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O ARQUITETO


O Arquiteto é o encarregado de tudo quanto se refere a decoração e ornamentação do Templo.

Para o bom exercício de sua pasta deverá:


Conservar o Templo ornado e preparado, segundo as sessões que a Loja tiver que celebrar, podendo ser ajudado por um Maçom ou empregado remunerado;

Apresentar com oportunidade, uma relação dos Obreiros necessários às sessões da Loja e ao expediente, a fim de que o Venerável Mestre possa desenvolver excelentes trabalhos;

Ter inventário completo de todos os utensílios, alfáias e móveis da Loja, conservando-os em boa ordem, entendendo-se com o Tesoureiro, de quem requisitará os metais necessários para o bom desempenho do seu encargo;

Fornecer ao Secretario material necessário ao expediente;

Ter um Livro para registro das atividades de sua pasta.

(N.B. - ESTE NÃO DEVE SER CONFUNDIDO COM O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO)

O COBRIDOR

Além dos encargos previstos nos Rituais, compete ainda aos Cobridores:

AO COBRIDOR INTERNO OU GUARDA DO TEMPLO COMPETE:

a) – a guarda do Templo;
b) – zelar assiduamente pela segurança dos trabalhos;
c) – verificar se os irmãos que desejam acesso ao Templo têm qualidade para tal e se estão convenientemente vestidos, encaminhado-os segundo o Ritual;
d) – não consentir que algum Obreiro se retire dos trabalhos sem a devida permissão e que coloque seu óbulo no Tronco de Beneficência ou Solidariedade;
e) – manter em dia o registro dos trabalhos e festas da Loja, competindo-lhe informar aos irmãos sobre o grau e trabalho em realização ou a realizar-se;
f) – receber e distribuir a correspondência, mediante livro de protocolo.

AO COBRIDOR EXTERNO COMPETE:

a) – fazer observar o mais rigoroso silencio no átrio ou sala dos Passos Perdidos;
b) – receber e encaminhar, a quem de direito, toda e qualquer pessoa que compareça no Templo;
c) – registrar em livro próprio, as ocorrências verificadas no Templo ou nas proximidades deste.

Hospitaleiro

“Nome dado a um dos Oficiais de uma Loja Maçônica, porque esse oficial é o encarregado não só da arrecadação dos óbulos por meio de seu ”giro” litúrgico com formalidade, como também de atender aos necessitados”.

“É o irmão oficial que têm o cargo e a responsabilidade da distribuição dos fundos de caridade para o uso com os necessitados”.

(OBS: - INFELIZMENTE NA MAIORIA DAS LOJAS MAÇÔNICAS ESTE GIRO É FEITO SEM FORMALIDADE, OU PORQUE A MAIORIA NÃO É CAPAZ PARA FAZER OU PORQUE É ORDENADO PELO VENERAVEL MESTRE QUE PRECISA GANHAR TEMPO EM VIRTUDE DA LEITURA DEMASIADA DE ATOS E DESATOS DAS AUTORIDADES SUPERIORES OU AINDA A LEITURA DEMASIADA DE EXPEDIENTE – O CORRETO É FAZER O GIRO COM FORMALIDADE)

Através da Bolsa de Beneficência, os óbulos arrecadados são aplicados pelo Hospitaleiro, de forma autônoma e independente sem que lhe seja exigida qualquer prestação de contas, o montante da coleta permanece em sigilo e somente o Hospitaleiro o conhecerá, ele tem a obrigação de prestar contas, não dos valores, mas das ações que pratica em nome da Loja.

Hospitaleiro é o irmão encarregado de visitar, cuidar e socorrer aos irmãos enfermos que sejam membros da própria Loja, ou profanos por ela recomendados.

Título que em princípio foram conhecidos os membros ou cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém, chamados também Templários.

Ele deve distribuir e prestar todos os socorros concedidos aos necessitados.

É o irmão Hospitaleiro que tem a seu cargo, o tesouro de beneficência. Ele deve distribuir e prestar todos os socorros concedidos aos necessitados.

Agrega, portanto, a mais delicada função maçônica, pois o eleito, deve ter tato, perspicácia e muitas virtudes, pois, de sua vontade depende toda a filantropia realizada.

É um irmão especial, ativo, vigilante, bom observador e pela firmeza de seu caráter é inacessível a uma piedade cega que é ordinariamente o disfarce dos homens sem pudor que fazem um objeto de comércio, ou que convertem em uma indústria, dedicando-se a explorar a bondade e inesgotável beneficência fraternal dos irmãos; tampouco deve ser duro nem inabordável, nem deve nunca faltar aos deveres da humanidade.

A humildade é o primeiro dever

A humildade é o primeiro dever, o primeiro cuidado de todo irmão maçom...porém muito especialmente do irmão Hospitaleiro.

Sua reputação de caritativo, mas também de severo e justo, deve ser conhecida, a fim de que a mendicidade maçônica incessante e atrevida, como todas as outras mendicidades ( pois os mendicantes maçons não tem menos importância que os outros mendicantes), não se atrevam a lhe assaltar, e que o verdadeiro desgraçado pela sorte, a viúva e o órfão de um irmão falecido inesperadamente possam ser socorridos e contar com seu justo e saudável apoio.

Ele deve rechaçar com energia a todos os pedidos que vierem duvidosos.

É preciso que o Hospitaleiro seja um homem sagaz para julgar a linguagem e a posição dos indivíduos que solicitam a assistência da Loja, que examine bem o mérito das solicitações, rechaçando com energia a tudo que vier duvidoso.

‘QUANTAS VEZES O PRODUTO RECOLHIDO DO TRONCO PARA AJUDAR AS VIUVAS E ÓRFAOS FOI USADO PARA PAGAR OBSCURAS CONTAS DE ORGIA NAS TABERNAS’

Não há religião sem sacerdócio e o sacerdócio existe entre nós e está muito bem explicito na figura do irmão Hospitaleiro, ele é o chefe da tribo para todos os atos humanitários e beneficentes, é o Levita moral, que leva o consolo e o socorro a seus irmãos em suas desgraças e em suas aflições.
O irmão Hospitaleiro deve trabalhar e reconhecer que o socorro que lhe imploram pode dar um dia a mais de vida a um ser humano, este é o primeiro beneficio, esta é a ordem da Loja e dos seus irmãos.

O Hospitaleiro faz-se o expoente da solidariedade da Loja, cuidando para que nunca se enfraqueça o laço de união que sempre deve existir entre todos os membros da Ordem.

