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ASSINANDO COM TRÊS PONTOS


TRABALHO  DO  GRAU  DE  APRENDIZ  MAÇON

ASSINANDO  COM  TRÊS  PONTOS
- Origens e razões históricas e esotéricas –


Gildo Adagir Meneghello Junior
A:.M:.


Sant’Ana do Livramento, 2004.


Uma coisa que se revela nos mitos é que, no fundo do abismo, desponta a voz da salvação. O momento crucial é aquele em que a verdadeira mensagem de transformação está prestes a surgir. No momento mais sombrio, surge a luz.

Joseph Campbell





Assinando Com Três Pontos
Origem e razões históricas e esotéricas



Como objeto deste trabalho, almeja-se, modestamente, e através da pesquisa bibliográfica, sistematização e re-leitura de textos Maçons clássicos, traçar as origens e teorias acerca das razões históricas e esotéricas do emprego generalizado dos três pontos pelos IIrm:.Maç:., bem como empreender investigação, ainda que tímida, sobre as definições simbólicas a eles ofertadas por hermeneutas e exegetas reconhecidos.

“Três são os pontos que o Maç:. deve se orgulhar de apor a seu nome, pois esses três pontos, como o Delta Luminoso e o Sagrado, são emblemas dos mais respeitáveis”  (Ritual e Instruções – Grau de Aprendiz - Maçon do Rito Escocês Antigo e Aceito,  2001).

Utilizados pela Maçonaria, segundo aponta RAGON, desde 1774, em documentos do G:. O:. da França,  os três pontos visavam, originariamente, à abreviatura de palavras e termos maçons apostos em documentos da Sublime Ordem, a fim de que se mantivesse o segredo na transmissão de ensinamentos ou nas informações contidas nas correspondências entre IIrm:. e entre LL:.. Como leciona ADOLFO TERRONES BENITEZ, “os três pontos são símbolo da discrição”.

Sejam eles originários da arte hieroglífica egípcia (FISCH), herança dos Rosa-Cruzes ou da prática do Companheirismo (JEAN DE PAVILLY), o certo é que, além do uso pragmático como forma de abreviatura e sinal de mútua identificação, os três pontos foram elevados à categoria de símbolo Maçônico, a eles sendo dedicada, inclusive boa parte dos ensinamentos contidos na Sexta Instrução do grau de A.:. M:. do R:.E:.A:.A:.

A transformação da abreviatura em símbolo, segundo assevera NICOLA ASLAN, está diretamente relacionada ao caráter sagrado e esotérico do número três,  o qual é associado às Tríades, às Trindades e ao próprio Delta Luminoso. Tal conclusão é alcançada por influência da Numerologia – ciência secular que estuda os números em relação aos planetas, ao universo, aos sons, às auras dos seres em geral – na Doutrina Maçônica, que, por natureza, é eclética e aberta à pesquisa da Verdade, valendo-se de tudo que tenha consistência axiomática no universal mosaico cultural e espiritual da humanidade.

Como disposto na Sexta Instrução do A:.M:. no R:.E:.A:.A:., para avançar na trilha que encetou, o A:.M:. necessita ter conhecimento da simbologia dos números 1,2,3 e 4.   Conhecer a natureza simbólica destes números é instrumental imprescindível em sua caminhada pela Col:. do S:.  Só assim será capaz de compreender as muitas “coincidências” envolvendo o número três: bateria do grau, a Marcha, a idade do A:.M:., os 3 PP:., as 3 Jóias Fixas da Loja, as 3 Jóias Móveis da Loja, as 3 Grandes Luzes, etc.

Em trabalho publicado na Revista “A Trolha”, o Irm:. Roberto Rubem da Cruz, do G:. O:. de São Bernardo do Campo, nos traz preciosos ensinamentos acerca do simbolismo que envolve os números 1, 2, 3 e 4.  À luz da Numerologia, Irm:. Roberto esclarece que o número UM representa Deus manifestado, a “causa sem causa”, a “Unidade”, o começo, o princípio de todas as coisas, e adverte que, embora sendo a gênese, a unidade, o número UM só de ser compreendido, ou mesmo existir no mundo manifestado, a partir do surgimento do número DOIS.

Este é o paradoxo do UM, que, mesmo sendo a origem de tudo, é estéril e necessita, ao menos no mundo manifestado (material), de “uma outra manifestação igual a si mesma, porém de natureza oposta, que já não é mais a Unidade, pois a unidade que se repete é DOIS”.

A teor dos ensinamentos pitagóricos, o UNO, ou a MÔNADA, constituir-se-ia em verdadeira fonte de que tudo o que é bom, a pura energia divina, é a potência de todas as coisas. No entanto, não há  como qualificá-lo enquanto “ser”, eis que o UNO é anterior a todas as coisas. Logo, ressurge a questão nodal: o que é o UM?

Na lição de Plotino, filósofo fundador do Neoplatonismo, citado pelo Irm:. Raimundo Rodrigues:

  O Um é a potência de todas as coisas. Se não existisse, nada existiria, nem os seres, nem a inteligência, nem a primeira vida, em nenhuma outra. Sendo a causa da vida, está acima da vida. A atividade da vida, que é tudo, não é a primeira, pois que emana dela como de uma fonte

[...]

O UM é destituído de forma, até mesmo da forma inteligível, porque sua natureza que é a geradora de todas as coisas, não é nenhuma delas. Logo não é substância, nem quantidade, nem pensamento, nem alma; (in: A Filosofia da Maçonaria Simbólica, p.  44/45).


O DOIS é número terrível e fatídico, simbolizando o contrário, a dúvida, o antagonismo infrutífero e representando a eterna luta Bem e Mal, Verdade e Falsidade, Luz e Trevas, etc.   É a DÍADE, a DUALIDADE, o DIÁVOLO, ou KAKOS DAIMON, do grego “Espírito Maligno”.

Enquanto Deus é a Unidade, materializada no UM, a matéria é a Dualidade (Díade), representada pelo DOIS. Todavia, tal afirmação merece ser ressalvada, pois para algumas Escolas Iniciáticas o DOIS é o símbolo do equilíbrio, sendo que as diferenças (Bem x Mal, Luz x Trevas, Masculino x Feminino, etc.) são fenômenos óticos visíveis àqueles que se colocam em determinada posição no plano manifestado”, nada mais sendo do fragmentos antagônicos de um único todo que é o G:.A:.D:.U:.

O equilíbrio só ressurge com o advento do número TRÊS, com ele há a harmonização do DOIS, através da neutralização da dualidade. Ou seja, a contradição e o antagonismo de duas forças ( UM e UM, representados no DOIS) são aplacados pela adição de mais uma unidade simbolizada no TRÊS (DOIS + UM). O TRÊS é o ativo + passivo + neutro,  é a tese + antítese + conclusão.

A Luz representa-se através do TRÊS; aquela dissipa as Trevas, assim como o TRÊS dissolve o conflito e harmoniza o DOIS, apresentando-se como a Tríplice Aparência do Equilíbrio, qualidade indispensável àquele que busca, através da liberdade e do trabalho, desbastar a pedra bruta e rumar à evolução espiritual e à realização plena.

Entre as muitas associações relacionadas ao TRÊS ou Ternário (Pai, Filho, Espírito Santo – Passado, Presente, Futuro – Princípio, Verbo, Substância – Buda, Dharma, Sanga – Osíris, Ìsis, Hórus – etc.), gostaria de destacar duas, pela pertinência com o tema proposto, a simbolização do Ternário na SABEDORIA, FORÇA e BELEZA (as Três Grandes Luzes) e VONTADE, AMOR, INTELIGÊNCIA, as três qualidades exigidas ao Maç:.  Nestas últimas associações, relacionadas ao sagrado caráter harmonizador do TRÊS, talvez resida a significação dos 3 PP:.  Muito mais do que simples forma de abreviatura, ou método de mútuo reconhecimento entre IIrm:., o uso dos 3 PP:. aposto às assinaturas dos Maç:. deve relembrar aos IIrm:. o juramento feito à Nobre Ordem Maçônica, bem como as qualidades pelas quais deve pautar suas ações em Loja ou no Mundo Profano, sempre com Sabedoria, Força e Beleza, Vontade, Inteligência e Amor, Igualdade, Fraternidade e Liberdade.

Assim, os 3 PP:. são, na lição de ASLAN, “uma imagem que evoca a idéia de ponderação e conseqüentemente de tolerância, representam, de fato, os dois extremos e o justo meio”.


 Sant’Ana do Livramento,  11 de outubro de 2004.

A:. M:. Gildo Adagir Meneghello Junior,
Loja Saldanha Marinho “A Fraterna”.












BIBLIOGRAFIA:

1.- ASLAN, Nicola. Estudos maçônicos sobre simbolismo. Rio de janeiro: Edições do G:. O:. do Brasil, 1969.

