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5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ 4


TEMA: TEMPLO MAÇÔNICO 


                Desde que o ser humano aprendeu a reconhecer a existência de um ser supremo no Universo, que lhe deu origem e vida e que condiciona, orienta e comanda os seres que criou, ele também aprendeu a respeitar esta divindade, a tentar interpretar as suas manifestações e a exteriorizar os seus sentimentos sobre a forma de credos mais ou menos complexos. Para isso, locais especiais preparados de forma adequada e adornados de acordo com o grau de desenvolvimento dos povos, foram e são utilizados para as práticas religiosas e sagradas. Estes lugares sempre foram cercados de cuidados e segurança contra indivíduos estranhos e ameaçadores e intempéries. Com o passar dos tempos foram adquirindo características místicas, de acordo com o grau evolutivo da cultura que os construía e, para seu serviço, foram sendo treinados homens e mulheres, que transmitiam os ofícios litúrgicos de geração em geração, por processo permanente a seu serviço.
               
Um templo apresenta, em geral, uma distribuição interna do espaço, de acordo com a seita, ordem ou religião a que serve. Sendo esses espaços comuns à maioria dos templos, podendo-se citar:
                
1 – Local onde a divindade se manifesta. Normalmente é um altar de pedra ou de madeira, colocado em um ponto proeminente e bem visível, destacando-se no conjunto arquitetônico da construção.
                
2 – Concentração dos fiéis. Este espaço de razoável amplitude, devendo comportar a totalidade dos fiéis. Possui abertura para o exterior, não raro guardadas por animais selvagens ou seres mitológicos.
                
3 – Praça ou altar de sacrifícios. É aquele que o rito pratica seu ofertório sacrificial, seja ele realmente um sacrifício ou por meio de atos teatral. Estes atos costumam ser interpretados, também no espaço sacrificial do templo.
                
4 – Locais de iniciação de sacerdotes ou adeptos. Costumam ser reservados espaços específicos, dentro ou fora do templo, para a realização dos atos litúrgicos referentes as iniciações ou aceitação do pessoal que se dedicará ao serviço do rito ou do templo . Ai estão depositados os materiais iniciáticos, os altares ou tronos específicos, as câmaras de expiação, etc..
                
Além dessas características, os templos costumam ostentar ornamentos diversos, de acordo com a filosofia que orienta a seita, ordem ou religião. Normalmente encerram significados simbólicos, que servem para preservar os ensinamentos contra as mutações semânticas da língua predominante entre os adeptos, garantindo a sua perpetuidade.
                
O templo Maçônico é, em si mesmo, um símbolo múltiplo, dentro do qual devem ser desenvolvidas e aprimoradas as qualidades consideradas pela filosofia Maçônica como indispensáveis para atingir a perfeição. Se o homem é um templo, e se os templos são os locais de manifestações e adoração do G .’. A .’. D .’. U .’., constitui-se dever do homem buscar, em si mesmo, as manifestações divinas que tornam um ser impar na natureza, ele que tem consciência do que deve ser e o que deve fazer para o ser.
                
A Maçonaria utiliza templos para a prática de sua liturgia, inspira-se nos relatos bíblicos sobre a construção do templo de Salomão, associados à práticas e lendas cristãs da Idade Média e conhecimentos ocultistas.
               
O Templo Maçônico tem forma retangular ou de um quadrilongo, seu comprimento é do oriente ao ocidente, sua largura de Norte a Sul, sua altura da Terra ao Zênite e sua profundidade da superfície ao centro da terra. Divide-se internamente em dois espaços, separado por uma balaustrada: O Oriente, de onde nasce a luz para os MM.’.; e o Ocidente de onde chegam os MM.’. em busca da luz. No Oriente tem acento o Vem.’. M.’. e os MM.’. que, por dever de ofício, direito honorífico ou convite específico, ali se colocam durante os trabalhos. No Ocidente tem assento os demais IIr.'..
                
Dá-se também a orientação do templo no sentido Oriente – Ocidente, seja porque essa era a orientação do templo de Salomão, seja porque, a sabedoria e a cultura veio do Oriente para o Ocidente, ou porque o Sol, símbolo da Sabedoria, ergue-se no Oriente, dirigindo-se para o ocidente.
                
O Templo Maçônico é decorado com Ornamentos e revestido de Paramentos e Jóias.
                  
Os Ornamentos são: Pavimento mosaico, Orla dentada e a Corda de oitenta e um nós.
                
Os Paramentos são: O L.’. da L.’., Esquadro e o Compasso.
                
As Jóias são: Fixas (Prancha da Loja, P.’. B.’. e P.’. P.’.), e as Jóias móveis (Esquadro, Prumo e Nível).
                
Doze colunas zodiacais são colocadas nos lados do templo, simbolizando a luz que todos os MM.’. recebem no interior do templo.
                
No Oriente, há três altares, a saber: do Ven.’. M.’. (retangular), do Or.’., do Secr.’. (triangulares).
                
No Ocidente existem quatro altares: 1o Vig.’., 2o Vig.’., Tes.’., Chanc.’..
                
O hábito de Estrelar o teto dos Templos tem sua origem no Egito antigo, notado no magnifico Templo de Carnac (hoje, Luxar). Porém para a simbologia Maçônica é correto que ele tenha apenas a presença do Sol e da Lua, e as nuvens de cor, mostrando a transição do dia (Oriente), para a noite (Ocidente).
                
Duas colunas denominadas de J.’. e B.’. ficam de cada lado externo da porta.
                
Podemos interpretar que o Templo Maçônico é o Símbolo do Universo, pois Deus ocupa todo o espaço e todo o tempo universal. Ele reproduz o macrocosmo em um microcosmo; segundo a máxima hermética: “Assim como é em cima é em baixo”. 

                                        A .’. M .’.  CARLOS ROBERTO SIMÕES

                                       A .’. M .’.  WALTER PEREIRA DE CARVALHO 


BIBLIOGRAFIA: 
·        SEMINÁRIO GERAL DE MESTRES MAÇONS

         Instituto de Estudos Maçônicos Específicos

·        LITURGIA E RITUALÍSTICA DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM    (Castellani, José)

5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ 3


TEMA: SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE NA MAÇONARIA

À
GLORIA DO G\A\D\U\

                    
Ao sermos iniciados na Maçonaria, aprendemos que ela é uma associação de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o  G..A..D..U..,e  que tem como principio a LIBERDADE, IGUALDADE E  FRATERNIDADE.                
                      
Neste nosso trabalho, tentaremos falar alguma coisa sobre um dos princípios da Maçonaria que é aFRATERNIDADE e a SOLIDARIEDADE
                      
A palavra FRATERNIDADE pressupõe amor, abnegação, desvelo, compreensão e tolerância, enquanto a SOLIDARIEDADE seria um sentido moral que vincula o individuo a vida, aos interesses e às responsabilidades de um grupo social, nação ou da própria humanidade. 
                      
Nós, Maçons, temos conhecimento de que nosso dever é fazer o bem, sem olhar a quem. Devemos verificar as necessidades alheias e mesmo de nossos Irmãos para que cumpramos com eficiência nossa obrigação do dever assumido. 
                      
A atitude solidária é à saída de si para se dar ao outro, quem quer que ele seja . Ela não acontece  apenas entre amigos , mas se estende a todos . Ela é o olhar atento que capta a  necessidade do outro. A solidariedade revela o quanto uma  pessoa é verdadeiramente humana.  Em outras palavras, a pessoa “verdadeira” é aquela que é solidária ao outro nos momentos de  felicidade e nas situações de dor e de sofrimento.  Em determinadas ocasiões será aquele que estará  ao lado do outro, silenciosamente , “colocando-se na sua pele”.  A solidariedade será, num mundo  marcado pelas desigualdades e injustiças, o gesto de abraçar a causa  de todos os que vivem  “à margem da vida”. 
                     