O irmão Hospitaleiro deve ter em sua mente que não é com o seu próprio vil metal que pratica as boas ações, mas sim, que o vil metal vem de todos os irmãos e que a lealdade é fundamental quando se administra valores alheios...


A ORIGEM 

“É sempre muito difícil, especular sobre as origens de coisas que se perdem no tempo. É também questionável se realmente isto é importante para coisas que são importantes por si mesmas independentemente de suas origens”.

É FUNÇÃO DO HOSPITALEIRO OU  COMPETE AO HOSPITALEIRO

1-) Fazer girar ou circular o Tronco de Beneficência ou Solidariedade nas sessões, arrecadando a contribuição dos irmãos presentes e ausentes.

2-).Exercer pleno controle sobre o produto arrecadado pelo Tronco de Beneficência, o qual se destina exclusivamente, às obras beneficentes da Loja.

3-) Presidir a Comissão de Beneficência.

4-) Ter pleno conhecimento da situação do cofre da hospitalaria, o qual constitui patrimônio especial e maçônico da Loja, e que não pode ser utilizado, em nenhuma hipótese, para fins estranhos à hospitalaria.

5-) Visitar os Obreiros enfermos, dando conhecimento à Loja do seu estado de saúde, propondo, se for o caso, auxílios, ouvida a comissão competente.

6-) Fazer parte de todas as comissões enviadas pela Loja aos membros do Quadro, quando doentes, ou das que tiverem de assistir a funerais.

7-) Comunicar à Loja, em qualquer época, a ausência, mudança de estado, morte ou qualquer ocorrência que tornem desnecessários os socorros prestados, a fim de serem tomadas as devidas providencias.

8-).Ter um livro para registro das ações de benemerência prestadas em nome da Loja, apresentando em sessões dos meses de fevereiro, maio, agosto ou novembro a prestação de contas alusivas aos trimestres civis imediatamente anteriores, conforme normas próprias o qual deverá ser entregue ao seu sucessor.

9-) Deve ter um adjunto, que o substitui, possuindo direitos e deveres.

A Hospitalidade é uma virtude que é sumamente importante na Ordem Maçônica, sendo que a ela se estende a todos os irmãos maçons onde quer que o irmão se encontre pelo mundo.

Fontes: 

Dicionário Maçônico Rizzardo da Camino/90
Regimento Normativo do Grande Oriente Paulista/85
Constituição e Regulamentos da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo/84
Regulamento Geral da Federação do Grande Oriente do Brasil/96
Revista Arca da Aliança/31
Revista a Verdade/394
Dicionário Enciclopédico de La Masoneria/213
Biblioteca Maçônica de Instrução Completa do Franc-Maçon/1836
Revista Massoneria Oggi/2 do Grande Oriente D`Itália
A Missa e Seus Mistérios Comparados com o Mito Solar/J.M. Ragón/1781-1866
Organização Jellis Fernando de Carvalho/2003.

MESTRE DE BANQUETE

COMPETE AO MESTRE DE BANQUETE

a) – promover, sempre que possível, a realização de banquetes fraternais, por ocasião dos solícitos, em junho (24) e em dezembro (27), comemorativos aos Grandes Patronos da Ordem – São João Batista e São João Evangelista;

b) – providenciar todo o necessário à execução dos banquetes, ritualísticos ou não, de confraternização ou de comemoração de datas magnas da Instituição ou da Loja.

MESTRE DE HARMONIA

É a arte dos sons e de suas alterações; em Maçonaria, os sons são considerados de importância relevan­te, a partir das "Baterias", de Aclamação, dos Tímpanos, dos fundos musicais, dos rumores iniciáticos.

Os sons sensibilizam todo ser humano e conseqüentemente  a Natureza; o som é produzido pela vibração das moléculas do ar e podem ser definidos em agudos e graves.

A percepção das nuanças sonoras apura o ouvido e sensibiliza a Audição.

Toda cerimônia iniciática e mesmo todo trabalho em Loja, não dispensa o fundo musical, tanto que é mantido um oficial como Mestre de Harmonia.

A educação do "ouvido", ou seja, o despertar da sensibi­lidade da audição faz parte daquilo a que Platão se referia como "música das esferas celestiais", que eram os sons que podia absorver do Universo, através de um apurado ouvido espiritual.

Os sons propagam-se na atmosfera e são permanentes; os sons espirituais são como os de estratosfera: silenciosos, mas sempre, vibratórios.

A Música conduz o pensamento à meditação e das Artes Liberais, ela é a maior representação.



Essas vibrações, o Maçom as recebe através da Audição e do Tato; todo o organismo capta os sons, os detém, analisa e coloca no "depósito" que é a mente.

O cérebro absorve todos os sons, sem limites e os acumu­la qual poderoso computador.



E o Mestre de Harmonia é o responsável por estas vibrações harmônicas que ocorrem em loja durante a sessão econômica ou de iniciação, bem como as sessões festivas, pois é o encarregado de selecionar as músicas adequadas e propiciatórias, de acordo com o momento, ouvindo sempre o Venerável Mestre.

ORADOR


COMPETE AO ORADOR

(ESTE DEVE TER BOA DICÇÃO E SABER FALAR MUITO BEM)

O Orador, como Guarda da Lei, é, na ordem hierárquica, a Quarta Dignidade da Loja, órgão do Ministério Público Maçônico, só pode ser destituído por deliberação da maioria dos Obreiros presentes à sessão especialmente convocada para esse fim.

Pede a palavra diretamente ao Venerável Mestre e deve:

1) – Observar e fazer observar o estrito cumprimento dos deveres a que se obrigam todos os membros da Loja, à qual comunicará qualquer infração, promovendo a acusação do infrator, quando for o caso;
2) – ler as leis, atos e decretos do Grão-Mestre. Os decretos devem ser lidos estando todos de pé e a ordem;
3) – ler as colunas gravadas que o Venerável Mestre designar;
4) – exercer a fiscalização dos rituais e assinar com o Venerável Mestre e o Secretario as atas dos trabalhos após aprovadas na sessão sequente;
5) – Verificar a assinatura dos diplomas, que lhe forem apresentados;
6) – Verificar a regularidade dos irmãos visitantes, mediante o exame da respectiva documentação maçônica;
7) Propor verbalmente o adiamento de qualquer matéria, que entender não estar suficientemente esclarecida, ficando por esse motivo adiada para a sessão subseqüente. Essa atribuição deve ser exercida com todo o critério, sob pena de responsabilidade;

(8) - Apresentar, no encerramento da discussão de qualquer matéria, suas conclusões, exclusivamente do ponto de vista legal;
9) – Celebrar, com peças de arquitetura , as festas da Ordem ou da Loja, pompas fúnebres, imposição de graus e recepção de visitantes, bem como responder às comissões de outras Lojas;
10) – O Orador falará sempre de pé, quando da leitura de atos, decretos, leis ou outras peças designadas pela Venerável Mestre;
11) – Saudar em nome da Loja, aos Irmãos visitantes;
12) – Oficiar, na qualidade de Promotor de Justiça em primeira Instância.

