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O GUARDA DO TEMPLO

IRMÃO EDUARDO JOSÉ DA FONSECA COSTA


O R.I. institui o cargo de Guarda do Templo, conquanto delegue a determinação de suas funções aos manuais ritualísticos (art. 172). No entanto, o mesmo R.I. prescreve tratar-se de cargo oficial provido por eleição (art. 159, caput), em que são investidos, exclusivamente, pois, Mestres Maçons (ex vi do art. 117, § 3o, da CGLESP). Embora seja um cargo elegível, a CGLESP não lhe prevê os requisitos de elegibilidade, tratamento este só dispensado para os cargos de Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante, Orador e Tesoureiro (art. 117, caput e §§). Trata-se de uma lacuna, porém, facilmente colmatável após uma análise histórica da tradição do Guarda do Templo.

Nos antigos rituais maçônicos, encontravam-se dois Guardas do Templo: um externo, que vigiava o adro; e um outro interno, que recebia daquele as indicações. De vez que os trabalhos de uma Loja devem realizar-se a portas fechadas, cabia-lhes zelar para que ninguém perturbasse a sessão. Não é por menos que os Guardas do Templo tem como jóia representativa 2 (duas) espadas cruzadas, símbolos de alerta e de proteção. Hoje, porém, restou somente o Guarda Interno do Templo, ou, simplesmente, “Guarda do Templo”, que guarda internamente a porta do Templo e dá a entrada aos Irmãos que chegam após a abertura dos trabalhos. Para JULES BOUCHER, trata-se de cargo a ser confiado ao Irmão mais experimentado da Loja, que seja um profundo conhecedor do ritual e dos seus procedimentos, razão pela qual muitas Lojas ainda outorgam essa responsabilidade ao Venerável Mestre que sai (p. 120).

Isso porque, no direito consuetudinário maçônico, sempre foram atribuídas ao Guarda externo do Templo as funções de “cobrir” e “telhar” (motivo pelo qual o Guarda Externo do Templo pode ser também chamado de “Cobridor Externo” ou “Telhador”). Segundo BOUCHER, “telhar um Irmão” significa interrogá-lo para constatar, pelas suas respostas, se ele é mesmo maçom e se seu grau corresponde ao grau para o qual trabalha a Loja; por extensão, “cobrir o Templo” tornou-se sinônimo de “sair”. Assim, caso profanos consigam entrar numa reunião maçônica e se um deles se aperceber disto, diz o Guarda do Templo: “Está chovendo” ou “Há goteira”, isto é, o Templo não está coberto.

Há divergência quanto à denominação que se deve dar ao procedimento formal para identificação e constatação da regularidade maçônica: “telhamento” ou “trolhamento”. Os Manuais da GLESP falam em “trolhamento”, posição de que compartilha RIZZARDO DA CAMINO. Segundo este autor gaúcho, “passar a Trolha sobre alguém” significa retirar sua asperezas para que, quando der ingresso no Templo, não seja diferente dos demais, pois se apresentará como Pedra Polida, e não como Pedra Bruta (p. 391-392). Aliás, este autor sequer mete as palavras telhar e telhamento em sua clássica obra Dicionário Maçônico. Todavia, não posso referendar tal posicionamento. Na maçonaria de língua inglesa, o Guarda do Templo é chamado de Tiler (de tile = telha); na de língua francesa, de Tuillier (de tuille = telha); na Itália, de Tegolatore (de tegola = telha), e assim por diante. Percebe-se, conseguintemente, que as traduções de Tiler, Tuillier e Tegolatore são as mesmas: TELHADOR, i.é., o que procede ao TELHAMENTO. Já o termo TROLHAMENTO deveria significar “passar a Trolha”, ou seja, aparar as arestas e as imperfeições da argamassa, fazer esquecer as injúrias e as injustiças; enfim, apaziguar maçons em eventual litígio. De qualquer forma, a par de todas dessas questiúnculas vernaculares, é ao Guarda do Templo que se confia preponderantemente a eficácia do 15o Landmark (“nenhum visitante, desconhecido aos irmãos de uma Loja, pode ser admitido a visitar, sem que antes de tudo seja examinado, conforme os antigos costumes”). A execução cabal deste preceito exige um Irmão, pois, que conheça todos os membros de sua Loja, todos os sinais, todas as palavras de passe, todas as palavras sagradas, todas as senhas e as peculiaridades de cada grau.

Justamente porque telha, não se recomenda ao Guarda externo que permaneça no Átrio, pois esse recinto faz parte, pela sua “imantação”, ao próprio Templo, onde não é permitida a presença de estranhos; o estranho e os visitantes retardatários devem permanecer na Sala dos Passos Perdidos que precede o Átrio. Quando o Venerável Mestre reúne os Irmãos para a procissão de adentramento ao Templo, determina a preparação espiritual, procedida pelo Mestre de Cerimônias, que faz uma invocação ao Grande Arquiteto do Universo; é no átrio que os Irmãos deixam todos os assuntos e vibrações profanas; o Átrio é um estágio de purificações e, por esses motivos, não pode receber quem não tiver sido antes purificado.

As atribuições dos Guardas do Templo são melhor elucidadas quando se lhe especula as funções em um nível mais transcendental. Segundo ZILMAR DE PAULA BARROS (p. 101-102), os 10 (dez) oficiais da Loja (= Venerável, 1º Vigilante, 2º Vigilante, Orador, Secretário, Experto, Mestre de Cerimônias, Tesoureiro, Hospitaleiro, Guarda do Templo) situam-se, perfeitamente, na árvore sephirótica: o Venerável corresponde a KETHER (A Coroa); o Secretário corresponde a BINAH (Inteligência); o Orador a CHOCHMAH (Sabedoria); o Tesoureiro a GEBURAH (Força, Rigor); o Mestre de Cerimônias equivale a TIPHERETH (Beleza); o Hospitaleiro a CHESED (Graça); o 1o Vigilante a HOD (Vitória, Firmeza); o 2o Vigilante a NETZAH (Glória, Esplendor); o Experto a IESOD (Base, Fundamento); o Guarda do Templo a MALKUTH (Reino ou Mundo Profano). Ora, MALKUTH é a Sefirah inferior constituinte da presença de Deus na matéria, cuja natureza quádrupla encerra os quatro níveis inerentes à árvore sephirótica como um todo (a raiz, o tronco, os ramos e os frutos, conforme cresce no interior existencial; ou a Vontade, a Mente, o Coração e o Corpo Divino) e sobre nós aparece como o CORPO FÍSICO, com seus elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo (HALEVI, p. 7-8). Ora, se na estrutura de uma Loja maçônica o Guarda do Templo corresponde a MALKUTH, e se uma Loja nada mais é do que uma alegoria simbólica do Corpo Místico do Homem, então o Guarda do Templo é representante do único contato direto que a “Alma de uma Loja” tem com o Mundo Exterior.

Posição similar é a de CHARLES LEADBEATER. Para o autor inglês, a Loja Maçônica possui maquinismo que lhe permite invocar o auxílio de entidades espirituais em seus trabalhos altruístas de acumulação e distribuição de forças astrais em benefício do mundo. Cada oficial teria, além de seus deveres no plano físico, a missão de representar um dos cinco planos da natureza (os planos espiritual, intuicional, mental, astral e físico) e de servir de foco para as suas energias peculiares. O Venerável representaria o plano espiritual (correspondente no homem à vontade espiritual); o 2º Vigilante, o plano intuicional (correspondente no homem ao amor intuicional); o 1º Vigilante, o plano mental superior (correspondente no homem à inteligência superior); o 1º Diácono, o plano mental inferior (que no homem corresponde à mente inferior); o 2º Diácono, o plano astral (que no homem equivale às emoções inferiores); o Guarda Interno do Templo, o plano físico superior (equivalente no homem ao duplo etérico); o Guarda Externo do Templo, o plano físico inferior (correspondente no homem ao corpo físico denso). Daí o motivo de os fundadores da Maçonaria terem disposto as coisas de maneira que a enumeração dos oficiais e a declaração dos seus lugares e deveres servissem de invocação aos anjos pertencentes aos respectivos planos. Simbolicamente, para o corpo físico e o duplo etérico protegerem a “loja da alma” dos perigos do mundo exterior, das tentações e das influências malignas, ordena-se ao Guarda Externo (o plano físico inferior) e ao Guarda Interno (o plano físico superior) que impeçam a entrada dos profanos, representantes das paixões violentas (p. 117-121). Para LEADBEATER, portanto, este esquema demonstra que a obrigação da inteligência é discernir e julgar que pensamentos e emoções devem ser admitidos no templo do homem: o Venerável comunica-se com o Guarda Externo por meio do 1º Vigilante e do Guarda Interno, significando que o espírito não atua diretamente na matéria densa do corpo físico, senão que por intermédio da inteligência influi no duplo etérico, embora, uma vez realizada a investigação, a mente possa instruir o duplo etérico para que comunique o assunto diretamente ao espírito. Para simbolizar isto, há em algumas Lojas o costume de dizer o 1º Vigilante ao dar a ordem: “Irmão Guarda do Templo, vede quem solicita entrada e comunicai-o ao Venerável”.

Se há autores que estabelecem correspondência entre os cargos da Loja e os Sefiroths da Cabala, e se há autores que estabelecem homologias entre esses cargos e os planos da natureza, há aqueles irmãos que enxergam conexão entre o oficialato maçônico e o simbolismo planetário astrológico, conexão esta que nos permite alinhavar o perfil psicológico que deve portar o Irmão ocupante do cargo de Guarda do Templo.

Segundo BOUCHER, o Venerável corresponde a Júpiter; o 1o. Vigilante, a Marte; o 2o Vigilante, a Vênus; o Orador, ao Sol; o Secretário, à Lua; o Guarda interno, a Saturno; e o Guarda externo, a Mercúrio (p. 123). O Guarda Externo, justamente por ser regido por Mercúrio, o mensageiro dos deuses, é quem anuncia ao Guarda Interno aqueles Irmãos que vêm se apresentar e que pedem a sua admissão. Trata-se de cargo astrologicamente talhado, portanto, para os nascidos sob o signo de Virgem, signo associado ao sistema nervoso, à percepção mental, ao cérebro e às atividades de comunicação física e mental. Não se é de estranhar, aliás, que os traços positivos dos Virginianos sejam as características mais pretendidas de um Guarda Externo: o raciocínio rápido, a percepção ágil, a inteligência, a versatilidade, a intelectualidade e o impulso para a aquisição e a transmissão do conhecimento. Em contrapartida, tem-se o Guarda Interno do Templo, regido por Saturno, o deus prudente que prefere os lugares sombrios, encarregado de anunciar a presença daqueles que julgou dignos de entrar. Trata-se agora de cargo astrologicamente cunhado para os nascidos sob o signo de Capricórnio, signo este associado às idéias de “limitação” e “contenção”.Também aqui não há de estranhar que os traços positivos dos Capricornianos sejam tão esperados do ocupante do cargo de Guarda Interno do Templo: prático; cauteloso; responsável; paciente; de confiança; resistente; disciplinado, estável.