Vivemos hoje, num “sistema” que estimula as pessoas a lutarem, freneticamente , por tudo aquilo que as desfigura em sua própria essência: a ambição e a ganância sem limites , a fome pelo poder  que oprime os outros,o consumo desenfreado, o narcisismo, a  ostentação , o   individualismo , a inveja e a competição a qualquer preço. Só tem valor quem possui, quem domina e manipula o outro. Para “subir na vida, vencem aqueles que são” espertos e aqueles que, “bajulam” e que fazem “alianças estratégicas”. 
                      
Não podemos esquecer que a Maçonaria também tem suas regras, e cada Maçom tem suas obrigações individuais, como por exemplo, o dever de freqüência, o de ser pontual com seus compromissos, e principalmente reconhecer como Irmão todo Maçom regular, ajudando-o, protegendo-o e defendendo-o, sempre de forma justa, contra as injustiças do mundo profano, se necessário for com riscos da própria vida .

                      
Bem caríssimos IIrm\ , levando-se em consideração que todo Maçom deve ter uma conduta digna e reta  pode-se concluir como é difícil “ser Maçom de verdade”, não que se possa dizer que a Maçonaria exija demais de nós, mas sim pela conduta individual de muitos Maçons imperfeitos. Estes Maçons imperfeitos são aqueles Irmãos que mesmo tendo sido agraciados com a oportunidade de ingressar nesta tão sublime ordem, o que lhes proporciona conviver  com  princípios tão nobres, por vezes são conduzidos pela própria vaidade, deixando escapar por entre os dedos à oportunidade de tentarem se igualar a tantos verdadeiros Maçons. 
                      
Por isso, nós através da Fraternidade, devemos sempre  aprimorar nossas relações sociais  com os irmãos, com nossos familiares e com os profanos e ser também  mais  Tolerantes, ou seja, mais calmos, ponderados  e  justos em nossas decisões e  menos agressivos, para  podermos desenvolver em nossos corações a CARIDADE e com ela  aliviar o sofrimento alheio, em vencer  nossas próprias paixões e más tendências e a amar ao próximo como nos amou o G..A..D..U...  
                      
Para encerrar, gostaria de citar São Francisco de Assis , em sua Oração, onde ele faz um relato da mais bela filosofia do Amor ao Próximo:

                      “Senhor! Fazei de mim um instrumento da tua Paz”,
                        Onde houver trevas, que eu leve a luz,
                        Onde houver ódio que eu leve o perdão,
                        Onde houver dúvida que eu leve a fé,
                        Onde houver desespero que eu leve esperança,
                        Onde houver discórdia que eu leve união,
                        Fazei-me antes, Senhor,
                        Amar que ser amado,
                         Perdoar que ser perdoado,
                         Pois é dando que se recebe,
                         Perdoando que se  é perdoado,
                         E é morrendo que se vive, para a vida eterna ““.

BIBLIOGRAFIA: 
-         RITUAL DE APRENDIZ MAÇOM - RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO (Grande Oriente Paulista)
-         BOLETIM INFORMATIVO - O APRENDIZ
-         EDITORA A TROLHA
-         OPINIÕES PESSOAIS DOS INTEGRANTES DESTE TRABALHO. 

Trabalho efetuado pelos IIr:.
Jairo Bonifácio
Marcelo da Silva Marques
Ronaldo Nunes
Marcio Felipe Dutra


5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ 2


“tema: FRATERNIDADE, FANATISMO E IGNORÂNCIA”
                                                                                                              
                                                
Abraão Lincoln, Presidente dos Estados Unidos da América do Norte no século passado, maçom e um dos mais proeminentes defensores da verdadeira fraternidade maçônica, numa ocasião em Loja, quando seus irmãos lhe pediram uma explicação do sentido da palavra fraternidade, Lincoln citou o seguinte exemplo :- Ele mesmo, num inverno gélido da América do Norte, encontrava-se nas proximidades de um outeiro, coberto de neve, observando com curiosidade dois rapazotes que alegremente desceram o morro sobre um trenó. Após a chegada do veículo ao pé da colina, o rapaz maior pôs o pequeno nas costas e o carregou na garupa até o cume da elevação, puxando, ao mesmo tempo, ofegante, o seu pesado trenó em uma corda morro acima. Várias vezes já tinham descido e subido, quando, após outra descida Lincoln se aproximou do rapaz mais velho e lhe dirigiu a palavra: “Mas é uma pesada carga que tu sempre levas morro acima”. O interpelado, entretanto, respondeu sorridente: “Não senhor, esta carga não me pesa, pois este é meu irmão”. Para Lincoln fora sempre esta resposta a mais acertada definição da palavra fraternidade, a frase tão simples e ingênua: Esta carga não me pesa, pois este é meu irmão”. Amor fraternal requer um  espírito elevado.

Feliz toda Loja Maçônica onde reina este verdadeiro espírito de fraternidade. Este amor fraternal é o cimento místico que une os verdadeiros maçons dentro de uma loja. Combatemos em nossas Lojas o vício, a vaidade e o nosso egoísmo, que é o maior inimigo da fraternidade. O Lídimo Maçom, porém , age sempre dentro dos princípios da fraternidade. Condição primordial para tanto é que os irmãos de uma loja se conheçam bem e não só superficialmente, assim que cada um pode ter plena confiança no outro, pois pode chegar o momento em que o nosso espírito de fraternidade é posto a prova contra eventuais difamadores profanos e até mesmo, contra  “Irmãos” que ao terem seus próprios interesses  pessoais contrariados se esquecem dos princípios maçônicos chegando a se negar receber o cumprimento fraternal de outro Irmão. O estreitamento dos laços de amizade e fraternidade devia ser a maior preocupação dos dirigentes de uma oficina. Para tanto não é preciso qualquer sacrifício. Quando por exemplo no dia do aniversário  ou numa outra ocasião festiva familiar de um Irmão, um telegrama, um cartão ou um simples telefonema para este Irmão, aprofundamos em nós mesmos o sentimento humanitário e no coração de nosso Irmão, produz um efeito salutar, pois este Irmão Maçom percebe, satisfeito que não é um mero número dentro de sua Loja, mas sim uma personalidade estimada por seus Irmãos.

Há muitas idéias poderosamente benéficas que não se realizaram por causa das condições egoístas em que vivemos.

Devemos difundir a idéia de que a verdadeira guerra santa é a que fazemos na vida conosco mesmos, quando lutamos pelo nosso melhoramento moral. Se alguém sentir-se incapaz para empreender a luta, ilumine seus pensamentos com uma só filosofia e penetre o verdadeiro conhecimento da lei da vida e tenha o máximo cuidado de interrogar a si mesmo com o rigor e a imparcialidade que convém. Ora, se há ponto em que mais imparciais precisamos ser, é precisamente no que aos nossos pensamentos diz respeito e o que ao nosso modo de julgar e de apreciar se refere.

Por mais bela e fecunda que seja uma semente, jamais nada  ela produzirá, se não conseguir irromper a luz. O embrião das boas ações, dos gestos generosos, das atitudes corretas, todos os têm, mas sucede que muitos o deixam morrer, outros os encaram com indiferença, como se a vida fosse um mero jogo de crianças, uma simples competição de interesses, ou uma cruel rivalidade de egoísmo e ambições.