2.- CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. São Paulo: Ed. Palas Atena. 16ª ed., 1998.

3.- DA CRUZ, Roberto Rubens. Numerologia e maçonaria. In: Revista “A Trolha”, n.º 196, Fevereiro, 2003.

4.- PEREZ, Álvaro Rodriguez. Irmãos com 3 pontinhos. In: Revista “A Trolha”, n.º 202,
          agosto, 2003.

5.- RODRIGUES, Raimundo. A filosofia da maçonaria simbólica. 1ª Edição. Londrina:
Ed. “A  Trolha”, 1999.

6.- TROLHA, Xico. Símbolos maçônicos e suas origens. Coleção “Cadernos de Estudos
           Maçônicos” n.º 8,  2ª ed. Londrina: Editora Maçônica “A Trolha”, 1996.

7.- RITUAL E INSTRUÇÕES. GRAU DE APRENDIZ MAÇON DO RITO ESCOCÊS
           ANTIGO E ACEITO.  Grande Oriente  do  Rio  Grande  do  Rio  Grande  do  Sul,
           Porto Alegre, RS, 2001.
           

TRONCO DE SOLIDARIEDADE




  Quando da construção do Templo erguido por Salomão em Jerusalém, tinha-se por hábito guardar documentos da obra, bem como o salário dos construtores, classificados como Aprendizes e Companheiros, no interior das duas Colunas localizadas na entrada do Templo, que eram ocas. Os primeiros na Coluna B e os do Segundo Grau na Coluna J.

Esse salário corresponde à jornada de trabalho, nem sempre era em moedas, pagava-se também em espécie, sendo o sal o mais valioso e procurado, daí deriva a palavra salário. Cultivando-se a "Arte Real" persistiu a tradição de premiar-se o trabalho dos Aprendizes e Companheiros com o conteúdo das Colunas e se abastecer estas com as verbas necessárias e projetos.

Por uma questão de ordem prática, não se podia transformar as Colunas em cofre, para que os donatários colocassem seus depósitos. Por esta razão, criou-se uma reprodução das Colunas, em miniatura, que girava por entre as bancadas, recebendo as contribuições, a mão se introduzia pelo alto do capitel, que a ocultava, havendo uma fenda no cimo do fuste, para a passagem das ofertas. Outros recipientes tinham a forma da Coluna, àquela que os arquitetos denominavam "Tronco".

Naquela época, a função caritativa da Maçonaria se tornou tão destacada, que a Ordem passou a ser identificada filantrópica, se ouvia falar que a imagem da Maçonaria era Fraternidade e Caridade. Assim, a antiga coleta que se fazia entre os sacerdotes foi estendida aos associados, passando a ser destinada às obras piedosas da corporação ou da Loja. Isso chegou a influir na denominação do "Tronco", que passou a ser chamado de "Tronco de Beneficência" ou de "Solidariedade" e em alguns Ritos "Tronco da Viúva", em razão da palavra viúva exprimir todos os desvalidos da sorte.

O "Tronco" gira seguindo o curso dos astros. A circulação ritualística forma uma estrela de seis pontas (Escudo de Davi, Selo de Salomão ou Hexagrama Mágico). O simbolismo dessa circulação, sintetizada na estrela de seis pontas, representa as duas naturezas humanas: "Masculina e Feminina", que se interpenetram e se harmonizam, conservando, porém, cada uma, sua própria individualidade. O giro é suspenso entre Colunas – não é o Tronco que fica suspenso, mas sim o giro, que aguarda instruções.

No Brasil, o "Tronco de Solidariedade" é revestido de especial importância, há muito que os Regulamentos Gerais da Ordem somente consideram válida uma Sessão, se nela circulou o "Tronco" (exceção feita somente a Sessões onde estão presentes profanos, como no caso de datas festivas, cívicas, brancas, fúnebres, etc.). É lição antiga que na oferta, "a esquerda ignore o que faz a direita", (Mateus 6:3), justamente essa modéstia é uma das explicações do legendário segredo maçônico. Resultado do "Tronco", o Irmão hospitaleiro vai ao Altar do Orador e com ele confere o produto do Tronco. O Irmão Orador comunica em voz alta ao Venerável a quantia arrecadada, que depois de anunciada pelo Venerável, é entregue ao Irmão Tesoureiro e creditada ao Irmão Hospitaleiro.

O "Tronco de Solidariedade" é de fundamental importância, pois, o socorro aos necessitados depende da consciência de cada Irmão. É sempre bom lembrar que um tijolo se une a outros tijolos e, juntos, erguem uma casa. Uma brasa se une a outras brasas e, juntas, mantêm o fogo aceso. Uma mão se une a outras mãos e, juntas, executam o serviço. Um passo se une a outros passos e, juntos, chegam ao destino. Por isso que juntos somos capazes de realizar.

Ir Osvaldo Generoso Dias
Or.'. São João Evangelista - MG
   

 

UNIÃO FRATERNAL




A irmandade resultante das afinidades morais e espirituais é tão legitima, ou mas ainda, quanto a devida aos laços de sangue.

A união fraternal, como cantada no salmo 133, assume conotações místicas de mistério e magia. Ao ouvir a leitura do salmo espera-se receber uma mensagem divina, de vibrações de luz, paz e amor, onde o orador ao lê-lo, se encontra revestido se sua aureola mística e sacerdotal.

“Oh, quão bom e quão suave é viverem os irmãos sem união!”

Esta frase fala sobre a alegria de todos os maçons, dentro do templo, de estarem fraternalmente unidos, ultrapassando os limites físicos e assumindo dimensões de conforto espiritual.

“É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, que desce sobre a gola de suas vestes”.

A evolução do óleo sagrado, que unge o sacerdote, nos faz cientes da missão sagrada, sacra, sacerdotal de cada IR\, reunidos em loja.

Ungir significa untar com óleo, mas, simbolicamente, quer dizer purificar, ser permeado pelo espírito de Deus

“E como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião, ali o senhor ordenou a benção, a vida para sempre”.

Comparar a união fraternal com o orvalho, significa que este representa o refrigério para o causticamente calor  das paixões que nos abrasam, filhas de nosso egoísmo, de nossas imperfeições naturais, os quais só unidos podemos vence-las.

A vida para sempre, é a outra alegaria da irmandade vivendo em união, é a vida eterna, ou seja, a vida do espírito, constituindo a vivência mística.
Pois, devemos nos preparar para integrar a “união fraternal”, se não só estaremos presentes fisicamente, e não espiritualmente, onde o clima espiritual é o que deve reinar no templo.

Ir Sidnei Rodrigues de Lima
ARLS Confrades da Galiléia 3164
 
 

USO DA PALAVRA EM LOJA


Ir.•. Vagner Fernandes
Loja Fênix de Brasília

Nas Reuniões regulares é permitido ao Maçom fazer uso da Palavra em Loja, quando concedida ao Quadro Geral nos períodos:

BALAÚSTRE: Observação quanto à ATA.

ORDEM DO DIA: Sugerir, propor ou observar, porém é facultado a sugestão ou proposição para os Irmãos do Grau 03 em diante. Aos Graus 01 e 02 apenas observações.

PERÍODO DE INSTRUÇÃO: Concedido o uso da Palavra para expor trabalhos do Grau, ou, passar alguma Instrução aos Irmãos.

PALAVRA A BEM DA ORDEM EM GERAL E DO QUADRO EM PARTICULAR: É concedida a Palavra a qualquer Irmão que necessite fazer comunicados ou comentários diversos sobre qualquer assunto, desde que não interfira o bom andamento dos Trabalhos.

Nestes períodos em que o Maçom faz uso da Palavra, deve considerar algumas regras de comportamento:

1. Solicitar a Palavra ao Vigilante da Coluna esticando o braço direito ao horizonte, mão aberta, palma da mão para baixo e os dedos Polegar e Indicador formando um esquadro.


2. Sempre que for-lhe concedida a palavra, deve postar-se com o Sinal de Ordem, exceção feita à leitura, e só desfazer o Sinal após o uso da Palavra, ou, quando autorizado pelo Venerável mestre, e assim após a Saudação Protocolar.


Ser-lhe-á concedia a Palavra no momento em que a Palavra estiver em sua Coluna (NORTE OU SUL). Após a transferência da Palavra à outra Coluna ou ao Oriente, o Irmão não poderá transferir-se fisicamente para acompanha-la, porém é facultado solicita-la postando-se à Ordem e expressando a frase PELA ORDEM, VENERÁVEL MESTRE, o qual concederá ou não. Cabe um esclarecimento: Após a transferência da Palavra, o Irmão não mais solicitará a Palavra ao Vigilante de sua Coluna, e sim diretamente ao Venerável. No entanto, caso ainda não lhe seja concedida a palavra, o Irmão tem o direito de falar ENTRE COLUNAS. Neste caso, comunica ao Venerável Mestre que deseja falar entre Colunas, exercendo um direito que é seu, porém, respondendo por si.