Porta-Estandarte


Compete ao Porta-Estandarte o alto encargo de guardar e transportar o Estandarte da Loja e as condecorações que lhe forem atribuídas, conservando-os em lugar apropriado.

(ESTE É UM ÓTIMO CARGO)

O SECRETÁRIO


O Secretario é, na ordem hierárquica, a Quinta Dignidade da Loja.

Pede a palavra diretamente ao Venerável Mestre e tem as seguintes atribuições:

(ACIMA DE TUDO DEVE SER MUITO PERSPICAZ)

1) – Assinar a ata dos trabalhos e todos os documentos legalizados com selo e timbre do chanceler;
2) - Receber toda a correspondência, comunicar ao interessado o que for resolvido pela Loja e manter em dia os serviços a seu cargo;
3) – Expedir convites para sessões da Loja, quando isso lhe for determinado pelo Venerável Mestre;
4) – Enviar, quando esteja impedido, ao seu Adjunto ou ao Venerável Mestre, o livro de atas e todos os papeis que devem ser lidos e discutidos na sessão;
5) Proceder à chamada dos Obreiros para as eleições e votações nominais e assistir à verificação das cédulas nas votações, se o ritual assim o dispuser;
6) – Passar os certificados e certidões de serviços e de atas na parte em que se referir a Obreiros que os requererem, a bem do seu direito, uma vez autorizado pelo Venerável Mestre, tendo o cuidado de nada entregar, se sujeito a pagamento, sem que o tesouro da Loja esteja satisfeito;
7) – Comunicar ao Tesoureiro as elevações de graus e requisitar dele, por escrito, com visto do Venerável Mestre, tudo o que for necessario para o expediente da Secretaria, dando-lhe recibo para seu controle;
8) Inventariar tudo o que pertencer à Secretaria e que lhe tiver sido entregue, sendo responsável por qualquer extravio, não permitindo a saída de objeto algum do arquivo, senão mediante ordem expressa do Venerável Mestre;
9) – Fazer as comunicações sobre eleições gerais ou parciais, para serem enviadas à Grande Secretaria de Administração da Obediência;
10) - Lançar em livro de matricula os nomes de todos os Obreiros, com indicação de naturalidade, data do nascimento, estado civil, profissão, data da iniciação, filiação, ou regularização, quais os serviços prestados à Ordem, cargos para os quais forem eleitos ou nomeados, faltas ou infrações porventura cometidas;
11) - Encaminhar imediatamente à Grande Secretaria de Administração a expedição de Quite Placet, Placets ex-ofício, Certificados de Grau, para os devidos registros e publicações;
12) – Comunicar ao Tesoureiro os nomes dos irmãos admitidos e excluídos do Quadro de Obreiros, assim como o aumento de salário concedido pela Loja;
13) – Traçar os diplomas de Mestre, certificados de graus Quite Placet, Placet ex-ofício, Certificado de Grau e envia-los `Grande Secretaria de Administração para serem registrados;
14) – Comunicar imediatamente aos órgãos competentes as propostas de iniciação;
15) – Zelar, como bibliotecário, pela guarda e segurança da biblioteca da Loja:
16) - Organizar o arquivo da Loja, dele zelando com especial cuidado;
17) - Distribuir tarefas ao seu Adjunto;
18) - O Secretario têm a seu cargo os seguintes livros, entre outros:
a)   LIVRO DE ARQUITETURA DE APRENDIZ
b)   LIVRO DE ARQUITETURA DE COMPANHEIRO
c)    LIVRO DE ARQUITETURA DA CÂMARA DO MEIO
d)   LIVRO DE OBREIROS ELIMINADOS PELA PROPRIA LOJA
e)   LIVROS DE PRESENÇAS DOS OBREIROS AS SESSÕES, SENDO UM DESTINADO A IRMÃOS DO QUADRO E OUTRO DESTINADO A VISITANTES
f)     LIVRO ESPECIAL PARA ATAS ESPECIAIS
g)   LIVRO DE REGISTRO DOS BENS MOBILIARIOS E IMOBILIARIOS DA LOJA.

19) – Além do Secretario e seu Adjunto, as Lojas poderão manter para a execução dos serviços da Secretaria, funcionários remunerados, Mestres, os quais, entretanto, não farão parte da administração da Loja.

O TESOUREIRO


O Tesoureiro é, nas Lojas, o responsável pelos metais. Tem a seu cargo a guarda do Tesouro sendo depositário fiel.

Além dessas funções, compete ao Tesoureiro:

Arrecadar a receita da Loja;
Pagar a despesa legal da Loja, à vista de documentos visados pelo Venerável Mestre;
Manter a escrituração da tesouraria sempre em dia e na melhor ordem;
Prestar, ao Venerável Mestre e à Comissão de Finanças, os esclarecimentos pertinentes a esta pasta;
Apresentar à Loja no inicio de cada período, balancete contábil de receita e despesa, bem como previsão orçamentária para o semestre seguinte;
Assinar recibos de pagamentos feitos por Obreiros ou de quaisquer outras quantias entradas na Tesouraria;
Propor à Loja as medidas que julgar convenientes para facilitar e melhorar o controle das receitas e despesas;
Guardar os metais da Hospitalaria, entregando-os somente ao Hospitaleiro, mediante ordem expressa do Venerável Mestre;
Depositar sempre que for possível, em estabelecimento bancário idôneo, os metais disponíveis, deixando para as despesas eventuais pequenas quantias; Assinar os cheques para saque ou pagamento, sempre em conjunto com o Venerável Mestre, ou  determinado pela Comissão deMem sua ausência com um Obreiro M Finanças;
Apresentar, nas sessões preparatórias às eleições ou nas de finanças, a relação dos Obreiros inadimplentes;
Expedir as pranchas de cobrança aos Obreiros inadimplentes, conforme a Constituição da Obediência, ou normas Estatutárias da Loja, fazendo as comunicações de que estão contidas em seus artigos ou parágrafos, sob pena de responsabilidade;
A investidura, no cargo de Tesoureiro, torna o Obreiro depositário dos haveres que receber e pertencentes à Loja, obrigando-o a responder civil e criminalmente pelos mesmos, de acordo com as leis profanas ou maçônicas;
Tesoureiro será auxiliado em seu trabalho por um Adjunto, ao qual caberá, idênticas responsabilidades.

