trabalhos da Loja;
Regular os trabalhos, dando direção ao expediente e manter a ordem, não influindo nas discussões;
Nomear o Secretário da Loja e os membros da administração que, por lei, sejam de sua escolha;
Fazer preencher os lugares vagos nas sessões, por meio do Mestre de Cerimônias;
Velar pela guarda e fiel cumprimento da Constituição, regulamentos, leis, decretos, e atos vigentes imanentes do Grão-Mestrado de sua Obediência;
Convocar extraordinariamente a Loja, por iniciativa própria ou a requerimento de 1/3 dos membros do Quadro, devendo para isso expedir os necessários convites;
Providenciar acerca de assuntos cuja solução esteja sendo retardada nas comissões, substituindo os faltosos;
Fiscalizar a escrituração contábil da Loja, podendo requisitar livros ou documentos que deverá restituir na sessão seguinte;
Avisar previamente a seu substituto legal para o substituir em seus impedimentos;
Iniciar e conferir os graus, com as formalidades legais, depois de deliberação da Loja , do Grão-Mestrado e depois de satisfeito o seu tesouro;
Proclamar os resultados das deliberações e assinar a ata dos trabalhos e demais peças autenticadas com o selo e timbre da chancelaria;
Presidir à apuração de qualquer eleição ou escrutínio, conforme o Ritual;
Fazer a leitura das peças recolhidas pela Bolsa de Propostas e Informações;
Deixar sob malhete, quando julgar necessário, até 30 dias no máximo, alguma coluna gravada, depositada na Bolsa de Propostas e Informações, dando, então, conta à Loja do conteúdo ou informação, se for o caso, que foi retirada por seu autor, salvo as colunas gravadas originarias do Grão-Mestrado, cujo teor dará conhecimento imediato à Loja;
Conceder ou retirar diretamente a palavra aos Obreiros que tiverem assento no Oriente e, por intermédio dos Vigilantes aos das Colunas;
Impedir diálogos, apartes, repetidos, referências pessoais diretas ou indiretas que possam ofender a qualquer Obreiro presente ou não, usando toda a prudência, moderação e urbanidade em todos os seus atos;
Proibir discussão sobre assuntos que possam irritar os ânimos, alterando a harmonia e a fraternidade que devem reinar entre os irmãos;
Decidir as questões de ordem que forem suscitadas;
Suspender os trabalhos sem as formalidades do ritual e mesmo levantar a sessão, quando não seja possível manter a ordem. Os trabalhos, assim suspensos, não poderão ser continuados na mesma sessão sob a presidência de qualquer outro maçom;
Submeter à votação, depois das conclusões do Orador, o debate sobre qualquer matéria;
Discutir secretamente as sindicâncias, evitando as relações existentes entre os sindicados;
Encerrar o livro de presenças dos irmãos da Loja e o dos visitantes;
Autorizar por escrito o Tesoureiro a efetuar as despesas ordinárias e as extraordinárias aprovadas pela Loja, bem como outras de natureza absolutamente urgentes;
Encaminhar o Balanço Contábil da Loja à Obediência de seis em seis meses, ou nos meses indicados pela mesma;
O Venerável Mestre no exercício do cargo, quando desejar discutir ou propor qualquer moção passará o malhete ao seu substituto legal, voltando à direção dos trabalhos depois de encerrar a discussão, antes, porem da votação;
O Venerável Mestre somente vota nos escrutínios secretos, sendo-lhes reservado o voto de Minerva, no caso de empate nas votações simbólicas ou nominais;
Substituem o Venerável mestre em suas ausências ou impedimentos os 1o e 2o Vigilantes, o Venerável anterior, os ex-veneráveis da Loja e o decano dos presentes.