J. BOUCHER ainda assevera que os Oficiais situam-se, perfeitamente, nos braços de uma estrela de seis pontos ou “Selo de Salomão”: o Venerável e os dois Vigilantes, que dirigem a Loja, formam um triângulo ascendente D; o Orador, o Secretário e os Guardas do Templo, que organizam a Loja, formam um triângulo descendente Ñ (p. 123-124). Aliás, tal ordem se verifica na circulação, com formalidades, tanto da Bolsa de Propostas e Informações quanto da Bolsa de Beneficência para o Tronco de Solidariedade, circulação esta que se faz na ordem hierárquica.

Por fim, vale a pena registrar as associações tecidas por W. KIRK MACNULTY (maçom inglês adepto duma corrente psicologista) entre sete cargos de oficiais e as Sete Artes Liberais: o Guarda Externo do Templo corresponderia à Gramática; o Guardo Interno do Templo corresponderia à Lógica; o 1o Diácono, à Retórica; o 2o Diácono, à Aritmética; o 1o Vigilante, à Geometria; o 2o Vigilante, à Música; e o Venerável Mestre, à Astronomia (p. 23-23). Assim, se a Gramática é a arte que estabelece as regras estritas para estruturar as idéias de modo que possam ser comunicadas e registradas no mundo físico, o Guarda Externo representa a parte da psique que está em contato estreito com o corpo físico, através do sistema nervoso central; portanto, ele é um “guardião” no sentido em que protege a psique da saturação de estímulos do mundo físico. Em contrapartida, se a Lógica é a arte que ensina as normas para a análise racional, o Guarda Interno representa o que a psicologia moderna denomina “ego”, isto é, o poder executivo partidário da atividade psicológica quotidiana que se distingue pela sua capacidade para formar imagens mentais; portanto, ele é um “guardião” no sentido de que vela pelas pessoas que permitem à sua psique relacionar-se com o mundo.

Como se pode, seja qual for a associação que feita com os cargos de Guardas Interno e Externo, em qualquer uma delas as conclusões são exatamente as mesmas.



Rogo ao G\A\D\U\ que a todos ilumine e guarde.

Fraternalmente,

EDUARDO JOSÉ DA FONSECA COSTA
C\ M\


Bibliografia
BARROS, Zilmar de Paula. A Maçonaria e o Livro Sagrado. Rio de Janeiro: Mandarino, s/d.
BOUCHER, Jules. A Simbólica Maçônica. São Paulo: Pensamento, s/d.
CASTELLANI, José. Maçonaria e Astrologia. 2a ed. São Paulo: Landmark, 2001.
COLTURATO, Adalberto et alii. Telhamento. In A Gazeta Maçônica. Ano XXXVII – nº 250. mar-abr/2004. p. 5.
DA CAMINO, Rizzardo. Dicionário Maçônico. São Paulo: Madras, 2001.
DA CAMINO, Rizzardo. Simbolismo do Primeiro Grau: Aprendiz. 2a ed. Rio de Janeiro: Aurora, s/d.
FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. 4a ed. São Paulo: Pensamento, s/d.
HALEVI, Z’Ev Ben Shimon. A Cabala. Edições Del Prado.
LEIRIÃO FILHO, Sinésio et alii. O Telhamento no Rito Adonhiramita. In A Gazeta Maçônica. Ano XXXVII – nº 250. mar-abr/2004. p. 8.
LEADBEATER, Charles W. A Vida Oculta na Maçonaria. São Paulo: Pensamento, 1956.
MACNULTY, W. KIRK. Maçonaria. Edições Del Prado.
PARKER, Julia & Derek. O Grande Livro da Astrologia. São Paulo: Círculo do Livro, s/d.
VAROLI FILHO, Theobaldo. Curso de Maçonaria Simbólica. t. II (Companheiro). São Paulo: A Gazeta Maçônica, 1976.

AS COLUNETAS

Comp .·. M .·. Alessandro Goldner



1) INTRODUÇÃO: 
A arquitetura clássica grega influenciou toda a arquitetura ocidental através dos séculos, pelo seu valor intrínseco e pela disseminação feita pelos Romanos, seus grandes discípulos, em todas as províncias de seu império.

A arte sempre foi uma das mais importantes formas de expressão do inquieto espírito *helênico: antes mesmo de aprenderem a ler e escrever, os gregos já haviam criado admiráveis obras de arte.



2) HISTÓRICO: (arquitetura).
Entre 1400 e 1100 a.C., imponentes palácios e maciças fortalezas foram erigidas pelos **micênios . As mais importantes edificações comunitárias, porém, surgiriam bem mais tarde: O templo, durante o Período Arcaico; e o teatro, durante os Períodos Clássico e Helenístico.

Os templos, dedicados a um deus ou a um herói, eram construídos com pedras nobres (mármore, em geral) no alto de uma elevação, a acrópole. Eram precedidos de escadarias, cercados de colunas e decorados com esculturas em relevo nos espaços entre o teto e o topo das colunas; dentro, ficava a estátua do deus. O elemento mais característico dos templos, são as colunas.



3) COLUNAS SUAS ORDENS OU ESTILO:
ORDEM DÓRICA: A ordem dórica é a mais antiga, supostamente definida em suas características principais entre 600 e 550 a.C, época dos mais antigos vestígios de templos gregos conhecidos, como o templo de Artemisa, em Corfu. O termo “dórico” é relativo aos dóricos, povo que ocupou a Grécia Peninsular, a península de Peloponeso, a partir de 1200 a.C., onde se originou esta ordem.

A fachada de um templo dórico era dividida em três etapas fundamentais: a plataforma ou envasamento, as colunas e o entablamento. A plataforma era escalonada em degraus, o estereóbato (a infra-estrutura) e o estilóbato (piso onde nascem as colunas). As colunas eram divididas em: fuste, volume cilíndrico estriado (caneluras), assentado diretamente sobre a plataforma, com altura máxima equivalente a cinco vezes e meia o diâmetro, e capitel, a cabeça da coluna, formada pelo éqüino, também conhecido como coxim, e por uma peça quadrada que recebia a carga superior, o ábaco. O entablatamento, por sua vez, era constituído por três partes: a arquinave, viga monolítica de pedra que ligava uma coluna à outra e distribuía as cargas da cobertura pelas colunas; o friso, faixa decorativa formada por tríglifos e métopas; cornija, que configurava a cobertura propriamente dita, formada por triângulos, os chamados frontões, nas fachadas principais e posterior, e por faixas horizontais salientes nas fachadas laterais do templo.

* Helênico: Civilização Grega que modificou profundamente a cultura Romana – Período histórico que vai desde a conquista do oriente por Alexandre até a conquista da Grécia pelos Romanos.

**Micênio: Hab. de micenas (aldeia da Grécia antiga) no Peloponeso. Capital da Argólida, onde reinou Agamenon.

ORDEM JÔNICA: Posterior à ordem dórica, a ordem jônica desenvolveu-se a partir do século V a.C. na região ocupada pelo jônios a partir de 1.700 a .C., a região de Atenas, banhada pelo mar Egeu, fortemente influenciada pela então Grécia asiática, atualmente compreendida pela Turquia. Os melhores exemplos da arquitetura jônica estão nos templos da Acrópole de Atenas.

Na ordem jônica é marcante a influência oriental, com a adoção de motivos orgânicos, notadamente das colunas. Há uma hipótese de que a coluna jônica tenha sido “importada” da arquitetura dos tempos egípcios, esta fortemente adornada por motivos vegetais, como palmeiras, videiras e papiros.

A divisão fundamental da fachada de um templo jônico era a mesma de um templo dórico. As diferenças davam-se nos detalhes de cada componente e inclusão de elementos novos ou exclusão de outros. A plataforma, também escalonada, diferenciava-se pelo estereóbato e estilóbato dotados de frisos rebaixadores inferiores. As colunas, mais detalhadas que as dóricas e com menor grau de entasis, acrescentavam um elemento novo, a base, chamada de plinto, formada por um corpo convexo e um côncavo, que dava apoio a um fuste mais delgado, com altura equivalente a nove vezes o diâmetro, também estriado, mas com um número maior de caneluras; o capitel introduz também uma novidade entre o conxim e o ábaco, as volutas, elementos nitidamente decorativos de inspiração orgânica (vegetais, segundo alguns, ou penteados das mulheres gregas, segundo outros). No entablamento, a arquitrave, que tinha as mesmas funções da ordem dórica, era dotada de estrias horizontais, dividindo este elemento em três faixas; o friso não dispunha de tríglifos e métopas, mas era normalmente decorado com figuras humanas e de deuses em baixo relevo; já a cornija, não guardava diferenças significativas das cornijas dóricas.

Dentro da ordem jônica , existiu uma variante no desenho das colunas, as chamadas cariatides, que eram colunas em forma de mulheres, em homenagem às jovens da região de Caria, na Grécia asiática, que foram escravizadas como parte do acordo feito com os Persas. O Templo de Erecteion, de estilo jônico, apresentava uma tribuna anexa sustentada por caríatides.

ORDEM CORÍNTIA: A ordem coríntia é uma evolução da ordem jônica, no sentido de uma maior valorização da ornamentação, tendência marcante entre o final do século V e o início do século IV a .C. O nome é relativo à Corinto cidade rival econômica e cultural de Atenas, caracterizada pelo luxo e pelo alto padrão de vida de seus habitantes.

A diferença mais marcante da ordem coríntia para a jônica é o capitel das duas colunas, muito elaborado. Tinha a forma básica de um sino invertido, adornado por folhas e brotos de acanto, uma planta da região. Outra diferença, embora não tão marcante, era a altura das colunas, que correspondia a onze vezes o diâmetro, enquanto que as jônicas tinham altura de nove vezes o diâmetro.