A qualquer momento em que o Maçom usar a Palavra, deve antes de tudo fazer a Saudação Protocolar. Cuja seqüência é:

SOBERANO, EMINENTE OU SERENÍSSIMO GRÃO-MESTRE;
PAST GRÃO-MESTRE
ADJUNTO;
VENERÁVEL MESTRE;
IRMÃOS PRIMEIRO E SEGUNDO VIGILANTES (OU LUZES);
AUTORIDADES MAÇÔNICAS;
PAST-MASTERS;
IRMÃOS.

Durante o uso da Palavra, é solicitado ao Maçom que aja com bom senso. Sua explanação deve ser efetuada de maneira concisa, dispensando o aspecto solene (discurso), verificar a praticidade do tempo em Loja, como evitar ser repetitivo expondo considerações feitas por outros Irmãos no mesmo momento. Muitas vezes estas repetições tem intenção de legitimar alguma proposta (Como na Ordem do Dia), porém sua legitimidade virá à votação, também ao parabenizar aniversariantes além do Irmão Chanceler ou saudar Irmãos visitantes além do irmão Orador.

Em suma, o tempo reservado à realização das Reuniões de Trabalho Maçônico é muito curto comparado com o tamanho da obra de edificação Social. Por isso, estejamos conscientes para utilizar este ínfimo espaço com atitudes, gestos e palavras construtivas e objetivas.




Ufologia - Parte I


UFOLOGIA – PARTE I

Ir.•. Vagner Fernandes
Loja Fênix de Brasília

HISTÓRIA E TEXTOS SAGRADOS

 Nosso sol é apenas uma entre 125 bilhões de estrelas que existem em nossa galáxia. E a nossa galáxia, a via Láctea, não passa de mais uma entre 10 bilhões que já foram descobertas.

A Ufologia[1] vem encantando mais e mais pessoas em todo o mundo. A razão é simples: Os pesquisadores, contra as mais diversas forças, investigam fatos, entrevistando pessoas e recolhendo materiais, que apresentam à sociedade para que possam avaliar. A sociedade reconhece isso e prestigia os ufólogos. Em qualquer pesquisa comum pode-se notar a opinião pública positiva com relação à Ufologia. Ninguém é dono da verdade absoluta. Todos estamos na mesma caverna, assim como descreveu Platão, e só vemos sombras do que é a realidade absoluta.

Há séculos o homem sonha e especula sobre a existência de vida além da terra e as histórias daqueles que viram UFOs[2] ou contataram seres alienígenas desafiam a ciência ortodoxa e colocam em dúvida versões cada vez mais absurdas dos governos, que insistem em afirmar que não se interessam pelo assunto. É claro que muito do que vemos é engano, mas a pequena porcentagem inexplicável é a que realmente importa.

O termo Flying Saucer ou Disco Voador foi criado por Kenneth Arnold em 1947, quando observou uma formação de UFOs que ultrapassaram seu pequeno avião nas proximidades do monte Rainier/EUA a uma velocidade estimada de 2000 Km/h.

Naturalmente, é hora dos IIr.•. perguntarem: E o que isso tem a ver com a maçonaria? E eu vos respondo: Sou um modesto pesquisador que, apartado de dogmas e superstições, busca a Verdade usando as bases científicas para trazer à luz informações que causem reflexão, e rogo ao G.•.A.•.D.•.U.•. que ao final possamos juntos concluir que acrescentamos algo mais ao nosso conhecimento.

A Arqueologia, através do estudo científico do passado da humanidade, mediante os testemunhos materiais que dele subsistem, revela evidências de que a terra pode estar sendo visitada por seres extraterrestres desde as mais remotas épocas.

Apesar da imaginação do homem primitivo ser pouco desenvolvida, este demonstrava um acurado senso de observação. Exemplo disto são as pinturas deixadas em cavernas em todo o mundo com desenhos de animais e representações do seu dia-a-dia. Porém, existem cavernas onde podem ser encontrados desenhos que se assemelham ao que hoje, nós chamamos de discos voadores.

Numa caverna localizada ao sudoeste da França foi encontrada esta pintura, que foi datada como sendo de 3.000 A.C.
 

 
A pintura rupestre ao lado, datada de 2.000 A.C., foi encontrada no Ubesquistão. Nela vê-se à esquerda  um astronauta com algo circular em sua mão, e ao centro um ser com capacete provido de antenas observando um OVNI, que produz fumaça.

Fica a pergunta: como um artista, há 4000 anos atrás, teria "inspiração" para desenhar astronautas e um disco voador, assunto que só ficou latente há 56 anos?
 
Alguns defensores da teoria dos antigos astronautas acreditam que essa pintura rupestre australiana, de mais de 5.000 A.C., representa viajantes espaciais extraterrestres com capacetes. Uma figura notavelmente semelhante (foto menor), do ano 6.000 A.C., encontra-se no outro lado do mundo na região do Tassili, no deserto do Saara.
 
 
 
 
 
Em Abydos, no Egito, foi encontrada uma placa em metal polido à base de bronze. Nela, entre inúmeras curiosas figuras, pode-se ver claramente desenhos de objetos que se parecem com um avião e um helicóptero, feitos há mais de 4 mil anos.

Famoso no meio ufológico, o monumento de El Baul é impressionante pelos detalhes que apresenta. Localizado na cidade de Santa Luzia Cotzmalguapa, na Guatemala, mostra um deus com capacete e algo como um tanque de oxigênio nas costas.
 

Dezenas de hipóteses já foram levantadas à cerca de quem elaborou e por que teria feito as fabulosas "linhas" e "figuras" geométricas de Nazca. Porém nenhuma parece ser conclusiva.

São cinqüenta quilômetros povoados de formas geométricas, figuras de animais e supostas "pistas de aterrissagem".

Em 1968, um polêmico livro transformou a cidade de Nazca num centro de peregrinação de esotéricos. Erich von Däniken, suíço e gerente de um hotel nos Alpes publicou o livro "Eram os Deuses Astronautas?".

Em seu livro, Erich relaciona uma série de mistérios do passado à presença de extraterrestres entre as civilizações antigas. Uma página e meia dedicada a Nazca fez com que a cidade entrasse nos roteiros turísticos de milhares de visitantes do mundo todo.

O fato é que tendo sido feitos por extraterrestres ou não, nada explica até agora o fato de certas imagens de centenas de metros só serem visualizadas do alto.
 
Na Iugoslávia, num monastério da cidade de Detchani, por volta de 1350 este afresco foi produzido e ganhou o nome de  "A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS CRISTO".
 
 
 O pintor italiano Fillipo Lippe criou esta pintura no Século XV, e chamou-a "A MADONA E SÃO GEOVANINO". Nota-se claramente um objeto no céu ao fundo, sendo observado por uma pessoa.

Os mapas do Almirante turco Piri Reis, que viveu no Séc. XVI, foram encontrados no início do Século XVIII, no Palácio Topkapi, Istambul. Os mapas mostram as Américas, o oeste da África e a Região Antártica, esta última, representada na parte inferior do mapa, corresponde quase perfeitamente à massa de terra que desde a última era glacial não é visível, e que só há pouco tempo foi revelada por meio de sonares. Estudiosos ficaram intrigados com o mapa, já que só seria possível tal precisão com imagens geradas a grande distância no espaço.
 
 Como ficou demonstrado até aqui, os estudos sugerem a possibilidade de terem ocorrido visitas de extraterrestres na mais remota antiguidade e sua interação com habitantes terrestres de então.

Esse conceito leva em consideração que cada sociedade, em diferentes épocas, via de forma diversa e adequada às suas limitações de conhecimento e entendimento os objetos voadores não identificados. Não é de se estranhar, então, que antigos povos vissem fenômenos perfeitamente comuns, como o raio, o trovão e outros mais, como manifestações divinas.

No entanto, registros escritos, pictóricos e de tradição oral de muitos povos, levam a crer que inúmeros fenômenos vistos então não se encaixam naquilo que poderíamos chamar de naturais.

Talvez os relatos mais impressionantes sejam os textos sagrados no oriente e no ocidente. Com o desenvolvimento da escrita, ficou mais fácil registrar fatos para a posteridade com mais detalhes. Os Sumérios com sua escrita cuneiforme registraram sua origem extraterrestre afirmando que seus deuses vieram do 12º planeta, chamado Nibiru, que gira ao redor de nosso sol a cada 3600 anos, e deixaram registrados conhecimentos astronômicos impressionantes; por exemplo: eles descreveram Plutão, um planeta que só foi descoberto pela ciência em 1930.