Assim sendo, é bom lembrarmos o que é fraternidade: união ou convivência como irmão, amor ao próximo, fraternização, harmonia, paz, concórdia; bem como o que é Maçonaria: uma associação de homens sábios e virtuosos, que se consideram irmãos entre si, cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente ligados por laços de reciproca Estima, Confiança e Amizade, estimulando-se uns aos outros, na prática das virtudes.

Considerando as definições acima, a Fraternidade Maçônica tem que ser pura, devendo se apresentar onde couber uma causa justa. O verdadeiro Maçom pratica o bem e leva sua solicitude aos infelizes, quaisquer que sejam eles, devendo desprezar o egoísmo e a imoralidade, dedicando-se aos seus semelhantes, pois o sentimento de Fraternidade para o Maçom deve ser um sentimento nato, e assim sendo, a Fraternidade Maçônica deve ser o ideal de todo e qualquer Maçom, tendo em vista que é o laço sagrado que une a todos os Maçons, independentemente de Lojas e Potências a que pertençam. Fizemos um juramento, e por ele somos unidos; somos uma família, e a família é a matriz do homem e o berço da sociedade. “Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros”. (Epístola aos Romanos, l2-10).

E quando falarmos de Fraternidade, recordemos sempre o caso que contou o Presidente Lincoln aos seus Irmãos Maçons e gravemos em nossa memória aquela frase que ficou célebre nas Lojas Americanas: ”Esta carga não me pesa, pois este é meu Irmão”.   

                                 FANATISMO

Fanatismo: advém do latim “fanum”, templo, lugar sagrado. Em latim, “Fanaticus”, era o inspirado, o entusiasmado, o agitado por furor divino. Posteriormente tomou o sentido de exaltado, de delirante, de frenético, e, finalmente, o de supersticioso.

Os fanáticos eram os sacerdotes antigos do culto de Ísis, Cibele e Belona, etc., que eram tomados de delírio sagrado, e que laceravam-se até fazer correr sangue. A palavra tomou, assim, um sentido de misticismo vulgar, que admitia poderes ocultos, que podem intervir graças ao uso de certos rituais.

O mesmo termo é usado para indicar a intolerância obstinada daquele que luta por uma posição, considerada por ele, evidentemente e verdadeira, estando disposto a empregar até a violência para a validade de suas opiniões e na tentativa de converter a outros que não aceitam suas idéias. Torna-se o termo, por extensão, o apontador de toda e qualquer crença, religiosa ou não, onde há demonstração obstinada por parte de quem a segue.

O fanático, em vez de fazer de sua fé um caminho de libertação, faz dela uma prisão para si mesmo e para os outros. Em vez de aprofundar as verdades da fé para iluminar com elas a vida, aceita a letra dessas verdades sem saborear o conteúdo das mesmas. O fanático não dialoga. Fala sozinho. Para ele, quem tem a mesma fé não precisa dizer nada. E quem não tem a mesma fé, não tem nada a dizer e merece o desprezo e a condenação, aqui e na eternidade.

O fanatismo é uma fé cega, inconsciente, irrefletida, em muitos casos independente da própria vontade que o ser humano sente por uma doutrina ou um partido. A religião do fanático não se fundamenta no amor, mas no medo. Medo de errar, de pecar, de desviar-se do caminho. Ele fala demais para não escutar. Acredita que a melhor defesa da própria fé é o ataque a fé dos outros. 

Como podemos ver meus Irmãos o fanatismo é a veneração exagerada de uma idéia, uma religião, etc. Devemos pois, então ter muito cuidado com o nosso modo de agir não deixando-nos levar por um entusiasmo exagerado, para que, por conta de um exibicionismo ridículo ou por conta de uma conduta exacerbada sejamos levado a um comportamento incompatível, para com os princípios maçônicos.

A Maçonaria condena o Fanatismo com todas as suas forças. Em vários graus, as instruções giram em torno desta execrável paixão, considerada como um dos inimigos da Ordem Maçônica.  “Um passo mais além do entusiasmo, e se cai no fanatismo; outro passo mais e se chega a loucura”. Jean  B.F. Descuret) 


                                                  A IGNORÂNCIA 

1 - A Ignorância no mundo profano. 

Pejorativamente, chamam-se pessoas de IGNORANTES no afã de lhes desafiar os brios, tentando mostrar uma faceta grossa, obscura e de atraso evolutivo onde a IGNORÂNCIA  é encarada como a mãe de todos os vícios e seu principio o de nada saber ou  saber mal. Eis porque afirmarem o muito das vezes ser o IGNORANTE  um ser grosseiro, irascível e perigoso, perturbando e desarmonizando a sociedade, não permitindo que os homens conheçam seus direitos. Mesmo vivendo em um Estado LIBERAL eles tornam-se escravos por conta de sua ignorância. Ë comum em muitas regiões, as vezes nem tão longínquas deste nosso Brasil, ouvirmos falar de escravidão.

  Como um “Coronel” nordestino, numa entrevista, a anos atrás, ao Fantástico, na qual  gabava-se que todos os trabalhadores de sua fazenda tinham boa moradia, mas admitia que escola e igreja ele não permitia, assim como nenhum tipo de cultivo junto a moradia dos colonos, e que tudo que estes necessitassem deveria ser adquirido no armazém da fazenda, o que resultava invariavelmente ao final do mês este colono ficar devendo ao Coronel. Isto na realidade representa dois tipos de escravidão:- Uma física e outra intelectual, e vejam bem, sem ter o ônus de adquirir o escravo como antigamente.

Isso não é um caso isolado. Na verdade o próprio Estado, que deveria zelar pelo desenvolvimento cultural do povo,  age em sentido contrário. A maioria das medidas sérias visando aprimorar a qualidade da educação são abandonadas, enquanto isso medidas populistas, eleitoreiras e inócuas são adotadas.

Nessa situação, com a maioria da população mantida no estado de semi analfabetismo, aqueles que detém o poder podem usar o povo como “massa de manobra”, destarte imperando a impunidade.

Além do problema educacional, temos um outro muito mais grave. O problema da corrupção. Pegue-se o exemplo da cidade de São Paulo, dilapidada a céu aberto. Porque  isso aconteceu? Aconteceu porque a população, mesmo a mais informada, virou as costas para a cidade; a maioria sequer sabe em quem votou para vereador. E os que sabem raramente acompanham sua atuação. Como conseqüência temos uma impunidade crônica, campo fértil para a atuação das máfias. A impunidade prospera de fato, quando a ignorância dos direitos sobressai e impera. E qual seria a solução? A solução não esta na policia, mas nas salas de aula. Assim como ensinam matemática e português, as escolas devem levar a sério, e não apenas em momentos especiais, mas diariamente, a disseminação das noções de direitos e deveres.

Isto só serve para demonstrar que apesar de Constituições Liberais, um povo ignorante acaba se tornando escravo. São inimigos do progresso, que, para dominarem, afugentam as luzes, intensificam as trevas e permanecem em constante combate contra a Verdade, o bem e a Perfeição.


2 - A ignorância no mundo maçônico.

Na evolução da humanidade, as verdades da vida vão se aclarando de acordo com o ritmo que as inteligências captam o descortinar do conhecimento. Grandes filósofos, profetas e mesmo o Mestre que foi Cristo, não puderam trazer toda a luz dos seus conhecimentos porque havia de ser respeitada a IGNORÂNCIA da época e o nível intelectual que as sociedades se apresentavam.

Na filosofia maçônica também acontece esse respeito. O Apr\ conhece tudo aquilo que uma ponta de véu levantado lhe permite entender, o mesmo acontecendo com o Mestre e os diferentes graus.