Os romanos, sempre em busca de luxo e ostentação, foram os grandes divulgadores da ordem coríntia, adotando-a praticamente como padrão em suas obras.

Templo de Zeus em Atenas (Olympeion), o maior exemplo da arquitetura coríntia, século I a.C.


4) VISÃO MAÇÔNICA
Segundo nosso Ir.·. Castellani em sua obra: O Consultório Maçônico VI as páginas 148 e 149:

“A presença das miniaturas das colunas Jônica, Dórica e Coríntia, sobre o altar e sobre as mesas do 1º e 2º Vigilantes, respectivamente, é no Rito Escocês Antigo e Aceito, um simples elemento decorativo”

As miniaturas de colunas todavia serão fixas, não entrando em qualquer parte da ritualística. Algumas Lojas do Rito Escocês, tem copiado uma prática do Rito de Emulação (York): o abaixamento e levantamento alternado das colunas dos Vigilantes, de acordo com o andamento da Sessão.

No Consultório Maçônico IV à página 45: “O Rito Escocês Antigo e Aceito é muito bonito não necessitando da enxertia de Práticas de outros Ritos, vale a pena preservar a pureza original”.

Em sua “Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom”, de autor acima referido, ele traz à página 35... “só no Rito de York,é que as colunetas dos Vigilantes são movimentadas, tendo, as três, presença obrigatória, enquanto que nos demais Ritos, que eventualmente, as usarem, elas são fixas”.

Em artigo publicado A Trolha (1/01 – nº 171) o Ir.·. Breno Trautwein (in memoriam) refere que é fácil de notar certa permissividade de usar ou não usar a colunetas nos demais Ritos, originando a interrogação: se elas pertencem ou não pertencem ao Rito? Se pertencerem haverá obrigatoriedade de usá-las, logicamente, e se não pertencem não deverão ser usadas nem como enfeites, porquanto Templo Maçônico é lugar consagrado e não *“boudoir”

*Boudoir: Pequena sala de estar de senhoras onde predominam os adornos conforme o gosto das madames.

As colunetas possuem um profundo significado, sendo então representadas pela Sabedoria, Força e Beleza; que são também a sustentação de nossas lojas.

A Sabedoria, deve nos orientar no caminho da vida, sendo representada pela ordem Jônica estando ligada ao Venerável Mestre. A Força, nos animar e sustentar em todas as dificuldades., 1º Vigilante. A Beleza, adornar todas as nossas ações, nosso caráter e espírito, 2º Vigilante.

Estas três colunas representam também SALOMÃO, pela sabedoria em construir, contemplar e dedicar o Templo de Jerusalém ao serviço de Deus; HIRAM, rei de Tiro, pela força que deu aos trabalhos do Templo, fornecendo homens e materiais, e HIRAM-ABI, por seu primoroso trabalho em adorna-lo dando-lhe beleza sem par até hoje atingida



5) CONCLUSÃO: Isto posto, podemos perceber que alguns Ir.·. autores, resistem em complementar e/ou enriquecer, suprindo algumas deficiências que talvez possa existir em nosso Rito. Penso, que devemos sim lutar para manter nossos costumes e estarmos sempre atento, pois hoje vivemos em outra época e como tal as necessidades são outras. Os Ritos embora sejam independentes, acho que se completam. E na busca do conhecimento e do crescimento espiritual o bom senso sempre deve governar.



6) BIBLIOGRAFIA: 
* Decálogos do grau de aprendiz e companheiro - Reinaldo Assis Pellizzaro – 1ª edição 1996 
*As Colunetas no R.·. E .·. A .·. A .·. – Breno Trautwein. Artigo A Trolha 1/01 171. 
* A Simbólica Maçônica – Jules Boucher – 1979. 



Comp .·. M .·. Alessandro Goldner

A Estrela Flamejante


Apresentação:

O Aprendiz crê sem mudar de plano. Ele passa dos trabalhos materiais aos trabalhos concernentes as forças astrais. Aprende a manejar os instrumentos que permitem transformar a matéria sob o efeito das forças físicas manejadas pela inteligência. Aprende também que alem das forças físicas existem forças de ordem mais elevada, figuradas pelo resplendor da estrela. O Aprendiz se toma, assim, Companheiro, sendo então instruído nos elementos da história da tradição.

O Companheiro, à maneira dos antigos ofícios mecânicos, acha-se já suficientemente instruído para poder acompanhar o Mestre na maioria dos trabalhos. 

O que ele ainda não fez, foi uma obra própria, inventiva, que lhe garantisse a mestria e a faculdade de ensinar outrem. "Acompanha", por isso, o Mestre. No simbolismo maçônico, representa o homem na sua juventude espiritual, robusto e capaz de iniciativas, mas ainda tímido na sua execução e pouco consciente das virtualidades que possui. Como se costuma dizer, "passa do fio de prumo ao nível", isto é, torna-se capaz de começar a relacionar os elementos do conhecimento com o cosmos em que se insere. Por isso, também, conhece a letra "G" e a Estrela Flamejante. 

A Estrela Pentagonal, também é chamada de Pentalfa, palavra formada por penta (cinco) e alfa, a primeira letra do alfabeto grego e letra inicial dos vocábulos gregos utilizado para designar: ver, ouvir, meditar, bem agir e calar


A Estrela Flamejante

A Estrela Flamejante poderá ser de cinco pontas, pentagonal, ou de seis pontas, hexagonal.

A estrela-símbolo tem sua origem na antiga Mesopotâmia onde três estrelas, dispostas em triângulo, representavam a trindade divina: Shamash, Sin e Ichtar (respectivamente: Sol, Lua e Vênus). Entre os antigos hebreus, toda estrela pressupõe um anjo guardião; e, segundo os chineses, cada ser humano possui uma estrela no céu.

A Estrela de Cinco Pontas - Pentagonal

A Estrela de Cinco Pontas, o tríplice triângulo cruzado é, originariamente, um símbolo da magia, o qual sempre aparece, em seus diversos ritos. Comum a todas as civilizações tradicionais, o desenho de uma estrela de cinco pontas - estrela dos magos - ou pentagrama, é a matriz do homem cósmico, o esquema simbólico do homem nas medidas do universo, braços e pernas esticados, do microcosmo humano. É a estrela flamejante dos herméticos, cujas cinco pontas correspondem á cabeça e aos quatro membros do Homem. E, como os membros executam o que a cabeça comanda, a estrela pentagonal é também o símbolo da vontade soberana à qual nada poderia resistir, de poder inquebrantável, desinteressado e judicioso.

Este é um conceito que procura refletir, em termos de estado de consciência, um equilíbrio ativo e a capacidade de compreensão, que deve possuir cada ser humano, para transformar a si mesmo num centro irradiante de vida, como uma estrela no firmamento. 

De acordo com a colocação de suas pontas, na magia, ela significa uma operação de magia branca, ou teurgia - com uma ponta isolada, voltada para cima e duas para baixo - ou de magia negra, goécia, nigromancia, ou feitiçaria - com inversão, em relação à posição anterior. No primeiro caso, ela atrai as influências celestiais, que, por seu poder mágico, virão em apoio ao mago. No segundo caso, atrai as influências astrais maléficas.

No caso da magia, a missão principal do uso do pentagrama é testemunhar a obra que se está fazendo: sendo uma obra de luz, a ponta única da estrela estará voltada para cima; se for uma ação das trevas, a posição estará invertida.

Para os ocultistas, todos os mistérios da magia e da alquimia ocultam, todos os símbolos da gnose e todas as chaves cabalísticas da profecia resumem-se no pentagrama, que Paracelso - cujo verdadeiro nome era Aurelius Teophrastus Bombastus von Hohenhein - alquimista do século XVI, proclamava como o maior e o mais poderoso de todos os signos.

O nome de Estrela Flamejante foi dado, à Estrela de Cinco Pontas, pelo teólogo, médico e alquimista alemão, Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein, nascido em Colônia, no final do século XV e que também se dedicava à magia, à alquimia e à cabala.

Em maçonaria, a Estrela Flamejante só foi introduzida na metade do século XVIII, na França - consta que a iniciativa foi do barão de Tshoudy - sendo um símbolo totalmente desconhecido das organizações medievais de ofício e dos primeiros maçons aceitos. 

No âmbito maçônico ela tem sido mais associada às escolas pitagóricas. Mas convém lembrar que Pitágoras também era dedicado à magia, não sendo estranha, portanto, a adoção da estrela pentagonal como símbolo distintivo de sua comunidade. Com a sua ponta única voltada para cima, nela se inscreve a figura de um homem - daí ser chamada de estrela hominal - como símbolo das qualidades espirituais humanas; em posição invertida, com a ponta isolada voltada para baixo, nela se inscreve a figura de um homem, com a cabeça para baixo, ou a de uma cabeça de bode, representando, em ambos os casos, os atributos da materialidade e da animalidade. 

Encontrada entre o esquadro, que serve para medir a terra, e o compasso, que serve para medir o céu, a estrela simboliza o homem regenerado, o Companheiro, em sua integridade.

Em Loja, a Estrela Flamejante fica colocada ao Sul, pendente do teto, ou nele pintada - também pode ser colocada na parede Sul - ocupando posição intermediária entre o Sol, no Oriente, e a Lua, no Ocidente, como representação do planeta Vênus. 

Há, também, uma explicação mística, para essa posição: o 2º Vigilante da Loja, que fica na Coluna do Sul - a da Beleza - ou do Meio-Dia, é, na correspondência das Dignidades e Oficiais da Loja com os deuses do panteão greco-romano, assimilado a Afrodite (Vênus romana), deusa da beleza, do amor e do casamento. Para o Rito Moderno, a Estrela é a estrela Polar, guia dos navegantes, simbolizada como guia dos Companheiros Maçons.