Nos concentraremos inicialmente na Bíblia, onde os pesquisadores sugerem uma infinidade de relatos de contatos com OVNIS e seus ocupantes desde o Pentateuco até o novo testamento. É importante citar que o Vaticano possui, desde 1935 um observatório astronômico nos arredores de Roma e acaba de construir outro bem mais sofisticado em Tucson – Arizona(EUA).

Fica óbvio que as suposições aqui feitas não têm o objetivo de ferir qualquer crença ou opinião, mas tão somente lançar mais uma semente neste campo fértil. Como um dos objetivos dessa análise é encontrar as citações de possíveis encontros com OVNIs ou extraterrestres contidos na Bíblia, iniciamos pelo Gênesis, onde lemos a história de Enoque, que foi levado por Deus[3] e também o texto Filhos de Deus, que tomaram as filhas dos homens[4]. No Livro do Êxodo, quando os filhos de Israel foram guiados por uma coluna de nuvem de dia e uma coluna de fogo à noite[5] ou a presença de Deus na Tenda da Revelação[6], ou mesmo quando Moisés, ao receber as Tábuas da Lei pela segunda vez, ficou com seu rosto resplandecente[7].

Os anjos são mencionados em todas as escrituras como missionários do Céu. Até o Êxodo, os Israelitas não tinham uma religião organizada; durante o período de quarenta anos que passaram naquela região inóspita, os anjos ensinaram-lhes uma opinião de um outro mundo: O Reino dos Céus. Eles orientaram o povo sobre o valor do amor, dos mandamentos e da crença na vida eterna. Esses seres angelicais apresentaram-se em formas resplandecentes ou em áureas de nuvens e com grande poder, como vemos na defesa de Jerusalém contra o Rei da Assíria.[8] Foi um anjo também que alimentou Daniel na cova dos leões[9], entre muitos outros acontecimentos em que os emissários do G.•.A.•.D.•.U.•. se manifestaram. Uma citação das mais interessantes e intrigantes está no Livro de Ezequiel. [10]

Sem dúvida, sendo ou não uma espécie de nave, algo extraordinário e divino aconteceu com Ezequiel, e para ele era a visão da glória de Deus.

  No livro do Gênesis a palavra anjo aparece outras vezes, desde Abraão, passando pela destruição de Sodoma e Gomorra, quando salvaram Ló e sua família, e ainda na escada de Jacó, quando em sonho ele vê muitos anjos. Mas outros livros também do Velho Testamento citam a presença de anjos em situações bastante ativas.

Já no 2º Livro dos Reis os estudiosos supõe que Elias foi levado ao céu por um objeto fantástico[11], sob o olhar atônito de Eliseu.

A presença de Deus entre nós àquela época era mais física e contundente, e seus emissários chegavam mesmo a vencer batalhas sozinhos. Não resta dúvida que, ao descrever tais ações, os escribas usavam os termos adequados a seu tempo.

Já no Novo Testamento, a vinda do Filho de Deus é acompanhada de perto pelos anjos desde sua concepção, passando pela morte e ressurreição. A Vida e Paixão de Jesus Cristo é repleta de acontecimentos extraordinários.

Outro terreno muito fértil para as pesquisas sobre acontecimentos ufológicos ligados à história da humanidade são os Evangelhos Apócrifos, aqueles que não foram incluídos na Bíblia pelo Concílio no Século IV, que decidiu pelo uso de apenas quatro evangelhos no Novo Testamento. Nos Apócrifos lemos, por exemplo que a alimentação da então gestante Maria, mantida no Templo, foi feita diretamente por um anjo. No Livro dos Segredos de Enoch ele é levado aos céus pelos anjos e após visitar vários céus ele retorna à terra e conta tudo quanto viu a seus filhos, dizendo que após receber o bálsamo de Deus seu corpo não mais precisa de alimento ou qualquer coisa da Terra, entre dezenas de textos nesses evangelhos que dão margem a tais interpretações.  

Sempre que procuramos textos ancestrais que façam referência a esse assunto chegamos aos relatos escritos mais antigos do mundo - alguns derivados das escrituras orientais conhecidas como Vedas, muitos deles ainda não traduzidos do sânscrito.

No poema épico indiano mahabharata, por exemplo, encontramos os relatos freqüentes das naves dos deuses, as Vimanas, meio de transporte usado na grande batalha descrita na mais extensa obra literária universal. As Vimanas podiam vencer distâncias enormes, mover-se de baixo para cima, de cima para baixo e de trás para diante. Veículos espaciais com uma dirigibilidade de causar inveja! Nossa citação baseia-se na tradução de N. Dutt, Inglaterra, 1891:"...Por ordem de Rama, o carro maravilhoso subiu com enorme estrondo para uma montanha de nuvens...";"... Bhima voou com sua Vimana num raio imenso, que tinha o clarão do sol e cujo ruído era como o trovejar de um temporal...". O texto descreve com horror uma arma que podia matar todos os guerreiros que usassem metal no corpo: “...quando os guerreiros eram informados a tempo da presença dessa arma, arrancavam de si todas as peças de metal que levavam, mergulhavam num rio e lavavam cuidadosamente seus corpos e tudo aquilo com que tivessem contato. A arma causava o efeito de fazer cair os cabelos e as unhas das mãos e dos pés...” Tudo que era vivo, lamenta ele, tornava-se pálido e fraco.

No 8º livro está, talvez, o primeiro relato sobre o lançamento de uma bomba de hidrogênio: "...Gurkha, a bordo de uma possante Vimana, arremessou um único projétil sobre a cidade tríplice..." A descrição assemelha-se com a explosão da primeira bomba H no atol de Bikini: - fumaça branca incandescente, dez mil vezes mais clara que o Sol, teria elevado-se com brilho imenso e reduzido a cidade a cinzas.

Num dos seus cânticos lê-se: "..os Vimanas tinham a forma de uma esfera e navegavam nos ares pelo efeito do mercúrio, que causava um grande vento propulsor..". "..os homens, alojados nos Vimanas, podiam assim percorrer grandes distâncias num tempo maravilhosamente curto..".

Os livros tibetanos Tantjua Kantjua mencionam máquinas voadoras pré-históricas, que chamam de "pérolas do céu". Os livros acentuam expressamente que esse saber era secreto e destinado aos iniciados. No Samarangana Sutradhara há capítulos inteiros em que são descritas naves aéreas, de cujas extremidades emanavam fogo e mercúrio.

Não poderíamos deixar de citar os antigos monumentos dos povos pré-colombianos, egípcios, europeus e asiáticos, deixados por civilizações que já não mais existem. No entanto, as construções ainda estão lá, com referências astronômicas, matemáticas, químicas e biológicas que intrigam aqueles que se debruçam sobre elas.

É fácil perceber que embora a ufologia como um todo seja muito instigante, é um assunto por demais polêmico, visto que, se fossem confirmadas algumas das informações aqui descritas, vários dogmas religiosos, culturais e científicos sofreriam grandes mudanças.

Como se nota, os estudiosos do tema sugerem uma conexão entre muitos acontecimentos da história humana com habitantes de outros mundos. Compartilhando esse ponto de vista, essência do pensamento moderno, não queremos de modo algum afrontar crenças e dogmas. Estas linhas teorizam que a Criação Divina é muito maior do que podemos conceber e a Busca da Verdade é um ideal da Sublime Ordem, do qual não devemos nos afastar.
 
I Coríntios Cap. 13
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
 
 Brasília, DF, 14 de abril de 2003 (E.•.V.•.)
 
VAGNER FERNANDES
M.•. M.•. – Loja Fênix de Brasília
 

 

 

Bibliografia:



As Naves Espaciais de Ezequiel
Josef F. Blumrich
Grandes Enigmas da Humanidade
The Orygins of Man
NBC
Maps of the Ancient Seas
Charles H. Hapgood
Eram os Deuses Astronautas?
Erich Vonn Danniken
Bíblia Sagrada
Enciclopédia Barsa
Mahabharata
Tantjua Kantjua
Os Astronautas de Yaveh
J. J. Bennitez
O Décimo Segundo Planeta
Zecharia Sitchim


[1] Ciência, estudo ou tratado acerca dos óvnis.

[2] UFO: Abreviação do Inglês Unidentified Flying Object – Objeto Voador Não Identificado

[3] Gênesis Cap. 5
22 Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou filhos e filhas.
24 Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou.

 [4] Gênesis Cap. 6
2 viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

 [5] Êxodo Cap. 13: - Moisés guiando os filhos de Israel pelo Egito:
21  E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna e os dois para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.

22 Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite.

 [6] Êxodo Cap. 40 e Números 9 - Após prepararem o Tabernáculo a Bíblia descreve:

34 Então a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo;

36  Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, prosseguiam os filhos de Israel, em todas as suas jornadas;

37  se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até o dia em que ela se levantasse.