A IGNORÂNCIA não é de toda inoportuna. Às vezes ela tem utilidade. “QUEM MAIS SABE, MAIS SOFRE”, isso explica quando tal conhecimento está ligado às aflições, porém no patamar do equilíbrio, o saber é sempre bem visto, pois poderá despertar no homem o ensejo de servir como “professor” daqueles que estão ainda no estágio de IGNORÂNCIA. 

A vida plena do homem nos leva a entender que somos IGNORANTES nos mais diversos graus. Quando o homem evolui e procura alcançar um estágio na vida, galgando assim um cume, logo poderá observar que de cima desse cume haverá uma nova planície a percorrer, que lhe proporcionará nova jornada de conhecimentos. A IGNORÂNCIA poderá ser reduzida, porém sempre existirá, pois ela faz parte das metas e objetivos do homem. O conhecimento total ao G\A\D\U\pertence.

A IGNORÂNCIA é a grande alavanca que dá ao homem o estímulo para a luta do saber. Os graus da maçonaria são os maiores exemplos da disciplina, onde a verdade será descoberta de acordo com a condição interna de cada aprendiz.

Ser IGNORANTE não é pejorativo, é, antes de mais nada, um estado evolutivo.

Perto de coisas maiores, todos somos IGNORANTES. Os discípulos ignoravam a grandeza de propósito que estava guardada na mente e no peito de JESUS. Com o aprendizado, eles lutaram e cresceram, dando um passo a mais no saber, deixando sua IGNORÂNCIA um pouco mais curta.                                                                      
                      

5º INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ


INSTRUÇÕES DO GRAU DE APRENDIZ  TRABALHO DE QUINTA INSTRUÇÃO

Tema: “A Estrutura do Templo e a Representação Simbólica da Loja” 


A  G\ D\ G\ A\  D\ U\


“O templo representa o Universo que é o Templo de Deus, cuja contrapartida é o corpo do homem. No interior do Sagrado Templo há uma câmara destinada à reunião geral para estudar as obras de Deus. É  a câmara interna, é o sol do Templo, o lugar santo onde mora a Presença de Deus: a Loja.
  (...)
Tudo isso quer dizer que, como o Universo não tem limites e é um atributo de Deus que abarca tudo, assim também a Loja, o “Logos”, o Cristo dentro do homem, por definição não tem limites, está dentro e fora e tudo o que é feito por Ele foi feito.” (Adoum, Jorge; GRAU DE APRENDIZ E SEUS MISTÉRIOS, ed. Pensamento - 1993.)

Já  esmiuçamos em trabalhos anteriores a forma da Loja, citando o Templo de Jerusalém como imagem e representação do Universo e todas as  maravilhas da criação. A Loja representa a superfície da terra com os quatro pontos cardeais:  Oriente, Ocidente (“caminho da luz”), Norte e Sul, sua largura; com terra, fogo e água sob nossos pés, e ar sobre as nossas cabeças, acima das quais representa o teto da Loja um céu estrelado, símbolo de um mundo imaterial. 

Sustentada por três CCol\, a Loja de Aprendiz é governada pelo Ven\, fonte e fundamento da SABEDORIA em sua Loja, e pelos IIr\ Primeiro e Segundo Vigilantes, que representam as CCol\ da FORÇA e da BELEZA, respectivamente.

No significado histórico e filosófico das três CCol\, a sabedoria jônica venceu a força espartana (dórica) e, quando ato e potência se equilibraram, surgiu a beleza, que se completou mais tarde, já na época helenística, ensejando a perfeição da colunacoríntia e completando o ternário, o qual, por sua vez, viria a repercurtir em toda a história da humanidade.

É regra colocar as CCol\ sobre o Altar das três luzes (Ven\ e VVig\), cada qual com sua coluna correspondente,  figuradas nos Altares por Pilares: o Pilar da SABEDORIA no Oriente; no Setentrião, o Pilar da FORÇA e no Sul, o da BELEZA. Representam o complemento de tudo, uma vez que SABEDORIA, FORÇA e BELEZA retratam os três aspectos da Criação: o Idealizador, o G\ A\, Aquele que imagina a perfeição e assim torna perfeita essa imagem; a Potência, que constrói a perfeição de Si, ou a que nos sustém em nossas dificuldades; e a Qualidade de quem Se reconhece na própria obra e ali contempla a própria perfeição.

A Beleza, enfim, é o que nos agrada os sentidos com seus padrões estéticos: “Deus contemplou sua obra, e viu que tudo era muito bom” (Gen., 1:31).
     
A SABEDORIA, um dos Pilares mestres da nossa Ordem, nos obriga a relembrar certos ensinamentos , os quais fomos imbuídos a praticar. A busca incessante do Saber, a Tolerância, o Amor Fraternal, o Respeito para com os nossos semelhantes - bem como o respeito próprio, a busca da Verdade, da prática do Bem e da Perfeição.
      
Segundo o Ritual de A\ M\ , o Ir\ Primeiro Vig\nos diz que nos reunimos em Loja para “ Combater o despotismo, a ignorância,  os preconceitos e os erros. Para glorificar a Verdade e a Justiça. Para promover o Bem Estar da Pátria e da Humanidade, levantando TTempl\ à Virtude e cavando masmorras ao vício.“.  Ou seja: combater, com toda certeza, a ignorância, que é a argamassa do vício, do egoísmo, da desonestidade, do fanatismo e da superstição. em outras oportunidades, já tratamos dos primeiros - falemos agora desses dois últimos: o fanatismo e a superstição.

A superstição e o fanatismo são duas graves moléstias que afligem os espíritos místicos ignorantes. Este é a religião radical, despida da razão e do saber e afastada do conhecimento verdadeiro. Leva ao Mal pelo abandono do bom senso e pela escravidão do intelecto - é a regra que o fanático deixe de pensar por si próprio e entregue-se a idéias preconcebidas (preconceitos) e rejeite sua liberdade pela escravidão a um “líder” ou falso Messias.

A superstição, por sua vez, é um arremedo de religião, é a religião deturpada, onde a ignorância ocupa o lugar que seria o da Fé. É o culto da imperfeição e da mendacidade, em que se desiste de compreender a natureza do Bem, transformando em bem o que seja do interesse próprio e da conveniência.
     
Contra todos esses males a prática da Solidariedade haverá, por certo, de fortalecer nossa Fraternidade. Não pelas vantagens morais ou materiais que se cogita tenha advindo do fato de nos termos tornado MM\. A simples vantagem material, no interesse egoístico do indivíduo, é estranha às práticas e à ética dos MM\.Vantagens morais de fato há: residirão dentro de cada um de nós, resultados da firmeza de nosso caráter.

Esta firmeza virá como fruto do nosso ofício (desbastar a P\ B\) e da nítida compreensão dos Deveres e dos Ideais estabelecidos por nossa Ordem - A Moral e a Honra.

A Solidariedade Maçônica não consiste, como crêem o vulgo e o profano, no amparo incondicional de um Ir\ ao outro e os laços da Fraternidade, quanto ao amparo moral ou material (individual ou coletivo), são oferecidos àqueles que apesar de praticarem o Bem sofrem os revezes das vida; para os que, trabalhando lícita e honradamente, correm o risco de soçobrar; ou mesmo para os que, tendo fortunas, sentem infelicidade em seu interior e amargas suas almas. Para estes IIr\ a Solidariedade Maçônica deverá  e será colocada em prática, pois aí haverá uma causa justa e nobre.