O VENERÁVEL MESTRE


Promover a Loja, realizando palestras públicas com conteúdo didático nos mais variados seguimentos da sociedade e acima de tudo, permitir a aproximação do mundo profano à maçonaria e seus membros.

Presidir os trabalhos da Loja;
Regular os trabalhos, dando direção ao expediente e manter a ordem, não influindo nas discussões;
Nomear o Secretário da Loja e os membros da administração que, por lei, sejam de sua escolha;
Fazer preencher os lugares vagos nas sessões, por meio do Mestre de Cerimônias;
Velar pela guarda e fiel cumprimento da Constituição, regulamentos, leis, decretos, e atos vigentes imanentes do Grão-Mestrado de sua Obediência;
Convocar extraordinariamente a Loja, por iniciativa própria ou a requerimento de 1/3 dos membros do Quadro, devendo para isso expedir os necessários convites;
Providenciar acerca de assuntos cuja solução esteja sendo retardada nas comissões, substituindo os faltosos;
Fiscalizar a escrituração contábil da Loja, podendo requisitar livros ou documentos que deverá restituir na sessão seguinte;
Avisar previamente a seu substituto legal para o substituir em seus impedimentos;
Iniciar e conferir os graus, com as formalidades legais, depois de deliberação da Loja , do Grão-Mestrado e depois de satisfeito o seu tesouro;
Proclamar os resultados das deliberações e assinar a ata dos trabalhos e demais peças autenticadas com o selo e timbre da chancelaria;
Presidir à apuração de qualquer eleição ou escrutínio, conforme o Ritual;
Fazer a leitura das peças recolhidas pela Bolsa de Propostas e Informações;
Deixar sob malhete, quando julgar necessário, até 30 dias no máximo, alguma coluna gravada, depositada na Bolsa de Propostas e Informações, dando, então, conta à Loja do conteúdo ou informação, se for o caso, que foi retirada por seu autor, salvo as colunas gravadas originarias do Grão-Mestrado, cujo teor dará conhecimento imediato à Loja;
Conceder ou retirar diretamente a palavra aos Obreiros que tiverem assento no Oriente e, por intermédio dos Vigilantes aos das Colunas;
Impedir diálogos, apartes, repetidos, referências pessoais diretas ou indiretas que possam ofender a qualquer Obreiro presente ou não, usando toda a prudência, moderação e urbanidade em todos os seus atos;
Proibir discussão sobre assuntos que possam irritar os ânimos, alterando a harmonia e a fraternidade que devem reinar entre os irmãos;
Decidir as questões de ordem que forem suscitadas;
Suspender os trabalhos sem as formalidades do ritual e mesmo levantar a sessão, quando não seja possível manter a ordem. Os trabalhos, assim suspensos, não poderão ser continuados na mesma sessão sob a presidência de qualquer outro maçom;
Submeter à votação, depois das conclusões do Orador, o debate sobre qualquer matéria;
Discutir secretamente as sindicâncias, evitando as relações existentes entre os sindicados;
Encerrar o livro de presenças dos irmãos da Loja e o dos visitantes;
Autorizar por escrito o Tesoureiro a efetuar as despesas ordinárias e as extraordinárias aprovadas pela Loja, bem como outras de natureza absolutamente urgentes;
Encaminhar o Balanço Contábil da Loja à Obediência de seis em seis meses, ou nos meses indicados pela mesma;
O Venerável Mestre no exercício do cargo, quando desejar discutir ou propor qualquer moção passará o malhete ao seu substituto legal, voltando à direção dos trabalhos depois de encerrar a discussão, antes, porem da votação;
O Venerável Mestre somente vota nos escrutínios secretos, sendo-lhes reservado o voto de Minerva, no caso de empate nas votações simbólicas ou nominais;
Substituem o Venerável mestre em suas ausências ou impedimentos os 1o e 2o Vigilantes, o Venerável anterior, os ex-veneráveis da Loja e o decano dos presentes.

DIÁCONOS

COMPETE AOS DIÁCONOS 

Aos Diáconos, além dos encargos previstos nos Rituais, conforme o Rito. Compete:


AO PRIMEIRO DIÁCONO COMPETE:

a) – manter as comunicações entre o Venerável Mestre e o 1o Vigilante;
b) – cumprir e transmitir as ordens do Venerável Mestre.

AO SEGUNDO DIÁCONO COMPETE:

a) – fazer observar a mais perfeita ordem nas Colunas, podendo usar livremente a palavra, para pedir a atenção dos Vigilantes sobre a conduta inconveniente de qualquer Obreiro;
b) – cumprir e transmitir as ordens do 1o Vigilante ou 2o Vigilante conforme o Rito.

OS EXPERTOS

São atribuições dos Expertos:


1) – Substituir os Vigilantes em suas faltas ou impedimentos;


2) – Trolhar os Telhar os irmãos visitantes e levar seus documentos ao irmão Orador, para verificação da identidade e regularidade dos mesmos;


3) – Demais atribuições constantes nos Rituais.

(ESTA QUALIDADE EM MAÇONARIA NÃO QUER DIZER VIGARISTA OU ALGO QUE O VALHA)

OS VIGILANTES

Os Vigilantes têm a direção das Colunas, segundo o Rito, e pedem a palavra diretamente ao Venerável Mestre por meio de um simples golpe de malhete, sendo-lhe a mesma concedida, de igual modo, pelo Venerável Mestre. Só podem ser admoestados e chamados à ordem pelo Venerável Mestre e, na ordem hierárquica, podem abrir os trabalhos da Loja, se à hora marcada houver numero suficiente de Obreiros e não estiver presente o Venerável Mestre.

AO 1º VIGILANTE COMPETE:

Substituir o Venerável mestre em seus impedimentos e faltas;
Anunciar as ordens do Venerável Mestre e comunicar-lhe o que for anunciado pelo 2o Vigilante e Cobridor;
Conservar a ordem e o silencio em sua Coluna;
Pedir com um golpe de malhete a palavra para os membros de sua Coluna, reclamando por qualquer preterição;
Não consentir que os Obreiros passem de uma para outra Coluna, sem permissão;
Lembrar atenciosamente ao Venerável Mestre qualquer omissão do Ritual;
Instruir os Obreiros de sua Coluna e propor aumento de salário dos Aprendizes ou Companheiros, conforme o Rito;

AO 2º VIGILANTE COMPETE:

Substituir o Venerável mestre na falta ou impedimento deste e do 1o Vigilante;
Substituir o 1o Vigilante em seus impedimentos ou faltas;
Anunciar em sua Coluna as ordens do Venerável Mestre, transmitidas pelo 1o Vigilante e as atribuídas pelo Ritual e, bem assim, que reina silencio em sua Coluna sobre e matéria em discussão;
Instruir os Obreiros de sua Coluna e propor aumento de salário dos Companheiros ou Aprendizes, conforme o Rito.