38 Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

 [7] Êxodo Cap. 34 – Moisés recebe pela segunda vez as Tábuas da Lei
5 O Senhor desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Jeová.
30 Quando, pois, Arão e todos os filhos de Israel olharam para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia, pelo que tiveram medo de aproximar-se dele.

 [8] II Reis Cap. 19
35 Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles: e, levantando-se os assírios pela manhã cedo, eis que aqueles eram todos cadáveres.

 [9] Daniel Cap. 6
22 O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, e eles não me fizeram mal algum; porque foi achada em mim inocência diante dele; e também diante de ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.

 [10] Ezequiel Cap. 1
1.        Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.

2.        E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;

3.        cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.

4.        E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.

5.        E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:

6.        Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;

7.        e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;

8.        assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.

9.        E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.

10.     No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.

11.     E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.

12.     Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.

13.     O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda.

14.     Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam.

15.     Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.

16.     E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas.

17.     Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.

18.     Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.

19.     E por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.

20.     E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.

21.     E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas.

22.     E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.

23.     E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele.

24.     E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele.

25.   Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.

[11]Reis II, Cap. 2
11 E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

SATAN



Ir.: José Castellani


O Resp.: Ir.: Manoel Arteiro Silveira Vidal, da Loja "Imparcialidade e Prudência", do Or.:  do Rio de Janeiro (RJ), apresenta a seguinte questão:  

"Fiquei chocado  com a informação contida no livro "Questões Controvertidas da Arte Real", vol. 2, do Ir.: Frederico Guilherme Costa, a propósito do maçom anarquista Roberto das Neves, que usava o nome
simbólico de Satã e que diz que uma alta comissão, presidida por Octaviano Bastos. após demorado estudo, emitira parecer que o nome simbólico por ele usado   "não era ofensivo para o Grande Arquiteto do Universo, porquanto este e satã, ou lúcifer, o portador da luz, são uma e mesma entidade". Ora, considerando que satã, em sua origem hebraica, segundo Nicola Aslan, significa "obstáculo, contraditor, acusador, adversário", sendo, mais comumente, conhecido como satanás, chefe dos demônios, lúcifer, belzebu, bruxo do inferno, etc., não teria, a referida alta comissão maçônica, cometido lamentável equívoco, ultrajando a figura inefável do G.: A.: D.: U.:, invocado em nossos rituais como fonte fecunda de luz, de felicidade e de virtude"?  

Resposta:  

SATAN significa ADVERSÁRIO, ou CONTRADITOR, apenas. Em muitas passagens do Evangelho, inclusive, o termo, assim como Satanás, é utilizado nesse sentido e não no de demônio; em Mateus, 16-23, Jesus diz a Pedro: " Afasta-te! Para trás satanás"!, para mostrar que a atitude deste era contrária
às suas idéias. A maior parte dos textos bíblicos, porém, liga mesmo o vocábulo ao chefe dos demônios, como se pode ver em Jó e em Zacarias.  
Os demônios seriam os maus espíritos, que, impedidos de ter a visão beatífica, foram lançados ao tormento eterno. Seu chefe, Satan, é também chamado de Lúcifer (portador da luz), porque ele teria sido um anjo de extraordinária beleza, glória e fulgor, qualidades, essas, que foram perdidas, em decorrência de seus pecados.

Entretanto, os demonólogos distinguem ambas as personalidades  e atribuem,
a Lúcifer, as funções subordinadas de justiceiro, ou de juiz supremo, na hierarquia das dignidades infernais.

Outro nome dado a Satan, indevidamente, é Belzebu, que é uma antiga divindade dos cananeus e que foi convertido, pelo cristianismo, em príncipe dos demônios. Muitos demonólogos consideram Belzebu como o chefe supremo do inferno, confundindo o seu significado diabólico com o de Satan, que foi o anjo expulso do céu, o rebelde luzbel.  

Alguns pesquisadores identificam Lúcifer, o portador da luz, com a entidade da mitologia grega, Prometeu, que deu o fogo divino ao homem. Prometeu, protegido de Atená (a Minerva romana), pediu que a deusa o levasse ao Olimpo e foi atendido; ao retornar, passando pelo carro de Apolo, deus do Sol, roubou-lhe uma fagulha do fogo divino, dando-a ao homem. Zeus (o Júpiter romano), para se vingar, mandou Hefesto (o Vulcano romano) forjar uma bela mulher --- Pandora --- dando, a esta, uma caixa fechada e enviando-a a Prometeu. Este, precavido, mandou Pandora ao seu irmão Epimeteu, que desposou a mulher e, inadvertidamente, abriu a caixa, espalhando, pelo mundo, todas as desgraças e todos os crimes (daí a lenda da caixa de Pandora, ou boceta de Pandora). Zeus, então, ciente de que a armadilha não funcionara contra Prometeu, ordenou a Hermes (o Mercúrio romano), que o acorrentasse ao Cáucaso, para que uma águia lhe devorasse o fígado, por toda a eternidade.  
O fato relatado, referente ao parecer da comissão presidida por Octaviano Bastos, realmente existiu. Diante do que foi abordado nestas notas, o leitor poderá chegar à sua conclusão particular, sobre se essa comissão, no caso, agiu bem, ou mal.


                                            Do livro "Consultório Maçônico" - vol. V
                                                  Editora A Trolha - 1a- ed. – 1997

Ruth e Boaz


Foi assim que tudo isto aconteceu: Nos dias em que os juizes governavam Israel, o povo havia relaxado sua observância da Torá; por essa razão provocou sobre si a punição de D'us. Na terra, reinava a fome.

Um rico mercador, habitante de Yehudá, de nome Elimelech, não acostumado à fome e à pobreza, pensou em escapar da miséria mudando-se para outro lugar. Assim foi viver em Moav com sua esposa Naomi e seus dois filhos.

Ruth, uma princesa moabita, imbuída de elevados ideais, não estava satisfeita com a idolatria de seu próprio povo e quando chegou a oportunidade, abriu mão do privilégio da realeza em sua terra, aceitando uma vida de pobreza entre um povo que ela admirava. Ruth fez amizade com essa família judia e começou a comparar o diferente modo de vida com o seu próprio. Aprendeu a admirar as leis e costumes judaicos, e a insatisfação que já sentia com a idolatria de seu povo, tornou-se uma objeção positiva. Quando um dos filhos de Naomi a pediu em casamento, ela sentiu-se feliz e orgulhosa em aceitar. Não ficou com remorso frente ao que estava renunciando: a vida de luxúria no palácio, o título real, as perspectivas de riqueza e honra no futuro, pois percebia o valor do povo ao qual agora se unia.

Com a morte de Elimelech e seus dois filhos, Naomi, pobre e viúva, ficou sem saber o que fazer ou para onde ir. Portanto, disse a Ruth e à sua outra nora Orpá: "Minhas filhas, devo partir, e decidi voltar a minha cidade natal, Beit Lechem. Lá, as coisas não devem ser muito boas, e não vejo razão porque também vocês deveriam sofrer. Portanto, aceitem meu conselho e voltem à casa de seus pais. Seus maridos estão mortos e, talvez, se permanecerem em sua própria terra, poderão encontrar outros homens com quem se casar. Eu perdi meus filhos para sempre, mas vocês são jovens, poderão encontrar outros maridos."

Orpá despediu-se tristemente de sua sogra. Mas Ruth se apegou a Naomi em prantos e implorou-lhe para partir com ela. Com estas tocantes palavras pediu: "Eu te suplico, não me peças que te deixe, e que retorne após te seguir, porque aonde quer que fores, eu irei; e onde pousares, pousarei; teu povo é o meu povo e teu D'us é o meu D'us; onde morreres, morrerei, e ali serei enterrada; somente a morte me separará de ti." Ruth sabia muito bem o que estava fazendo. Naomi a havia prevenido das dificuldades com que se defronta um judeu em qualquer tempo, mas Ruth estava inabalável em sua determinação de seguir sua sogra e de apegar-se a fé de sua escolha. Só o futuro provaria que Ruth seria justamente recompensada por sua elevada decisão, pois mesmo em seus momentos de pobreza ela não se arrependeu.

Era tempo de colheita quando Ruth e Naomi chegaram à Terra Prometida. Estavam exaustas após a longa jornada e Ruth conseguiu fazer com que Naomi repousasse, enquanto saiu aos campos de Beit Lechem para ver o que poderia encontrar para saciar a fome. Entrou em um campo onde havia muitos homens ocupados na colheita de grãos, enquanto alguns os amarravam em fardos e outros os empilhavam em carretas para transportá-los. Com certa hesitação, mas estimulada por sua fome e pelo pensamento de que deveria levar alguma coisa para sua sogra, Ruth entrou no campo e sentou-se por algum tempo para descansar, enquanto esperava para ver o que a sorte lhe traria.