Em nossa iniciação, juramos amar o Próximo como a nós mesmos,  cuja máxima representava o compasso sobre o nosso peito, na justa medida para a construção do mundo de Fraternidade Universal. Juramos ainda defender e socorrer nossos IIr\ ; todavia, quando um Ir\ se desvia da Moral que nos fortifica, ele simplesmente rompe a Solidariedade que nos une. Estará então em condições notórias de deixar de ser um Ir\, perdendo todos os direitos ao nosso auxílio material e, principalmente, ao nosso amparo moral.

Essa Solidariedade não dá guarida à ignorância e ao preconceito: em igualdade de circunstâncias, podemos preferir um Ir\ a um profano; mas nunca devemos fazê-lo se assim cometermos uma injustiça - a cada um, o que é de seu mérito. Ela não existe para ferir nossa consciência. Seus ensinamentos nos conduzem a proteger um Ir\ no que for justo e honesto, mas sem boas e justas razões não devemos favorecê-lo pelo simples fato de ser Ir\.

Ademais, tal Princípio nos ensina tanto a dar quanto a não pedir sem a justa necessidade.

A Ordem, idealmente, só admite entre os seus membros aqueles que são probos, de caráter ilibado, que tenham a faculdade chamada inteligência e que sejam livres e de bons costumes. Assim é natural que MM. cheguem a posições sociais elevadas, visto se destacarem por suas qualidades pessoais. Se alguém pretende obter o mesmo utilizando-se unicamente de um sistema de favorecimento, proteção e acobertamento, faz mal em entrar para o seu seio. Sua admissão padece de vício insanável, de erro essencial quanto à pessoa. Para estes casos, nossa Ação Moral, nossos Princípios e Leis haverão de ser instrumentos seguros para separarmos o joio do trigo - e ficarmos com o trigo.

A Solidariedade, aliás, não está adstrita aos Ir\: estende-se a todos os Homens e se materializa não apenas no amparo imediato, mas na educação. O exercício da Solidariedade, assim, deve pautar-se em duas palavras - tolerância e humildade. A predominância da Humildade se faz necessária em todos as ações que empreendermos e desenvolvermos, para que o auxílio não se transforme em esmola e enodoe a alma do necessitado. A Tolerância para com os nossos semelhantes, quer em suas opiniões, quer em suas crenças, impõe-se para garantir a Liberdade e a Justiça. É pensamento muito bem traduzido por Voltaire: “Discordo de tudo quanto dizes, mas defendo até a morte o direito de dizê-lo.”

Ambas serão, portanto, utilizadas para Educar os que necessitam e, pelo processo dual, nos educarmos. Ensinar aquilo que realmente sabemos e com isto nos instruir também. Corrigir e alertar para os erros que atentem quanto à ética e compromissos inerentes à sociedade.

Cabe aqui encerrar com La Fontaine, em trecho do prefácio de “FÁBULAS DE ESOPO”: “Antes de sermos obrigados a corrigir nossos maus hábitos, é necessário que nos esforcemos para torná-los bons”.

BIBLIOGRAFIA: 
1.    Varoli Filho, Theobaldo; CURSO DE MAÇONARIA SIMBÓLICA - Aprendiz (1º Tomo), ed. A Gazeta Maçônica.
2.    Figueiredo, Joaquim Gervásio de; DICIONÁRIO DE MAÇONARIA, ed. Pensamento - 1994.
3.    Castellani, José; DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO MAÇÔNICO, ed. Maçônica “A Trolha”, 1ª ed.-1993.
4.    Adoum, Jorge; GRAU DE APRENDIZ E SEUS MISTÉRIOS, ed. Pensamento - 1993.
5.    Leadbeater, C. W.; A VIDA OCULTA NA MAÇONARIA, ed. Biblioteca Maçônica - 1994; trad. de Joaquim Gervásio de Figueiredo.
6.    A BÍBLIA SAGRADA, ed. Ave-Maria. 


SÍNDROME DA PUREZA


Na origem da Maçonaria, nos primórdios do tempo quando o setor sagrado do homem percebeu a irreprimível e insolúvel luta pelo predomínio entre o bem e o mau, a Lei da dualidade em ação buscou o equilíbrio.

Inúmeras foram as sendas perscrutadas no afã de manter a hegemonia dessa energia eficiente invocada do pendor inerente à sabedoria transcendente permeável ao Todo, onde nós estamos integrados.

O verdadeiro maçom deve estar sintonizado com essas sublimes condições, já que a implícita filosofia tem uma abrangência amplamente consciente com a formalidade imanente à Natureza, isto é, a fonte de insofismável harmonia.
O Ser Supremo GADU, Deus, o Onipresente mantendo a justa lógica deixou fluir sem opressão o fator que denominamos livre-arbítrio. Essa é uma corrente sinuosa e de variegadas alternativas. O arco-íris forma uma linda imagem com suas sete cores, decorrendo dessas a origem de inúmeras outras. Assim é a nossa mente formadora do ideal e elementar razão. Donde a conclusão depende da experiência vivida por cada indivíduo, o discernimento conhecido por cultura individual ou coletiva.

Na nossa Ordem, os obreiros neófitos e os demais, diga-se de passagem, em princípio esperam serem instruídos quanto ao aperfeiçoamento e a pureza de procedimento. Contudo o conhecimento profundo relacionado à Oficina maçônica está praticamente perdida no que se refere à educação filosófica do Obreiro. Nós, mais antigos na senda, não recebemos  também o translúcido influxo imperativo para concretização do ambiente sublime. Prevalecendo há muito o vulgar, satisfazendo-nos com o orgulhoso convencimento e alcunha de maçom.

Intercedamos por uma nova gênese, partindo da obscura e rudimentar posição atual para a paulatina aflorescência rumo a verdadeira sabedoria encontrada nos sagrados meandros do Eu interior de cada um de nós. Trilhando essa senda transcendente encontraremos certamente a iluminação da mente radiante pessoal no apogeu da realidade a Palavra. Herdada pelo ser humano através do desejo do brado do Pai Supremo. Expresso em Palavras – Faça-se o Universo! – momento denominado pela ciência de “Big-Bang” – grande explosão.
Palavra! Por sinal, meditando profundamente nesse surpreendente atributo, convencemos pela necessidade de assumirmos e de valorizar a Palavra que pronunciamos. Observa-se o displicente e atual  desmazelo ao articular as nossas pronûncias e ao ouvi-las.

Defendendo uma nova Gênese, o insipiente despertar de nossa sagrada instituição focalizamos o lampejo concomitante ao estampido insurgido do flexionar do “Verbo” que é Deus, antes insofismável e agora dinamizando ondas eletromagnéticas criando com suas vibrações infinitas formas de vida, isto é, o Todo, o Universo.

Semelhante ao Ser Supremo o homem herdou o bem mais precioso que é a palavra, esta formulada pelo desejo soa poderosa e construtiva transcrevendo a idéia transposta pelo pensamento.Em suma, pronunciemos com muito cuidado e corretamente, atentando para que todos as ouçam, já porque nossas informações são indubitavelmente úteis e merecem serem ouvidas.

É essa a primordial instrução que o maçom deve com prioridade aprender, pois é o básico em nossa oficina, já que é a retórica que enfeita e estimula o dinâmico trabalho para nos tirar da estagnação atuante, tornando-nos polidos e puros.
 

 Ir  W P Meireles  -  Oriente de Ilhéus
 

S.´.M.´.?




Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui? O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?

Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim. Contudo, não tinha coragem da aborda-las. Mas espere, que grupo seria aquele unido e de terno preto? Lógico ! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório com roupa preta.