As Comissões


As Comissões devem eleger seus próprios Presidentes e devem reunir-se com a presença mínima de dois irmãos Mestres.

Podem ser constituídas varias comissões dependendo da necessidade.

COMISSÃO DE ASSUNTOS GERAIS:

a) – dar parecer sobre propostas que dependam da interpretação da legislação;
b) – denuncias contra irmãos do Quadro da Loja;
c) – aprovação de projetos, estatutos, etc;
d) – recurso eleitoral ao Egrégio Tribunal Eleitoral Maçônico, interposto por irmãos da Loja;
e) – expedição de Placet aos Obreiros que, por seus atos, se tornarem inconvenientes à Loja;
f) – recursos à Loja interpostos por Obreiros;
g) – concessão de títulos honoríficos a Obreiros da própria Loja ou de outras Lojas.

COMISSÃO DE FINANÇAS:

a) – emitir parecer sobre proposta orçamentária, balancetes e balanços da Loja;
b) – examinar mensalmente a escrituração da Tesouraria;
c) – emitir parecer sobre matéria que envolva despesas extras, diminuição de rendas ou patrimônio da Loja.

COMISSÃO DE SOLIDARIEDADE:

a) – emitir parecer sobre pedidos de auxilio e assistência social;
b) – colaborar com o Hospitaleiro nos encargos sociais.

O Tempo Maçônico



A - Altar dos Perf.·.
C - Altar dos Juram.·.
D - P.·.B.·.
E - P.·.C.·. (ou polida)
M - Mar de Bronze
P - Pira
B e J - CCol.·. Papiriformes
R e S - CCol.·. Toscanas



CCol.·. Zodiacais
a - Áries
b - Touro
c - Gêmeos
d - Câncer
e - Leão
f - Virgem
g - Balança
h - Escorpião
i - Sagitário
j - Capricórnio
k - Aquário
l - Peixes



Cargos em Loja
1 - V.·.M.·.
2 - Past M.·. Imed.·.
3 - Past MM.·.
4 - 1º Vig.·.
5 - 2º Vig.·.
6 - Orad.·.
7 - Secr.·.
8 - Tes.·.
9 - Chanc.·.
10 - M.·.CC.·.
11 - Hosp.·.
12 - 1º Diác.·.
 
13 - 2º Diác.·.
14 - Porta Band.·.
15 - Porta Esp.·.
16 - Porta Estand.·.
17 - 1º Exp.·.
18 - 2º Exp.·.
19 - G.·.T.·.
20 - Cobr.·.
21 - M.·. Arq.·.
22 - M.·. Bibliot.·.
23 - M.·. Banq.·.
24 - M.·. Harmonia
 

Como Fazer o Planejamento Estratégico para uma Loja Maçonica


1. INTRODUÇÃO

2. OBJETIVOS

3. CONCEITOS

3 .1- VISÃO

3.2- MISSÃO

3.3- PRINCÍPIOS

3.4- FATORES-CHAVE DE SUCESSO

3.5- DIRETRIZES ESTRATÉGICAS

3.6- OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

3.7- ESTRATÉGIAS

3.8- METAS

4. PROCESSO PRÁTICO DE CRIAÇÃO DO PLANEJ. ESTRATÉGICO.

5. ANEXOS















1. INTRODUÇÃO

“A realização do ser não é uma situação, um estado,
mas uma direção, uma esperança, um anseio, uma tendência.”


As Lojas Maçônicas, em maior ou menor grau, deparam-se atualmente, mais do que em qualquer período anterior, com a necessidade de definir qual será o seu papel neste novo milênio.

A maioria das Lojas não possui consciência de sua identidade e de seu papel na comunidade. Não sabem o que são, para que existem e o que farão no futuro. Elas não estão envolvidas, pela ação, com os problemas que afligem a comunidade de sua cidade em particular, ou a sociedade brasileira em geral.
Os Maçons, por sua vez, reúnem-se nas Lojas, mas se dispersam fora delas por falta de aglutinação em torno de objetivos claramente definidos.

As Lojas iniciam, todos os anos, novos candidatos, mas os seus quadros de obreiros continuam pequenos. Decorre então, a famosa frase que não convence a ninguém: “Temos que ter qualidade e não quantidade”. Esta frase vetusta, já não serve mais como paradigma para as Lojas porque não temos “quantidade”, e muito menos “qualidade”.

As Lojas Maçônicas no Brasil, raramente ultrapassam a 40 maçons por Loja. Quantidade ínfima para um país de dimensões continentais como é o nosso com uma população superior a 170 milhões de habitantes. Se compararmos a quantidade de maçons no Brasil com os Estados Unidos, constataremos uma diferença surpreendente. Precisamos, portanto, melhorar a quantidade de maçons no Brasil, para que possamos fortalecer as nossas Colunas no concerto da Maçonaria Universal.

Por outro lado, as Lojas convidam pessoas de destaque para ingressar na Instituição, mas não possuem, em contrapartida, um programa capaz de sustentar a permanência dessas pessoas em seus quadros. Escolhem-se as pessoas e depois não se sabe o que fazer com elas; o potencial de cada um não é aproveitado em algo produtivo para a Loja e para a Maçonaria.

As Obediências, por sua vez, com raríssimas exceções defrontam-se com o mesmo problema das Lojas, criando-se assim um círculo vicioso.
O escopo deste Projeto é propor uma metodologia que possa reverter a situação vigente, dinamizando a atuação da Loja no sentido de prepará-la para atuar ativamente em prol da sua comunidade.

Sabemos todos que, ações maçônicas quando executadas sem planejamento prévio, sem estratégias definidas e sem objetivos claros, não trazem resultados positivos, ao contrário, nos enfraquecem, podendo, inclusive, macular a respeitabilidade de nossa Instituição.