A Estrela de Seis Pontas - Hexagonal

A Estrela de Seis Pontas, ou Hexagonal, ou Hexagrama, é a Estrela Flamejante (Blazing Star) do rito inglês, estando presente no Painel Alegórico do grau de Companheiro Maçom, embora algumas instruções do rito façam diferença entre a estrela flamejante (pentagonal) e o hexagrama.
Composto por dois triângulos eqüiláteros superpostos, um de ápice superior e um de ápice inferior, o hexagrama é um símbolo universal. Para os hindus, ele representava a energia primordial, fonte de toda a criação, exprimindo a penetração do yoni pelo lingam, ou união dos princípios feminino e masculino. Yoni é uma palavra sânscrita, que designa o símbolo do órgão sexual feminino, no hinduísmo; é representado, geralmente, por um triângulo invertido, com uma pequena depressão na superfície, a qual permite a inserção do lingam. Yoni simboliza, também, o princípio feminino, ou o aspecto passivo da natureza. Lingam também é um termo sânscrito e não é apenas o sinônimo do falo, mas, sim, a representação da integração entre os dois sexos, simbolizando o poder generativo do universo.

Todavia, desde a mais remota Antiguidade, a estrela hexagonal era o símbolo do matrimônio perfeito, porque as duas naturezas - os dois triângulos - a masculina e a feminina, interpenetram-se e se harmonizam, para formar uma figura inteiramente nova (a estrela). Todavia, apesar da perfeita interação, ambos os princípios originais conservam a sua individualidade. Como no matrimônio, ou conúbio: um macho e uma fêmea, que se juntam, para criar uma nova figura (uma nova vida), sem que cada um deles perca a sua individualidade.

Algumas instruções do rito inglês, altamente místicas, afirmam: Cinco nasceu de quatro; Seis é formado pelo ambiente sintético, emanado de Cinco. A atmosfera psíquica, que envolve nossa personalidade, compõe-se, sob o ponto de vista hermético, da água vaporizada pelo fogo, ou de água ígnea, ou seja, do fluido vital , carregado de energias ativas. Essa união do Fogo e da Água é representada, graficamente, pela figura muito conhecida do Signo de Salomão. Dos dois triângulos entrelaçados, um é masculino-ativo e o outro é feminino-passivo. O primeiro simboliza a energia individual, o ardor que emana da própria personalidade; o segundo, representado por um triângulo invertido, em forma de taça, destina-se a receber o orvalho depositado pela umidade, através do espaço. A Estrela Flamejante corresponde ao microcosmo humano, ou seja, ao homem, considerado como um mundo em miniatura, enquanto os dois triângulos entrelaçados designam a estrela do macrocosmo, ou seja, do mundo, em toda a sua infinita extensão.

Conclusão:

Tem-se afirmado que a Estrela Flamejante traduz a luz interna do C.•. M:. ou que representa o próprio homem Maçom dotado da luz divina que lhe foi transmitida. A estrela de cinco pontas é então a força que impulsiona o companheiro em direção das suas metas e da sentido as suas realizações, o numero cinco a qual a estrela faz alusão se funde na alma do companheiro que uma vez elevado a um patamar mais alto pode vislumbrar as luzes desta estrela e pode-se então guiar por esta luz pra que a sua caminhada que já é longe das trevas do mundo profano possa se refinar e dar sentido a sua obra interior, absorvendo a luz desta estrela que representa o corpo humano e utilizando a quintessência o companheiro desperta para as luzes do saber e da compreensão da humanidade e do sentido oculto do saber e do realizar.

BIBLIOGRAFIA:

ASLAN, Nicola. "Estudos Maçônicos sobre Simbolismo" - Editora Aurora - Rio de Janeiro - 4a Edição. 
ASLAN, Nicola. "Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia" – 1ª Edição - Rio de Janeiro - Editora Artenova - 1976.
BOUCHER, Jules. A Simbólica Maçonica. 10ª Edição, São Paulo, Editora Pensamento;
CASTELLANI, José; RODRIGUES, Raimundo. “Cartilha do Grau de Companheiro” – Editora A Trolha Ltda. – São Paulo – 1998.


Ir.´. Denilson Forato
MM-GLESP

Sobre as Leis de Atração ou da Gravidade


Quando somos levados ao conhecimento do Grau de Companheiro Maçom, conhecemos a Estrela Flamífera  que possui um G em seu centro. Muito já foi dito sobre essa letra. A saber, ela é a sétima letra do alfabeto latino e a terceira letra do alfabeto hebraico, grego e fenício. Conhecida como Gimmel, também se refere à letra C, que não por acaso é também desenhada com um único traço. 

O conhecimento da letra G é amplo e pode levar-nos aos mais variados mistérios. No entanto esse trabalho despoja-se tão somente em descrever e falar sobre um dos significados dessa letra que nos é apresentado no grau: Gravidade. 

É desnecessário tecer os seus efeitos. Basta dizer que somos o que somos graças à atração exercida em nós em direção ao centro do planeta. No entanto esse não é o único significado de Gravidade. Se fosse, haveria apenas essa forma de atração. No entanto hoje sabemos que as moléculas fazem seus átomos permanecerem unidos devido à atração exercida pelos campos elétricos. Sabemos mais: que a atração de um homem por uma mulher é a regra da vida, perpetuando a nossa espécie que continua a florescer a cada nova aurora do dia. 

A atração é a regra. Os grupos sociais, formados por empresas, associações, escolas, clubes ou egrégoras como a nossa são formas de proteção e de assimilação que permitem a convivência com um objetivo comum. A atração dos seres nesses locais se dá pelas afinidades necessárias para uma perfeita harmonia na execução dos trabalhos. O companheiro, não por acaso, deve estudar as Artes Liberais - dentre elas a Música - para melhor compreender o significado de harmonia. 

Concluímos, portanto, que nada haveria sem as leis de atração que a tudo rege. Tão importante quando essa lei, é a sua lei oposta. Também há a lei da separação, da divisão, da meiose que gera, a partir de outra meiose, uma nova vida. Tal regra existe na natureza e pode ser observada em todas as coisas ao nosso redor. Não há necessidade de microscópio para compreendermos mais a nós mesmos. 

Para começar uma nova vida é necessária a atração de dois corpos. Por um instante de amor, dois corpos ocupam um mesmo lugar no espaço: o espermatozóide entra no óvulo e começa uma nova vida. É com esse magnetismo mesmo que se dá a atração do sódio pelo cloro, gerando o sal. Esse mesmo sal, fruto da atração magnética, é a forma equilibrada que tanto o cloro quanto o sódio encontraram de permanecerem em equilíbrio. O sódio, sozinho no ar, pega fogo automaticamente. O cloro tampouco ficaria estável, reagindo com o primeiro íon que encontrasse para formar um novo sal. 

Entender as leis de atração é necessário. O maçom deve compreender os reais significados da palavra gravidade para compreender a estrutura de todas as construções da arquitetura e as do próprio homem.

Proporcionalmente, graças a atração exercida pela gravidade, notamos um equilíbrio de proporções para manter em pé uma estrutura. No corpo humano encontramos essa mesma proporção dos templos, das arcas, das salas e de todos os lugares. Trata-se da proporção áurea, ou proporção divina. Ela é representada em grego pela letra PHI (Φ ou φ) e é um número irracional que se inicia por 1,618. Essa proporção é realmente divina e, como a do número PI (proporção do comprimento do círculo com a distância de um ponto dentro de um círculo até a sua extremidade). As duas proporções existem na natureza. O nosso planeta, uma esfera, é assim graças à atração gravitacional do sol. A terra como que desliza no espaço tal qual uma pedra desliza no rio, tornando-se assim esférica. Nas construções e no corpo humano, tal proporção existe em todos os membros, desde os dedos (cujos ossos diminuem de tamanho nessa proporção) até a comparação de braços com antebraços e assim por diante. 

A gravidade pode ser também notada no que se refere ao capital. O dinheiro é também atraído pelo dinheiro, o que significa que o maçom, com o seu trabalho, conseguirá o seu sustento se sentir a devida atração pelo dever. É por isso, meus IIrˆ, que temos que trabalhar sempre com os nossos Esquadros, Níveis e Prumos para melhor erigir templos às virtudes que não sejam derrubados pela força da Gravidade.

Ir.´. Leonardo Dias 
Gr.´. 2 - Or.´. de São Paulo - SP

Os Números Quatro e Cinco e a Evolução do Companheiro Maçom





No século passado, perguntou Honoré du Balzac: -"As criações mais insignificantes assim como as de maior porte, não se distinguem entre si por suas qualidades, quantidades, dimensões, forças e atributos, elementos todos procedentes do Número? ... Deus é um Número dotado de Movimento, que se sente, mas não se pode demonstrar. Que pensarias se te acrescentasse que "Movimento" e 'Número" são gerados pelo Verbo, a Raiz Suprema dos Videntes e dos Profetas, que nos tempos antigos sentiram o Sopro Poderoso de Deus, como o testemunha o Apocalipse?

A Maçonaria, em sua corrente ocultista ou esotérica, preocupa‑se com a interpretação e estudo dos vários números. Estudamos, já, no Grau 1 de A.’. M.’., o reconhecimento dos 4 primeiros números e sua simbologia. Sinteticamente, o Um, Unidade do Todo, se manifesta somente como Dois, seu espelho e sua polaridade, que para equilibrar‑se, já que é um algarismo de dúvida e oposição, recebe o Três, o Ternário da Perfeição. Acrescentamos o Zero que é considerado o Verbo Imanifestado, o Ser no Não‑Ser.

A Trindade, por si, nos bastaria, porém o C.’. M.’., não pode e nem deve satisfazer‑se com esta concepção teórica; sua função é realizar, lutar constantemente contra as dificuldades e vencê‑las. Como realizador, tem o QUATRO como ponto de partida, enquanto que o A.’. M.’. tem o número Três, característico de seu Grau. Lembremo‑nos que "Aquele que é", encontra‑se representado na Bíblia por Quatro Letras, que formam a Palavra Sagrada :

HE - VAU - HE - IOD, sendo que lod, o símbolo do Fogo Realizador (Arqueu) que se manifesta pelo Artista, Obreiro, Operador, Criador ou Gerador. He e Vau são, respectivamente, o Sopro Vital que emana do Artista e o seu Ambiente Anímico. He, repete‑se ao final do Tetragrama para demonstrar o Trabalho executado ou em vias de se executar.

Além dessa conceituação, sabemos que os 4 elementos primordiais dos antigos : a Água, o Fogo, a Terra e o Ar, antepondo‑se 2 a 2, conduzem a matéria por eles formada, invariavelmente, ao equilíbrio, ou seja, para a morte! Em uma conceituação biológica já foi dito que "a morte é o equilíbrio entre o anabolismo e o catabolismo".