       É claro, são Irmãos. Aproximei-me do grupo. Ao me verem chegar interromperam a conversa. Discretamente executei o Sinal de Aprendiz, obtendo de imediato a resposta. Identifiquei-me. Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo. Respondera-me com muito cuidado e fraternalmente.

  Havia desencarnado. Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam? Estão bem não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam. Ainda assustado, indaguei os motivos de suas vestes. Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta. Templo Maçônico, vocês tem um? - Sim , claro. Por que não? Senti-me mais à vontade, afinal de contas sou um Grande Inspetor Geral da Ordem e com certeza receberei as honrar devidas ao meu elevado Grau. Pedi para acompanha-los, no que fui atendido.

  Ao fim da pequena caminhada, divisei o templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme. As Colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos. Caminhamos em silêncio. Ao chegar ao salão de entrada verifiquei grupo de Irmãos conversando animadamente, porém em tom respeitoso.

O que parecia o Líder do grupo que acompanhava chamou a um Irmão que estava adiante. Irmão Experto:

- Acompanhai o Irmão recém-chegado e com ele aguarde. Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para o grau 33 não se poderia esperar nada diferente.

Verifiquei que os Irmãos formavam o corteja para a entrada ao Templo. A distância, não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos. Adentraram silenciosamente no Templo. Comigo ficou o Irmão Experto. De tanta emoção não conseguia dizer nada.

O Tempo passou ....... não pude medir quanto. A porta do Templo se entreabriu e o Irmão M.´.C.´. encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele. Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância?

Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo. Estranho ...... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riquezas.
Verifiquei rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vindo não sei de onde iluminava o ambiente. Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma do ritual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos. Não sabia o que fazer .... Aguardava ordens .... e elas vinham na voz firme do Venerável: S.´. M.´.?
Reconhecendo a necessidade do trolhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo: M.´. I.´. ...........

Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.´.M.´. dirigindo-se aos presentes, perguntou?

- Os Irmãos aqui presentes, o reconhecem como Maçom?

Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? - O silêncio foi total. E dirigindo-se à mim, o Venerável emendou : - Mas caro Irmão visitante, os Irmãos aqui presentes não o reconheceram como Maçom.

- Como não! Disse eu. Não vêem minhas insígnias? Não verificaram meus documentos e comendas?

- Sim caro Irmão, retrucou o Venerável. Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas, insígnias e comendas. Para ser Maçom é preciso antes de tudo, ter construído o seu Templo Interior, mas verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos ainda que, apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter o maior dos Graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.

- Como efêmera? Vocês que tudo sabem são observaram minhas atitudes fraternas? - Fui interrompido.

Irmãos, vejamos então sua defesa.

Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desrespeitosos contra a Administração de minha Loja. Era verdade. Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos.

Lembrei-me então de minhas ações beneficentes, indaguei-os sobre tal.

Mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tronco de Beneficência. Era fato, costumeiramente, o fazia por achar que o óbolo não seria bem usado. Por não ter o que argumentar, calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me aos olhos. Decidi a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável:

- Meu Irmão. Reconhecemos suas falhas, quando o orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos também, que o Irmão foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos em suas iniciações protege-lo e o faremos. O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal todos nós aqui presentes já cometemos um dia. Descanse neste Plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a Ordem Maçônica, sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.

Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado.

Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra Bruta.

Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado. Levantei-me assustado mas com certa alegria no peito. Havia sonhado ........ Dirigi-me ao guarda-roupa. Meu terno ali estava. Instintivamente retirei do meu paletó as medalhas, insígnias e comendas, guardando-as numa caixa. Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa, com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria envolvente retirei o Ritual de Aprendiz - Maçom.

No dia seguinte ao dirigir-me à minha Loja, somente levei o Avental de Aprendiz e humildemente sentei-me ao fundo da Coluna do Norte.

Autor Desconhecido


 

 

APRENDIZ - SOLUÇÃO


Fundamental é que cada personalidade divirja pouco ou muito em sua opção quanto ao ideal e sua trajetória visando a construção de um mundo melhor. Quase sempre nos surpreendemos com a discrepância de conclusão em semelhante circunstância.

Minha pretensa contribuição nos leva ao refinamento do emocional. – posto que o propósito não encontra apoio na maioria dos ideais, parecendo destoar da compreensão lógica. Contudo, prefiro persistir nessa tese.

Quando apontamos para a educação (tradicional), por exemplo, outros setores como a segurança, combate à fome, habitação, etc. compreendemos essas necessidades iminentes. Mas se o homem não estiver polido, compreensível da verdade, não terá condições da colaboração construtiva.

Quanto mais aguçado o ego mais relutante o indivíduo em aceitar opinião nova, pois, a desconfiança está fortemente arraigada num solo compacto, difícil de remover a vulgar mentalidade.

A solução plausível me parece está no paulatino arrefecimento da tosca índole trivial do homem abrangendo a coletividade, a sociedade em geral. Mas esse é um trabalho hercúleo realizado por pessoas competentes na área psíquica coadjuvada por místicos, esotéricos, metafísicos, teólogos, alquímicos e outros mestres transcendentes, gurus e hierofantes, mentalidades afeitas a compreender as metáforas, em suma os aspectos subjetivos invisíveis permeáveis ao cósmico.

Paz é o sagrado atributo consciente ou inconscientemente buscada por todos já que esta é a harmonia, a música das esferas assente pela incomensurável natureza.

O homem, todos nós estamos distraídos com a paisagem ilusória nos deixando totalmente perdidos no mar sem referência e inteiramente desorientado. – deduzimos daí que o essencial seria verdadeiramente “conhecermo-nos”...
Necessário é que sejamos alertados do perigo de continuarmos nessa apatia, indolentes como que esperando um milagre acontecer. Vejamos os acontecimentos atuais em todos os quadrantes da Terra deixando-nos perplexos. A tendência é sem dúvida a ampliação dessa ininterrupta barbaridade amplamente testemunhado através do noticiário da imprensa. Todavia isso é resultado do ócio insipiente e ignorância, principalmente daqueles que estão liderando o destino dos povos necessitados de esclarecimentos e iludidos, supõem que são esclarecidos da verdade quando estão redondamente enganados.

Entendemos que tal clima faz-se crer vai levar o mundo à ruína pela falta de respeito à polaridade anímica do Ser. Interessante que a maioria procura sintonizar-se com o aspecto dito espiritual. Só que este está arredio pela espessa cortina que intercede à tentativa de aproximação do extremo oposto mais denso e material. Tornando-o inacessível.

Este palpável atributo essencial do plano em que vivemos mexe mais enfático com nossa mentalidade afeita aos impulsos provenientes dos cinco sentidos, portal escancarado e devassado pelo nosso sistema racional e que naturalmente concretiza a dedicação individual atuante, bastante diversificada pela experiência desigual oriunda da mutável natureza dos acontecimentos mundanos.

Conquanto, a rebeldia caracterizada pelo que chamamos marginalização nos parece que a solução seria a complexa conscientização desses atores, à formação de uma cultura generalizada orientada para a misericórdia, isto é, uma verdadeira fraternidade, realizando uma transmutação do egocentrismo individual para uma solidária cordialidade coletiva. – utopia? – há VI séculos Platão se refere a esse tema “utopia é a forma de sociedade ideal. Talvez seja impossível de realizá-la na Terra, mas é nela que um sábio deve depositar toda esperança.” Esse filósofo proeminente receptivo ao clima da época da proliferação da plêiade de extraordinários eruditos merece   nosso crédito.
O difícil é sairmos desse marasmo em que nos encontramos. Urge sermos despertados. Estamos afeitos às soluções fáceis, mesmo que essas tenham implicações desabonadoras, embora essas decisões sejam tomadas inocentemente pelo hábito em vista da exigüidade de tempo em processo acelerado nesta fase. Impedindo a abordagem de novas atitudes e orientação geral.