Sabemos, também, que uma grande preocupação tem trazido inquietação a um número crescente de maçons consciente de suas responsabilidades e do papel que lhes cabe nos tempos atuais: o futuro de nossa Instituição.
No desenho desse futuro, os maçons devem ter o comedimento e a consciência plena de que a Maçonaria, enquanto instituição, tem que ser preservada de desgastes vãos. É preciso manter a sua respeitabilidade em todos os níveis.
Por outro lado, sabemos que, muitas dúvidas assomam às mentes dos maçons:

1.      Quais os paradigmas que deverão nortear as ações da Maçonaria diante de um mundo onde a prevalência do egoísmo, da corrupção e a ausência, cada vez maior, de posturas éticas são a constante na vida dos grupos sociais?

2.      Será essa ambiência favorável à concretização dos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade?

As reverberações desse fluir e refluir de insatisfação desde há muito é sentida em nossas lojas, em crescente intensidade.

Duas são as maneiras para o desenvolvimento de ação maçônica na sociedade: a individual e a coletiva.

O trabalho individual conduz o maçom à prática ininterrupta das virtudes, em todos os momentos, a fim de que o conhecimento adquirido seja aplicado no aperfeiçoamento dos costumes. É o desempenho de iniciativa própria, incessante, aplicando-se os princípios no lar, no trabalho, na escola, onde quer que o maçom esteja, marcando sua presença de forma velada quanto aos métodos maçônicos, mas colaborando com a sociedade para o aprimoramento dos costumes, individualmente.

O trabalho coletivo é o exercício em conjunto para aplicação dos ensinamentos de forma planejada, objetiva, coordenada e dirigida. A grande tarefa da Maçonaria consiste no trabalho em grupo, com base no consenso determinado pela maioria e cumprido por todos disciplinarmente. A dispersão de forças e a indisciplina são as causas do enfraquecimento que traz, como conseqüência, a desmotivação.

“Rumos para a Maçonaria do Século XXI”, é uma proposta metodológica para operacionalizar a ação maçônica na sociedade. Trata-se de um projeto dinâmico e versátil que contempla as particularidades de cada Loja, uma vez que são os Irmãos do quadro da Loja, que definem e estabelecem os objetivos que irão nortear as suas ações estratégicas e operacionais como um todo. Do consenso do grupo será obtido o norte a ser seguido.

2. OBJETIVOS

“Quando a Loja tem um senso claro do seu objetivo, do seu rumo e da posição desejada para o futuro, e quando essa imagem é amplamente compartilhada, o  maçom torna-se capaz de encontrar o seu próprio papel dentro da Loja e da Maçonaria.”

2.1 - Objetivo Geral
Apresentar uma metodologia que oriente e prepare a Loja e os Maçons para enfrentar os desafios existentes, preparando as bases para disseminação de uma nova filosofia de atuação.

2.2- Objetivos Específicos
a) Praticar uma maçonaria sustentada por uma política clara do papel da Loja dentro da comunidade.

b) Ampliar a faixa de atuação da Loja na sociedade de modo a ocupar os diversos espaços formais para o exercício da cidadania.

c) Colocar ao alcance da Loja e dos Maçons um conjunto articulado de ações que possa levá-los à realização pessoal.

d) Restabelecer o papel da maçonaria nas questões político-sociais.

Para que se possa atingir esses objetivos, é preciso estabelecer:


ü        A Visão e a Missão da Loja.

ü        Os Princípios da Loja.

ü        Os Fatores-Chave de Sucesso.

ü        As Diretrizes Globais.

ü        Os Objetivos Globais.

ü        As Estratégias.

ü        As Responsabilidades.

ü        As Metas.

Com este conjunto de medidas será possível dar o embasamento e sustentação ao desenvolvimento de uma nova cultura de atuação da Loja, junto a Obediência a que pertence e frente à Sociedade na qual se insere, assegurando a sua perenidade.

3. CONCEITOS

“O desempenho da sociedade moderna - ou até a sobrevivência de cada indivíduo depende cada vez mais do desempenho das instituições.”
3 .1- Visão

Visão é a imagem que a Loja tem a respeito de si mesma e do seu futuro. É o ato de ver a si própria projetada no espaço e no tempo.

Toda Loja deve ter uma visão adequada de si mesma, dos recursos que dispõe, do tipo de relacionamento que deseja manter com a sociedade e poderes constituídos.

Geralmente a visão está mais voltada para aquilo que a Loja pretende ser do que para aquilo que ela realmente é.

Dentro desta perspectiva, a Loja deve colocar a visão como o projeto que ela gostaria de ser dentro de um certo prazo de tempo e qual o caminho futuro que pretende adotar para chegar até lá.

Portanto, a visão é um enunciado claro e energizante do que a Loja aspira ser. A visão reflete uma expectativa de futuro formando uma imagem viva de um estado desejado que garanta a satisfação de todos os seus filiados.

Por outro lado, uma Loja maçônica não é apenas uma entidade filosófico filantrópica; é também uma organização não governamental. Portanto, o que ela precisa fazer é juntar os obreiros na forma de uma “comunidade atuante e responsável”, oferecer um mapa do caminho para o futuro e sugerir diretrizes de como devem agir e interagir para alcançar aquilo que vêem como desejável.
Pelo fato da maçonaria ser tão importante na vida dos maçons, os obreiros de uma Loja precisam ter uma noção clara sobre:

* Quais são as convicções fundamentais que a Loja defende? ® Princípios.

* O que a Loja deseja ser?® Visão.

* Como a Loja pretende chegar lá?® Missão.

* Com o que está comprometida e para onde está indo?® Objetivos Estratégicos.

 As respostas a essas perguntas formam os elementos essenciais da Visão. Antes de definir a Visão da Loja, o Venerável Mestre juntamente com os obreiros, precisam refletir:

ü        O que a Loja quer ser no futuro?

ü        O que queremos que as outras Lojas e o Grão-Mestre falem de nós, como resultado de nosso trabalho?

ü        Como se afigurará a Loja para nós e para as nossas coirmãs quando atingirmos essa Visão?

ü        Qual o papel de cada irmão na Visão de futuro?

ü        Quais princípios são mais importantes para nós?

ü        De que modo essa Visão representa os interesses dos maçons e os princípios que prezamos?

Uma Loja só poderá atingir a grandeza, se os obreiros que a compõem aceitarem a necessidade de maior atuação na comunidade e se esforçarem para alcançar tal desempenho.

Isso posto, a Loja poderá definir a VISÃO como uma imagem compartilhada daquilo que ela deseja ser, expressa em termos de sucesso aos olhos de seus membros cuja aprovação possa afetar seu destino.

3.1.1- Enunciado de Visão

A Loja (Venerável Mestre e obreiros) precisa enunciar uma Visão de modo simples e repeti-la com freqüência.