Assim, para que um corpo se mantenha vivo não bastam as Quatro Essências que o formam. É necessária uma QUINTA ESSÊNCIA, capaz de evitar que os Quatro Elementos se equilibrem, se neutralizem e "morram", enfim!

De acordo com o Gênesis Bíblico, o Homem foi formado pelos 4 elementos, mas, ainda assim continuava matéria inerte, sem vibração, sem vida. Soprou‑lhe, então, o Senhor "nas narinas, o fôlego da vida", a Quinta Essência, o Espírito de Deus, ou Causa universal de todas as coisas. Esta Quinta Essência é o Hálito, a respiração que mantém a vida, que permite ao ser manifestar‑se como vivo. Vemos então, que o homem é formado por 5 elementos e a sua representação simbólica, na Filosofia Maçônica, é o PENTAGRAMA ou ESTRELA FLAMEJANTE, símbolo do C.’. M.’..

Ela indica que o C.’. M.’. atingiu, em seus estudos, o conhecimento do Plano Astral ou Espiritual. Teve, para isso, que empreender 5 Viagens e agora consegue apreciar a "Verdadeira Luz" e com Ela perceber novos horizontes de generosos sentimentos que devem ser exaltados, desprezando o egoísmo como sentimento abominável. A Estrela Flamejante, ainda que não seja tão brilhante quanto o Sol, é a principal Luz de uma Loja. Essa luz, que é suave e sem irradiações resplandecentes representa a virtude da Caridade, pois espalhando Luz (ensinando) e Calor (confortando) nos leva a praticar o Bem onde e como pudermos.

A Estrela Flamejante colocada com a ponta para cima, representa o homem espiritualizado, os 4 membros governados pela cabeça, centro das faculdades intelectuais, sede da inteligência, atributo espiritual que domina o Quatenário dos elementos materiais. É o Espírito dominando os 4 elementos inertes, vivificando‑os e ligando‑os ao mundo material através dos 5 sentidos essenciais : tato, paladar, olfato, audição e visão, e das 5 funções da vida vegetativa : respiração, digestão, circulação, excreção e reprodução.

Podemos, pois, sintetizar essas explanações e chamá‑las de Conjugação dos Quinários.

Assim, de 5 anos é a idade do C.*. M.’. e de 5 viagens se compõe sua Iniciação no Grau, a lembrar os 5 anos necessários para que o pedreiro ou canteiro se tomasse "Gessell" (Companheiro pela Maçonaria Alemã). A Estrela Flamejante tem 5 pontas que representam a cabeça humana, seus braços e pernas, lembrando ao C.’. M.*. que a mente deve se posta em Ação e Movimento. As 5 pontas da Estrela lembram , também, os 5 sentidos.

Cinco é o número da Quintessência.

Cinco são os pilares que sustentam a Loja de C.’. M.’. :‑ colunas Jônica, Coríntia, Compósita, Dórica e Toscana, as quais, simbolicamente, formam a balaustrada da Escada Caracol do Templo de Salomão.

Cinco, ainda são os principais significados da letra "G"

l) GERAÇÃO :‑ Gênesis Bíblico ou Princípio de outras religiões e na mitologia.

2) GNOSE ou Conhecimento Perfeito do Absoluto.

3) GÊNIO que é o dom de todo aquele inclinado a criar, renova e realizar, ou a inquietude dos que seguem o princípio de Arqueu (Chama Inventiva e Construtiva).

4) GEOMETRIA :‑ medida da extensão e base da Arquitetura, ciência de origem egípcia levada à antiga Grécia, e pela qual os "amigos da Sabedoria" ou filósofos estabeleceram princípios morais e discutiram a Ordem, o Equilíbrio e a Harmonia do Universo.

5) GRAVITAÇÃO :‑ ou Atração Universal, força que lembra a harmonia do Universo, ou a mesma união que deverá reinar entre os homens da Terra, quando se implantar o Amor ao Próximo, como o desejam os Maçons.

É por e para isso que devemos nos lembrar e exercer os 5 Princípios Básicos do C.’. M.’.

1 ‑Conhece‑te a ti mesmo e aperfeiçoa‑te.

2‑ Emprega tuas faculdades para criar e renovar em beneficio de teus semelhantes, ou da própria Humanidade.

3‑ Trabalha.

4‑ Realiza e completa a tua Obra.

5‑ Dá a tua Obra aos teus semelhantes a à Humanidade, eis que receberás o duplo salário por teu trabalho e pela satisfação íntima, a alegrar o teu merecido descanso e o teu agradecimento ao G.’. A.’. D.’. U.’..

O Passo Lateral da Marcha de Companheiro Maçom







Como recém-elevados ao Grau de Comp\Maç\, a Sublime Instituição abriu-nos uma porta a mais para ser explorada através dos estudos. E, estudando, notamos pequenas diferenças ritualísticas entre as diversas Potências, mas não nos esqueçamos que todos somos Maçons e, como tais, temos como meta final o mesmo resultado moral, ou seja, a construção de nosso Templo Interior para a Glória do G\A\D\U\, não importando a Potência à qual pertençamos.

Esta Peça de Arquitetura tem como finalidade um breve estudo sobre o tema "O Passo Lateral da Marcha de Comp\Maç\".

A Marcha é uma técnica adotada nos três Graus Simbólicos.

Enquanto AApr\MMaç\, ainda sem sabermos ler e nem escrever, somente soletrar, obrigatoriamente temos que ser guiados e orientados por nossos MM\ na luta e na perseverança em nosso caminhar na senda da Perfeição, isto é, pelo caminho que nos leva das trevas à Luz, do Ocidente para o Oriente, do mundo objetivo dos sentidos para o mundo subjetivo do espírito. Este objetivo não é somente dos AApr\ mas também dos CComp\ e dos MM\.

Sendo assim, nossos passos, sempre iniciados com o pé esquerdo, são obrigatoriamente retos e dirigidos, sempre na mesma direção, pelos IIr\ mais experientes e compreende três passos de longitude desigual e proporcional a 3-4-5, lembrando o Teorema de Pitágoras e, a cada passo, juntando os pés em ângulo reto, em esquadria.

Estes três passos simbolizam as três qualidades morais que caracterizam a conduta do Apr\:- Retidão, Decisão e Discernimento. Também simbolizam que o maçom deve andar sempre retamente, em busca da virtude e da perfeição.

Como CComp\, devemos sempre nos recordar de que tudo tem lógica e, portanto, a lógica é o caminho mais seguro que pode existir. Também temos que ter sempre em mente que devemos nos guiar a nós mesmos, uma vez que procuramos desenvolver o autodomínio.

No Grau de Comp\, a Marcha é a continuação do caminhar iniciado no grau anterior. É a Marcha do Apr\ acrescida de mais dois passos.

Ao passarmos do Nível à Perpendicular, ou dos cuidados do 1o.Vig\ para os do 2o.Vig\, ou seja, da Coluna onde operávamos com Força para a Coluna onde iremos trabalhar com a Beleza, e sedentos por novos conhecimentos, deixamo-nos dominar pelos nossos devaneios:- Abandonamos a linha central trilhada enquanto AApr\, dando o primeiro passo da marcha de Comp\ em linha oblíqua para a direita ou para a esquerda, dependendo da Potência.

A Loja Justa, Perfeita e Regular, na qual fomos Iniciados pertence ao G\O\P\, onde o Ritual nos orienta que se dê o primeiro passo para a esquerda, em direção ao Nordeste.

Este passo lateral e oblíquo é realizado conduzido por nossa faculdade de criar e, assim, arriscamo-nos aos perigos do desconhecido. Por isso, este passo denomina-se de Imaginação.

Saindo da trajetória a que estávamos obrigados enquanto AApr\, significa que já podemos e devemos variar nossos caminhos em busca da Verdade.

A Razão, vigia e controla constantemente os devaneios da criação, ou seja, da Imaginação.

A Razão, que acompanha e reconduz a Imaginação de volta à realidade, sempre que esta se exceder, é simbolizada pelo pé direito que segue o esquerdo, formando uma esquadria. E é este pé direito que dará o segundo passo, em ângulo reto, denominado de Afetividade, retornando ao equador da Loja, demonstrando Obediência e Amor ao Trabalho. Neste passo do pé direito, o esquerdo o acompanha, simbolizando o regresso da Imaginação ao caminho inicial da Retidão, da Decisão e do Discernimento, evidenciado nos três passos iniciais.

A esquadria formada ao terminar a marcha leva o nome de Razão, protetora da Inteligência.

O primeiro passo oblíquo também poderia se denominar de Livre Arbítrio significando que não precisamos mais caminhar em linha reta, pois já adquirimos conhecimento, podendo sair da trajetória. O segundo passo seria o da Consciência, pois já conseguimos discernimento e, por conseguinte, sabemos voltar ao caminho da retidão quando nossa Razão assim ordenar. Isto demonstra que, quando nos desviamos da linha reta a que estávamos obrigados como AApr\, é porque os nossos MM\já nos consideraram aptos a observar, procurar, experimentar e quantificar os métodos para assimilar e usufruir da filosofia contida e ensinada no Grau de Comp\.

Como todo adolescente, sentimo-nos cheios de energia e totalmente independentes, auto-suficientes. Julgamo-nos possuidores dos conhecimentos, dos segredos e dos mistérios do caminho a ser percorrido e não levamos em conta as sábias orientações dos mais velhos e mais experientes que podem nos mostrar os atalhos para evitar passos desnecessários. Assim, através do livre-arbítrio de que somos dotados, abandonamos, impetuosamente, a linha central por onde até então trilhávamos e optamos por outros caminhos para chegarmos à Verdade, contrariando aqueles métodos impostos que nortearam nosso procedimento desde o início de nossa senda.

Ao contrariarmos as regras seguidas até então, nós, os CComp\, como adolescentes no caminho da Perfeição, não devemos ser reprimidos em nosso processo criativo nem tampouco doutrinados com teorias que determinem nosso progresso, mas orientados para tais teorias.

É por isso que no Grau de Comp\ há uma mudança no posicionamento das Três Luzes Emblemáticas, onde o Compasso, agora, está entrelaçado ao Esquadro, ou seja, uma perna do Compasso está livre do domínio moral do Esquadro simbolizando que nós, os CComp\ já nos encontramos em condições de trilhar pelos caminhos da Verdade, em busca do saber, livre de preconceitos e de superstições.