De repente, foi surpreendida ao ouvir uma voz que lhe disse, suave e gentilmente: "Que D'us esteja contigo, estrangeira!"

Ruth retribuiu a gentil saudação. E ficou grata ao ouvir a mesma pessoa bondosa continuar: "Entra no campo! Não te acanhes! Recolhe algumas espigas, sacia tua fome!" Era o próprio Boaz, juiz de Israel naquele tempo e proprietário daquele campo, que assim se dirigia a Ruth. Ela agradeceu e colheu algumas espigas.

Estava prestes a partir, quando a mesma voz gentil lhe disse para permanecer ali mais um pouco e recolher o que os segadores haviam abandonado pelos cantos do campo, como peá. "O que é peá?" - perguntou Ruth. "A Torá nos diz; que, quando o dono de um campo já apanhou sua colheita, deve deixar um canto para os pobres, os necessitados e os estrangeiros, a fim de que venham e colham eles mesmos" - respondeu Boaz. "Que maravilha!" - exclamou Ruth.
Ela ficou ali, colheu o trigo de um canto do campo, e preparou-se novamente para partir. "Ainda não precisas partir" - sugeriu Boaz. "Por que não ficas e te beneficias do leket?"

"O que significa leket?" - perguntou novamente Ruth. "De acordo com a Torá, se um segador deixa de cortar alguma plantação com sua foice, não lhe é permitido voltar. Deve abandonar o que esqueceu de cortar, ou que deixou cair, e este deve ser deixado atrás como respiga para os pobres e estrangeiros" - explicou pacientemente Boaz. Ruth não disse nada, mas não via razão para recusar e se beneficiar das leis da Torá, as quais ela havia incorporado. Depois de encher todo um cesto, ela foi a Boaz e agradeceu-lhe sinceramente por sua bondade e preparou-se para partir.

"Ainda não precisas ir" - persuadiu-a Boaz. "Ainda podes vegar a shichechá". "A Torá é realmente infinita em sua preocupação com os menos afortunados" - disse Ruth. "Agora, por favor, diga-me o que é shichechá?"

"Quando o dono de um campo está levando sua carga aos celeiros, pode acontecer que ele tenha esquecido alguns fardos no campo. A Torá o proíbe de voltar e recolhê-los, pois ele deve deixar esses fardos esquecidos para os pobres, as viúvas, os órfãos e os estrangeiros."

Ruth estava muito feliz com sua boa sorte. Já havia recolhido mais do que poderia carregar. Ela e Naomi estavam agora bem-providas por um bom tempo. Mais uma vez, agradeceu a Boaz, e prometeu voltar. Ruth estava muito contente quando voltou e contou para sua sogra o que lhe havia acontecido nos campos de Boaz. Naomi ficou feliz pelo fato de Ruth ter sido tão bem-sucedida e por ter encontrado favor aos olhos de Boaz, o nobre proprietário das terras. Contou a ela que Boaz era parente de Elimelech. Nesse meio-tempo, Boaz havia inquirido sobre a estrangeira que passou por seu campo e descobriu que ela era a nora enviuvada de Naomi. Quando Boaz pediu Ruth em casamento, Naomi insistiu para que aceitasse. Ruth foi inesperadamente recompensada com riqueza e felicidade.

Ruth e Boaz tiveram um filho chamado Oved. Este, por sua vez, foi pai de Yishai. O filho mais jovem de Yishai foi David, ungido por D'us e amado rei de Israel. Mashiach (Messias) será seu descendente.

(Solicitamos aos IIr.'. que souberem a autoria do texto que nos informe)

SOIS MAÇOM ?



Miguel.      Sois Maçom irmão Marcus?
Marcus.      MICTMR.
Miguel.       Eu acho que o irmão não entendeu. Sois ou não?
Marcus.      Repito meu irmão. MICTMR.
Miguel.       Por que você não pode dizer sim ou não? Eu sou Maçom.
Marcus.      Porque ser Maçom é ser perfeito.
                     É ser puro de coração.
                     É não ser arrogante com seus títulos e com sua sapiência.
                     Não se importar com cargos e sim com o como é importante a sua Presença em Loja.                                            
                     É dar atenção para com os que menos sabem e os que pouco tem.          
                     É somar para dividir.
                     É olhar nos olhos  quando falam com você.
                     É lembrar que todos os Grandes Mestres um dia foram Aprendizes.
                     É tornar seu pupilo melhor que você.
                     Ser Maçom é estender a mão é afagar.
                     É se importar menos com o  “EU SOU” e sim se importar com o                        
                  “NOS SOMOS”.                                                    
                     Ser Maçom é ser a Caridade.
                     É o respeito com os pais e com os mais velhos.
                  Lembrar que o velho é a Enciclopédia da Vida.
                     É ser família para ser irmão.
                     É auxiliar um irmão em dificuldade.
                     É acariciar uma criança é respeita-la.
                     Ser Maçom é  realmente  ser livre  de bons costumes.
                     Por isso agora lhe pergunto. Sois Maçom, irmão Miguel?
 
Miguel.      Eu, Eu, Eu, Acho que ,  Acho que não sou .
Marcus.     És , porque como teu irmão como tal te reconheço.
Miguel.      Mas irmão, se a Maçonaria é justa e perfeita na sua Essência. Como eu que conheço meus defeitos. A minha vaidade, meu orgulho, meu ego, minha mesquinhez, minha inoperância, minha iniqüidade. Como eu, que conheço todos os meus maus pensamentos, posso me considerar justo e perfeito como um  Maçom.                                
Marcus.     Porque  eu como teu irmão vejo teu esforço, em aprender, e em              
                desbastar a tua pedra bruta.                                            
                Sei o quão bom e quão suave é teu coração .
                Por isso, sois Maçom  e todos os irmãos como tal te reconhecem.
Miguel.     Irmão, ajuda-me então a me libertar das minhas jóias e dos meu metais.
              Ajuda-me ser purificado, pois posso perder tudo o que tenho nesta                      
              vida, só não posso perder o reconhecimentos dos meus irmãos.
 
SER MAÇON
 
Ser Maçon, é querer tudo puro e correto,
É ter limpos os pés e ter limpas as mãos
É querer habitar entre muitos irmãos.
É louvar o poder do Supremo Arquiteto.
 
Ser Maçon é ser bom, generoso e reto
os enfêrmos buscar para torna-los sãos
os pobres procurar para dar-lhes o teto
os orfãos socorrer e amparar os anciãos.
 
Ser Maçon é ser forte e enfrentar a procela
é amar a existencia e faze-la mais bela
Buscar a justiça, a igualdade o direito.
Afinal ser Maçon é buscar a Verdade.
Ser Maçon é lutar em prol da Liberdade
Ser Maçon é querer tudo JUSTO e PERFEITO.
 
Gióia Júnior
 
 
IR Marcus René Magalhães            CIM  218.128
IR Miguel Mallak                             CIM  218.129
IR Reinaldo Vitelli Macedo             CIM 213.975
IR Marcelino  Della Mariga             CIM 194.682

 

A Simbologia da Venda na Iniciação Maçônica


Ir.·. Antonio Lara Rezende
Loja Fênix de Brasília – 1959
Or.·. de Brasília/DF
 À glória do G.·.A.·.D.·.U.·. , por me ter concedido a
dádiva de iniciar nos AAug.·. MMist.·. da Arte Real.

Introdução

A palavra Iniciação (derivada do latim Initiare é formada pelos vocábulos In, isto é, “para dentro”; e Ire, que significa “ir”) pode ser interpretada como “ir para dentro” ou “penetrar no interior”. Sob o aspecto místico, alguns escritores afirmam que a Iniciação pode ser entendida como sendo um processo que permite o ingresso ao nosso mundo interior, que nos leva ao conhecimento de nós mesmos e, em conseqüência, do Deus Pessoal que habita em nós, para começar uma nova vida.  
 A iniciação maçônica, legado de escolas iniciáticas da Antigüidade, mantém o costume de vendar os olhos de quem será iniciado por dois motivos aparentes: Primeiro, ocultar o ritual aos olhos profanos; segundo, estimular o candidato a fazer uma reflexão sobre si mesmo.
Sabemos que variados métodos de meditação, relaxamento, higiene mental e outras técnicas, mesmo sem fazer uso da venda, também podem levar o praticante a níveis de reflexão, interiorização e conscientização.
Mas a iniciação maçônica, quando bem conduzida ritualisticamente e vivenciada intimamente pelo candidato , é capaz de deixar o iniciando surpreso e perplexo diante da profundidade dos sentimentos que experimenta: De início é acometido pelos conflitos de isolamento, ansiedade e angústia; depois começa a sentir a calma, a paz, a sensação paradoxal do pleno e do vazio, o inesperado sentimento de estar em contato com o mais íntimo do seu ser, isto é, com o seu próprio EU, e o insight de perceber a inspiração e a presença do Criador em tudo e em todos.
Diante dessa experiência mística, da qual a razão não pode explicar ou compreender, há de se questionar qual é a relevância da venda na iniciação maçônica. E nesta investigação a pergunta que propomos é simples e direta:
Por que o simples ato de vendar os olhos, com a supressão de apenas um dos nossos sentidos [a visão], tem a capacidade de nos desorientar e, ao mesmo tempo, de nos induzir à introspecção e ao exame profundo da nossa consciência? Qual é, então, o simbolismo da venda na iniciação maçônica?