O enunciado de Visão ideal é:

* Claro;

* Envolvente;

* Motivador;

* Fácil de memorizar;

* Compatível com os princípios da Loja;

* Ligado às necessidades dos maçons;

* Visto como um desafio, ou seja, difícil, mas não impossível;

* Expressão de uma aspiração da Loja;

* Atingível num prazo de tempo específico.

3.1.2- Exemplo de Visão (Para uma Loja Maçônica)

Exemplo 1 - “Desejamos ser a melhor Loja maçônica do Brasil e sermos reconhecidos pela nossa excepcional contribuição à humanidade”.

O enunciado poderia ser, também, algo como se segue adiante, porém, como os Irmãos podem notar, uma Visão dessa natureza seria de difícil memorização:

Exemplo 2 - “Queremos entrar no terceiro milênio como uma das maiores e melhores Lojas Maçônicas do Brasil quanto ao nível intelectual de nossos obreiros, qualidade de nossas reuniões e instruções, excelência na preparação dos nossos aprendizes, companheiros e mestres, bem como na atuação político-social, contribuindo para o engrandecimento da Maçonaria, dos Maçons e da sociedade e sermos reconhecidos pela nossa excepcional contribuição à humanidade”.

 3.2- Missão

As Lojas não são criadas a esmo. Elas existem para fazer alguma coisa. Todas as Lojas têm uma missão a cumprir. A missão representa a razão da existência de uma Loja. Significa a finalidade ou o motivo pelo qual a Loja foi criada e para o que ela deve servir.

Portanto, a Missão consiste na declaração escrita da Loja explicitando como atuará para alcançar os seus objetivos no sentido de tornar a visão uma realidade.

Uma definição da missão da Loja deve responder a três perguntas básicas: Quem somos nós? O que fazemos? E por que fazemos o que fazemos?

3.2.1- Enunciado de missão

O enunciado de missão deve ser:

* Definidor - define propósitos, premissas, princípios e meios.

* Identificador - torna claro a que se refere.

* Conciso - esclarece a missão e transmite uma mensagem forte.

* Aplicável - quem lê deve ter uma idéia clara de como será seu funcionamento e que tipo de ações estão envolvidas.

* Memorável - todos podem se lembrar dele com facilidade.

 3.2.2- Exemplos de Missão (Para uma Loja maçônica):

Exemplo 1: “Prestar nossa contribuição no campo político e social, de modo a atender às expectativas dos maçons, do Grão-Mestrado e da sociedade”.

Exemplo 2: “Identificar problemas sociais, e por meio de debate e análise crítica, propor soluções aos poderes constituídos, contribuindo assim para o exercício da cidadania e promoção da justiça social”.

Vale ressaltar que se trata apenas de exemplo. Cada Loja deverá, por meio de seu quadro de obreiros, desenvolver a sua Missão coerentemente com a visão e princípios compartilhados.

3.3- Princípios (= crenças, credos ou valores) (Volta)

Conjunto de valores que orientam o comportamento da Loja, formando a sua identidade corporativa pela qual é reconhecida e respeitada.
O estabelecimento dos princípios deve ser compartilhado por todos os obreiros da Loja para assegurar o comprometimento dos Irmãos. O consenso é muito importante nesta etapa do trabalho.

Se algum dia a Loja tiver que mudar algum de seus princípios, deve fazê-lo lentamente, pois eles devem ser uma fonte de estabilidade num mundo que muda rapidamente.

3.3.1- Exemplos de Princípios:

Os princípios da Loja devem ser descritos em forma de enunciado, usando-se substantivos para descrevê-los, contendo implícita ou explicitamente, as seguintes convicções:


·  Ética

·  Respeito

·  Honestidade

·  Comprometimento

·  Fraternidade

·  Responsabilidade

·  Outros.


 Em síntese, princípios representam aquilo que os Irmãos da Loja acreditam e depois de estabelecidos passam a ser respeitados.



3.4- Fatores-Chave de Sucesso (Volta)

Representam os atributos que a Loja deve dispor para ser bem sucedida em seus propósitos. São estabelecidos em função da visão e missão da Loja.

3.4.1- Exemplos:


* Imagem.

* Qualidade das sessões.

* Dinamismo dos obreiros.

* Participação.

* Etc.


3.5- Diretrizes estratégicas

Em certa medida, as diretrizes estratégicas influenciam e são influenciadas pela análise ambiental, uma vez que, envolvem aspectos amplos de atuação que servem como base para o direcionamento estratégico da Loja como um todo. Elas são importantes no processo de seleção e dimensionamento dos objetivos estratégicos. Em termos conceituais, elas podem ser definidas como sendo conjunto de indicações de caráter amplo que direcionam o comportamento da Loja como um todo e orientam o raciocínio no processo de tomada de decisão para escolha dos objetivos estratégicos.

3.5.1- Exemplos de diretrizes estratégicas:

Exemplo:

1. Expandir, continuamente, o quadro da Loja buscando nos candidatos princípios éticos e morais compatíveis com os princípios maçônicos, e alta capacidade intelectual de forma que possam contribuir com o desenvolvimento da Loja e da Maçonaria.

2. Atender, com excelência, as expectativas dos obreiros com relação às instruções e ensinamentos maçônicos.

3. Promover melhorias contínuas nas instruções maçônicas por meio da implantação de sistema de avaliação do aprendizado.

4. Incentivar e promover a participação dos Irmãos na pesquisa e no desenvolvimento de assuntos maçônicos, sociais e políticos.”

3.5.2- Características a observar

Usar verbos de ação no infinitivo tais como: promover, desenvolver, expandir, incentivar.

3.6- Objetivos estratégicos

São Alvos - resultados esperados ou estados futuros desejados - a serem atingidos pela Loja como um todo, em um período plurianual considerado.
Devem ser estabelecidos para alcançar ou conservar níveis de desempenho, no mínimo satisfatórios, da Loja relativamente a cada um dos fatores-chave de sucesso estabelecidos.

Os objetivos devem expressar, em termos concretos, o quanto a Loja quer atingir e em que prazo. Devem, obrigatoriamente, conter os seguintes elementos: o que, quanto e quando.

3.6.1- Exemplos de Objetivos:

* Aumentar o quadro em (X%) no período 2003-2006.

* Reduzir para (X%) a ausência dos Irmãos nas reuniões da Loja no período 2003-2006.

* Aumentar para (X) o número de Lojas praticantes do Rito de York no período 2003-2006.