Entidades milenares de origem eminentemente sagradas persistem em evidência, como a Maçonaria e a Ordem Rosacruz e outras esotéricas instituições remanescentes, parecendo protegidas por força sublime no intuito de orientar a humanidade à senda do seu bem-estar.

Entretanto estamos sendo obliterados pelo descaso e indolência da sociedade eminente e daquelas denominadas mística e Iniciáticas, não tem ânimo de se aprofundar no estudo em busca do âmago ou essência de seu contexto divino. Esmaecendo e recrudescendo a lembrança remanescente do misterioso atributo primordial com condições de alavancar das trevas o sagrado intuito de busca da luz intensa da Consciência Universal.

Destarte, temos que convir que a vulgar mentalidade corrente dos líderes sociais tentando conter as degradantes atitudes dos marginais vem de encontro às pretensões e ao contrário amplia e incentiva esses abomináveis atos.
Só a compreensão cordial e análise imparcial de homens ilustrados nos princípios atinente ao transcendetal podem entender a mazela e crueldade do mundo atual.

Quando se pensa em pena e punição ampliadas para os infratores, construção de penitenciária e perseguição atroz me parece que essa mentalidade está totalmente ilógica até embrutecida, necessitando de esclarecimento transcendente, espiritual. A previsão de pena maior não evita o crime... Já imaginaram um ano de cadeia, que martírio! Propor mais de trinta anos de reclusão prova o elevado nível de crueldade inserido nessa personalidade, fazendo acreditar no mínimo na  equivalência de sentimento. Quando entender a máxima bíblica “ame seu inimigo?”.

Em decorrência vamos imaginar na misericórdia generalizada. O pensamento é uma energia que contribui para sua auto-realização. Polindo nosso ser o mundo tornar-se-á naturalmente bem melhor. Contudo, para transpor os obstáculos ou arredá-los do caminho é uma tarefa extrema em complexidade pela cultura atuante orientada pelo racional empírico predominante. Tentar modificar sua tradicional trajetória é uma iniciativa extremamente difícil, mas evidentemente meritória.

Atônitos testemunhamos a contenda inominável entre  os Estados Unidos e o Iraque! Resultado do choque de causa e efeito, as duas polaridades imprescindíveis em toda manifestação em desequilíbrio resulta em desastre. Focalizando o grau de instrução atinente a atualidade seria inconcebível tal incidente. Admitimos que seja resquício da pretensa civilização ainda recrudescida pela arrogância egoística não só das partes beligerantes, mas a influência perniciosa da civilização insipiente em evidência mundial assaz ávido por uma filosofia adequada e harmoniosa com a natureza abrangente e permeável ao  Todo.

Concomitantemente os confrontos dos extremos paz e guerra nos leva a meditar na assertiva bíblica “buscai primeiro conhecer o segredo do reino do céu porque o resto vos sereis acrescentado”. Donde deduzimos: aperfeiçoai cada qual no transcendente conhecimento e formaremos um povo polido e harmonizado com as hostes divinas.

Essa é, sem dúvida, a Solução.

Ir WPMeireles
 
 

SONS E MÚSICA


ELIAS MARANINCHI GIANNAKOS M:.M:.
ARLS Luz d'Alvorada Nº 142


O homem antigo desconhecia métodos organizados de "terapia dos sons", mas, na verdade, nem precisava deles, pois conhecia e vivenciava espontaneamente a influência deles em seus seres.

O terror provocado pelos trovões, a tranqüilidade gerada pelo ruído de uma chuva fina, o enlevo produzido pelo canto de um pássaro, o êxtase a que se é conduzido pelo som de uma flauta: todos esses sentimentos são fruto de efeitos inexplicáveis, mas que sempre atraíram e exerceram forte influência sobre o ser humano.

HISTÓRIA

Na região próxima a Kahum, no Egito, foi descoberto em 1889 um papiro de aproximadamente 4.500 anos que revelava a aplicação de um sistema de sons e de músicas, instrumentais ou vocais, para o tratamento de problemas emocionais e espirituais. Esse sistema incluía até mesmo indicações para algumas doenças físicas.

A mitologia grega também é rica em informações sobre técnicas terapêuticas de caráter musical. Asclépio, ou Esculápio para os romanos - do qual, acreditavam os gregos, descendia o próprio Hipócrates - tratava seus doentes fazendo-os ouvir c6anticos considerados mágicos.

Homero, por sua vez, famoso historiador que precedeu Platão, afirmava que a música foi uma dádiva divina para o homem: com ela, poderia alegrar a alma e assim apaziguar as perturbações de sua mente e de seu corpo.

Os gregos antigos chegaram a desenvolver um sistema bem organizado de musicoterapia, baseado na influência de certos sons, ritmos e melodias sobre o psiquismo e o somatismo do ser humano . Esse poder que se atribuía ao som, ou à música, denominava-se ethos e dividia-se em quatro tipos baseados nas quatro formas de temperamento humano. São eles:

* Etho frígio - que excita, gera coragem e mesmo furor;

* Etho eólio - que gera sentimentos profundos e amor;

* Etho lídio - que produz sentimentos de contrição, de arrependimento, de compaixão e de tristeza;

* Etho dórico - que gera estados mais profundos, de recolhimento e de concentração.

Em todas as culturas antigas, sejam elas egípcias, persa, grega, indiana, chinesa, japonesa ou qualquer outra, existem importantes referências sobre terapia musical ou sobre a conexão do estado de espírito. Entre os gregos, ainda, a flauta do semideus Pã ficou famosa, não só por encantar as pessoas como também por que eliminava os maus sentimentos acumulados no organismo.

O Remédio da Alma

Platão revelou especial admiração pelo estudo dos efeitos da música sobre os seres humanos e, em particular, por seus efeitos terapêuticos. Afirmava que "a música é o remédio da alma" e que chega ao corpo por intermédio dela. Ainda segundo o filósofo, a alma pode ser condicionada pela música assim como o corpo pela ginástica.

Demócrito, outro filósofo grego afirmava com convicção que o som melodioso da flauta doce conseguia combater os efeitos da picada de serpentes venenosas. Esse poder da flauta, cuja melodia encanta as próprias serpentes na Índia desde os tempos mais remotos, ganhou fama na Europa durante a Idade Média: acreditava-se, então, que o som da flauta doce era capaz de curar crises de dor ciática, como o confirmam registros da época.

Música, alimento do amor

O escritor e pensador alemão Goethe costumava passar horas e horas ouvindo sinfonias que considerava inspiradoras e que, segundo suas palavras, "representavam a fonte do pensamento e do sentimento puro".
Não há como negar a influência dos sons na natureza anímica e mental do ser humano; esses recursos, aliás, têm sido cada vez mais aproveitados pela moderna musicoterapia.

Bastante freqüentes na arte medieval e renascentista, as figuras de anjos tocando instrumentos sugerem a relação da música com os poderes celestiais.
Modernamente, a musicoterapia é largamente empregada no tratamento de diferentes anomalias psicofísicas como a esquizofrenia e em problemas tipicamente neurológicos, como a afasia (perda total ou parcial da fala). Também exerce excelente influência no tratamento de neuroses e no autismo infantil. Recentemente, clínicos norte-americanos divulgaram os efeitos benéficos de certas músicas no tratamento da crise asmática e da colite nervosa. Mesmo as neuroses de guerra têm sido tratadas com música, e existem relatos comoventes de crises de choro intenso provocadas pela audição de sinfonias de Beethoven, nos alojamentos dos soldados no Vietnã. De modo mais genérico, muitos profissionais ligados à psicoterapia vêm utilizando os sons para estimular a auto-confiança em seus pacientes, desenvolver a concentração e aliviar tensões, através da música ambiental .