A Visão
“Os olhos são a janela da alma, o espelho do mundo” (Leonardo Da Vinci).

Temos cinco (ou mais!) sentidos sensoriais que nos ligam ao mundo exterior, dos quais a visão é o mais importante.
É através da visão que podemos contemplar a escuridão da noite e o céu estrelado, a luz do dia e as belezas da natureza. Isto mostra que a visão nos permite tomar conhecimento das coisas que nos cerca e do mundo em que vivemos.
A visão também é a principal maneira que temos para estabelecer contato com as pessoas. Quando encontramos um conhecido dizemos “Que bom te ver” e na despedida falamos “Até mais ver”. Estas expressões derivam do verbo “ver” e mostram a influência da visão sobre a linguagem. Quando observamos um estranho prestamos atenção na sua aparência, gestos, comportamento e começamos a fazer pressuposições sobre seu modo de vida, suas intenções e seu humor. Assim, criamos uma boa ou má idéia sobre os outros simplesmente olhando-os mesmo antes de falar com eles. Isto também mostra que a visão precede a experiência verbal.
Mas os nossos olhos são meros sensores passivos que apenas transmitem dados ao cérebro, sem fazer nenhuma avaliação prévia. É a mente que filtra, edita e interpreta as imagens captadas do mundo externo e as interligam com outros sentidos internos como a razão, a emoção, a intuição e a memória. É através da mente e do processo da cognição que formamos conceitos sobre as nossas percepções do mundo. Alguém já disse que “a beleza está nos olhos de quem vê”, mas, na verdade, deveria dizer que “a beleza está na mente de quem vê”.
Na área da neurociência as pesquisas comprovam que nem sempre as imagens mentais reproduzem com exatidão o objeto visualizado, porque podem ser influenciadas por nossos conceitos lingüísticos, pelas emoções e sentimentos. Assim, a percepção original pode tornar-se vulnerável a ambigüidades, como as observadas nas representações de ilusão de ótica. 

A Ilusão
“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. (Saint-Exupéry).

Ao acreditar que o que vemos no nosso cotidiano é a única realidade, estamos completamente iludidos. É como se estivéssemos dentro de um denso nevoeiro, onde a luz, distorcida pela condensação, pode deformar a nossa visão e criar a ilusão. Essa parábola do nevoeiro (um ensinamento hinduísta sobre a ilusão das percepções) é uma alegoria para os nossos preconceitos, nossas atrações e repulsões. Quando sentimos atração ou aversão demasiada por alguém ou alguma coisa, tendemos a enxergar de forma exagerada o objeto ou a pessoa que nos atrai ou repulsa. Se alguém admira uma rosa, por exemplo, tende a ver apenas a beleza das pétalas e fica cego para os espinhos. Porém, se for ferido pelos espinhos pode ficar assustado e passar a ver apenas o perigo dos espinhos, deixando de perceber a beleza da mesma flor, que antes era o seu objeto de admiração.
O filósofo grego Platão, nascido em 428 a.C (há quase 2.500 anos!), acreditava que o mundo que conhecemos não é o verdadeiro. Para ele, a realidade não está no que podemos ver e que, para atingir a verdade e o bem, devemos nos libertar da sedução da visão e nos guiar pela razão. Platão nos mostrou a distinção entre aparência e realidade. Na sua Alegoria da Caverna ele disse que as pessoas vivem como se estivessem aprisionadas, desde a infância, numa caverna escura, acorrentadas de frente para uma parede e de costas para a entrada, onde tem uma fogueira acesa que projeta sombras de coisas e de pessoas que estão do lado de fora. É tudo o que podem ver e, erradamente, consideram as sombras como sendo verdadeiras. Porém, se um dos prisioneiros conseguisse se libertar e saísse da caverna, de início seus olhos seriam ofuscados pela luz, mas aos poucos perceberia que o que via no interior da caverna eram apenas sombras e começaria, então, a ter consciência de que vivia num mundo de aparências, de ilusão e de ignorância. Platão ainda pergunta o que aconteceria a esse homem se ele descesse novamente à caverna para contar a seus amigos o que havia descoberto. Em princípio seus olhos demorariam a acostumar-se às trevas novamente e certamente ele seria ridicularizado, hostilizado e até ameaçado de morte pelos prisioneiros que não acreditariam nas suas “fantasias”.
Esta Alegoria ainda hoje pode nos mostrar que aquilo que acreditamos como real pode ser uma ilusão. Portanto, é importante ter a consciência de que os nossos olhos não podem nos revelar a verdade e a essência do que vemos. Esta é a maneira mais segura de formar uma concepção mais fiel do mundo em que vivemos, porque a visão clara da realidade só é obtida através da percepção da verdadeira Luz, que é o ponto de partida para o crescimento e o aperfeiçoamento humano, que são obtidos por intermédio da razão, pela busca do conhecimento, da justiça e da Verdade.
Como veremos mais adiante, é bom prevenir que há uma distinção entre a caverna platônica e a maçônica: Dentro da caverna de Platão estão as trevas e as ilusões, e fora dela existem a luz e a realidade. Na Caverna Iniciática, segundo Ragon, ao invés de ser um lugar tenebroso, é iluminada interiormente. Fora dela, ao contrário, reina as trevas, as aparências e a ignorância. Isto porque, de acordo com o mesmo autor, no simbolismo maçônico as “Luzes” encontram-se no interior na Loja, e não é por acaso que a palavra Loja [do sânscrito loka, que significa mundo] deriva de uma raiz cujo sentido designa a Luz. 

Vendar os Olhos
“Conheça-te a ti mesmo” (Sócrates).

O ato de vendar os olhos do candidato tem enorme relevância porque marca o princípio do ritual de iniciação e o começo da preparação daquele que será iniciado.
O Ritual não é explícito quanto ao momento em que o candidato deve ser vendado, tanto que em algumas Lojas nos deparamos com pequenas variações nesta ação. Mas isto não é relevante porque sabemos que a Maçonaria tem suas raízes na Tradição Primordial, pela qual se conservam símbolos, conhecimentos, costumes e hábitos que remontam a um passado longínquo.
Porém, o mais importante é que o candidato precisa passar por uma preparação psicológica e espiritual, ser estimulado a fazer uma reflexão prolongada e profunda para que tenha uma compreensão mais realista e coerente de si mesmo.
Mas para refletir sobre nós mesmos é necessário que estejamos isolados e abstraídos. É preciso olhar unicamente para “dentro sem se distrair com o que se passa lá fora. Neste contexto, o uso da venda contribui para fugirmos das “idéias prontas”, isto é, das nossas crenças, preconceitos e prejulgamentos.
Sabemos que com a privação da visão ficamos isolados do mundo exterior. Ficamos perturbados, cheios de dúvidas, angustia e ansiedade. Nesta circunstância vacilamos, tateamos e arrastamo-nos passo a passo e ficamos dependentes de um guia. Nesta obscuridade, o recurso disponível é voltar para nós mesmos e somos compelidos à introspecção, quando então passamos a ter uma visão mais clara sobre nossas atitudes, comportamentos, virtudes e erros.
Até agora discorremos sobre os efeitos aparentes do uso da venda, os quais podem ser experimentados por qualquer pessoa que esteja predisposta, independente de qualquer ritual iniciático.
Mas na Maçonaria o simbolismo da venda extrapola a mera acepção de um estado de cegueira. A venda usada na iniciação maçônica se reveste de uma profunda significação porque o candidato, uma vez vendado, é compelido a se isolar do mundo exterior e, efetivamente, este ato provoca um profundo estado de perplexidade no iniciando, tendo em vista que ele não esperava por este isolamento. Com a privação da visão acentua-se a acuidade dos outros sentidos, principalmente o da audição. E a Maçonaria com isso, segundo Boucher, quer mostrar ao profano que ele “não sabe ver” e que também está habituado aos “ruídos do mundo”, os quais o levam a adotar concepções, crenças e decisões, não por sua livre escolha, mas por influências do meio social no qual ele vive.
A Venda na Maçonaria também não deixa de ser uma representação dos labirintos que permeavam as cavernas iniciáticas da antiguidade. Pelo costume usado em nossa Loja, por exemplo, o candidato já é vendado no momento em que sai da sua residência. O “distante” e tortuoso percurso até o local da iniciação já o leva a perder o sentido de tempo, espaço e localização. Neste estado de desorientação, dúvidas e incertezas é como se o candidato estivesse em um labirinto do qual ele não conhece o trajeto e nem sabe o caminho que leva à saída. Toda esta situação de angústia e dependência provoca no candidato um profundo impacto emocional levando-o a ficar mais reflexivo e preparado para submeter-se às provas iniciáticas.  