3.6.2- Características a observar

Para que a definição dos objetivos seja eficiente, deve-se observar as seguintes características:


* Participação

*Co-responsabilidade

*Comprometimento

*Especificidade

*Desafio

*Amplitude

* Prioridade.


Ao formular a redação dos objetivos, usar verbos de ação no infinitivo, tais como: aumentar, manter, diminuir. Sugere-se estabelecer no mínimo 3 e no máximo 5 objetivos estratégicos.

3.7- Estratégias

São os meios ou caminhos adotados pela Loja, visando atingir os objetivos estratégicos. Para cada objetivo estratégico, a Loja deve estabelecer, no mínimo, uma estratégia. O ideal é estabelecer 3 ou 4 estratégias para cada objetivo, visando garantir o alcance do objetivo determinado.

3.7.1- Exemplos de estratégias:

a) Estratégias para “Aumentar o quadro em (X%) no período 2003-2006”:

* Estabelecimento de metas anuais de iniciações.

* Estabelecimento de metas anuais de filiações.

b) Estratégias para “Reduzir para (X%) a ausência dos Irmãos nas reuniões da Loja no período 2003-2006”:

* Planejar calendário de eventos para o ano.

* Ampliar a quantidade de palestras com personalidades maçônicas.

* Cumprir o regulamento geral, com rigor.

c) Estratégias para “Aumentar para (X) o número de Lojas praticantes do Rito de York no período 2003-2006”:

* Ampliar convites para demonstração da ritualistica.

* Divulgar a versatilidade do Rito.

3.7.2- Características a observar

Os critérios a seguir relacionados devem ser utilizados para auxiliar a Loja no processo de seleção de estratégias, uma vez que uma das maneiras de reduzir o número de alternativas é eliminar aquelas que:

a) Não aproveitam as potencialidades da Loja;

b) Não reduzem vulnerabilidades;

c) Não eliminam ameaças do ambiente externo;

d) Deixam de explorar as oportunidades do ambiente externo.

3.8- Metas

São alvos estabelecidos para o curto prazo. No máximo 1 ano. Portanto, podemos conceituar as metas como sendo o desdobramento do “quanto” do objetivo estratégico para um período determinado.

3.8.1- Exemplos de Metas:

* Iniciar “N” novos candidatos a cada trimestre em 200x.

* Realizar “N” palestras, a cada trimestre, com personalidades maçônicas em 200x.

* Fundar “N” Lojas no Rito de York em 200x.

çõe � o s �� �� oficinas têm o dever de orientar todo o rito, de alto a baixo da pirâmide filosófica cuja base é o simbolismo.

Ora, a observância de um ritual não deveria passar pelo seguimento cego das letras usadas nas frases que o compõem, e sim, pelo cumprimento dos diferentes momentos da seqüência ritualística preconizada pelas obediências, sempre respeitando a história, a tradição e os mistérios da Maçonaria. Os textos litúrgicos, assim, serviriam de linhas mestras a serem obedecidas, sob a supervisão constante do Guarda da Lei, que teria, aí sim, em sua mesa, um ritual à sua disposição, para que possa intervir quando da ocorrência de algum erro ritualístico crasso, solicitando a sua correção. O Rito de York, por exemplo, não permite a leitura de rituais, durante as suas sessões, o que está absolutamente certo.

Portanto, sendo o ritual uma linha mestra não calcificada em palavras obrigatórias, não existiria a necessidade de revisá-lo e reimprimi-lo tão seguidamente, bastando que os candidatos a Venerável Mestre, Vigilantes, Orador e outros cargos-chaves fossem submetidos, obrigatoriamente, a sessões de instrução e exame de suficiência, que os habilitariam ao exercício efetivo do cargo. Lembremo-nos de que, na maioria das obediências, o interstício mínimo para que um Mestre possa ser Vigilante é de três anos e, para Venerável mestre, cinco anos. Esses períodos são mais do que suficientes para o aprendizado das seqüências ritualísticas obrigatórias para a condução dos trabalhos da loja.É claro que algumas sessões vão apresentar um maior grau de dificuldade, por serem raras, como é o caso da confirmação de casamento, adoção de lowtons, mesa de banquete ou pompas fúnebres. Neste caso, admite-se que sejam feitas leituras dos trechos mais longos ou complexos, assim mesmo, parcimoniosamente. 

O fato é que a liturgia não se beneficia da leitura dos rituais e não é melhor executado por conta dela. Ao contrário, por não conhecerem os rituais de cor, é muito freqüente que os erros de leitura comprometam a beleza e a emoção das sessões, particularmente as magnas, diminuindo a influência positiva que deveriam ter sobre as mentes e os espíritos dos obreiros presentes. Ler mal é pior do que improvisar e compromete muito mais do que dizer uma frase ritualística de cor, ainda que com palavras diferentes das escritas. Aliás, pergunta-se qual é a diferença entre dizer-se “Reina silêncio na coluna do Sul, Irmão 1.º Vigilante” ou “Reina silêncio na coluna do Meio-Dia, Irmão 1.º Vigilante” ou, ainda, "Reina silência em minha coluna, Irmão 1.º Vigilante"? O importante, neste caso, é a informação de que ninguém mais vai usar a palavra na coluna do Sul, a qual poderá, então, ser concedida na coluna do Norte. Outro exemplo, é o anúncio do início dos procedimentos de fechamento da loja, quando os vigilantes dizem “Irmãos que abrilhantais (ou decorais) a coluna do Norte (Sul), eu vos anuncio, da parte do Venerável Mestre que ele procederá ao fechamento desta loja de aprendizes maçons”. Se compararmos aos rituais existentes, muitas vezes estas palavras são ligeiramente diferentes, às vezes nem são mencionadas, mas sempre deverão produzir o mesmo efeito. Então, por que não dizê-las de cor?

Ao defendermos a eliminação das leituras desnecessárias, em loja, temos a intenção de tornar o trabalho ritualístico mais fluído, mais natural e sem complicação, permitindo que o Venerável Mestre conduza a sessão com simplicidade, sem receios nem afobações, dialogando com os seus oficiais de forma natural e sem os deslizes de leituras mal feitas. O Guarda da Lei, neste caso, reassume a sua função essencial que é o de assegurar a observância da ritualística obrigatória, corrigindo, prontamente, eventuais desvios e assegurando a pureza litúrgica. É certo que, com o passar do tempo, os erros diminuiriam e os trabalhos correntes ou magnos das oficinas poderiam ser, costumeira e corretamente, declarados justos e perfeitos.

José Prudêncio Pinto de Sá – 122.900
Mestre Maçom (Instalado) – REAA
Loja Hermes 3608, Santa Maria, RS