Os cinco passos do Comp\ também nos recordam a Conjugação dos Quinários:- De cinco anos é a idade do Comp\; os golpes de malhetes; as pancadas de bateria; os toques no sinal de reconhecimento. Cinco são as luzes que iluminam e cinco os pilares que sustentam a Loja de Comp\. De cinco viagens se compõe a elevação ao Grau. Quintessência é o quinto elemento. Quinta Ciência é a classificação da Geometria dentro das Sete Artes ou Ciências Liberais e, posicionada ao Meio Dia, a Estrela Flamejante ou Hominal com suas cinco pontas a lembrar-nos que a Mente deve ser posta em Ação e Movimento, portanto, devemos Criar e Trabalhar com Sabedoria e Conhecimento!

O Painel da Loja de Companheiro





• Introdução

• Primitivamente os Símbolos que caracterizavam as Reuniões Maçônicas nos canteiros de obras eram desenhados no chão. Em geral, eram representados as ferramentas dos Maçons Operativos, as Colunas e o Pórtico do Templo de Salomão.Posteriormente, quando os maçons passaram a se reunir em locais fechados, especialmente em tavernas, a prática de se desenhar no chão foi sendo substituída – em razão dos desenhos em algum caso não se apagarem com facilidade após o término da Sessão ou por danificarem o assoalho do estabelecimento – por desenhos em Painéis de tecido, semelhantes a pequenos tapetes, que após o término da Sessão eram enrolados e ficavam sob a guarda de um dos Iir.’.

• Desenvolvimento

• Descreveremos os elementos no painel atual adotado pelo GOB, e faremos em seguida algumas considerações sobre cada elemento que o compõe

• A Orla Denteada – Simboliza a atração Universal, através da Fraternidade.
• O Pavimento Mosaico – Simboliza a harmonia dos contrários
• Os cinco degraus – Simbolizam a idade do Companheiro, o tempo necessário para o aprendizado teórico e prático da construção do edifício social a que se propõem os Maçons
• As Colunas “B” e “J” e os seus Capitéis –As colunas apresentam-se intumescidas em suas bases afilando-se em direção ao capitel (lembrando uma “garrafa de boliche”), como em uma coluna egípcia, apresentam em seus fustes inscrições com caracteres desconhecidos, há quem diga que seja de origem fenícia. A altura de trinta e cinco côvados, com um capitel de cinco côvados, perfazendo quarenta côvados de altura.A Coluna J, presidida pelo S.’. V.’., sentam-se os Companheiros, cujo nome é Jaquim,segundo o Ir.’. Albert Mackey, Jaquim ou Jachim se deriva de “Jah”, equivalente a “Jeovah” e de “achin” que quer dizer “estabelecer”, formando “Deus estabelecerá”, e significa estabilidade, firmeza, sendo esta a P.’. S.’. do Grau 2. A Coluna B, presidida pelo P.’. V.’., sentam-se os Aprendizes, recebeu o nome de Booz ou Boaz, se compõe de “b” que significa”em” e de “oaz” que quer dizer”em fortaleza”, que significa em força, com força, solidamente. Booz é também a P.’. S.’. do grau de Aprendiz e Boaz foi o Bisavô do Rei Davi.Assim, da direita para a esquerda, como fazem os judeus, Jaquim Booz significa”Deus estabelecerá em fortaleza”, segundo versão católica, a tradução formam a frase:”(Deus) dá estabilidade com força”. E por fim, os Capitéis, que nada mais é que o coroamento de uma Coluna, adornado por globos, com mapa terrestre no capitel da coluna B, e por mapa celeste no capitel da coluna J.
• O Pórtico – O Pórtico é a entrada da Câmara do Meio, a entrada por onde se tem acesso ao Santo Sanctorum ou Santo dos Santos, exibindo inscrições em hebraico, quatro letras que formam o tetragrama sagrado, temos a letra Iod-Hé-Vau-, correspondente ao nosso alfabeto a: Y, J ou a I-H-W ou V-H. Significa “ Aquele que é”:Jeová(JeHoWah), ou Javé(JahWeH), ou Iavé(YaHWeH). Sendo assim,é o umbral da Luz, a porta de entrada para o atingimento da Perfeição e o conhecimento da verdade.
• A Corda com Três Nós - Representam as três fases ou etapas da vida: a Infância, a Juventude e a Maturidade. As duas borlas pendentes representam a Força e a Beleza e todos esses atributos ou virtudes, são necessários para se chegar a Verdade.
• As Três Janelas - Representam as três Luzes da Loja: O V’. M.’.,é a Sabedoria, o P.’. V.’., a Força, e o S.’. V.’., a Beleza.
• O Maço e o Cinzel – A associação do Maço e do Cinzel nos indica que a Vontade e a Inteligência, a Força e o Talento, a Ciência e a Arte, a Força Física e a Força Intelectual, quando aplicadas em doses certas, permitem que a Pedra Bruta se transforme em Pedra Polida.
• A Régua de 24 Polegadas e a Alavanca - A Régua representa a Retidão do caráter e a Exatidão de conduta, e nos lembra que não devemos perder tempo na ociosidade, planejando para as vinte quatro horas do dia,representa a divisão do dia entre trabalho, oração, repouso e estudo; a Alavanca, símbolo da força, firmeza da alma, da coragem inquebrantável do homem independente, do poder invencível que desenvolve o amor pela liberdade e do poder do trabalho, serve para vencer a resistência da inércia e possibilita o desempenho de grandes tarefas, sob o ponto de vista intelectual, exprime a segurança da lógica e a força da vontade, que se tornam irresistíveis quando emanam da inteligência isenta da justiça. É também a imagem da filosofia, cujos princípios invariáveis não permitem fantasias nem superstições.
• A Pedra Bruta – É o símbolo da alma jovem, onde o Aprendiz se esforça para vencer as dificuldades do mundo material, desbastando a Pedra Bruta, polindo-a, educando a si próprio, para ocupar o seu lugar na Construção Social a que o Maçom se propõe, representa os Aprendizes.
• A Pedra Polida – É o símbolo do Grau de Companheiro, trabalhando no polimento da pedra, com a ajudado Esquadro, do Nível e do Prumo (Retidão, Moralidade,Igualdade,Equilíbrio e Prudência), de bruta a polida, até que se transforme em cúbica,, na forma hexaédrica perfeita, símbolo da perfeição, ideal de todo Maçom.
• A Prancheta – Representa os Mestres
• O Esquadro e o Compasso - A posição do Esquadro e do Compasso sobre o L.’. L.’. no A .’. dos J.’. , determina o Grau em que a Loja está trabalhando. No Grau de Companheiro, o esquadro e o Compasso se apresentam entrelaçados, com o Esq.’. na posição do Gr.’. - ponta dir.’. do Comp.’. sobre o Esq.’.. Simbolizando que, o Companheiro já atingiu um estágio evolutivo de equilíbrio entre Materialidade e Espiritualidade. A haste livre do Compasso pretende demonstrar que a mente turvada por preconceitos e convenções que impediam o Aprendiz de livremente pesquisar e procurar a Verdade, começa a se abrir e o Companheiro, com certa liberdade de raciocínio, encontra-se no caminho de se tornar um Livre - Pensador, que lhe possibilitará encontrar a Verdade.
• O Nível – Simboliza a Igualdade
• O Prumo – Simboliza o Equilíbrio, a Prudência e a Retidão.
• A Espada – Simboliza a Igualdade e também o Poder e a Autoridade. Simboliza ainda a Coragem, a Lealdade e a Honra.
• A Trolha ou Colher de Pedreiro – Simboliza a virtude da Tolerância e também serve para glorificar o Trabalho, o Trabalho Perfeito do Maçom.
• O Sol, a Lua - Simbolizam o antagonismo da Natureza que gera o equilíbrio, pela conciliação dos contrários.
• As Estrelas – Quando em número de sete representam o número mínimo de Iirm.’. que deverão estar presentes para se abrir uma Loja e ainda as sete artes e Ciências Liberais. Quando em número indeterminado representa a Universalidade da Maçonaria.
• A Estrela Flamígera ou Famejante - Está representada com cinco pontas, derivam respectivamente, do latim flammantis, que significa” que expele chamas” e “flammigerus”, que gera chamas. É o símbolo distintivo do Grau de Companheiro, que conhece a fórmula”E.’. V.’. A .’. E.’. F.’., o Iniciado que já atingiu um certo estado de espiritualidade e de iluminação que permite que sua mente esteja aberta a todas as compreensões, em nosso ritual, consta: “Contemplai esta Estrela misteriosa(aponta para a Estr.’. Flamig.’.), e nunca a afasteis do vosso espírito. – Ela é, não só o emblema do gênio que leva à prática das grandes ações, mas, também, o símbolo do Fogo Sagrado com que nos dotou o G.’. A.’. D.’. U.’. , e sob cujos raios devemos discernir, amar e praticar a verdade, a justiça e a equidade.
• A letra G – Está no centro da Estrela Flamígera, a letra – Iod – que é o mesmo que a letra G – traduz o nome do Criador Incriado e Auto-Divino, e também representa a Geometria, que é a ciência da Construção fundamentada nas aplicações infinitas do Triângulo, e segundo nosso ritual, têm múltiplo significado: “Geometria, porque o Mac.’. tem que ocupar um lugar polido no Edifício Social; porque ela faz a obra da Vida; Gravidade, porque há uma força irresistível que une os Iir.’.; Gênio, porque o Mac.’. pesquisa a Verdade, e aspira a sempre subir, aprimorando-se; Gnose, porque inquire as Verdades Eternas.

• Conclusão

Os Painéis sintetizam os mistérios de cada grau, estudando, analisando cada Símbolo, descobriremos a riqueza histórica, e evolução da Maçonaria Universal, adentraremos com maior facilidade, polindo as imperfeições inerentes a todos seres humanos, do Neófito ao mais alto Grau Hierárquico, estudo, prática,estudo e prática, engrandece o Iniciado na Arte Real.

As Viagens do Grau de Companheiro

Sonta-se que um empresário ao presenciar um seqüestro, utilizou o aparelho celular e o carro para auxiliar o seqüestrado. Não teve duvidas ligou para a policia e enquanto seguia, orientava os policiais, conseguindo o seu intuito de elucidar o ato grotesco.

Passado o tempo, o presidiário é solto e jura de morte o seu delator. O fato chega ao conhecimento do empresário, agora quase de cujo, que sem titubear foi ao encontro do seu quase assassino e após conversa, saiu dali tendo seu quase assassino como seu funcionário.