Os instrumentos musicais e seu efeito

Baseada nos estudos da musicoterapia clássica, o psiquiatra inglês Robert Schauffer observou os seguintes efeitos dos instrumentos sobre o organismo:
* Piano: combate a depressão e a melancolia;
* Violino: combate a sensação de insegurança;
* Flauta doce: combate nervosismo e ansiedade;
* Violoncelo: incentiva a introspecção, a sobriedade;
* Metais de sopro: inspiram coragem e impulsividade.

Os benefícios da música

Para os estudiosos, a influência da música atinge diversos órgãos e sistemas do corpo humano: o cérebro, com suas estruturas especializadas, como o hipotálamo, a hipófise, o cerebelo; o córtex cerebral, o tálamo, o plexo solar, os pulmões, todo o aparelho gastrintestinal, o sangue e o sistema circulatório, agindo, portanto, na pressão sangüínea, a pele e as mucosas, os músculos e o sistema imunológico. O médico polonês Andrzes Janicki, especialista em musicoterapia, após realizar muitas experiências nesse campo, concluiu também positivamente a respeito da influência da música no sistema nervoso central, no sistema endócrino, no sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático), nas funções de numerosos órgãos internos, na função psíquica e na memória. Tais incluências se revelam diretamente nos seguintes aspectos:
* ritmo cardíaco
* pressão arterial
* secreção do suco gástrico
* tonicidade muscular
* equilíbrio térmico
* metabolismo geral
* volume do sangue
* redução do impacto dos estímulos sensoriais
* funcionamento das glândulas sudoríparas
* redução da sugestionabilidade e do medo.

A musica pode ser usada de diversas formas como tratamento desde a simples música ambiental constante, passando pela audição individual ou grupal, ou então no ambiente dos centros de terapia, associada a tratamentos clínicos ou a outras técnicas como a cromoterapia, a aromaterapia, a bioenergética, a reflexologia, a ioga, a meditação, a alimentação natural, a ginástica e a dança. Atualmente, a musicoterapia também tem sido associada a várias formas de tratamento, em particular à psiquiatria, à fisioterapia e à medicina psicossomática.

Na França, um dos países pioneiros nos estudos de musicoterapia, foi criado um Centro de Pesquisas e Aplicações Psicomusicais, cujos terapeutas sistematizaram a terapia musical em dois grandes grupos: a) a musicoterapia passiva, em que o paciente apenas ouve a música específica para seu tratamento; b) a musicoterapia ativa, em que o paciente passa a tocar um instrumento, em grupo ou isoladamente, segundo suas necessidades terapêuticas. Em ambos os casos, a música ou o conjunto de peças musicais utilizadas no tratamento são escolhidas após entrevistas que definem os diagnósticos e as técnicas mais adequadas. Com base na experiência do Centro de Pesquisas e Aplicações Psicomusicais, o efeito de determinadas músicas sobre pacientes com doenças nervosas foi dividido em quatro grandes grupos: a) EFEITO RELAXANTE - Sonho de Amor, de Liszt, O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, Serenata, de Schubert; EFEITO DE TRANQUILIDADE PROFUNDA - Ave Maria, de Schubert, Rêverie, de Schumann; EFEITO TONIFICANTE - Abertura da Aída, de Verdi, Sinfonia nº 5, de Dvorák, Judeus, da Ópera Fausto, de Gounod; EFEITO DE EXALTAÇÃO E ESTIMULACÃO - Serenata, de Toselli, Adagio, de Albinoni, As Criaturas de Prometeu, de Beethoven,
SONS VOCÁLICOS

Sons produzidos pelo homem através de sua vocalização

RA - é uma característica real da natureza masculina, que afeta o sistema nervoso simpático, a aura humana e o corpo psíquico. É entoado em Lá natural.
MA - Som companheiro de RA, MA é um som maternal, feminino, de natureza fortalecedora e protetora. Tem o poder da maternidade, de nutrir a semente da vida, após ter sido ela recebida. Alguns dos efeitos de MA se relacionam com a cor das coisas. Este som pode, ainda, produzir pequenas ondulações na água. É entoado em Lá natural.

RA-MA - Entoados juntos, os sons RA-MA demonstram o poder combinado masculino e feminino.

KHEI - O som KHEI é calmante, curativo, produz paz, e contribui para a boa saúde de modo geral, além de afetar, particularmente, as glândulas supra-renais. Não devendo sua atividade ser confundida com as funções do plexo solar, as glândulas supra-renais intensificam e transmitem, do sistema nervoso autônomo, os impulsos de nossas emoções, de nossos pensamentos concentrados e dos estímulos cósmicos, de modo que se manifestem mais fortemente e provoquem efeitos mentais e físicos. É entoado em Mi natural. Produz a cor lilás luminoso ou tom azul violáceo, que indica sublimes aspirações espirituais e nobres emoções.

MEH(MÉ) - O som MEH afeta a corrente sangüínea, quando esta passa pelos pulmões e é polarizada. pela energia cósmica. Afeta o plexo solar, contribui para produzir uma cor verde-amarelada na aura, e auxilia as faculdades psíquicas na transmissão de impressões psíquicas para o Eu material, ou seja, MEH harmoniza os centros psíquicos do organismo humano com as forças infinitas do Cósmico. É entoado em Dó central..

EHM(EIM) - O som EHM, produz paz. Afeta a glândula cuja atividade importante se desenvolve durante a infância: a glândula timo. Trata-se do centro, no corpo da criança ainda não nascida, que primeiro atrai o cordão místico de prata da personalidade-alma. Depois que a personalidade penetra no corpo da criança, a glândula timo diminui gradativamente de tamanho e o cordão de prata se liga a todos os centros psíquicos, especialmente à medida que estes se desenvolvem. EHM tranqüiliza o sistema nervoso, aliviando a dor e o sofrimento.

EYE(AI) - O som EYE afeta as glândulas supra-renais, sede de nossas emoções, cuja atividade não deve ser confundida com as funções do plexo solar. As vibrações calmantes, agradáveis e repousantes de EYE produzem uma coloração vermelha - escura na aura; essa coloração denota compaixão, profunda solidariedade para com o semelhante. O tom é Sol natural.

EH(É) - O som EH exerce poder ou efeito sobre o elemento água da natureza, e os experimentos realizados o comprovam. Ao emitirmos este som, é importante que o pronunciemos corretamente e nos concentremos na idéia de que ocorrerá um efeito purificador em nosso sangue, na linfa e em outros líquidos do corpo. Produz uma coloração verde-amarelada, produz ainda uma tonalidade vermelha na aura. É estimulante e eficaz, principalmente para aqueles que tem um pequeno problema de saúde ou algum distúrbio sangüíneo.

OOM(UM) - O som OOM ao ser entoado, deve ser prolongado até gradativamente se extinguir. O significado do "M", neste som, é, também, do poder amadurecedor e passivo da natureza feminina. A letra "O" representa o universo, o espaço infinito e a imortalidade da vida, sem começo nem fim. Procuremos sentir o efeito de "UUM" sobre todo o corpo físico e observemos, especialmente, a estimulação da corrente sangüínea e a sensibilização dos sistemas nervosos autônomo e espinhal.. O tom é Ré natural.

Ir.•. Vagner Fernandes
Para Loja Fênix de Brasília Nº 1959