Das Trevas à Luz
“E é morrendo que se vive para a vida eterna” (São Francisco de Assis).

            Além do preparo espiritual, estimulado pelo uso da venda e pelo prolongado tempo que permanece em reflexão, o candidato também passa por uma preparação física e moral: Primeiro, é despojado dos metais como símbolo de renúncia aos bens materiais e ao abandono das paixões; em seguida é desnudado de modo a ficar com o coração a descoberto (em sinal de sinceridade e de franqueza), com o joelho direito despido (como sentimento de humildade) e com o pé esquerdo descalço (em sinal de respeito).
            Só depois destas preparações o candidato estará apto a continuar a percorrer os trajetos do Labirinto: Inicialmente ele desce até a Cam.·. de Refl.·. local em que passará pela sua primeira morte e o seu primeiro renascimento ritualísticos. Concluída esta primeira prova o candidato, agora recipiendário, terá novamente os olhos vendados para ser conduzido à porta do Templo lugar que separa o mundo profano da realidade sagrada vivenciada em Loja (“Quem é o temerário que ousa interromper os nossos AAug.·. TTrab.·.?). Em seguida ele deverá transpor as demais provas para confrontar-se com os dilemas da existência humana e passar pelas purificações. Finalmente, e se tiver passado incólume por todas as provas, ele adquire o direito de receber a Luz e o privilégio de, já como neófito, ser admitido às revelações dos Augustos Mistérios.
            O auge do ritual de iniciação está na recompensa da Luz, que é solenemente simbolizada pela retirada da venda: FAÇA-SE A LUZ... E A LUZ FOI FEITA... QUE A LUZ SEJA DADA AO NEÓFITO”. Para o homem que emerge das trevas e do caos este é o seu momento mais glorioso. É como a fênix que, queimada, renasce das próprias cinzas. A grandiosidade desde momento parece explicar um texto bíblico que cita: “Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere os que jazem em trevas” (Isaías 43:7). 
           Ainda, e para esclarecer o alerta feito anteriormente, é necessário fazer a distinção entre o Labirinto e a Caverna Iniciática.
           O Labirinto representa o caminho que o iniciando tem que percorrer para realizar as provas iniciáticas. Caminhar pelo Labirinto é “viajar” pelas experiências da matéria e vagar a esmo pelas sensações de angústia, dúvidas, inquietações e temores. O seu complexo e confuso percurso representa a “descida aos infernos”, as “trevas exteriores”, os estados “errantes” do mundo profano e simboliza a morte ritualística. É como a citação de um texto de Isaías (42:16) que diz: “E guiarei os cegos por um caminho que não conhecem; fá-los-ei andar por veredas que sempre ignoraram...”.
Já a Caverna Iniciática é a representação do mundo e do cosmo, é o local aonde acontece a segunda morte e o segundo renascimento. Não é de se admirar e nem motivo de ceticismo, bastando relembrar as palavras do próprio Cristo que disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:2). Daí porque este local também é conhecido como sendo a “Caverna do Coração”, isto é, a nossa própria consciência, a nossa interioridade mais profunda, a representação do nosso próprio EU. É nesta Caverna, e somente nela, que deve ser assimilado o simbolismo da iniciação, que nos oferece a oportunidade de libertar das ilusões da existência material e renascer para uma realidade espiritual, ascendendo a uma visão mais sagrada do sentido da vida e de nós mesmos. E esta “Ressurreição em Vida” também lembra um texto bíblico (João 3:7): “Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo”. Neste sentido, devemos nos conscientizar que a iniciação é puramente espiritual e que, portanto, ela deve ocorrer do interior de cada iniciado.

Conclusão
“Não, não tenho caminho novo. O que tenho de novo é o jeito de caminhar”.
(Thiago de Mello).
  
O uso da venda na iniciação maçônica ajuda o candidato a fazer uma reflexão sobre si mesmo, e contribui para que ele tenha consciência dos estados “errantes” e das “trevas exteriores” que permeiam o mundo profano, que é influenciado pelas aparências, ilusões e apegos.
 Sem o uso da Venda a cerimônia de iniciação certamente correria o risco de perder muito da sua significação, porque o candidato, ainda contaminado pela vida profana, permaneceria subjugado a suas crenças, preconceitos e prejulgamentos. Do mesmo modo, se ele fosse submetido a olho nu às provas iniciáticas as mesmas poderiam parecer dramatizações ridículas e todo o simbolismo poderia ser visto apenas em sua exterioridade.
 Boucher afirma que “O simbolismo da Venda, que parece tão elementar, é um dos mais profundos de toda a Maçonaria”, e que “Seria lamentável que a Venda simbólica continuasse, mesmo depois de ser desatada e do Choque Iniciático”.
 Compartilhamos da opinião de Boucher porque, por incrível que pareça, ainda encontramos maçons, mesmo em altos degraus da escada de Jacó, que aparentam não ter compreendido qual é o simbolismo da Venda, pois demonstram continuar nos estados “errantes” ou “labirínticos”, com os mesmos apegos, ilusões e vaidades de um profano comum, e permanecem ignorando a necessidade de nos livrar da nossa “Venda congênita”.
 Dizem que o pior cego é aquele que não que ver. É o insensível que, deliberadamente, “venda” os próprios olhos e passa a ignorar as aflições dos seus semelhantes e as preocupações do mundo em que vivemos.
E quanto a nós, será que realmente já tomamos consciência da necessidade de desatar a Venda que cobre os nossos próprios olhos?


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 Referência Bibliográfica

1.  BOUCHER, Jules. A Simbólica Maçônica. Pensamento. 1979

2.  GUENON, René. Os Símbolos da Ciência Sagrada. Ed. Pensamento

3.  VAROLI, Theobaldo. Curso de Maçonaria Simbólica. Gazeta. 1981.

4.  ZOCCOLI, Hiran L. Maçonaria Esotérica - Grau I. 1991.

5.  ZOCCOLI, Hiran L. A Iniciação Maçônica. 1985.

6.  CARVALHO, Assis. O Aprendiz Maçom. Trolha, 1995.

7.  BAYARD, Jean-Pierre. A Espiritualidade da Maçonaria. Madras. 2004.

8.  CAMINO, Rizzardo. Dicionário Maçônico. Madras. 2004.

9.  MARINOFF, Lou. Mais Platão, Menos Prosac. Record. 2004

10. GOB. Ritual do Grau 1 – REAA. 2001.



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É preciso fazer antecipadamente a distinção das seguintes expressões, com base em Boucher, na sua A Simbólica Maçônica, pág. 86:
- Postulante: aquele que solicita a sua filiação na Maçonaria;
- Candidato: aquele que a Loja consentiu a sua admissão;
- Recipiendário: aquele que foi admitido às provas;
- Neófito: aquele que passou pelas provas (que nasceu de novo);
- Iniciado: aquele admitido no grau que lhe é conferido.

Aprendemos na escola que temos cinco sentidos, mas na verdade são seis. Enquanto os cinco sentidos tradicionais [visão, audição, olfato, paladar e tato] captam os sinais de fora do corpo, o sexto sentido cuida dos sinais do nosso próprio corpo. É o sentido da propriocepção, isto é, a percepção do próprio corpo, do movimento corporal e do equilíbrio.  É por meio deste sentido que podemos ficar de pé, eretos, equilibrados, nos movimentar e fazer coisas de forma automática e até de olhos fechados.

   Na antiguidade a mente era um dos aspectos da alma, do espírito. O filósofo Descartes (1596 – 1650) fez a divisão entre mente e matéria e nos deixou como herança o racionalismo de que “somos separados do mundo”. Com o avanço da neurociência, surgiram novas pesquisas sobre a compreensão da vida, onde: A mente é identificada com o “processo de viver” e o cérebro é uma estrutura na qual se dá este processo. A cognição é o processo do conhecimento. A percepção, emoção e comportamento também envolvem todo o processo da vida e são auto-influenciados pelo ambiente e pela nossa dinâmica interna.

  O Ritual do 1º Grau – Aprendiz – REAA (GOB, 2001, pág. 72) estabelece que o “candidato deve ser introduzido no edifício de modo que não veja, nem conheça ninguém, se não o seu introdutor” e, “[O candidato] É levado à Cam.·. de Refl.·. por um dos EExp.·., que se apresenta sem insígnias e encapuzado, enquanto não lhe tiver vendado os olhos...