Dessa forma o problema foi resolvido, ficando o agora funcionário satisfeito e pago, e seu patrão orgulhoso de ter resolvido o problema de ambos.

Meus irmãos, o conteúdo desta historieta pode ser comparado com as viagens do companheiro o que passo a fazer.

As ferramentas de aperfeiçoamento estão disponíveis a todos homens de bem e de bons costumes dispostos a trilhar os degraus da evolução. Ferramentas rudimentares, de utilização da força bruta ornamentam a 1° viagem e na historieta contada tem representação no ato presenciado, o seqüestro, que nesse caso foi à ferramenta utilizada para a lapidação da pedra bruta, o seqüestrador.

Na 2° viagem do companheiro observa-se pelos objetos carregados, a tecnologia, o fator pensante, a capacidade de raciocínio representado pelo compasso. Na historieta é representada pela ação do empresário telefonando aos policiais.

Com a união da força bruta e o fator pensante tem-se a intelectualidade, presente na 3° viagem com a presença da alavanca, ferramenta de multiplicação do esforço pelo pensar. Foi o que aconteceu com nosso empresário sendo ajudado pelos policiais, houve multiplicação de esforços.

Mas só com a intelectualidade não podemos deixar de ser companheiro, por esta poder ter inclinação, para o bem ou para o mau. Para ser benéfica faz-se a 4° viagem carregando dessa vez o esquadro, proporcionando retidão ao comportamento, evoluindo a intelectualidade para sabedoria, que é o intelectual benevolente. Na historieta é o emprego oferecido ao ex quase assassino; é o bem vencendo o mau com sabedoria. Ainda em tempo, contra o mau, só o bem.

Ó quão bom que os irmãos vivam em harmonia, e a 5° viagem feita com a ponta da espada no coração, lembra-nos que o G.’. A.’. D.’. U.’. esta a nos observar e orientar, fazendo cumprir a lei. Quanto jubilo nos céus com o final feliz da historieta, que para mim é a ilustração da 5° viagem.

Confúcio, o 1° filosofo da humanidade, dizia o seguinte:

Se escuto – esqueço; se leio – lembro; se faço – aprendo.

Dessa forma ao compararmos nossa vivencia no mundo profano com os ensinamentos deste Aug .’. T .’., aprendemos fazendo, gravando as lições apresentadas aos homens de bem e de bons costumes.

Meus irmãos, estes aug.’. ensinamentos auxilia-nos cotidianamente. Aos maçons livres e de bons costumes, se assíduos e estudiosos haverão de ser esclarecidos, deixando sempre a estrela flamejante na posição de bondade, com uma ponta para cima. Que o G .’. A .’. D .’. U .’. nos auxilie e proteja.

A Estrela Rutilante, Flamejante ou Flamígera


A Estrela d

e Cinco Pontas

A Estrela de Cinco Pontas era o símbolo tradicional e preferido dos Pitagóricos, discípulos do Sábio de Samos, que o chamavam-no “Pentagrammon”.

Eles, tomaram por base um triângulo e, assim, unindo cinco dessas figuras sobre um pentágono, formaram a Estrela de Cinco Pontas.

O símbolo, porém, não permaneceu na simplicidade dos cinco triângulos; os pitagóricos, tomando o centro do pentágono, traçaram linhas até os seus vértices, resultando outros cinco triângulos no interior do "Pentalfa", os quais, somados aos anteriores, resultaram em dez; cada triângulo foi subdividido em outros quatro, formando um conjunto de quarenta triângulos menores; assim, o centro da Estrela de Cinco Pontas apresentou outro "Pentalfa".

Foi assim que os pitagóricos consideraram a figura geométrica alcançada como o "emblema da perfeição e o supremo saber".

Por ele professavam muito respeito e o tinham como sinal de reconhecimento.
Desenhavam-no nos seus documentos.
E o adotaram como simbólico de boas vindas, equivalente a “Passa bem!”.

A Estrela de Cinco Pontas, também foi usada pelos druidas e pelos essênios; estes dedicavam o emblema à Divindade, tendo como base a estrutura geométrica e o significadoesotérico, representando a Inteligência, a Força, a Vida, a Geração e a Natureza, cinco elementos constitutivos do ser humano.

Com um só vértice dirigido para cima, é um símbolo ativo e benéfico. Invertido, com um só símbolo invertido para baixo, é símbolo passivo e, portanto, maléfico.

Pode-se inscrever um homem com os braços estendidos horizontalmente e as pernas abertas.

Os antigos inscreviam uma cabeça de bode, emblema de animalidade e baixos instintos.

Ela representa o ser humano, porque nela estão marcadas as cinco extremidades do homem: a cabeça, os dois braços e as duas pernas; seus cinco sentidos: a vista, a audição, o olfato, o paladar e o tato; e os cinco elementos naturais dos seres animados: a matéria, o espírito, a alma, a força e a vida.

Interpretada fisicamente, simboliza que no corpo humano se concentram as cinco forças ou elementos que a Natureza impõe para perpetuar a espécie e a atuação no Mundo: a Terra, a Água, o Ar, o Fogo e o Tempo. Cada Triângulo do Pentagrama representa um dos fatores acima referidos, atuando como fenômenos químicos sobre os "seres" e as "coisas", indispensáveis para a "eternidade da Vida".

Não se deve, porém, confundir a Estrela de Cinco Pontas com a Estrela Rutilante ou Flamígera e, muito menos, com o "Selo de Salomão"!

A Estrela Flamígera ou Rutilante expele chamas e faíscas.

O "Selo de Salomão" é formado por dois Triângulos entrelaçados formando seis pontas.

A Estrela de Cinco Pontas é uma insígnia que representa o novo ser que nasce.

Foi a Estrela que anunciou o nascimento de Jesus em Belém.

E a insígnia que se dá aos Lowtons quando ingressam na Ordem, representando o Candidato já pré-educado pelos pais Maçons, para a Arte Real.

O Pentagrama, ou Estrela de Cinco Pontas, é colocado no Pórtico, sobre a Porta do Templo, a denominada Porta do Oriente.

A Estrela Rutilante, Flamígera, Flamejante, Pentagrama ou Pentalpha, como às vezes é chamada, é um pentágono regular estrelado - uma estrela de cinco pontas - colocada com um vértice para cima e dois para baixo.

A Estrela Rutilante exprime um voto de perfeita saúde, dirigido àqueles que a contemplam; um sinal, um voto de boas vindas dirigido àqueles venturosos dignos de ingressar no Templo: “Passa bem... sob o Olho de Deus”.

Em princípio, em Maçonaria, o símbolo da Estrela Rutilante pertence somente ao grau de Companheiro, devido ao fato de ser a Estrela com Cinco Pontas, o Pentagrama, considerado o número cinco, como estudo específico do Grau 2.

“Quando o Companheiro pode dizer: “Vi a Estrela Rutilante”, é porque penetrou o grande mistério do 2º grau da Iniciação Maçônica.

Tanto pior se não viu nela outra coisa além de uma simples imagem com a Letra G no centro.

Este símbolo não é mentiroso e relaciona-se exatamente com o que o verdadeiro iniciado, instruído pelo ritual, deve saber adivinhar. Pois a verdadeira adivinhação impõe-se a quem não quer continuar “profano“.

A Estrela de Cinco Pontas é comum à Loja do Companheiro e à Loja do Aprendiz. Seu estudo, porém, torna-se mais minucioso no Grau 2,

Pelo seu mistério, a estrela constituiu-se em um dos principais símbolos maçônicos, ornamentando a "Abóbada" dos Templos e fixando o símbolo do Companheiro representado como um polígono estrelado com cinco pontas.

As estrelas, como os planetas, obviamente, são corpos celestes arredondados; o que denominamos estrela, com as características do desenho e formato, é apenas a reprodução do ponto brilhante, que sugere o espargimento de raios luminosos "Universais" e a própria "Natureza".

A Estrela Rutilante é considerada o ponto de partida, semente universal de todos os seres. Para o Maçom, constitui o emblema do Gênio que eleva a Alma para a realização das supremas tarefas.

Pitágoras recomendava aos seus discípulos que não deixassem de se referir às "chamas" quando falassem em assuntos divinos.

A Estrela Rutilante simboliza a "Estrela Luminosa" da Maçonaria; as chamas purificadoras; a luz que ilumina os discípulos; o símbolo dos livres-pensadores; a eterna vigilância e a proteção objetiva do Grande Geômetra.

O simbolismo da Estrela de Cinco Pontas, ou "Estrela do Companheiro Maçom", apresenta muitas aplicações, nem todas reveladas, pois a "descoberta" depende do crescimento do Companheiro, de seu próprio esforço e do desenvolvimento espiritual.

Quando Jeová determinou ao Anjo que expulsasse dos Céus os anjos rebeldes, Gabriel o fez empunhando uma Espada Flamejante.

A Espada em si representa a força e o poder; a Espada cercada de chamas representa a força e o poder Divinos.

Assim, as chamas, que saem de trás da Estrela de Cinco Pontas, representam a Divindade do símbolo. O Pentagrama é um símbolo celeste, mas que se situa no plano objetivo.

A Estrela Flamígera, Flamejante ou Rutilante é o símbolo no plano subjetivo; é o fogo interno, o ardor que cada Companheiro coloca dentro de si, para queimar todas as "oposições" e aspectos negativos do ser humano.

Estrela Flamejante 2



A estrela pentagonal é conhecida desde os tempos remotos, quase pré-históricos, pois era a representação da maneira aparente com que os astros distantes apresentam‑se no céu (os corpos celestes, esferóides, pelo fenômeno de refração do ar parecem tremeluzir, o que lhes dá aspecto de estrela com várias pontas).

Entre os Egípcios, era a imagem do filho de Ísis e do Sol, autor das estações e emblema do movimento; desse órus, símbolo dessa matéria primária, fonte perene de vida, dessa centelha do fogo sagrado, semente universal de todos os seres.

Quem deu o nome de estrela flamejante ao pentagrama foi o teólogo e médico Enrique Comélio Agrippa de Netesheim, que também se dedicava à magia, à alquimia e a filosofia cabalística e que era natural de kholn (Colônia), nascido no final do século XV.

O termo flamejante é preferível a flamígero, pois flamígero (do latim "filamigerus") é o que traz, provoca, ou gera chamas, enquanto que flamante, ou flamejante (do latim "flammantis") é aquilo que é brilhante, resplandecente, ardente, abrasado, mais de acordo com o aspecto da estrela.

Na Maçonaria, a Estrela Flamejante só foi introduzida nos meados do século XVII, na França, pelo Barão de Tschoudy, criador do rito Adoniramita; Maçonicamente, o símbolo é relacionado com os Pitagóricos, não se podendo esquecer, todavia, que Pitágoras era dedicado à magia. Sendo a Maçonaria uma obra de luz, é evidente que, nela, a Estrela Pentagonal tem apenas raios voltados para cima, simbolizando a figura de um homem, em. Sua alta espiritualidade (sendo, por isso, chamada de estrela nominal); na posição invertida, nela se inscreve a figura de um bode, ou de um homem de cabeça para baixo, simbolizando a materialidade, ou a animalidade.

No templo maçônico, a Estrela Flamejante está colocada entre o sol e a lua, de modo a, com eles, formar um triângulo. A Estrela Flamejante irradia a luz do sol e da lua mostrando que a inteligência e a compreensão procedem igualmente da razão e da imaginação. Ela é colocada sobre o altar do segundo vigilante, e o representa.

O Companheiro coloca‑se sobre essa estrela, em cujas pontas repousa sua cabeça, seus braços abertos e suas pernas abertas; são as pontas humanas; nesse momento, por ainda, o companheiro nada pode criar, a sua sexta “ponta viril”, é omitida.

Cada uma das cinco pontas dessa estrela representa os sentidos físicos; quando a Estrela Flamejante é iluminada, os sentidos passarão a ser os do universo de dentro, ou seja, os espirituais. A Estrela Flamejante possui luz própria, por ser um astro, mas essa luz, para o profano e para o Aprendiz, é invisível.

A Estrela Flamejante simboliza o poder gerador da natureza e a chama provocadora da sabedoria; é o símbolo máximo do Companheiro.

A Estrela Flamejante



estrela-símbolo tem sua origem entre os sumerianos, na antiga Mesopotâmia, onde três estrelas, disposta em triângulo, representavam a trindade divina : Shamash, Sin e Ichtar (Sol, Lua e Vênus). Entre os antigos hebreus, toda estrela pressupõe um anjo guardião; e, segundo a concepção chinesa, cada ser humano possui uma estrela no céu.

A Estrela de Cinco Pontas, presente também como um dos símbolos da magia e ainda nos ritos de diversas correntes iniciáticas e místicas, ainda é chamada de Estrela Pentagonal ou Pentalfa, palavra formada por penta (cinco) e alfa, a primeira letra do alfabeto grego e letra inicial dos vocábulos gregos utilizado para designar: ver, ouvir, meditar, bem agir e calar (ATREO, AISTO, ADALESQUE, AGATOPOEIRO e ABAQUIDZI), cujo símbolo é a Estrela Flamejante. As cinco virtudes que devem ornar o Companheiro Maçom, também são simbolizadas pelas iniciais do Pentalfa, pois o perfeito Companheiro deve ser amável, benéfico, incorruptível, casto e severo (AGANETOS, AGELASOS, AGATHOERGOS, ADIAFITHORTOS e AGNOS). Ela foi difundida por Pitágoras, que também se dedicava à magia, alquimia e à alquimia cabalística, que deu orígem às Escolas Pitagóricas,



A divisão de uma circunferência em 2, 3, 4, 6, 8 partes iguais e o problema da inscrição nela de polígonos regulares de 3, 4, 6 ou 8 lados não apresentava dificuldades para os matemáticos da Grécia antiga. Mais difícil era o problema da divisão da circunferência em 5 ou 10 partes iguais. Essa questão geométrica foi enfrentada com sucesso por Pitágoras que chegou à construção do pentágono e do decágono regulares inscritos numa circunferência.

Na magia, a Estrela de Cinco Pontas, ou Pentagrama, tem como missão principal, testemunhar a obra que está sendo feita e muda de significado segundo a sua posição. Quando colocada com sua ponta isolada para cima ela significa teurgia. ATeurgia, dedica-se às obras de luz. Ensina o homem a relacionar-se com os planos superiores da espiritualidade, abrindo-lhe caminho para os grandes segredos do esoterismo. Com a ponta isolada voltada para baixo significa goécia. Goécia é a arte de realizar malefícios e encantamentos, também chamada de magia negra, nigromancia e feitiçaria, que se dedica às obras das trevas. É a parte experimental da magia, que, através de determinados processos, busca desenvolver, no homem, o poder para exercer o domínio sobre as entidades do astral.

O ocultista Eliphas Levi explica o significado da Estrela Pentagonal da seguinte forma:

"O pentagrama é o signo da onipotência e da autocracia intelectual. O signo do Verbo feito carne e, segundo a direção dos seus raios, este símbolo absoluto em magia representa o bem ou o mal, a ordem ou a desordem, o cordeiro bendito de Ormuz e de São João, ou o bode de Mendés. É a iniciação ou a profanação, a vitória ou a morte, a luz ou a sombra. Elevado no ar, com duas pontas para cima, representa satã, ou o bode da missa negra; com apenas um dos raios para cima, é o Salvador. O pentagrama é a figura do corpo humano, com quatro membros e uma única ponta, que deve representar a cabeça. Uma figura humana, de cabeça para baixo, representa, naturalmente, o demônio, ou melhor, a subversão intelectual, a desordem, a loucura".

Quem deu o nome de Estrela Flamejante ao Pentagrama foi o teólogo e médico Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein, no final do século XV, que também era dedicado á magia, à alquimia e à filosofia cabalística. Na Maçonaria, este símbolo só foi introduzido nos meados do século XVIII, na França, pelo barão de Tschoudy, que também era ligado ao ocultismo, e que foi o criador do Rito Adonhiramita, bem depois da fundação da Primeira Obediência Maçônica Mundial, a Grande Loja de Londres, criada em 1.717. Antes disso a Estrela Flamejante era totalmente desconhecida dos antigos Maçons de ofício e dos primeiros aceitos.

Não foram todos os Ritos que adotaram o Pentagrama como Estrela Flamejante. Apenas o Rito Adoniramita e todos os que se inspiraram nele adotam a estrela de cinco pontas. O Rito de York, por exemplo, adota a estrela de seis pontas, ou Hexagrama.

A Estrela Flamejante, seja Pentagonal ou Hexagonal, é assim chamada, por ser resplandecente, brilhante e vistosa; representa o planeta Vênus e deve ficar, no templo maçônico, entre o Sol e a Lua ou, mais precisamente, no meio-dia, ou coluna do Sul. Está colocada entre esses dois corpos celestes de modo a, com eles, formar um triângulo. Em seu centro traz letra G, que reúne diversas interpretações tanto na Cabala como na Maçonaria e requerem uma longa dissertação para citá-las.

A Estrela Flamejante é adotada como o símbolo do Comp\ para que ele possa, assim como ela, tornar-se um foco ardente, fonte de Luz e Calor. A generosidade de seus sentimentos deve incentivá-lo a devotar-se sem reservas, mas, no entanto, com o discernimento de uma inteligência verdadeiramente esclarecida e aberta a todas as compreensões, de modo que possa interpretar os elementos fundamentais do Simbolismo, aprendendo a vivê-los e realizá-los com utilidade e proveito, não se esquecendo nunca que cada Grau é o aprofundamento dos conhecimentos do Grau de Ap\, que é a base do conhecimento Maçônico.

Para encerrar este trabalho do Grau de Comp\espero, que ao terminar este período de aprendizado eu tenha adquirido as virtudes e os conhecimentos que me tornarão digno de ser exaltado ao Sublime Grau de M\M\ para continuar aperfeiçoando meus conhecimentos em busca do engrandecimento do meu espírito.

A Espiga, o Grão de Trigo e Seu Simbolismo na Maçonaria



No Grau de Apr\ - éramos como o grão de trigo enterrado para germinar com nossos esforços num caminho de Luz.

A espiga de trigo, entre os antigos, sempre foi o símbolo de Fartura e Abundância, pois o trigo inteiro, quebrado ou moído era a principal fonte de alimento, nas regiões que o cultivavam bem como, utilizado em oferendas e pratos ritualísticos. Ceres, para os romanos ou Deméter, para os gregos era a deusa da Fartura, dos cereais e das colheitas.

Fazendo analogia com a astrologia, podemos observar que Ceres ou Deméter, corresponde ao signo de Virgem ‑ signo das colheitas , resultado dos esforços dos discípulos de Ceres ‑ portanto com a 6 ' casa do Zodíaco; a qual tem o seguinte significado: Trabalho ao qual o homem está condenado para sobreviver. Interessante notar que Ceres, essa deusa que ensina a cultivar a terra, para assegurar o alimento, normalmente é representada junto a um cálato ‑ cesto sagrado cheio de frutas às quais se associa a serpente vital e que era usado durante a celebração dos Mistérios de Elêusis. O cesto contém o resultado do trabalho alimentício, que não beneficia apenas o corpo , pois ele aprimora também o espírito, tomando mais flexível a inteligência. Com efeito, a serpente faz alusão à sutileza divinatória que permite descobrir os segredos da iniciação.

A Espiga de Virgem, ou Alfa Virginia, ou Spica de Virgem, estrela representada no Plano do Teto do T.‑, é uma estrela brilhante que outrora os ceifeiros veneravam. Seu nome em hebraico Sch\ ; que tem sua origem simbólica no episódio de Jefté, em Juizes, Cap. XII, vers. 5 e 6; a qual Salomão adotou como P\ de P\ dos CComp\. Está ainda associada a Col\da Beleza e ao cargo de Secr\.

Para nós MM\ , o significado da Espiga é o da Fartura. Acrescentando‑se, porém, o dinamismo de Germinação ou Geração. Lembremo‑nos que o Grão de Trigo lançado à Terra ou Mãe Natureza, transformar‑se‑á em espiga e a seguir , irá se decompor.

O germe destrói a substância para fazer brotar a nova planta. Destruição para Renovar.

Meus llr\

Aquele que viu a E\ F\ e penetrou o sentido da letra G sabe que devemos aceitar a vida com todas as suas cargas e dedicarmo‑nos ao Trabalho com coragem, pois através dele participaremos da Grande Obra do Aperfeiçoamento Geral.